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quarta-feira, 24 de junho de 2020

Enfrentando enfermidades


Você crê no amor de Deus? Acredita que Deus te ama? Se é assim, com base nisso, você acredita que podem ficar doentes aqueles a quem Deus ama? 

Estava, porém, enfermo um certo Lázaro.
A primeira coisa que aprendemos em João 11 é que o amor de Deus não nos isenta de ficarmos doentes. A Covid-19 está por aí fazendo vítimas em todo o mundo e pode pegar qualquer um, inclusive os crentes; mesmo o mais fiel e piedoso, nenhum de nós está isento de ser vítima desta ou de outras doenças. 

“Eis que está enfermo aquele que tu amas”.
Jesus amava Lázaro e suas irmãs, mas mesmo sabendo que ele estava doente, ainda demorou-se para ir atendê-los. Nisso vemos o propósito de Deus, que pode tardar, mas não falha.

"Esta enfermidade não é para a morte, mas para a glória de Deus".
Muitas vezes enfrentamos as consequências de nossos próprios atos e pecados, mas certas coisas acontecem em nossas vidas para que nos voltemos mais para Deus e o nome do Senhor seja glorificado.

"Para que acrediteis".
A demora de Jesus tinha por objetivo aumentar a fé dos discípulos e glorificar o Pai. Enquanto nós buscamos o alívio imediato da situação, Jesus busca a Sua glória — "A maturidade cristã é indicada pela preocupação do crente com a glória de Deus".

“Vede como o amava”. 
O choro de Jesus não foi de tristeza ou arrependimento, mas uma demonstração de empatia, afeição e afeto. Jesus se compadece de nossas dores pois viveu como homem e sabe muito bem o que passamos e enfrentamos. 

"Não podia ele fazer com que este não morresse?"
Achavam que Jesus, como amigo, não poderia ter deixado Lázaro morrer, mas Cristo mandou tirar a pedra e em seguida mandou Lázaro vir para fora e para a vida. 

O texto nos mostra que:
1. Lázaro, mesmo sendo amigo amado de Jesus, adoeceu e morreu;
2. Jesus tem um tempo certo de agir e atua conforme a Sua soberana vontade;
3. Ele faz com que cresçamos na fé através de situações adversas;
4. Deus tem um propósito para todas as situações;
5. Tudo é para a glória do Seu nome. 

Portanto, por mais fiéis que sejamos, não estamos isentos dos males que assolam este mundo. Então, se porventura acontecer, não cabe a nós ficarmos com raiva de Deus ou acharmos que fomos abandonados; pelo contrário, devemos continuar dando glória a Deus e santificar o Seu nome, certos de que, vivendo ou morrendo, pertencemos ao Senhor — e acima de tudo, para o crente, o morrer é lucro. 

Extraído da mensagem do Pr. Antônio Tadeu, quarta-feira, 17 de junho de 2020; culto de oração transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista. Texto base: João 11. Outras referências bíblicas: 1Tm 5:23, 2Tm 4:20, Tg 5:14, Gl 4:13, 1Co 11:30.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Das trevas para a luz


"Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.” (1Jo 2:1).

Deus é amor e perdoa todos aqueles que se arrependem dos seus pecados, mesmo aqueles aparentemente imperdoáveis aos olhos dos homens e condenados pela sociedade; não há pecado que não possa ser perdoado por Deus, por intermédio de Jesus Cristo, pois nenhum pecado está acima da grandeza do Seu amor e misericórdia.

O fato é que, sem Deus, somos guiados apenas pelos nossos instintos e levados pela cultura deste mundo — o qual jaz no maligno —, mas depois que conhecemos a Cristo, tudo se faz novo. Todavia, “aquele que diz ‘eu o conheço’, e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso”; afinal, se andarmos nas trevas, como poderemos dizer que somos da luz? Quem, de fato, conhece a Jesus, tem sua vida transformada pelo amor.

No entanto, alguém poderia dizer que somos todos iguais e a ninguém podemos julgar, até porque o joio é muito parecido com o trigo, mas tem algo que o joio é incapaz de fazer: amar. Por isso mesmo, é impossível servir a Jesus sem o amor.

Ou seja, graças à obra redentora de Cristo, podemos sempre contar com o perdão do Pai, e graças à ação do Espírito Santo, podemos rejeitar os nossos impulsos, mudar de direção e caminhar na luz. Aquele, porém, que diz estar na luz, e odeia a seu irmão, permanece nas trevas. Assim, aquele que está em Cristo deve procurar andar como Ele andou, viver como Ele viveu e amar como Ele amou. Servir a Cristo é, acima de tudo, vivenciar o amor; é se importar com os pequenos, é demonstrar misericórdia, é exercitar o perdão, a empatia, a compaixão, etc. 

Baseado na mensagem do Pr. Leandro Carvalho, quarta-feira, 29 de abril de 2020, culto de oração transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista. Texto base: 1 João 1:5-10; 2:1-11.

sábado, 23 de maio de 2020

Buscai as coisas lá do alto


“Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus.” Cl 3:1

Em Colossenses 3, o apóstolo Paulo faz uma ilustração que mostra a diferença entre aqueles que precisam se revestir de algo e aqueles que precisam se despir de algo, evidenciando claramente como devem ser crentes e como devemos nos portar diante da nova realidade que é ser filho de Deus. 

“Se fostes ressuscitados”
Mas se nem morremos, como haveríamos de ter ressuscitado? O texto fala de algo que já aconteceu, ou seja, que em Cristo Jesus, já morremos para o mundo; vivemos no mundo, mas já como cidadãos celestiais, e embora ainda não tenhamos morrido e ido morar na Glória, somos já ressuscitados em Cristo e por isso nossa busca deve estar nas coisas do alto, onde nem a traça nem a ferrugem podem corroer ou o ladrão pode roubar. 

O que devemos abandonar
Paulo deixa claro que devemos deixar de lado as coisas do mundo e focar nas coisas que são do alto. Portanto, devemos fazer perecer tudo aquilo que é inerente à nossa natureza humana, carnal, pois por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Agora, já libertos da escravidão do pecado, como cidadãos celestiais, devemos nos despojar da mentira, da maledicência, da avareza, etc., despindo-nos da velha natureza e vivendo agora não mais segundo a ira, a maldade e a inveja, mas uma vez que modificamos nosso caráter e temos já a mente de Cristo, precisamos nos vestir do que é novo, ou seja, nos revestir daquilo que agrada a Deus. 

O que devemos vestir
De forma resumida, devemos nos revestir de tudo aquilo que Deus é, ou seja, devemos fazer morrer em nós a velha natureza para nos construirmos à imagem de Deus; com bondade, longanimidade, mansidão, humildade, perdão, tolerância, etc. Em outras palavras, devemos perdoar como Cristo perdoou, devemos amar como Cristo amou — mesmo que o outro não mereça — pois Cristo é o nosso referencial.

Seja, pois, o seu direcionamento, o seu propósito, a sua busca, sempre, nas virtudes de Cristo. "E acima de tudo esteja o amor", que é o resumo de todos os mandamentos, o resumo da mensagem de Jesus. Que possamos ter esse compromisso de nos instruirmos uns aos outros, com gratidão e tolerância, suportando-nos sempre, em amor. 

Portanto, tudo o que for fazer, faça de forma que sepulte o velho homem e faça fluir as virtudes de Cristo, não por bondade própria ou por méritos, mas pela ação da graça redentora de Cristo Jesus para conosco, para que a cada dia sejamos um pouco mais parecidos e à imagem do nosso Deus

Baseado na reflexão do Pr. Leandro Carvalho, quarta-feira, 13 de maio de 2020, culto de oração online transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista.

sábado, 25 de abril de 2020

O Bom Pastor


“Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei.” Em Ezequiel  34:11-16, vemos que Deus cuida do seu povo assim como o pastor que sai em busca das suas ovelhas dispersas. A analogia entre pastores e ovelhas é interessante porque a mensagem era direcionada a pessoas simples, do campo, acostumadas com o ambiente de pastoreio. 

