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sábado, 23 de maio de 2020

Buscai as coisas lá do alto


“Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus.” Cl 3:1

Em Colossenses 3, o apóstolo Paulo faz uma ilustração que mostra a diferença entre aqueles que precisam se revestir de algo e aqueles que precisam se despir de algo, evidenciando claramente como devem ser crentes e como devemos nos portar diante da nova realidade que é ser filho de Deus. 

“Se fostes ressuscitados”
Mas se nem morremos, como haveríamos de ter ressuscitado? O texto fala de algo que já aconteceu, ou seja, que em Cristo Jesus, já morremos para o mundo; vivemos no mundo, mas já como cidadãos celestiais, e embora ainda não tenhamos morrido e ido morar na Glória, somos já ressuscitados em Cristo e por isso nossa busca deve estar nas coisas do alto, onde nem a traça nem a ferrugem podem corroer ou o ladrão pode roubar. 

O que devemos abandonar
Paulo deixa claro que devemos deixar de lado as coisas do mundo e focar nas coisas que são do alto. Portanto, devemos fazer perecer tudo aquilo que é inerente à nossa natureza humana, carnal, pois por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Agora, já libertos da escravidão do pecado, como cidadãos celestiais, devemos nos despojar da mentira, da maledicência, da avareza, etc., despindo-nos da velha natureza e vivendo agora não mais segundo a ira, a maldade e a inveja, mas uma vez que modificamos nosso caráter e temos já a mente de Cristo, precisamos nos vestir do que é novo, ou seja, nos revestir daquilo que agrada a Deus. 

O que devemos vestir
De forma resumida, devemos nos revestir de tudo aquilo que Deus é, ou seja, devemos fazer morrer em nós a velha natureza para nos construirmos à imagem de Deus; com bondade, longanimidade, mansidão, humildade, perdão, tolerância, etc. Em outras palavras, devemos perdoar como Cristo perdoou, devemos amar como Cristo amou — mesmo que o outro não mereça — pois Cristo é o nosso referencial.

Seja, pois, o seu direcionamento, o seu propósito, a sua busca, sempre, nas virtudes de Cristo. "E acima de tudo esteja o amor", que é o resumo de todos os mandamentos, o resumo da mensagem de Jesus. Que possamos ter esse compromisso de nos instruirmos uns aos outros, com gratidão e tolerância, suportando-nos sempre, em amor. 

Portanto, tudo o que for fazer, faça de forma que sepulte o velho homem e faça fluir as virtudes de Cristo, não por bondade própria ou por méritos, mas pela ação da graça redentora de Cristo Jesus para conosco, para que a cada dia sejamos um pouco mais parecidos e à imagem do nosso Deus

Baseado na reflexão do Pr. Leandro Carvalho, quarta-feira, 13 de maio de 2020, culto de oração online transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista.

domingo, 29 de março de 2020

Doutrina da Salvação - Parte I


Qual o seu entendimento acerca da salvação? Na Teologia, o tema é conhecido como soteriologia ou estudo da salvação, mas o que sabemos acerca dessa doutrina? Imprescindível na vida do crente, a doutrina da salvação é o tema central de toda a revelação que Deus nos fez conhecer — pois todo o propósito do Criador está em resgatar e salvar a humanidade. Devemos conhecer e crer na doutrina da salvação, pois ela é a base para compreendermos outras doutrinas e assim crescermos espiritualmente. Para tanto, destacamos três resultados da salvação. 

1. A habitação do Espírito Santo (João 14:17). Quando se fala em novo nascimento, significa dizer que passamos a ser habitados pelo Espírito Santo de Deus; este é o selo, a garantia que nos traz a certeza de que somos salvos. Diferente do que alguns acreditam, a prova da presença do Espírito Santo na vida do crente não se dá por meio de gritarias e movimentos frenéticos; não é a emoção, o êxtase ou o falar em línguas estranhas que evidenciam que você está com o Espírito Santo, mas se você foi a Cristo com fé e arrependimento; a partir da conversão, a obra de Deus começa a acontecer na sua vida, ou seja, iniciado o processo de regeneração, você passa então a viver com Deus e a sentir o Espírito Santo diariamente; este é o processo que traz ao homem a redenção e o conduz à santificação.

