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terça-feira, 30 de junho de 2020

Testemunho cristão

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” (Mt 5:16)
Testemunhar
O verbo testemunhar tem duas vias: de um lado, significa perceber, ver ou presenciar algo; de outro, refere-se ao ato de declarar aquilo que viu, ouviu e presenciou. Quando estiveram com Jesus, os discípulos testemunharam Seus feitos e ensinamentos; após a morte e ressurreição de Cristo, foram então encarregados de repassar aos outros aquilo que viram e ouviram. 

“e sereis minhas testemunhas”.
Todos que se dizem cristãos têm sobre si a responsabilidade de testemunhar de Cristo. Ele nos oferece, além de uma oportunidade de transformação, um propósito para as nossas vidas; fomos chamados não apenas para usufruir dos benefícios da salvação, mas principalmente para sermos testemunhas do Salvador. 

“O justo viverá da fé”.
Antes de pregar o evangelho, é preciso viver o evangelho. Pode alguém testemunhar acerca daquilo que não vivenciou? Dar testemunho de Cristo não é apenas falar sobre fé; é viver a fé. Aquele que está em Cristo deixa as coisas velhas para trás e vive como uma nova criatura; isto é o que ocorre na vida daquele que aceita a Jesus e vive a boa nova do evangelho.

Vitrine de Cristo.
“Não há argumento melhor a favor do evangelho do que uma vida transformada”. A transformação que o evangelho propicia na vida daquele que aceita a Jesus pode falar mais do que palavras eloquentes ou apelos emocionados. “O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.” (Rm 8:16)

Alimente-se da Palavra.
O conhecimento é bom, mas a Palavra deve ser alimento. Expressar a Cristo é, sobretudo, demonstrar um exemplo daquilo que estamos falando. E se somos aquilo que comemos, para falarmos de Cristo, devemos não apenas aprender sobre Ele, mas Dele nos alimentarmos, diariamente, por meio da Palavra.

Só Cristo é capaz de mudar uma vida.
O testemunho traz a cada um de nós a credibilidade acerca do que pregamos, não porque somos bons o suficiente, mas por causa do que Cristo fez em nossas vidas, ou seja, não se trata de pessoas perfeitas, mas de pessoas transformadas. 
 
O mau testemunho.
Assim como o nosso testemunho pode levar Cristo às pessoas, podemos também afastá-las com nosso mau testemunho. Se estamos mais ocupados com as coisas terrenas e não vivenciamos aquilo que pregamos — se é que pregamos — parecemos muito mais com o mundo do que com Cristo, contribuindo para afastar pessoas e servindo de pedra de tropeço. 

Portanto: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” (2Tm 2:15).

Baseado na mensagem dos pastores Antônio Tadeu e Leandro Carvalho, domingo, 07 de junho de 2020, culto transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista.

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Conversão: Transformação e Testemunho


Antes, éramos inimigos de Deus, governados pelo ego e entregues à nossa própria vontade, mas agora, em Cristo, somos novas criaturas; as coisas velhas já passaram, não importam mais, pois Jesus tem nos dado vida nova, e isto provém de Deus. A conversão é algo que deve acontecer pois é o que o evangelho faz na vida do ser humano: transformação. O evangelho restaura o homem fazendo-o andar em novidade de vida, evidenciando, assim, a ação de Deus em favor daquele que se dirige para Ele.

Para tanto, precisamos entender que não é uma ação humana que fará as pessoas se converterem; é a Palavra. “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” (Ap 3:20). A decisão de se arrepender e se converter recai sobre todos, e Deus contempla isso em cada um de nós, ou seja, há um ato na decisão de crer e aceitar; uma ação humana, pessoal e demonstrável. Desta forma, o crer não depende do pregador ou da pregação, mas é a partir do ouvir da Palavra e mediante a ação do Espírito Santo que as pessoas se convencem e se convertem a Cristo. Por isso que há pessoas que podem ouvir a melhor mensagem, escutar o melhor apelo, que ainda assim farão ouvidos moucos. 