"O Senhor é meu pastor e nada me faltará.” No Salmo 23, o salmista expressa-se como se fosse uma ovelha: “Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas." Davi, que era pastor, entendia bem o zelo que envolvia essa relação, pois mesmo que uma ovelha se desgarrasse, o bom pastor não mediria esforços para encontrá-la e trazê-la de volta nas costas.

“Eu sou o bom pastor.” Em João 10:1-18, Jesus vale-se da mesma analogia para afirmar que Suas ovelhas o ouvem e o seguem porque conhecem a Sua voz. O mercenário não tem amor pelas ovelhas, quando vê o lobo se aproximando, foge e as abandona; o ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir, mas o bom pastor, este dá a vida pelas ovelhas.

Deus é o nosso pastor, Aquele que provê nosso pão de cada dia, que sabe das nossas dificuldades e conhece as nossas orações antes mesmo das palavras se formarem. Ele nos acompanha desde o dia do nosso nascimento até o último instante da nossa vida, e não há como fugir do Senhor, pois onde quer que nos escondamos, lá estará a Sua presença. 

E você, reconhece a voz do Bom Pastor? Ela está nas Escrituras, e aqueles que a ouvem, entendem e praticam a Sua mensagem são estes que reconhecem a Sua voz. O Senhor é o mesmo que, diante da necessidade do Seu povo, mandou o maná do céu, fez fluir água da rocha, protegeu-os do sol e os guiou em meio à escuridão. Ele é um Deus zeloso e tem cuidado de nós. Que você possa ouvir o Seu chamado e adentrar pela Porta das Ovelhas, pois lá acharás pastagem.

Extraído do sermão do Pr. Leandro Carvalho, domingo, 19 de abril de 2020, culto de adoração transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Gratidão


Nesses tempos difíceis em que estamos vivendo, cheios de incertezas e notícias assustadoras, onde somos estimulados a permanecer em casa para conter a disseminação de um vírus que tem ceifado vidas por todo o mundo, será que em meio a tudo isso ainda há espaço para a gratidão? Precisamos entender que, independente das circunstâncias, devemos ser gratos, pois isto é algo que agrada o coração de Deus. 

"Sede agradecidos" (Col 3:15). Requerido dos filhos de Deus, a gratidão é algo significativo na vida do crente; uma virtude necessária e tão importante quanto a oração. Contudo, a gratidão não deve estar condicionada às circunstâncias nem basear-se em bens materiais; e se estamos em um momento desfavorável, não significa que devemos murmurar e negligenciar a gratidão, mas agir como Paulo: “Porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Fp 4:11-13).

"Em tudo dai graças" (1Ts 5:18). A gratidão é também uma ordem bíblica: aconteça o que acontecer, nunca devemos deixar de agradecer ao Senhor, porque esta é a Sua vontade. De nossa parte, se queremos crescer na fé e nas virtudes, precisamos expressar este sentimento em todas as ocasiões; para tanto, temos em Cristo o nosso exemplo maior — apesar de ter levado uma vida difícil e cheia de dificuldades, Cristo não se lamentava; perseguido pelas autoridades religiosas e rejeitado pelo Seu povo, ainda assim Ele não murmurava, pelo contrário, em várias ocasiões vemos Jesus dando graças ao Pai (Mt 11:25).

Entretanto, a gratidão não se resume a um simples obrigado; ela expressa-se por meio de ações de graça, e a disposição do crente para servir é reflexo dessa gratidão. Agradecer é uma forma maravilhosa de nos relacionarmos com Deus, e se você não demonstra gratidão pelo que tem, não haverá motivos para você ter o que não tem. Portanto, agradeça mesmo nos momentos difíceis e Deus certamente lhe dará algo maior. 

Então, quanta gratidão genuína o Senhor tem encontrado em nossos corações? Estamos murmurando ou sendo agradecidos? De que forma estamos demonstrando a nossa gratidão? Dos atos de obediência, a prática da gratidão é pré-requisito para agradar a Deus. Que sejamos, pois, gratos ao Senhor em todos os momentos, pois a gratidão muda o nosso olhar diante das circunstâncias da vida. Lembra dos dez leprosos? Após serem curados, apenas um voltou para agradecer; não seja como os outros nove.

Extraído do sermão do Pr. Antônio Tadeu, domingo, 19 de abril de 2020, culto de adoração transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Para você, quem é Jesus?


O que as pessoas dizem acerca de Jesus? Será que elas têm uma visão correta a Seu respeito? Muitos dizem que têm fé em Cristo, mas parece que essa fé não os impulsionam a uma mudança, uma transformação em suas vidas.

Conversando com os discípulos, Jesus os interrogou para saber se tinham uma ideia correta a Seu respeito: "Quem o povo diz ser o Filho do Homem?" Eles responderam dizendo que alguns achavam que Jesus era João Batista ressuscitado; pois pregava sobre arrependimento, criticava as autoridades religiosas (raça de víboras) e instruíra os discípulos a batizarem as pessoas, como se fosse um reativamento do ministério de João; outros achavam que Jesus seria um profeta que havia ressuscitado, como Elias ou Jeremias. Ouvindo o relato dos discípulos, e já sabendo previamente que era isso que as pessoas comentavam a Seu respeito, Jesus pergunta: “Mas vós, quem dizeis que eu sou?” Isso nos mostra que, independente do que as pessoas comentam ou discorrem acerca de Jesus, cada um deve ter sua própria impressão sobre Ele. Então Pedro, tomando a frente diz: "Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo". 

Pedro não poderia ter dado melhor resposta; disse que Jesus era o Cristo, aquele que haveria de vir, o Filho do único e soberano Deus, a essência e encarnação do próprio Deus Criador. Diante dessa resposta, Jesus declarou: "Bem aventurado és, porque não foi carne nem sangue que te revelaram, mas o meu Pai que está nos céus". Ou seja, a verdade que Pedro acabara de dizer não saíra do seu intelecto, mas Deus que assim o revelou. O curioso é que Jesus, vendo que sua natureza divina começava a ser revelada, adverte os discípulos para que a ninguém dissessem que Ele seria o Cristo, pois Deus é quem revelaria a cada um, ou seja, os homens não seriam convencidos por argumentos humanos, mas o reconheceriam através da revelação dada pelo próprio Pai. 

Jesus nunca havia falado tão abertamente com os discípulos como a partir desse momento, mostrando-lhes que era necessário seguir para Jerusalém, sofrer perseguições, ser morto e ressuscitar. Mas Pedro, chamando Jesus à parte, repreendeu-o dizendo: “Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso.” Como pode? O Pedro que recebera a revelação de que Jesus era o Cristo, agora era incapaz de entender os planos do Messias. Jesus então se dirige duramente a ele dizendo: "Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens." Isso demonstra a natureza humana, dividida, que num instante ouve a revelação do Espírito, mas em seguida dá razão ao próprio entendimento terreno. Será que conhecemos de fato a Jesus? 

Agora perceba que não se tratava de qualquer um; desde que Jesus começou Seu ministério, Pedro sempre esteve envolvido, mas aproximando-se o fim da missão do Messias, o discípulo parecia ainda não entender claramente o que Cristo falava acerca da Sua morte. E não somente Pedro, muitos achavam que Jesus terminaria em algum palácio, mesmo Ele dizendo que o Filho do Homem não tinha onde reclinar a cabeça; outros até lhe pediram a honra de sentarem à sua direita, mostrando uma visão equivocada acerca do Seu ministério. Ainda hoje, muitos têm uma visão distorcida de quem é Jesus, e no futuro, poderão até alegar que O conheciam, pois profetizaram em Seu nome, expulsaram demônios e fizeram maravilhas, mas a estes Jesus dirá: "Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” (Mt 7:23).

