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sexta-feira, 2 de abril de 2021

Tempestades virão


Imagine Jesus dormindo no barco, os discípulos angustiados, tentando em vão contornar a tempestade, até que percebem que vão afundar. Bate o desespero e resolvem acordar Jesus perguntando: “Mestre, não te importas que pereçamos?” Podemos perceber um certo tom de reprovação na pergunta dos discípulos... mas e se fôssemos nós, o que faríamos? Ficaríamos tranquilos em meio à tempestade, confiantes que Jesus estava no barco conosco, tomaríamos a mesma atitude dos discípulos ou será que entraríamos em pânico e pularíamos do barco?

Diante das tempestades da vida, existem alguns aspectos que nós podemos perceber:

1. Elas são imprevisíveis. As tempestades geralmente acontecem sem que estejamos esperando; repentinas, elas chegam subitamente e muitas vezes ficamos sem saber o que fazer diante delas.

2. Elas são inevitáveis. As tempestades são fortuitas, casuais, ou seja, elas simplesmente acontecem; e independente de cor, credo ou classe social, elas chegam para todos.

3. Elas são pedagógicas. É durante as tempestades que o Senhor trabalha em nossas vidas; são nesses momentos que Deus nos mostra toda a nossa impotência diante daquilo que só Ele é capaz de fazer.

Mais cedo ou mais tarde, as tempestades virão, e ainda que as ondas nos amedrontem, devemos confiar no Senhor, pois Cristo está no barco conosco. Deus não nos abandona; Ele está no controle e no momento certo chegará com a Sua providência. “Pois tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu” (Ec 3:1).

Texto base: Marcos 4:35-41


sábado, 25 de abril de 2020

O Bom Pastor


“Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei.” Em Ezequiel  34:11-16, vemos que Deus cuida do seu povo assim como o pastor que sai em busca das suas ovelhas dispersas. A analogia entre pastores e ovelhas é interessante porque a mensagem era direcionada a pessoas simples, do campo, acostumadas com o ambiente de pastoreio. 

"O Senhor é meu pastor e nada me faltará.” No Salmo 23, o salmista expressa-se como se fosse uma ovelha: “Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas." Davi, que era pastor, entendia bem o zelo que envolvia essa relação, pois mesmo que uma ovelha se desgarrasse, o bom pastor não mediria esforços para encontrá-la e trazê-la de volta nas costas.

“Eu sou o bom pastor.” Em João 10:1-18, Jesus vale-se da mesma analogia para afirmar que Suas ovelhas o ouvem e o seguem porque conhecem a Sua voz. O mercenário não tem amor pelas ovelhas, quando vê o lobo se aproximando, foge e as abandona; o ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir, mas o bom pastor, este dá a vida pelas ovelhas.

Deus é o nosso pastor, Aquele que provê nosso pão de cada dia, que sabe das nossas dificuldades e conhece as nossas orações antes mesmo das palavras se formarem. Ele nos acompanha desde o dia do nosso nascimento até o último instante da nossa vida, e não há como fugir do Senhor, pois onde quer que nos escondamos, lá estará a Sua presença. 

E você, reconhece a voz do Bom Pastor? Ela está nas Escrituras, e aqueles que a ouvem, entendem e praticam a Sua mensagem são estes que reconhecem a Sua voz. O Senhor é o mesmo que, diante da necessidade do Seu povo, mandou o maná do céu, fez fluir água da rocha, protegeu-os do sol e os guiou em meio à escuridão. Ele é um Deus zeloso e tem cuidado de nós. Que você possa ouvir o Seu chamado e adentrar pela Porta das Ovelhas, pois lá acharás pastagem.

Extraído do sermão do Pr. Leandro Carvalho, domingo, 19 de abril de 2020, culto de adoração transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Para você, quem é Jesus?


O que as pessoas dizem acerca de Jesus? Será que elas têm uma visão correta a Seu respeito? Muitos dizem que têm fé em Cristo, mas parece que essa fé não os impulsionam a uma mudança, uma transformação em suas vidas.

Conversando com os discípulos, Jesus os interrogou para saber se tinham uma ideia correta a Seu respeito: "Quem o povo diz ser o Filho do Homem?" Eles responderam dizendo que alguns achavam que Jesus era João Batista ressuscitado; pois pregava sobre arrependimento, criticava as autoridades religiosas (raça de víboras) e instruíra os discípulos a batizarem as pessoas, como se fosse um reativamento do ministério de João; outros achavam que Jesus seria um profeta que havia ressuscitado, como Elias ou Jeremias. Ouvindo o relato dos discípulos, e já sabendo previamente que era isso que as pessoas comentavam a Seu respeito, Jesus pergunta: “Mas vós, quem dizeis que eu sou?” Isso nos mostra que, independente do que as pessoas comentam ou discorrem acerca de Jesus, cada um deve ter sua própria impressão sobre Ele. Então Pedro, tomando a frente diz: "Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo". 

