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sábado, 7 de dezembro de 2019

O serviço a Deus tem recompensa


Escrevendo a Timóteo, Paulo afirma que a coroa da justiça já lhe estava reservada; em seguida, vemos que esta não foi uma promessa apenas para Paulo, mas para todos que amam a vinda do Senhor. Trata-se da coroa do vencedor, o prêmio que será dado de maneira justa para aqueles que combateram o bom combate e guardaram a fé. Esse prêmio, contudo, não é a salvação; o galardão é uma recompensa que receberemos em razão do que fizemos a serviço do Reino, mas nada tem a ver com a salvação, que, por sua vez, não ocorre em virtude das obras. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.” (Efésios 2:8).

A recompensa de que trataremos hoje, são retribuições recebidas pelos serviços valiosos dedicados à obra de Deus. “A minha recompensa está comigo, e eu retribuirei a cada um de acordo com o que fez.” (Apocalipse 22:12). Aquele que servir a Deus será recompensado por Ele, e essas recompensas se darão tanto no tempo presente quanto no porvir. Mas apesar disso, há aqueles que se mostram desinteressados quando o assunto é galardão; talvez por não conhecerem o assunto ou por ainda não terem entendido que a vida com Cristo envolve compromisso. Ora, se Deus recompensa aqueles que o buscam (Hebreus 11:6), muito mais Ele fará pelos que o servem.

Paulo tinha consigo a plena convicção acerca do galardão que lhe aguardava, mas quando olhando para nós mesmos e para nossa falta de motivação, parece-nos que falta crermos mais nisso. Muita gente acha que, sendo salva, seja como for, já está bom. A recompensa do galardão, de fato, não interfere na salvação, mas nossas intenções e atitudes serão avaliadas por Deus e é possível que, ao chegar na eternidade, alguns de nós não recebamos de Deus recompensa alguma além da salvação limpa e seca.

Por isso, irmãos,  "sejam sempre dedicados à obra do Senhor, pois Nele o trabalho de vocês não será em vão" (I Coríntios 15:58). Se formos fazer algo pensando na recompensa dos outros e no reconhecimento dos homens, certamente ficaremos frustrados e desapontados em vários momentos, mas Deus é justo e não esquece de nada que tenhamos feito por Ele e para Ele, porque “quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” (Mateus 25:40).

Estamos servindo ao Senhor?
Muitas vezes sabemos e podemos, mas não fazemos; dispomos de tempo e recursos, mas nos omitimos. O que devemos fazer não está atrelado apenas ao trabalho na igreja; lá fora, somos também discípulos e servos que devem estar ajudando as pessoas e conduzindo-as ao amor de Deus.

Confiamos que seremos recompensados?
Se somos chamados para servir, precisamos estar certos que esse serviço tem recompensas; a coroa incorruptível, a coroa da exaltação, a coroa da justiça, a coroa da vida, a coroa da glória, são dádivas de Deus para nós, então "ajuntai tesouros no céu”.

Afinal, há algo nos impedindo de servir a Deus?

Extraído do sermão do pastor Antônio Tadeu, domingo, 1 de dezembro de 2019, na Igreja Batista Fundamentalista. Algumas referências bíblicas: II Timóteo 4:6-8, Hebreus 6:9-11, Marcos 10:28-30, I Coríntios 9:24-27, Hebreus 11:6, I Coríntios 3:8, Mateus 10:42, Mateus 6:19-21.

sábado, 30 de novembro de 2019

Servindo através dos dons


A exemplo do Senhor Jesus, todos nós devemos aprender a servir. E muito embora digamos que não sabemos ou que não temos capacidade, Deus capacita aqueles que são chamados. A questão é: estamos dispostos a servir ou queremos ser servidos? Com I Pedro 4:10,11 em mente, quatro pontos precisam ser considerados:

1. Você tem um dom
Se há oportunidade para servir, há também dons disponíveis para esse serviço. O dom é uma capacidade dada por Deus e todo crente tem pelo menos um, e este deve ser usado para servir, em outras palavras, você dispõe de dons que devem estar a serviço do Reino. Assim, se seu dom é ensinar, ensine com dedicação, se é dar ânimo aos outros, que o faça com amor; se é contribuir, que contribua de forma generosa; se é exercer liderança, que exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que faça isso com alegria. Não há membros sem função no corpo de Cristo.

2. Para servir uns aos outros
Quando entendemos o nosso dom e cooperamos uns com os outros, crescemos como igreja e isto se dá de forma saudável e abençoada. Precisamos considerar que entre nós existem pessoas fortes na fé, mas há também aqueles que se encontram fragilizados e carentes de atenção; essas pessoas precisam crescer na fé e é por isso que precisamos estar servindo uns aos outros; é desta forma que nos edificamos e nos fortalecemos.