Então, até onde conhecemos a Jesus? Qual a nossa real visão sobre Ele? Há muitos pontos de vista, mas somente através da Palavra de Deus poderemos obter a revelação acerca de quem Ele é. Através de Cristo, entendemos a Sua Palavra e através da Palavra, entendemos quem é Jesus Cristo. Quando o conhecemos de verdade, tudo muda na nossa vida, pois a Sua presença traz mudanças. Jesus é a fonte da água viva, o pão que nos alimenta, a verdade que nos liberta, o caminho que nos livra da mente religiosa, aquele que alivia o nosso fardo, o que traz a paz para um mundo de guerras e nos mostra o sentido real da vida. 

Que Deus confirme em cada um de nós, através da Palavra, quem é Jesus, pois se temos a convicção de que Ele é o Cristo, o filho do Deus vivo, nada mais importa; os antigos conceitos ficam para trás e tudo se faz novo, e isto vem graças ao Espírito Santo, pois a conversão não é uma ação da mente humana, mas uma ação do próprio Deus em favor dos homens; Ele mesmo nos convence. 

Extraído do sermão do Pr. Leandro Carvalho, quarta-feira, 15 de abril de 2020, transmissão online do Culto de Oração da Igreja Batista Fundamentalista. Texto base: Mateus 16:13-28

sábado, 11 de abril de 2020

Como deve ser a nossa oração?


“Disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos.” (Lc 11:1).

Após criticar o modelo de oração farisaica, Jesus nos ensina, em Mateus 6, que ao contrário dos hipócritas, que procuram orar publicamente para serem vistos, nós devemos orar em secreto: “E teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.” Jesus assim nos instrui porque oração é intimidade com Deus; é o momento em que falamos pessoalmente com o Senhor e apresentamos a Ele as nossas causas mais íntimas e urgentes. Cristo também nos ensina a não usarmos de vãs repetições, pois Deus sabe do que precisamos antes mesmo de pedirmos. "E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei." (Jo 14:13).

Mas se Deus sabe tudo que necessitamos, por que devemos orar pedindo? Deus conhece todas as nossas necessidades e sabe o que iremos falar antes mesmo das palavras virem à nossa boca, mas a instrução é que sejamos dependentes de Deus e o reconheçamos como um Pai provedor. Entretanto, às vezes oramos a Deus por coisas que não nos convêm, e Deus, ciente de tudo, recusa-se a nos conceder porque sabe que aquilo não é o melhor para nós; ou ainda não é o momento certo. Além disso, muitas vezes nos acomodamos e queremos que Deus chegue com uma solução, mas sem que tenhamos exposto a situação perante Ele. Deus, contudo, quer que derramemos os nossos corações e dependamos completamente Dele, e é isso que nós devemos fazer.

Na oração do Pai Nosso — aquela que o Senhor nos ensinou — Jesus a inicia exaltando o Pai e submetendo-se aos Seus desígnios: “Faça-se a tua vontade”. Em “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje”, Cristo nos mostra que devemos orar por nossas necessidades imediatas, aquelas que nos são mais urgentes, ensinando-nos a confiar na providência de Deus e a não ficar ansiosos com o dia de amanhã: “Basta a cada dia o seu próprio mal”. E ao final da oração, Jesus explica o que ela significa: que se perdoarmos as ofensas cometidas contra nós, também seremos perdoados pelas nossas ofensas cometidas contra Deus, mas se não houver perdão de nossa parte, também nós não seremos perdoados por Ele.

A oração, todavia, não deve estar focada apenas em nós mesmos ou na conquista de coisas; precisamos orar pelas causas e também uns pelos outros. Assim, se o momento é de incertezas, Deus é a primeira pessoa a quem devemos consultar, e se estamos passando por aflições, Ele é quem primeiro devemos estar buscando, pois é preciso que o Senhor esteja envolvido diante dos nossos problemas para que a solução venha. 

Entendamos, pois, que precisamos chegar aos átrios do Senhor e curvar os nossos corações muito mais do que os nossos joelhos, e que mesmo diante das dificuldades, Deus tem cuidado de nós, sabe o que temos enfrentado e tem ciência de tudo que precisamos; basta que tenhamos fé e esperemos no Senhor, pois no tempo oportuno Ele se fará presente e cumprirá em nós a Sua vontade. 

Baseado no sermão do Pr. Leandro Carvalho, transmitido domingo, 5 de abril de 2020, pela página da Igreja Batista Fundamentalista. Texto base: Mateus 6.

terça-feira, 7 de abril de 2020

Como enfrentamos os momentos de angústia?


Por certo, como seres humanos, somos frágeis, vulneráveis e imperfeitos, mas essas limitações não invalidam as nossas qualidades e virtudes. As situações adversas que enfrentamos servem para que possamos testar essas qualidades: se somos fortes ou fracos, quais as nossas habilidades e quais os nossos limites. A forma como agimos diante das adversidades pode fazer uma grande diferença, e algumas  situações devem ser enfrentadas com determinação e coragem. Então, como enfrentamos os momentos de angústias? Como nos comportamos perante as dificuldades da vida? Nossa palavra de exortação é para que sejamos fortes, pois apesar de termos limitações e defeitos, temos também virtudes que precisam ser trabalhadas. A seguir, vemos alguns pontos fracos que devemos evitar e qual deve ser a nossa postura.

Covardia. Esta é uma das fraquezas mais comuns; e isso acontece porque muitas vezes adotamos uma postura passiva e não nos atrevemos em mudar a situação; nos omitimos de dizer aquilo que deveria ser dito ou porque simplesmente recuamos quando deveríamos avançar. Deus, contudo, não nos deu espírito de temor, mas de fortaleza, amor e moderação (2Tm 1:7). Portanto, ao invés da covardia, ousadia; tenha coragem para enfrentar os problemas com determinação e lembre-se que a Bíblia também nos ensina a sermos prudentes.  

Egoísmo. As pessoas egoístas são aquelas que visam apenas seus próprios interesses e não abrem mão de algo para o benefício do próximo; como alguém que vai no supermercado e compra todo estoque de álcool em gel e deixa os outros sem nada. Contudo, não é hora de sermos egoístas, mas de compartilharmos e nos ajudarmos uns aos outros. Então, ao invés do egoísmo, cultive a caridade, o altruísmo, e saiba repartir e compartilhar com o outro. 

Impaciência. Graças ao imediatismo da vida moderna, estamos sempre querendo tudo para já; isso nos leva a uma vida agitada e estressante que nos torna impacientes com as coisas e com as pessoas. Contudo, a paciência nos ajuda a tomar as decisões certas, oportunas e de acordo com a vontade de Deus. Quem se apressa pode facilmente cometer erros, mas quem tem paciência aumenta as chances de obter os melhores resultados — e assim como Deus é paciente conosco e nos dá muitas chances quando erramos, também nós devemos ser pacientes com o próximo e perdoar os seus erros cometidos contra nós. 

Como podemos ver, se nos momentos difíceis prevalecem os nossos pontos fracos, nossa força demonstra-se pequena para enfrentá-los. Precisamos, pois, nos valer das qualidades que nos capacitam e nos fortalecem para continuarmos seguindo em frente, pois Deus tem nos dado paz e vitória em meio à angústia, de modo que Nele podemos descansar. Nas aflições, entendemos que podemos depender totalmente de Deus e reconhecer que não somos nada sem Ele. Portanto, se os dias são difíceis, de apreensão e medo, com pessoas em pânico e inseguras, cabe a nós olharmos para nós mesmos e nos perguntarmos: “Como estamos agindo? Estamos nos mostrando frouxos ou estamos encarando essa situação com coragem, ousadia e paciência?”