2. Mentes renovadas (1Co 2:16). Como novas criaturas, nascemos espiritualmente e temos em nós a renovação em Cristo. A salvação leva-nos a pensar espiritualmente e isto se dá em função daquilo que Deus fez e tem nos proporcionado. Contudo, muitas vezes nos distraímos com coisas vãs e nossos pensamentos vagueiam para longe da mente de Cristo. Ora, se não ocupamos nossa mente com aquilo que é puro, verdadeiro, louvável, etc., no lugar da mente de Cristo, estaremos com as coisas do mundo na cabeça. Todavia, somos exortados a buscar as coisas do alto, e através do Espírito Santo de Deus, temos esta oportunidade; assim, a mente de Cristo terá ação em nossas vidas quando Cristo, em nós, estiver entronizado.

3. Vitória sobre o pecado (1Jo 5:4). Só o crente pode vencer o pecado, e por quê? Porque só ele tem o Espírito Santo habitando em si. Para isso Cristo veio, para nos dar vitória sobre o pecado (Rm 6:14); é por isso que o crente precisa odiar o pecado e ser vigilante contra as astúcias do inimigo. Nossa dificuldade nesse assunto é que nem sempre estamos sob o comando do Espírito Santo. Em Cristo, podemos ser vitoriosos, mas se escolhemos o pecado, optamos por um ato de rebeldia contra Deus — o pecado pode muitas vezes parecer bom e belo, algo até que não incomoda, mas as consequências são desastrosas e os danos são muitos. 

Que possamos, pois, nos sentir habitados pelo Espírito Santo de Deus, zelando pelo nosso corpo — templo e morada — buscando sempre a Sua plenitude; plenitude esta que é demonstrada na coragem para falar de Cristo, na rejeição do pecado e na vida de santidade com Deus. Então, que nossas mentes sejam renovadas segundo a mente de Cristo, que nossos pensamentos e atitudes sejam diferentes do que o mundo dita e que nossa vitória seja encarada como prova daqueles que são nascidos do Espírito, que depositam sua fé em Jesus e encontram Nele a certeza de que são filhos de Deus.


Extraído do sermão do Pr. Antônio Tadeu, domingo 1 de março de 2020. Algumas referências: 1Co 3:16, Rm 8:9, Rm 12:2, Mt 15:8, Ef 2:1, 1Jo 4:4.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Ânimo e Esperança


Muitas vezes as tribulações, os conflitos e as lutas diárias que enfrentamos podem nos deixar abatidos e desanimados. Todos nós estamos sujeitos a isso. Afrontados pelo gigante Golias, os homens do exército de Israel estavam desestimulados, assustados e com medo, mas Davi chegou a eles com fé e coragem, transmitindo-lhes ânimo e esperança: "Vocês estão com medo? Pois eu mostrarei a esse filisteu que há Deus em Israel.” A vitória de Davi sobre Golias nos dá uma excelente lição; mostra-nos que precisamos manter o ânimo e não nos deixar abater ante os desafios que surgem, por mais que pareçam gigantes.

Uma dica para vencer o desânimo é procurar cercar-se de pessoas animadas, de gente que não murmura e não vive se queixando. Quando nos cercamos de pessoas alegres, prontas para fazer e dispostas a cooperar, somos envolvidos por uma aura de ânimo que nos contagia e nos impulsiona. Muitas tarefas que nos são apresentadas dependem menos da ajuda de Deus do que do nosso próprio estado de animação. "Não te mandei eu? Então esforça-te e tem bom ânimo". Deus não chama gente desanimada; Ele nos anima e nos chama. Na caverna, Elias foi visitado pelo Espírito de Deus que o inquiriu: "O que você está fazendo aqui?". Podemos às vezes nos encontrar esmorecidos, desanimados, sem querer falar com ninguém, dando-se por vencido e buscando abrigo numa caverna, mas o Senhor quer nos encorajar, nos fortalecer e nos dar ânimo. A caverna não é o nosso lugar: foi para andar na luz que fomos chamados, não na escuridão.

A caverna pode ser um vazio espiritual provocado pela falta de oração e comunhão, uma espécie de depressão espiritual. Fuja dela. Procure se cercar de pessoas alegres e dispostas, e não se furte de alcançar aqueles que estão precisando de ânimo — “Encorajem-se uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama ‘hoje’”.