Contudo, a questão não se concentra no crer — o diabo crê em Deus — mas na conversão. Vivemos uma época caracterizada pela crença fácil, onde muitos esperam poder andar com Deus e de braços dados com o mundo; uma espécie de evangelho adaptado. Todavia: “Não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus?” (Tg 4:4). Por essa razão, há muitos que carregam o nome de cristão, mas longe de serem convertidos; outros que até se dizem crentes, mas por não viverem de forma compatível, se recusam a serem batizados.

Eis, pois, o alerta: não devemos acreditar em nenhum evangelho sendo pregado dissociado da conversão e da transformação de vida. Como já vimos, a conversão se traduz em atos, e como tal, pode ser demonstrada, mas nem sempre as mãos para cima, os olhos fechados e a presença cativa na igreja são sinais conexão com Deus, comunhão e conversão; a verdadeira demonstração de fé não é aquela que se apresenta à luz do templo e sob os olhos do pastor, mas a que brilha em meio à escuridão do mundo e expressa suas ações em testemunho do Pai.

Baseado no sermão do Pr. Antônio Tadeu: A Conversão e Suas Evidências.

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

O Caminho da Conversão e o Atalho do Evangelho Malandro


Diferente do que acontecia há alguns anos, quando a decisão de aceitar a Cristo implicava em mudanças radicais na vida do novo convertido que muitas vezes o fazia enfrentar situações de conflito e rejeição até dentro de sua própria casa, nos dias de hoje, parece que tornar-se crente virou algo comum, sem maiores impactos. De fato, dizer-se evangélico, nos dias atuais, pode até ser visto como um status social, algo que o rotula como membro de determinada tribo urbana; sem falar dos que se valem dessa condição para obter algum benefício. Muitas dessas pessoas, porém, embora digam que estão na igreja, não demonstram sinais de conversão. 

Essa forma de tratar o evangelho como uma graça barata, semelhante a uma mercadoria, oferecido sem que haja a necessidade de mudança e no qual o pecado é tratado muitas vezes como um tabu tem proliferado nos últimos anos e ganhado cada vez mais adeptos. Muitas igrejas acabam adequando o evangelho às vontades das pessoas, e, em vez das pessoas se converterem de acordo com o que dizem as Escrituras, é o evangelho que está se transmutando para atender as expectativas das pessoas. Isso tem feito surgir um evangelho light, livre de exigências, reconfortante para o ego, que ameniza a conversão e que inventa um amor distorcido, pragmático, com base no não proibir e na autoaceitação. Com isso, cresce o número de crentes, que, tal como quem muda de roupa, pulam de igreja em igreja, de acordo com a novidade do momento ou à medida em que estas satisfazem ou não aos seus anseios; pipocam as igrejas em todos os lugares, aumentando assim a demanda por conteúdo dito gospel; mas a fé, esta permanece estagnada, frágil, pois não está fundamentada sobre a rocha.

Ora, uma das coisas que mais caracteriza o poder do verdadeiro evangelho é justamente a transformação que ele provoca na vida do ser humano. Não há argumento melhor a favor do evangelho do que uma vida transformada. Se há conversão, há mudança. “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados.”. Falando à multidão, a palavra de Pedro era um desafio para que as pessoas se arrependessem. Sem arrependimento não há conversão.

Contudo, não são poucos os que andam por aí ensinando esse evangelho cômodo, indolor, sem sacrifícios; um evangelho indolente, fácil demais; espécie de cristianismo malandro levado ao jeitinho brasileiro. O progressismo evangélico tem criado igrejas em que o culto mais parece uma balada, com pessoas que aparentam estar em estado de transe, onde a figura do pastor foi substituída pelo coach, os quais enfatizam uma vida de bênçãos e vitórias, focadas no ‘eu’, mas sem falar na mensagem da cruz e naquilo que uma conversão real exige. 