Que possamos nos manter humildes e resilientes em Cristo Jesus, seguindo de cabeça erguida, combatendo o bom combate e prosseguindo para o alvo. Que o Senhor nos abençoe e nos encoraje para que possamos agir com paciência e usar as nossas virtudes de maneira correta para superar as adversidades. 

Extraído do sermão do Pr. Antônio Tadeu, domingo, 5 de abril de 2020, culto online transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Doutrina da Salvação - Parte II


Após abordarmos os efeitos imediatos da salvação na vida daqueles que se convertem a Cristo, hoje falaremos sobre os benefícios da salvação para o homem. A salvação, como sabemos, se dá quando o homem, num ato voluntário de arrependimento e fé, crê no Senhor Jesus e o aceita como seu único e suficiente Salvador (João 3:16). Além disso, a salvação não é destinada somente a nós, mas também às nossas famílias; esta é uma promessa que se estende aos de nossa casa e também eles podem ser alcançados (At 16:31). Entretanto, apesar de ser de Deus a iniciativa de salvar aqueles que creem, a decisão de crer para ser salvo recai sobre homem. A salvação é pessoal e compete a cada um tomar sua própria decisão. Para tanto, é preciso crer, e isto não significa subir o monte, andar com a Bíblia debaixo do braço ou fazer penitência, mas que é pela fé, mediante a decisão sincera do pecador arrependido que inclina-se para Cristo. 

O perdão dos pecados (Mt 9:2; 1Jo 2:12).
Apesar de algumas situações que enfrentamos serem consequências de más ações que cometemos, isto não significa que todas as doenças são motivadas por pecados cometidos; mas que, no sentido geral, as enfermidades são decorrentes do pecado do homem. Cristo, porém, nos oferece não somente uma cura física, mas também espiritual. O sacrifício de Jesus, como cordeiro de Deus, foi justamente para nos livrar dessa maldição do pecado. Na antiguidade, usavam-se animais em rituais de expiação e propiciação, mas eis que veio o Cordeiro de Deus que, sem máculas e sem pecados, realizou o sacrifício definitivo pelo perdão dos pecados da humanidade. Então, por mais que você seja íntegro e se ache uma pessoa do bem, é necessário que você perceba-se como pecador; não que você esteja fazendo algo errado agora, mas porque já nasceu na condição pecador. Contudo, tão abrangente quanto o pecado da humanidade é a salvação em Jesus por meio da Sua graça, mas se o homem prefere rejeitar esse benefício, a falta recai sobre ele, não sobre Cristo. 

A justificação (Rm 3:24-28; Rm 5:1).
A justificação é consequência do perdão dos pecados. Graças ao sacrifício do Cordeiro, chegamos hoje justificados diante de Deus; sem culpa, mas não por algo que fizemos para merecer, mas pelo que Cristo fez por nós na cruz do calvário. A justificação não revela aquilo que o homem é em si mesmo, mas aquilo no qual Cristo o transformou: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rm 5:1).

É isso que a salvação propicia ao homem: perdão dos pecados e justificação diante do Pai; benefícios estes que fazem parte da obra redentora de Deus para a salvação do homem e estão destinados àqueles que creem e aceitam a Jesus como seu único e suficiente Salvador e Senhor. Portanto, reflita sobre tudo isso; e se Deus falou ao seu coração, creia, faça sua decisão e entregue sua vida a Jesus antes que seja tarde demais para isso. Hoje você tem o livre arbítrio para fazer a sua escolha. Eis que "ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas tu e teus filhos” (Dt 30:19).

Extraído do sermão do Pr Antônio Tadeu, domingo, 8 de março de 2020, na Igreja Batista Fundamentalista de Mossoró.

domingo, 29 de março de 2020

Doutrina da Salvação - Parte I


Qual o seu entendimento acerca da salvação? Na Teologia, o tema é conhecido como soteriologia ou estudo da salvação, mas o que sabemos acerca dessa doutrina? Imprescindível na vida do crente, a doutrina da salvação é o tema central de toda a revelação que Deus nos fez conhecer — pois todo o propósito do Criador está em resgatar e salvar a humanidade. Devemos conhecer e crer na doutrina da salvação, pois ela é a base para compreendermos outras doutrinas e assim crescermos espiritualmente. Para tanto, destacamos três resultados da salvação. 

1. A habitação do Espírito Santo (João 14:17). Quando se fala em novo nascimento, significa dizer que passamos a ser habitados pelo Espírito Santo de Deus; este é o selo, a garantia que nos traz a certeza de que somos salvos. Diferente do que alguns acreditam, a prova da presença do Espírito Santo na vida do crente não se dá por meio de gritarias e movimentos frenéticos; não é a emoção, o êxtase ou o falar em línguas estranhas que evidenciam que você está com o Espírito Santo, mas se você foi a Cristo com fé e arrependimento; a partir da conversão, a obra de Deus começa a acontecer na sua vida, ou seja, iniciado o processo de regeneração, você passa então a viver com Deus e a sentir o Espírito Santo diariamente; este é o processo que traz ao homem a redenção e o conduz à santificação.

2. Mentes renovadas (1Co 2:16). Como novas criaturas, nascemos espiritualmente e temos em nós a renovação em Cristo. A salvação leva-nos a pensar espiritualmente e isto se dá em função daquilo que Deus fez e tem nos proporcionado. Contudo, muitas vezes nos distraímos com coisas vãs e nossos pensamentos vagueiam para longe da mente de Cristo. Ora, se não ocupamos nossa mente com aquilo que é puro, verdadeiro, louvável, etc., no lugar da mente de Cristo, estaremos com as coisas do mundo na cabeça. Todavia, somos exortados a buscar as coisas do alto, e através do Espírito Santo de Deus, temos esta oportunidade; assim, a mente de Cristo terá ação em nossas vidas quando Cristo, em nós, estiver entronizado.

3. Vitória sobre o pecado (1Jo 5:4). Só o crente pode vencer o pecado, e por quê? Porque só ele tem o Espírito Santo habitando em si. Para isso Cristo veio, para nos dar vitória sobre o pecado (Rm 6:14); é por isso que o crente precisa odiar o pecado e ser vigilante contra as astúcias do inimigo. Nossa dificuldade nesse assunto é que nem sempre estamos sob o comando do Espírito Santo. Em Cristo, podemos ser vitoriosos, mas se escolhemos o pecado, optamos por um ato de rebeldia contra Deus — o pecado pode muitas vezes parecer bom e belo, algo até que não incomoda, mas as consequências são desastrosas e os danos são muitos. 

Que possamos, pois, nos sentir habitados pelo Espírito Santo de Deus, zelando pelo nosso corpo — templo e morada — buscando sempre a Sua plenitude; plenitude esta que é demonstrada na coragem para falar de Cristo, na rejeição do pecado e na vida de santidade com Deus. Então, que nossas mentes sejam renovadas segundo a mente de Cristo, que nossos pensamentos e atitudes sejam diferentes do que o mundo dita e que nossa vitória seja encarada como prova daqueles que são nascidos do Espírito, que depositam sua fé em Jesus e encontram Nele a certeza de que são filhos de Deus.


Extraído do sermão do Pr. Antônio Tadeu, domingo 1 de março de 2020. Algumas referências: 1Co 3:16, Rm 8:9, Rm 12:2, Mt 15:8, Ef 2:1, 1Jo 4:4.

quinta-feira, 26 de março de 2020

Tenho fé, logo, não serei contaminado?


Nesses tempos difíceis que estamos vivendo, há uma tendência nossa, e muitas vezes em cima daquilo que o mundo propaga sobre os evangélicos, de adotarmos a mensagem triunfalista que coloca o crente acima do bem e do mal e imune aos problemas deste mundo. Por certo, de acordo com as Escrituras, sabemos que a igreja é triunfante; em 2Co 2:14 Paulo diz: “Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo”; Jesus referiu-se à igreja triunfante em Mt 16:18 dizendo: “Sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”, isto significa que a igreja é sim vitoriosa e nada nem ninguém pode deter o seu avanço. E mesmo agora, neste momento em que somos impedidos de nos reunir no espaço físico do templo, ainda assim a igreja avança; avança pois ela é viva, atuante... triunfante. 