Pedro não poderia ter dado melhor resposta; disse que Jesus era o Cristo, aquele que haveria de vir, o Filho do único e soberano Deus, a essência e encarnação do próprio Deus Criador. Diante dessa resposta, Jesus declarou: "Bem aventurado és, porque não foi carne nem sangue que te revelaram, mas o meu Pai que está nos céus". Ou seja, a verdade que Pedro acabara de dizer não saíra do seu intelecto, mas Deus que assim o revelou. O curioso é que Jesus, vendo que sua natureza divina começava a ser revelada, adverte os discípulos para que a ninguém dissessem que Ele seria o Cristo, pois Deus é quem revelaria a cada um, ou seja, os homens não seriam convencidos por argumentos humanos, mas o reconheceriam através da revelação dada pelo próprio Pai. 

Jesus nunca havia falado tão abertamente com os discípulos como a partir desse momento, mostrando-lhes que era necessário seguir para Jerusalém, sofrer perseguições, ser morto e ressuscitar. Mas Pedro, chamando Jesus à parte, repreendeu-o dizendo: “Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso.” Como pode? O Pedro que recebera a revelação de que Jesus era o Cristo, agora era incapaz de entender os planos do Messias. Jesus então se dirige duramente a ele dizendo: "Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens." Isso demonstra a natureza humana, dividida, que num instante ouve a revelação do Espírito, mas em seguida dá razão ao próprio entendimento terreno. Será que conhecemos de fato a Jesus? 

Agora perceba que não se tratava de qualquer um; desde que Jesus começou Seu ministério, Pedro sempre esteve envolvido, mas aproximando-se o fim da missão do Messias, o discípulo parecia ainda não entender claramente o que Cristo falava acerca da Sua morte. E não somente Pedro, muitos achavam que Jesus terminaria em algum palácio, mesmo Ele dizendo que o Filho do Homem não tinha onde reclinar a cabeça; outros até lhe pediram a honra de sentarem à sua direita, mostrando uma visão equivocada acerca do Seu ministério. Ainda hoje, muitos têm uma visão distorcida de quem é Jesus, e no futuro, poderão até alegar que O conheciam, pois profetizaram em Seu nome, expulsaram demônios e fizeram maravilhas, mas a estes Jesus dirá: "Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” (Mt 7:23).

Então, até onde conhecemos a Jesus? Qual a nossa real visão sobre Ele? Há muitos pontos de vista, mas somente através da Palavra de Deus poderemos obter a revelação acerca de quem Ele é. Através de Cristo, entendemos a Sua Palavra e através da Palavra, entendemos quem é Jesus Cristo. Quando o conhecemos de verdade, tudo muda na nossa vida, pois a Sua presença traz mudanças. Jesus é a fonte da água viva, o pão que nos alimenta, a verdade que nos liberta, o caminho que nos livra da mente religiosa, aquele que alivia o nosso fardo, o que traz a paz para um mundo de guerras e nos mostra o sentido real da vida. 

Que Deus confirme em cada um de nós, através da Palavra, quem é Jesus, pois se temos a convicção de que Ele é o Cristo, o filho do Deus vivo, nada mais importa; os antigos conceitos ficam para trás e tudo se faz novo, e isto vem graças ao Espírito Santo, pois a conversão não é uma ação da mente humana, mas uma ação do próprio Deus em favor dos homens; Ele mesmo nos convence. 

Extraído do sermão do Pr. Leandro Carvalho, quarta-feira, 15 de abril de 2020, transmissão online do Culto de Oração da Igreja Batista Fundamentalista. Texto base: Mateus 16:13-28

domingo, 12 de abril de 2020

A grandeza do Messias

Esperavam um Messias
Grande, forte e poderoso
Jesus, humilde e bondoso
Por seu povo foi negado
E com espinhos coroado
Padeceu naquela cruz
Mas ressuscitou Jesus
No terceiro dia então
Cristo trouxe a salvação
Para este mundo sem luz

quinta-feira, 19 de março de 2020

Aceite a Jesus

"De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma? Ou o que daria o homem em troca de sua alma?" Você não precisa de uma igreja aberta para aceitar a Jesus como seu único e suficiente salvador. Tão somente creia, reconheça-se como pecador e arrependa-se dos seus pecados. As portas podem estar fechadas para você, mas Cristo te espera de braços abertos. Aceitar a Jesus é a decisão mais importante que alguém pode tomar. Então, onde quer que você se encontre, aceite-o como Senhor de sua vida e receba a paz que só Ele pode dar.


sábado, 28 de abril de 2018

Quem matou Jesus foram os religiosos?