Baseado na mensagem do pastor Antônio Tadeu, quarta-feira, 29 de janeiro de 2020, na Igreja Batista Fundamentalista. Algumas referências bíblicas: 1Sm 17, 1Re 19:9,15, Js 1:9, Hb 3:13, Is 40:28-31

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

A Renovação e a Saúde da Alma


Perto da virada do ano, são comuns as saudações de feliz ano novo, “tudo de bom”, muitas vezes de forma automática, ditos da boca pra fora. Em Roma, as pessoas representavam a renovação da virada do ano arremessando objetos velhos pelas janelas. De modo análogo, muita gente ainda conserva o hábito de pintar a casa no início do ano. Ora, é importante zelar pela estrutura física, mas e quanto às pessoas que lá habitam? Mais do que cuidar da aparência, precisamos buscar a saúde da alma; devemos promover o renovo e jogar fora tudo aquilo que é velho e bolorento em nossas vidas. Isso não significa que devemos abrir mão de princípios e valores, mas que devemos sim abandonar vícios, manias e todas as mazelas que nos machucam, todos os fardos que nos prendem em nós mesmos e nos impedem de avançar, como mágoas, culpas e ressentimentos que só nos prejudicam. Desta forma, poderemos ter um ano verdadeiramente novo, vivendo em novidade de vida, como novas criaturas. “As coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.”

Essa renovação é importante porque, sem alegria e sem qualidade de vida, a alma vai adoecendo e a situação vai aos poucos se agravando. Conhecida como o mal do século, a depressão não acontece de uma hora pra outra, mas a partir de um acúmulo de coisas não (ou mal) resolvidas e expectativas frustradas que vão impedindo a pessoa de progredir e viver. A consequência disso pode ser, além do abatimento, o cansaço em fazer o bem. Sabemos que a falta de reconhecimento e a ingratidão podem nos entristecer e desanimar, o que contribui para agravar a situação. Contudo, tenhamos em mente que fazer o bem e realizar boas ações são sacrifícios que, além de agradar a Deus, oferecem satisfação pessoal àqueles que as praticam, dando-lhes o prazer de servir e ser útil. O erro, no caso, está em ansiar pelo aplauso. 

Mas como melhorar a qualidade de vida e obter uma alma saudável? Dentre várias atitudes que podem ser tomadas, destacamos três:

1. Falar dos sentimentos. Principalmente quando é algo que precisamos confessar e desabafar. Por isso é importante que tenhamos alguém com quem contar e confiar, alguém com quem possamos conversar abertamente para falarmos dos nossos sentimentos. Precisamos nos abrir e botar aquilo que nos incomoda pra fora. “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados.”

2. Tomar decisões. Decidir é buscar resolver aquilo que nos aflige; é assumir posição na tentativa de resolver conflitos e problemas. Todos os dias temos algo para decidir e atitudes para serem tomadas, mas como decidir sozinho e de forma acertada? Buscando a sinceridade em nosso coração, procurando fazer para Deus, não para os homens, cuidando de renunciar o ego, assimilar valores e assumir consequências. Deus nos instrui acerca do caminho que devemos andar, embora muitas vezes escolhamos atalhos. 

3. Ter uma vida verdadeira. Hoje em dia, é cada vez mais comum viver de aparências, “de fachada”, principalmente nas redes sociais, onde a vida de muitos é um verdadeiro ‘faz de conta’. E embora alguns se acostumem com a situação, de forma geral, as pessoas adoecem quando usam máscaras — nada é o que realmente é —, e assim acabam prejudicando tanto a si próprios quanto àqueles que nelas se espelham.

Portanto, “faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma”. Falemos pois dos nossos sentimentos, assumamos responsabilidades, tomemos decisões e não vivamos de aparências. Pois se não nos livrarmos e resolvemos nossos traumas, se não nos decidimos acerca do que devemos e precisamos fazer ou se vivemos uma vida falsa e sem propósito, não tem jeito, acabaremos por adoecer. 

Extraído da aula ministrada pelo pastor Antônio Tadeu, domingo, 12 de janeiro de 2020, na Escola Bíblica Dominical da Igreja Batista Fundamentalista. Referências bíblicas: 2Co 5:17, Hb 13:1-3,16, Tg 5:16, 3Jo 1:2.