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domingo, 11 de abril de 2021

SP e RS concentraram 35% das 50 mil mortes registradas nos últimos 17 dias


Sempre que falamos sobre o número de mortes por Covid-19 no Brasil, imaginamos esse número como um todo, como se elas ocorressem de forma proporcional por todo o país, mas não é isso que ocorre; há estados que concentram um número maior de mortes e puxam os números para cima.

A notícia do UOL mostra que o Brasil pulou de 300 mil para 350 mil óbitos por Covid-19 em apenas 17 dias, uma média diária de quase 3 mil mortes. Mas além do drama da situação, chama a atenção o fato de que, dessas 50 mil mortes (números arredondados), 13,5 mil foram no estado de São Paulo. 

"Ah, mas trata-se do estado mais populoso do país".

Com quase 46 milhões de habitantes, SP concentra 21% da população brasileira (estimada em 212 milhões de pessoas), mas o número de óbitos no estado representa 27% das 50 mil mortes registradas de 24 de março a 10 de abril. Para efeitos de comparação, o estado do Rio de Janeiro — que apesar de menos populoso, tem o dobro da densidade demográfica de SP — registrou cerca de 3 mil óbitos nesse mesmo período, o que dá aproximadamente 6% das 50 mil mortes, sendo que, com seus 17 milhões de habitantes, o RJ tem aproximadamente 8% da população do Brasil, ou seja, um índice de mortes inferior ao percentual da população.

Entendeu? Então vejamos outro exemplo.

Além de São Paulo, outro estado que registrou mortes acima da proporção populacional foi o Rio Grande do Sul. Com estimativa de 11,5 milhões de habitantes, aproximadamente 5% da população brasileira, o estado gaúcho registrou no período analisado cerca de 4 mil mortes, o que representa 8% das 50 mil mortes relatadas. Como curiosidade, o RS foi um dos estados mais severos com relação ao lockdown, com proibição até mesmo de venda de produtos considerados "não essenciais" nos supermercados.

Mas o que SP e RS têm em comum? Ambos são administrados pelo PSDB e governados por 'gestores' que alimentam pretensões à presidência da república. Além disso, se fossem países, estariam à frente do Brasil entre as nações com mais mortes por milhão de habitantes.

Fontes:


domingo, 28 de março de 2021

Brasil em 5º no ranking da vacinação e o mimimi dos números relativos


Não sei se vocês estão sabendo, mas o Brasil é hoje o 5º país que mais vacinou contra a Covid-19 no mundo; somente atrás de EUA, China, Índia e Reino Unido.
“Ah, mas isso é desonestidade; por que não coloca a proporção da população?”
Interessante observação. Mas por que os números referentes à vacinação deveriam ser informados de maneira relativa (percentual) se os novos casos, internações e mortes são sempre divulgados em números absolutos?

Deixando as narrativas de lado, será que existe uma forma mais apropriada de apresentar essas informações? A resposta é sim, e é exatamente o oposto do que a grande mídia vem fazendo.

Como?
Ao contrário do que os teleguiados acreditam, a maneira mais lógica é dar preferência aos números relativos para apresentar a situação da doença e aos números absolutos para mostrar o quadro atual da vacina.

Por quê?
A explicação é simples: enquanto o vírus se dissemina exponencialmente sem limitações significativas de tempo e espaço, a vacina enfrenta diversas barreiras físicas, como temperatura, logística de transporte, aquisição de insumos, tempo de fabricação, mão de obra humana, etc.

Tudo isso faz com que mesmo que hoje houvesse o dobro de vacinados no Brasil, em virtude das dimensões do país e do número de habitantes, em termos relativos, ainda assim estaríamos bem atrás de países pequenos e menos populosos que montaram estruturas muito menores de vacinação. Simples assim. Os gráficos estão aí para conferir. Mas, claro, desonestos são os outros.




quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Seria o Beach Park uma atração turística para a elite branca?

Estive lá no último final de semana e, observando as pessoas, vi que é notória a prevalência dos "brancos". Ou seja, você olha rapidamente para o público presente e não encontra muito contraste nos tons de pele das pessoas.

Claro que, vez por outra, você encontra pessoa de cores mais contrastantes, seja mais puxado para o "caucasiano" ou mais para "africano", por assim dizer, mas se você olhar bem para as pessoas, verá que muitos, eu diria que quase a metade dessa massa de "brancos", poderia se autodeclarar pardo, ou até mesmo preto, que ninguém os questionaria.

Pensando nisso, lá no beach Park, lembrei de uma foto aérea do carnaval de Salvador que supostamente mostra uma clara diferença de cor entre os que estavam dentro e fora da corda, brancos e pretos, respectivamente, e passei a pensar naquela situação.

Talvez a foto mostre a verdade, mas talvez ela tenha sido alterada aumentando-se o contraste, o que é muito provável, mas isso não importa, a questão é que muita gente esquece que o Brasil é um país miscigenado no qual, onde muitos enxergam uma massa de "brancos", existe uma porção de pessoas que simplesmente não se veem como brancas.