A frase foi compartilhada por uma ex-colega professora que frequentemente compartilha conteúdo de extrema-esquerda no Facebook.


Sem falar que o verbo haver no sentido de existir é impessoal e permanece na terceira pessoa do singular, o que talvez a professora não perceba é que a finalidade do meme é tentar passar a ideia de que pessoas religiosas são piores do que corruptos e bandidos... Ou seja, supostamente, piores do que a escória da sociedade. A introdução de gays, alcoólatras e prostitutas à relação é proposital, serve para obter a simpatia das minorias. É um meme malicioso que esconde em si um discurso de ódio.

Além disso, dizer que pecadores, corruptos e bandidos não tiveram parte com a morte de Jesus, mas religiosos, beira a desonestidade intelectual, pois falta com a verdade ao tirar da multidão a decisão de crucificar Jesus.

A verdade é que Jesus sempre enfrentou a resistência dos sacerdotes da época, pois ele desafiava os dogmas existentes, mas a gota d'água foi provavelmente quando ele mexeu com os poderosos ao expulsar os mercadores do templo. Lucas 22 diz que "os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei estavam procurando um meio de matar Jesus, mas tinham medo do povo". O povo de Jerusalém recebeu Jesus como o messias prometido, o novo rei dos judeus. Viram nele a imagem do libertador que lideraria um levante e os livraria do domínio de Roma. “Bendito seja o Rei que vem em nome do Senhor!”. E a festa da páscoa era um momento propício para dar início a uma revolução, pois reunia centenas de milhares de judeus vindos de todas as partes. 

Como podemos ver, os que conspiraram contra Jesus não foram os 'religiosos' pura e simplesmente, mas uma elite incomodada. Aquelas pessoas jamais o aceitariam como rei dos judeus, pois Jesus era um zé ruela que nasceu num curral e entrou em Jerusalém montado num jumento. Não era um deles. Além do que, revolução era tudo que os poderosos não queriam. 

"Então Jesus disse aos chefes dos sacerdotes, aos oficiais da guarda do templo e aos líderes religiosos que tinham vindo procurá-lo: "Estou eu chefiando alguma rebelião, para que vocês tenham vindo com espadas e varas?". Note que as acusações contra Jesus não foram necessariamente de cunho religioso, mas essencialmente político.

Ao ser levado a Pilatos, ele logo percebeu que as acusações eram infundadas, que Jesus não oferecia perigo ao império romano, pois não era líder de rebelião nem era rei de coisa nenhuma, então tentou só dar uma surra nele e soltar, mas a multidão não perdoou e exigiu que Jesus fosse crucificado e que, ao invés dele, fosse solto Barrabás, uma espécie de guerrilheiro revolucionário. 

É preciso levar em conta que quando a casa caiu e Jesus foi preso, o fato dele não ter usado seus "poderes especiais" para escapar da cadeia e liderar os judeus contra o jugo romano, fez crescer no povo o sentimento de que foram enganados. Acharam que ele era uma farsa, mais um charlatão querendo dar uma de messias. Então ninguém mais queria ser visto associado a ele, o próprio Pedro, que disse que estava pronto para ir com Jesus até a morte, negou três vezes ser um dos homens de Jesus. A essas alturas, os seguidores de Jesus (religiosos) já haviam se mandado com medo de serem presos. 

É claro que a multidão foi incentivada pela elite conspiradora. "Os chefes dos sacerdotes incitaram a multidão a pedir que Pilatos, ao contrário, soltasse Barrabás". Mas note que no texto bíblico o próprio Pilatos tenta trazer o povo de volta à razão. "Crucifica-o", gritaram eles. "Por quê? Que crime ele cometeu?", perguntou Pilatos. Mas eles gritavam ainda mais: "Crucifica-o!". O povo, que já estava enfurecido por achar que fora enganado pelo falso messias, foi tomado pelo discurso de ódio dos sacerdotes e optou pela carnificina.

Como podemos ver, o povo condenou Jesus, não os ‘religiosos’ ou qualquer outro grupo, mas a massa popular. Todo judeu, teoricamente, carrega consigo essa culpa, que por sinal é uma das raízes do antissemitismo.