3. Como bons despenseiros
O despenseiro é a pessoa responsável por um determinado estoque de mantimentos, ou seja, é aquele que cuida da despensa, o que, no caso, são as bênçãos recebidas. Como bons despenseiros, devemos administrar bem os dons que nos foram concedidos pela graça de Deus para que, servindo uns aos outros, nossas despensas não fiquem superlotadas nem esvaziadas.

4. Para a glória de Deus.
Por último, tudo deve ser para a glória de Deus; não para nos gloriarmos, pois todo dom é uma dádiva que deve apontar para o Pai. Essa é a Sua vontade, que façamos tudo pra servir, compartilhando tudo que recebemos, o tempo todo, para a honra e glória do Seu nome.

Assim, cada membro da igreja deve estar servindo de alguma maneira e cada servo deve lembrar que isso é uma questão de amor: servir, pode ser de muitas formas, mas sempre com humildade e amor fraterno. Você pode não ter se dar conta disso, mas é com você que Deus está contando. Então, irmãos, “acerca dos dons, não sejamos ignorantes”.

Que todos nós sejamos bons despenseiros dos dons que nosso Pai Celestial nos concedeu.

Extraído do sermão do pastor Antônio Tadeu, domingo, 24 de novembro de 2019, na Igreja Batista Fundamentalista. Algumas referências bíblicas: I Pedro 4:10-11, Tito 3:14, Gálatas 5:13, Apocalipse 2:19, I Coríntios 4:1, Tito 2:7, I Timóteo 4:14-16.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Cordel do Compromisso

No culto deste domingo
Assim disse o pastor
Que a vida com Jesus
Requer compromisso e amor,
E pra não olhar pra trás,
Avalie se é capaz
Daquilo a que se propor.

Porque quando Deus nos chama
Chama para o seu serviço,
Tarefa não vai faltar
Para quem dispor-se a isso,
Mas quando o assunto é trabalho,
Muitos procuram um atalho
Pra fugir do compromisso.

Tem crente que por aí
Diz que é servo de Deus,
Mas serve coisa nenhuma,
Só aos propósitos seus.
Não quer saber de aperreio,
Só vai na igreja a passeio
E se lhe contrariar, adeus.

“Lázaro não era apóstolo,
Mas de Jesus era amigo.
Cargo não está com nada,
Intimidade é comigo.”
Mas na igreja ele não anda,
Não faz o que Jesus manda
E só olha pro próprio umbigo.

Seguir a Cristo é renúncia,
Compromisso e serventia,
É negar-se a si mesmo,
Tomar sua cruz todo dia
E dispor-se a cooperar
Para o Reino expressar,
Trabalhando com alegria.

Anunciar o evangelho,
Essa é a nossa missão,
Pra isso fomos chamados,
Tirados da escuridão
Para brilhar como luz
As virtudes de Jesus
Com palavras e ação.

Pois discurso só não basta,
É preciso demonstrar
Expressando boas obras
E a Cristo testificar
Pra que Deus seja louvado
E Seu nome glorificado,
Pois a todos quer salvar.

Quem é crente vai pra igreja
E nela sente prazer,
Participa ativamente
E procura se envolver,
Se entra em um ministério
É com o compromisso sério
De trabalhar e crescer.

Comunhão sem compromisso
Com Deus é hipocrisia,
Pois é na edificação
Uns com os outros, todo dia,
Que crescemos no Senhor,
Gratos pelo seu amor
Que nos sustenta e nos guia.

Então que brilhe a sua luz
Na congregação dos santos,
Na escola, no trabalho,
Em casa e em todos os cantos,
E mantendo-se em vigília,
Salve em Deus sua família
E ilumine a outros tantos.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Vida com Deus envolve compromisso - Parte 2