Contudo, a verdade é que temos sim a tendência de achar que o infortúnio jamais chegará à nossa porta, seja por excesso de otimismo ou, como dissemos no início, por causa da mensagem triunfalista que coloca o crente como seres intocáveis; mas quando pensamos assim, especificamente em relação à igreja, muitas vezes impedimos, ou retardamos, por nossa parte, e até de forma inconsciente, que tomemos atitudes proativas em favor de um irmão que está sofrendo ou em relação àqueles que se encontram carentes, desamparados, ou passando por dificuldades.

Hoje estamos impedidos de nos reunir como igreja, e isso choca os triunfalistas de plantão como se algo assim jamais pudesse acontecer. Todavia, é justamente diante dessas situações difíceis, e até mesmo repentinas, que precisamos buscar a orientação de Deus e o discernimento da Palavra para sabermos como lidar com as circunstâncias que se apresentam e quais atitudes devemos tomar. Ou seja, é justamente em momentos assim que entra aquilo que Deus requer de cada um de nós: a fé. A fé precisa estar atuante, direcionada unicamente a Deus, mas também exercitada de forma racional; a fé não é um super poder que nos isenta dos males deste mundo, mas é ela, a fé em Deus, a confiança Nele e a certeza de que o Senhor está sempre conosco e que nada foge ao Seu controle que nos dá condições de superarmos as adversidades e vencermos os problemas.

Então, exerça a sua fé, confie em Deus, pois Ele é o nosso socorro na hora da angústia (Sl 46:1); sabendo disto, entregue o seu caminho ao Senhor e deixe que o mais Ele fará (Sl 37:5). Como? Lançando sobre Ele todas as suas ansiedades (1Pe 5:7) e, pela oração e súplica, dando graças ao Senhor, apresente a Ele as suas petições (Fp 4:6). Porém, veja que isso não significa abandonar o senso de responsabilidade ou deixar de fazer o que lhe compete com relação às precauções e cuidados que devem ser tomados, mas que você não deve se deixar levar por preocupações excessivas e inquietantes. Por fim, quando compreendemos essa informação, enchemo-nos de paz, ânimo, consolo, esperança... Pois Jesus nos avisou e a Palavra de Deus nos fala sobre isso, que teremos aflições, mas somos mais que vencedores.

Baseado na mensagem do Pr. Antônio Tadeu na Live de quarta-feira, 25 de março de 2020, culto de oração (online) da Igreja Batista Fundamentalista.

segunda-feira, 23 de março de 2020

Covid-19: Três verdades bíblicas sobre o momento


Nossa palavra hoje não poderia fugir do contexto atual da pandemia que tem assustado e parado o mundo; esta é a nossa realidade. Diante disso, temos a seguinte indagação: “Será que fomos abandonados por Deus? O que tudo isso significa?” Sem dúvida, a situação atual nos leva a refletir sobre Deus e sobre as perspectivas do futuro, e por isso queremos contextualizar o assunto destacando três verdades bíblicas que você precisa conhecer sobre o momento em que estamos vivendo.

1. A Palavra de Deus está se cumprindo. Esta é a primeira e maior das verdades, queira você ou não. Em Mateus 24, a partir do versículo 4, Jesus lista alguns acontecimentos que marcariam o fim do mundo e caracterizariam a Sua vinda; lendo o versículo 7, constatamos que haverá contendas entre as nações, abalos na terra em vários lugares, escassez de alimentos e epidemias. Especificamente com relação à pandemia de Covid-19 que hoje assola o mundo, esta é a realidade que estamos vivendo. No versículo 8, vemos que todas estas coisas marcarão o princípio das dores, ou seja, tem mais coisas por vir, mas o 33 nos diz que já quando estas acontecerem saberemos que está próxima a Sua vinda. Os textos bíblicos nos revelam acontecimentos que presenciamos nos dias de hoje; repentinos, mas não inesperados; que demonstram a nossa incapacidade diante de tais situações e tudo isso nada mais é do que a Palavra de Deus se confirmando. 

2. Estamos vivendo o fim dos tempos. De acordo com o relato de Jesus, de forma escatológica, estes acontecimentos servirão como sinais dos últimos dias e anunciarão a Sua vinda; uma evidência do que Jesus falou e que hoje se cumpre entre nós. Apesar de todos os esforços da medicina, antigas e novas doenças têm se espalhado pelo mundo e ceifado vidas; os últimos dias serão cheios de aflições, e isto é o que temos visto e muita gente já começa a perceber.

3. Jesus está voltando. A terceira verdade é consequência das duas primeiras: a Palavra de Deus está se cumprindo e começamos a vivenciar os últimos dias, ou seja, Jesus está prestes a voltar. Diante disso, precisamos dizer que há uma esperança, a esperança que carregam consigo todos aqueles que confiam em Deus e confessam o Senhor Jesus como seu único e suficiente salvador; a saber, os que hoje aguardam a Sua volta gloriosa.

Diante destas verdades, qual é a sua decisão? Embora o mundo esteja à beira do caos e as coisas pareçam difíceis, Deus te ama e quer te salvar. Então, onde está a sua esperança, no homem, na medicina, ou na obra redentora do Pai? Você precisa crer e entregar a sua vida ao Senhor Jesus antes que seja tarde; contudo, isto não significa dizer que estará livre de adoecer ou de porventura morrer vítima do Coronavírus, mas que salvar-se-á da tragédia maior, que é morrer sem esperança de salvação na pessoa de Cristo Jesus. Que Deus abençoe a sua vida e seu coração descanse na paz do Senhor Jesus; Ele é o nosso livramento, nossa única salvação e breve virá para buscar os que são Seus. Amém?

Baseado no sermão do Pr. Antônio Tadeu, transmitido no culto online de domingo, 22 de março de 2020. Texto base: Mateus 24.

sábado, 7 de março de 2020

A multiplicação dos pães e suas lições.


“E seguia-o grande multidão, porque via os sinais que operava sobre os enfermos.” Jo 6:2. O evangelho de João nos mostra que, próximo à Páscoa, era grande a multidão que seguia Jesus, e isso acontecia principalmente por causa dos milagres que Ele operava. Mas apesar de todo o assédio do povo, Jesus não ficou alheio à multidão; levantando os olhos e antevendo as necessidades daqueles que o seguiam, perguntou: "Onde compraremos pão para alimentá-los?" Jesus não nos desampara e não nos deixa na mão; Ele é um Deus provedor que nos sacia, nos supre e está sempre atento às nossas necessidades.

Contudo, a pergunta de Jesus foi para experimentá-los, pois Ele sabia o que estava para fazer. Na nossa jornada, Deus também nos experimenta para testar a nossa fé e saber como pretendemos agir. “Respondeu-lhe Felipe: Duzentos denários de pão não bastariam para que cada um recebesse um pedaço.” Para os discípulos, seria impossível alimentar aquela gente — e olha que Jesus já havia feito vários milagres. Quantos de nós, em circunstâncias difíceis, diante de uma multidão de problemas, não enxergamos apenas as dificuldades? André, por sua vez, apresentou um moço com cinco pães e dois peixinhos, “mas que é isto para tanta gente?” Às vezes, até vemos uma saída, mas nem sempre acreditamos nela; algumas soluções, por serem pequenas aos nossos olhos, não nos parecem bem vindas, mas aos olhos de Deus é o que basta. 

Mas ante as respostas recebidas, Jesus não questionou ou entrou em discussão com os discípulos, Ele apenas mandou que fizessem o povo sentar. Se estamos certos que Deus é provedor e sabe o que vai fazer, precisamos acatar suas orientações e simplesmente obedecê-lo. Os discípulos certamente não sabiam o que iria acontecer, mas obedeceram. O milagre não acontece antes da obediência, mas quando estamos no caminho da obediência. A obediência é a chave da benção de Deus. Os dez leprosos pediram misericórdia a Jesus, que os mandou irem ao sacerdote, eles obedeceram e, no caminho, foram curados".

“Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre eles.” Vemos aqui a presença da gratidão. Precisamos ser gratos mesmo diante do pouco, para que o pouco se torne muito. Diante de uma multidão de 5 mil homens, Jesus fez o impossível; multiplicou poucos pães e peixes e ainda nos deu a seguinte orientação: "Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca". O pão, representado por Cristo, uma vez saciado nossas vidas, não o deve ser desperdiçado, mas levado a quem precisa. 

Assim, estejamos certos da presença de Deus em nossas vidas; mantenhamo-nos confiantes de que Ele sabe o que faz, e sabe o que devemos fazer; sejamos pois obedientes e agradecidos, administrando com sabedoria os recursos que chegam em nossas mãos, pois o segredo não está na quantidade do que você ganha mas na boa administração daquilo que você recebe. Seja muito ou seja pouco, o importante é administrarmos bem os nossos recursos.

Baseado no sermão do Pr. Antônio Tadeu, quarta-feira, 04 de março de 2020, na Igreja Batista Fundamentalista. Texto base: João 6.

domingo, 23 de fevereiro de 2020

O amor é o preceito maior


“Mas nós, que somos fortes, devemos suportar as fraquezas dos fracos, e não agradar a nós mesmos. Portanto cada um de nós agrade ao seu próximo no que é bom para edificação.” Romanos 15:1,2.

Dado o contexto em que viviam os irmãos da igreja romana, o apóstolo Paulo, a partir do capítulo 14, demonstra certa preocupação acerca do consenso entre eles; uma igreja na qual povos de diferentes tradições coabitavam sob uma nova fé: os gregos, com sua cultura mais liberal; os judeus que, convertidos, entendiam não estar mais sob o jugo da Lei, e, entre eles, alguns que não haviam se desvencilhado de certos costumes e ainda seguiam as tradições judaicas.

Paulo nos mostra que há situações em que é preciso ensinar as pessoas sem primeiro julgar. O apóstolo apontava as contradições entre os irmãos para alertá-los que, apesar de pensarem diferente sobre questões pontuais, Deus era tanto de um, quanto de outro; do que comia carne e do que comia legumes; do que guardava o sábado e do que não guardava. Com relação às Escrituras, devemos concordar que fomos criados por Deus, que só Cristo salva, que o Verbo se fez carne, que morreu pela remissão dos nossos pecados, que ressuscitou dos mortos, que retornará em glória e julgará todos os homens; esta é a doutrina básica para a construção dos fundamentos teológicos cristãos; tudo o mais é acessório.

Sabemos que, em paralelo às doutrinas bíblicas, algumas igrejas estabelecem regras e doutrinas próprias a fim de instituir um modelo comportamental que as distinguem das outras e do mundo; outras normatizam-se de forma menos ortodoxa a partir de padrões subjetivos aos quais as pessoas aos poucos vão assimilando e voluntariamente se condicionando. O fato é que, ao olhar para a igreja, o mundo tem uma expectativa formada em cima desses padrões. Nesse contexto, suportar os fracos é você, com paciência e sem fazer julgamentos, orientar essas pessoas cuidando para não fazê-las tropeçar. Assim, se sua fé é forte e não se abala com hábitos que lhe são próprios, como usar piercing, vestir roupa curta ou pintar o cabelo de verde, ótimo, mas se isso escandaliza o seu irmão e a ele serve de tropeço, cabe a você, em amor, evitar; para que “aquilo que é bom para vocês não se torne objeto de maledicência” (Rm 14:16).

Como podemos ver, a liberdade individual deve ser ferida quando a lei do amor estiver acima dela, ou seja, a edificação do outro deve ser mais importante do que nossa própria vontade. "Há uma vontade maior que a sua vontade; a vontade de Deus". O amor deve ser o ápice da nossa marca de fé, o nosso padrão de medida, de modo que os nossos preceitos pessoais estejam sempre abaixo do amor — o que passar disso é religiosidade e exigência social. “Por isso, esforcemo-nos em promover tudo quanto conduz à paz e à edificação mútua.” (Rm 14:19). Em outras palavras, se algo em você desagrada o seu irmão, evite; se algo no seu irmão o desagrada, procure ensiná-lo primeiro, com paciência, em amor.

Contudo, é preciso ter em mente que o grau de fraqueza não é determinado pelo tempo que o crente tem na igreja ou pelos versículos que ele tem decorado, mas pelo conteúdo que ele tem assimilado e aplicado à sua vida. A Bíblia é um livro de fé e prática, mas se for apenas lido, trará tão somente conhecimento histórico e conceitos filosóficos, mas digerida e meditada, produzirá vida.

“Assim, seja qual for o seu modo de crer a respeito destas coisas, que isso permaneça entre você e Deus. Feliz é o homem que não se condena naquilo que aprova.” (Rm 14:22).

Extraído do sermão do Pr. Leandro Carvalho, quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020, na Igreja Batista Fundamentalista. Texto base: Romanos 14 e 15.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Crente pode participar do Carnaval?


Estamos às vésperas do Carnaval, uma celebração pagã que cultua a carne e ocorre sob o controle do deus deste século: Satanás. Considerada a maior festa popular do planeta, a comemoração dura quatro dias e dá ao Brasil o título de País do Carnaval. Nesse período, são recorrentes as discussões sobre o papel do crente; se ele pode ou não participar dos festejos e como seria essa participação. A Bíblia não faz nenhuma menção ao carnaval, mas traz diversas posturas e princípios que nos orientam com relação a festas dessa natureza. Ainda assim, tem cristão que entra em crise durante nesse período e fica sem saber se vai a um retiro, se permanece em casa, se faz turismo ou se dá um pulinho na festa. Afinal, por que não, já que é uma tradição popular? Há grupos religiosos que defendem isso; que o crente participe da festa, contanto que não se envolva com promiscuidade, drogas e coisas do tipo. Talvez por causa de incentivos como esse, temos visto surgir o advento do Carnaval Gospel, com igrejas criando blocos a pretexto de evangelizar na festa.

Abraçando todo tipo de subterfúgio para aliviar suas mentes e justificar suas decisões, muitos usam até Jesus para apoiar seus pontos de vista; alegam que Ele participava de festas em lugares complicados, acompanhado de pessoas bastante complicadas. Ora, isso é uma meia verdade; Cristo se fazia presente entre os pecadores para fazer a obra de Deus, não como mais um participante; Ele era recebido com deferência e não comungava do que as pessoas faziam em tais ocasiões — mesmo em festas judaicas ou em casamentos, não há relatos de que Jesus tenha agido como os demais, pelo contrário, mostra-nos que Ele era diferente e fazia a diferença; sua presença era notada com distinção, pois falava com autoridade (Mt 7:29).

Outro argumento comum é citar Paulo: “Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns" (1Co 9:22). Contudo, trata-se de uma distorção, pois o contexto fala de acessões inocentes, relativas à Lei, tais como circuncisão, comidas, hábitos, vestimentas, etc.; não significa, portanto, que o apóstolo fazia o que todos faziam. Ou seja, Paulo usou de certas concessões para que as pessoas não desabonassem seu discurso por conta de questões menores — o que não tem nada a ver com participações em festas pagãs e deleitamentos carnais.

Se ainda há dúvidas, pergunte-se: qual é o objetivo da festa de carnaval? Certamente não é o louvor e a glória de Deus, certo? As fantasias, tão comuns nesse período, servem sobretudo para mascarar a própria festa, fazendo-a muitas vezes parecer uma diversão inocente para as crianças, mas não se engane: Carnaval é festa da carne; seu objetivo é satisfazer o homem em seus desejos carnais; cultuar o corpo e atentar contra o espírito; promover a nudez, a lascívia, a promiscuidade, a embriaguez, glutonarias, bebedeiras… um monumento à libertinagem. Acha mesmo que Paulo coadunaria com isso? "Não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus?" (Tg 4:4).