Por isso, irmãos, de vez em quando é importante pensarmos sobre isso. Não podemos ver a conversão, mas podemos ver as mudanças que ela provoca. Quando alguém é tocado pela força transformadora do Espírito Santo e toma uma nova direção em Cristo, isso é marcado por mudanças profundas, para que, virando as costas para o pecado e abraçando o evangelho da cruz, abandone os velhos hábitos e abra mão do governo do ego; desta forma, entregar-se a Deus, o Senhor de sua vida, fazendo com que o velho homem morra e surja uma nova criatura.

sinais de conversão na sua vida? Ser convertido é muito mais do que estar na igreja; conversão é voltar-se para Deus. 


Extraído do sermão do pastor Antônio Tadeu, domingo, 8 de dezembro de 2019.
Algumas referências bíblicas: Mateus 19:17-22, João 3:1-12, Atos 3:19, Efésios 4:17-32, João 3:36

domingo, 4 de agosto de 2019

Quatro homens, quatro lições


Hoje o pastor Tadeu abordou a narrativa bíblica que fala sobre o gesto de fé, bondade e persistência de quatro homens que conseguiram levar um paralítico até Jesus descendo o homem pelo telhado para superar a multidão que os impedia de se aproximarem. O texto além de tratar da questão da amizade, nos permite destacar quatro lições:
1. Generosidade. Explicada como sendo a virtude daquele que se dispõe a sacrificar os próprios interesses em benefício de outrem, a generosidade está em compartilhar o bem sem pensar em levar nada em troca. Aqueles quatro não pensaram apenas neles mesmos, eles pensaram e agiram em benefício do próximo, o paralítico. Generosidade é agir com nobreza, é humanidade, é benevolência… Se o cristão não evidencia a generosidade, quem vai evidenciar? Devemos fazer boas ações não para sermos salvos, mas porque somos salvos; a salvação não se dá por obras, mas pela fé, todavia, aquele que é salvo expressa a Cristo através de suas boas obras, dedicando-se ao próximo, auxiliando aqueles que se encontram paralisados espiritualmente e ajudando as pessoas necessitadas do amor e da compaixão de Deus, levando-as a Cristo, tal como os quatro que tiveram a iniciativa de ajudar o paralítico. Deus conta conosco para socorrermos as pessoas, mas muitas vezes deixamos de agir como o bom samaritano e fazemos tal como o sacerdote e o levita, que passaram pelo homem ferido sem lhe prestar socorro.
2. Persistência. Quando os quatro homens chegaram ao local, encontraram um obstáculo, a multidão que os impedia de se aproximarem de Jesus. Podemos aqui representar a multidão como sendo o mundo, com todos os seus enganos, com suas paixões e com tudo aquilo que nos impede de chegar a Jesus. Daí a importância de perseverarmos, pois a persistência é continuidade, é esforço para atingirmos os nossos objetivos, é coragem para ignorarmos as críticas e disposição para vencermos as dificuldades sem nunca desistirmos. A persistência é o que nos faz vencedores.
3. Eficiência. Os quatro não foram somente generosos e persistentes, eles também foram eficientes. A eficiência traz resultados, e eles sem dúvida alcançaram o resultado que estavam esperando. Eficiência é competência, é capacidade, e é justamente em momentos de crise que somos desafiados a mostrar nossa capacidade e a procurar maneiras distintas para atingirmos nossas metas, mas quando unimos a eficiência à eficácia, o resultado é esse, produtividade, e o produto da eficiência daqueles quatro homens foi que o paralítico saiu do local andando, para a glória do Senhor.
4. Fé. Jesus viu a fé daqueles homens. Quando agimos com fé, pessoas são assistidas e almas são salvas. Com fé, mesmo que haja empecilhos, os resultados são alcançados. Então que as nossas atitudes sejam semelhantes à daqueles quatro homens, pois a fé sem as obras é morta.
Assim, pelo que foi exposto, podemos notar que quando a fé age, as coisas mudam, pessoas são salvas e milagres acontecem. E a mensagem que fica é para que não deixemos o outro sozinho, desamparado, fazendo de conta que não é com a gente; sejamos generosos, persistentes e eficientes, pois com fé, nada é impossível.