No culto de domingo, o pastor Tadeu continuou seu sermão sobre compromisso, condição necessária para uma vida com Deus, desta vez, destacando como deve ser esse compromisso. Abaixo, alguns pontos que foram abordados:
Compromisso começa com renúncia: "negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me” (Mt 16,24). Como já vimos, compromisso implica em trabalho, e uma vez que nos dispomos a Deus e dizemos “eis-me aqui, usa-me”, as tarefas aparecem.
Compromisso é atender e colocar em prática a vontade de Deus: “a quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim” (Is 6,8). Ideias, estratégias e opiniões surgem muitas, mas se na hora da ação o povo some, cadê o compromisso?
É cumprir com aquilo que Deus reservou para cada um de nós: “se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação” (1Cor 9,16). Deus fez em nós uma obra maravilhosa, e para quê? Para anunciarmos o seu evangelho, mas será que estamos honrando com essa missão?
Compromisso para anunciarmos as Suas virtudes: “... a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pd 2,9). Não basta dizer que Deus é amor e citar João 3,16; as pessoas esperam de nós mais do que discursos; é preciso expressar essas virtudes não apenas em palavras, mas principalmente com o testemunho do que Deus fez em nossas vidas.
Ele nos chama para brilharmos como luz: “assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5,16). Quanto às obras, não são apenas no sentido de caridade, isso até os descrentes fazem, a responsabilidade aqui é para que nossa luz brilhe e através das nossas boas obras o nome de Deus seja glorificado.
Compromisso de cooperar com a igreja: "não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns” (Hb 10,25). Ser crente é ser parte do corpo de Cristo, e como membro, deve ter disposição para ir à igreja e dela participar ativamente, empenhando-se na comunhão e usando seus dons de forma útil para promover o crescimento e a capacitação dos santos, envolvendo-se na obra do Senhor e mantendo a mente produtiva, sabendo por que faz e pra quem faz.
Por fim, é preciso dizer que comunhão com Deus sem compromisso é pura hipocrisia. Dizer que tem uma vida com Deus, é uma coisa; demonstrar engajamento para com a obra de Deus, é outra. Não dá para viver o evangelho sem compromisso, por nossa própria conta, do jeito que a gente quiser, pois é na edificação de uns para com os outros e no crescimento de uns para com os outros que amadurecemos no Senhor e cumprimos com a Sua vontade, e isso não se se faz de qualquer maneira, mas com comprometimento.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Vida com Deus envolve compromisso


Ontem, na IBF, o pastor Tadeu abordou o fato inquestionável de que a vida com Deus implica em compromisso, e iniciou o sermão fazendo o seguinte questionamento: o que você esperava quando tomou a decisão de aceitar a Jesus? Será que você compreende que a vida com Deus é um chamado de, e para, um compromisso?
Em Lucas 9:57-62, vemos Jesus como que pondo à prova aqueles que queriam segui-lo: “as raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”. Jesus alertava as pessoas quanto ao compromisso que elas estavam prestes a assumir e quanto às consequências daquela atitude. As observações de Jesus nos dizem para avaliarmos bem nossas decisões para não voltarmos atrás naquilo que nos propomos a fazer, até porque a decisão de servir a Cristo deve ser um caminho sem volta, afinal "ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus". A ideia é reforçada em Lucas 14: 25-33 quando Jesus cita o exemplo de um homem que, tendo iniciado uma obra, teve que interrompê-la por falta de planejamento. “Pois, se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de terminar’.”. Assim também nós devemos nos manter firmes sem jamais recuar da nossa missão para com Cristo.
E uma vez que compreendemos o chamado de Deus em nossas vidas, entendemos que somos chamados para servir, e que servir implica em trabalho. “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.” (1 Cor 15,58). Todavia, quando se trata de trabalho e envolvimento, a realidade tem nos mostrado que muitos não assumem uma vida de compromisso para com Deus. Pessoas que se recusam a assumir responsabilidades, que não cumprem com seus deveres, que fogem de suas tarefas, que falham em suas promessas e nada cumprem, que na primeira crítica ou nas menores dificuldades já não mostram mais nenhum comprometimento, lamentavelmente, não são pessoas confiáveis; são pessoas com as quais não se pode contar.
Hoje, alegando falta de tempo, há muitos crentes por aí que se dizem servos de Deus, mas que não estão dispostos a servir coisa nenhuma; não querem se comprometer e vivem de apontar desculpas. Muita gente não consegue se fixar nas igrejas justamente temendo algum compromisso, com medo de serem requisitadas pelo pastor ou de serem repreendidas por uma conduta inadequada. Ora, é fácil essa vida de visitar igrejas e passear por congregações, mas o fato é que pessoas assim dão evidências de que são amantes de si mesmas e que estão mais interessadas em satisfazerem suas próprias vontades, mesmo que sejam contrárias à vontade de Deus. Há uma frase circulando nas redes sociais bastante conhecida entre esses que preferem ficar visitando as igrejas sem fixar raízes em nenhuma delas: "Lázaro não era apóstolo, mas era amigo de Jesus. Intimidade é melhor do que cargo". É uma frase reconfortante, boa para satisfazer o ‘eu’, mas quem usa essa frase, esquece de João 15,14: "vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando". Então se você é amigo de Jesus, você não vai se furtar às suas responsabilidades, pois o grau de intimidade está ligado diretamente à obediência que temos para com Ele. "Pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mt 12,50).
Voltando a Lucas 9,23: “Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me”. Seguir a Cristo envolve renúncia, compromisso e envolvimento. É um comprometimento que requer de nós responsabilidade, diligência e perseverança. E para esses que não querem compromisso com igreja, saibam que é aqui que nós amadurecemos, é aqui que conversamos, que compartilhamos as dores uns dos outros e é aqui que aprendemos a nos amar e a nos perdoar. Prestar culto é serviço.
E você, tem mantido o seu compromisso?