Muitas cidades pequenas, pela facilidade e devassidão com que se envolvem no período de Carnaval, se transformam em pequenas Sodomas, atraindo pessoas que se entregam e perdem completamente o pudor; período em que e muitos adolescentes experimentam drogas, entram em relações sexuais promíscuas, se envolvem em brigas, acidentes, etc. Definitivamente, há lugares que não convém ao crente, que em nada contribuem e que afrontam e desagradam a Deus, então por que você iria para tal lugar?

Fazer ações de evangelismo é diferente; é agir no momento certo, fazer distribuição de folhetos, falar com as pessoas, divulgar ações da igreja, e tudo de forma racional, mas ao se envolver com essa festa, coloca-se em risco e sujeita-se a ser confundido com os demais. Vendo-o participar de uma festa pagã, como as pessoas reagiriam ao seu testemunho? Mesmo sem beber ou dançar, você estaria inserido no contexto, então: "Fugi da aparência do mal". Nem tudo edifica e nem tudo convém. 

E você, já entendeu qual deve ser sua atitude com relação a esse período? Como crentes, temos uma nova maneira de viver, e esta não é conforme a maneira do mundo. Portanto, que o carnaval passe ao largo e por ele não sejamos contaminados. "Saí do meio deles, apartai-vos" (2Co 6:17). Certos modismos que surgem no meio evangélico parecem mais com a ação do joio no meio do trigo. 

Extraído do sermão do Pr. Antônio Tadeu, domingo, 16 de fevereiro de 2020. Referências bíblicas: Gl 2:20, Gl 5:19,21,24, Rm 14:23, 1Jo 2:15, 1Ts 5:22, 1Co 10:23

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Tende bom ânimo


Em maior ou menor grau, todos nós podemos nos encontrar abatidos e desanimados; condição normal que pode acontecer com qualquer um. Mas muitas são as aflições dos justos (Sl 34:19), por isso precisamos estar constantemente nos alimentando da Palavra para mantermos o ânimo. A boa palavra alegra o coração (Pv 12:25), e não é à toa que a Bíblia está repleta de passagens nos exortando ao ânimo e à alegria: tende bom ânimo, não temais, animem-se… Além de diversos relatos que nos inspiram e fortalecem. No livro de Êxodo, vemos um exemplo claro do agir de Deus em favor do seu povo; de como Ele está atento às nossas necessidades e como contempla os momentos difíceis que atravessamos. 

Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores. Portanto desci para livrá-lo da mão dos egípcios.” (Ex 3:7,8)

Tenho visto. O povo hebreu estava sofrendo, em opressão, mas Deus viu o sofrimento do seu povo. Isso é importante porque ratifica a promessa de Jesus em Mateus 6:6: "E teu Pai, que vê em secreto, te recompensará".

Tenho ouvido. Olhou-os quando estavam angustiados e lhes ouviu o clamor; lembrou-se, a favor deles, de sua aliança e se compadeceu, segundo a multidão de suas misericórdias. (Sl 106:44,45)

Portanto desci. Deus não só viu e ouviu, como também agiu em prol do seu povo usando Moisés para guiá-los para fora do cativeiro.

Porque conheci as suas dores. Deus conhece nossos bons e maus momentos, sabe das nossas aflições e vê nossos momentos difíceis; Ele não apenas entende nossas dores como também se compadece e sofre conosco. 

Enquanto estivermos aqui, experimentaremos dores, provações, aflições, mas Deus não nos desampara. Ele permite e trabalha esses momentos conosco para fazer-nos amadurecer e forjar a nossa fé. Muitos, em momento oportuno, encontram na solicitude de Deus solução para os seus problemas, pois Deus não vê como o homem, distante, insensível e desinteressado, mas com olhar de amor e misericórdia.

Deus vê, Deus ouve e Deus desce; Deus nos conhece e vela por nós. Este é o Deus a quem servimos e conhecemos. Ele nos entende, se importa conosco, e, no tempo certo, virá em nosso favor. "O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã". (Sl 30:5) 

Extraído do sermão do Pr. Antônio Tadeu, quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020. Outras referências bíblicas: Mt 9:2, Mc 10:49, Jo 16:33.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

O terrível dia do Senhor


Joel é um livro pequeno, mas por demais importante para os dias atuais; ele nos mostra fatos que aconteceram naquele tempo, mas que também viriam a acontecer no futuro, como se as coisas ocorridas à época fossem um prelúdio daquelas que viriam a ocorrer depois. Dentro do tema central está o Dia do Senhor, o dia em que o Deus manifestará Sua ira em santidade e se vingará de todos que rejeitaram ao Seu filho; assunto este que muitos pregadores modernos insistem em omitir. 

Ocorre que, naquele tempo, as pessoas estavam distantes de Deus e o Reino de Judá encontrava-se em crise; gafanhotos, secas, incêndios... em uma nação que dependia da agricultura, aquilo constituía uma verdadeira desolação. É nesse cenário que o profeta alertava o seu povo: "Despertai-vos e chorai; clamai." A mensagem de Joel era principalmente uma tentativa de despertar, pois em meio a toda devastação, o povo sofria mas não clamava a Deus; gemia mas não implorava pelo Seu socorro, e isso acontecia porque esquecera-se do Senhor — gerações inteiras afastaram-se de Deus e padeceram debaixo da Sua ira. Nesse contexto, a missão do profeta era a de acordar o povo, apontar os erros cometidos e alertar para as consequências da desobediência.

Analisando os capítulos 1 e 2, vemos que Joel trata de problemas locais e específicos, mas que sua visão vai se expandindo e amplia-se no tempo e no espaço. Primeiro trata de pragas e incêndios, depois passa a visualizar uma sequência de acontecimentos terríveis que estavam por vir, algo muito mais aterrador que os faria tremer ante a ira de Deus: “Porque o dia do Senhor é grande e mui terrível, e quem o poderá suportar?” Então ele alerta: "Convertei-vos de todo o vosso coração… Arrependei-vos." E exorta-os a clamar por misericórdia: "Digam: ‘Poupa o teu povo, Senhor’". Aquela mensagem de arrependimento prosseguiria na Nova Aliança; com João Batista (Mt 3:2), com Jesus (Mt 4:17), com Pedro (At 2:38) e segue viva até os dias hoje.

Portanto, "rasgai os vossos corações, e não as vossas vestes"; arrependam-se, clamem a Deus e derramem-se na Sua presença; entendam que viver na luz é viver na verdade, expressando ações em testemunho do Pai. “Tocai a trombeta em Sião!” A profecia de Joel é sobretudo uma advertência contra a religiosidade fria e distante. Mas "se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra” (2Cr 7:14). Ainda é tempo. Contudo, chegará o dia em que as portas fechar-se-ão; o dia em que o trigo será separado e o joio arremessado fora; o grande e terrível dia do Senhor. Prepara-te!

Extraído do sermão ministrado pelo pastor Leandro Carvalho, domingo, 2 de fevereiro de 2020, na Igreja Batista Fundamentalista. Texto base: Joel 1 e 2.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

O Desafio da perseverança - Parte III: Provações e Obra de Deus


A perseverança é fundamental na vida do crente, e por se tratar de um tema bastante recorrente, a Bíblia está repleta de exemplos que nos orientam onde devemos perseverar: na oração, no fazer o bem, na doutrina, diante dos obstáculos, etc. Hoje, veremos mais duas situações em que devemos nos manter perseverantes.

Diante das provações
Todo crente, na sua fé, foi, é, ou será provado. Deus trabalha em nossas vidas colocando-nos diante de situações difíceis com o objetivo de nos fazer crescer e nos aperfeiçoar; Ele nos testa para que possamos amadurecer e reconhecer nossa própria capacidade de suportar situações adversas, nossa resiliência. Por isso, jamais devemos desistir ou nos desalentar diante das provas, pois assim como as tribulações produzem a perseverança, também as provações nos capacitam a perseverar. Para tanto, devemos lembrar que o Espírito Santo está sempre conosco para nos consolar em meio às crises, e com as mesmas consolações que recebemos de Deus, podemos então consolarmos uns aos outros. Por isso, devemos nos alegrar e perseverar nesta esperança, certos de que o Senhor não nos prova além de nossas forças. 

Na obra do Senhor Jesus
A palavra de Deus nos exorta a permanecermos firmes e constantes na Sua obra. Essa firmeza, a propósito, precisa ser demonstrada sobretudo fora da igreja, onde devemos ser luz e sal da terra, e não apenas com palavras, mas principalmente com atitudes — pois de nada adianta falar de Deus e recitar a Bíblia se as pessoas olharem para você e não identificarem o exemplo prático daquilo que você está falando. Ora, como luz, nossa função é brilhar; seja lá onde estivermos, precisamos lembrar que estamos ali a serviço. A causa é nobre e as recompensas são muitas; precisamos pois nos empenhar com dedicação e persistência nessa obra, pois são aqueles que perseveram e se mantém firmes em seus propósitos que conseguem vencer os obstáculos e alcançar os seus objetivos. Além disso, quando nos esmeramos no serviço do Senhor e o fazemos com amor, crescemos não somente na fé, mas também como pessoas.

Então, como estamos lidando com esses momentos que exigem de nós firmeza e constância, como estamos nos portando diante das lutas e ante o desafio de trabalharmos na seara do Senhor? As coisas nem sempre são como havíamos planejado; Naamã, por exemplo, não esperava que teria que mergulhar sete vezes no rio Jordão, e por pouco ele não desistiu, mas ouviu a voz da razão, perseverou e obteve a sua vitória. Perseveremos nós também.

Extraído do sermão do pastor Antônio Tadeu, domingo, 19 de janeiro de 2020, na Igreja Batista Fundamentalista. Referências bíblicas: Provações: 1Pe 1:6-7, Tg 1:2-4,12, Jo 14:16, 2Co 1:4, 2Co 4:16-18, 1Co 10:13. Obra de Deus: 1Co 15:58, Cl 3:23-24, 2Tm 2:15. Naamã: 2Re 5

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

A firmeza da fé contra os ventos de doutrina


É inegável que muita gente, ao invés de buscar primeiramente a Cristo, procura na igreja uma alternativa para satisfazer seus interesses pessoais. O número de evangélicos tem crescido no Brasil, porém muitos têm buscado mais as bênçãos do Senhor do que o Senhor das Bênçãos. Ora, aquele que está na igreja à procura de benefícios para si, mas sem se ater às Escrituras e à prática da piedade, assemelha-se ao homem insensato que ouve as palavras de Jesus e, não colocando-as em prática, edifica sua casa sobre a areia. Pessoas com esse perfil, quando conseguem o que almejavam, tendem a procurar por coisas novas, e assim acabam sendo levadas por modismos ou pelas coisas do mundo, afinal não estão fundamentadas na Rocha.

Com efeito, se não temos habilidade com as Escrituras e falta-nos a firmeza da fé, não teremos segurança para falar de Jesus ou dar testemunho da Sua Palavra. Além disso, se não estivermos firmados no conhecimento sobre Deus e Sua obra redentora, poderemos ser facilmente arrastados por práticas e teorias que surgem e ressurgem o tempo todo. No entanto, quando conhecemos a verdade e praticamos o que dizem as Escrituras, não nos deixamos abalar com falsos ensinos e não somos arrastados por ventos de doutrina, pois temos já a base sólida na qual podemos comparar aquilo que lemos e ouvimos com os ensinamentos que temos aprendido e assim concluir se aquela mensagem merece crédito ou não.

A Bíblia contém vida, transformação, renovo… mas ela por si só não é um objeto milagroso, sobrenatural; de forma que o seu poder não está no papel que a compõe, mas na Palavra de Deus ali presente, a qual precisa ser digerida e exercitada. Assim, quanto mais nos aprofundamos no conhecimento da Palavra e no exercício da piedade, mais nos aproximamos de Deus e da perfeita varonilidade. É desta forma que nos firmamos na fé e, em Cristo, resistimos às tentações e às dificuldades.

Baseado no sermão do pastor Leandro Carvalho, quarta-feira, 15 de janeiro de 2020, na Igreja Batista Fundamentalista. Referências bíblicas: Mt 6:33, Mt 7:24-27, Ef 4:11-16.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

O Desafio da Perseverança - Parte II: Doutrina e Obstáculos


Como já sabemos, finalizar as coisas é melhor do que começá-las (Ec 7:8); e o verdadeiro desafio está menos na elaboração de um projeto do que na perseverança em executar determinada obra. A perseverança é fundamental na vida do crente, e a Bíblia nos orienta como e onde devemos perseverar. Já vimos dois aspectos: a perseverança na oração e no fazer o bem. Vejamos mais dois:

Perseverança na doutrina 
Os crentes que se esforçam na piedade e perseveram na doutrina serão recompensados, com justiça, no seu devido tempo; aqueles que buscam a vida com Deus e andam conforme a Sua Palavra sabe bem no que têm crido e em quem têm crido. No entanto, a realidade tem nos mostrado um número cada vez maior de pessoas que muito ouvem e pouco aprendem, que não demonstram convicção acerca da fé e que pensam que ser crente é passear pelas igrejas sem se ater à Palavra e sem se fixar na doutrina. Pessoas que procuram apenas mensagens de encorajamento e conforto emocional, ou que saem em busca de promessas de prosperidade e de vitórias, ao se depararem com mensagens mais duras, que contrariam os seus interesses particulares, o que fazem? Abstraem, “partem pra outra” ou simplesmente abandonam de vez (desigrejados). Igreja nenhuma salva, mas a Palavra é viva e fiel, ela é quem nos ensina e nos alimenta para vivermos e perseverarmos na vida cristã. 

Perseverança diante dos obstáculos
Lutas e aflições podem surgir de várias formas: enfermidades, privações, conflitos familiares, dificuldades financeiras, perseguições... a lista é interminável. Contudo, perseverar é a chave para enfrentar esses desafios. Ora, a perseverança, por si só, já pressupõe o enfrentamento de crises e obstáculos, afinal as tribulações produzem a perseverança, ou seja, elas vêm primeiro (Rm 5:3). É por isso que precisamos manter os olhos fitos em Jesus, arregaçar as mangas e ter coragem para perseverar e não retroceder. Todos os dias surgem empecilhos e dificuldades que tentam nos paralisar e nos fazer desacreditar daquilo que Deus pode fazer por nós, mas quem nos separará do amor de Cristo? Ele tem Seus métodos para trabalhar e fala conosco de várias maneiras. Só precisamos manter a fé e confiar na Sua providência.

Que possamos então andar conforme a orientação bíblica, perseverando na oração, no fazer o bem, na sã doutrina e na superação dos obstáculos. Não é por estarmos em Deus que estaremos livres das tribulações e das tentações que nos cercam — “no mundo tereis aflições” — cabe a nós perseverarmos no Senhor e nos mantermos firmes e fiéis, para a honra e glória do Seu nome. 

Extraído do sermão do pastor Antônio Tadeu, domingo, 12 de janeiro de 2020, na Igreja Batista Fundamentalista. Algumas referências bíblicas: Doutrina: Atos 2:42, 1Tm 4:16, 2Tm 3:14-17, 1Tm 4:1,2. Obstáculos: Hb 10:35,36, Rm 8:35-39, Jo 16:33, Lc 9:62