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sábado, 25 de julho de 2020

Cooperando com a obra de Deus mesmo na crise


A obra de Deus envolve muitos aspectos, mas o que não podemos esquecer é que Deus conta conosco para realizá-la. A pesca maravilhosa, relatada em Lucas 5, apresenta-nos valiosas lições, uma delas diz respeito à necessidade do nosso envolvimento e compromisso com a obra do Senhor. 

Apertado pela multidão, Jesus escolheu um dos barcos que estavam à margem do lago para, de dentro do barco, falar à multidão. Após a pregação, mandou que os pescadores retornassem ao mar e lançassem as redes. Pedro, o dono da embarcação, falou que haviam trabalhado sem sucesso durante toda a noite, mas mesmo assim obedeceu.

A entrega.
Tudo o que temos pertence ao Senhor e deve estar à disposição da Sua obra. O texto mostra-nos mais do que participação e envolvimento, ele fala de entrega. E veja que Jesus não chama desocupados. A pandemia é um momento de crises e mudanças na qual precisamos nos adaptar a uma nova realidade, mas de modo algum trata-se de um período de férias e afastamento da obra de Deus; Jesus conta conosco, com nosso tempo e com nosso talento, em todas as circunstâncias. 

O desafio.
Dispor-se ao serviço do Senhor, é sujeitar-se aos desafios. Sair à pescaria sabendo que “o mar está pra peixe” é muito bom, mas retornar ao mar depois de uma noite inteira sem pegar nada, isso é desafio. E nossa tarefa é essa; lançar as redes é levar a Palavra às almas perdidas. Ele nos chama e precisamos estar dispostos a cooperar com a Sua obra, quer na crise ou na bonança, “a tempo e fora de tempo”.

A obediência.
Muitas vezes rejeitamos as ordens de Jesus, esquecemo-nos de Deus e do nosso compromisso com a Sua obra — "Porque nós somos cooperadores de Deus" (1Co 3:9) — mas se obedecemos e seguimos o comando de Jesus, as bênçãos são presentes. Apesar de cansados, Pedro e seus companheiros foram obedientes e pegaram tanto peixe que precisaram da ajuda de outro barco para trazê-los até a praia.

Agora imagine o estado de frustração daqueles homens; após trabalharem uma noite inteira sem pegar nada, certamente estavam cansados e desanimados, vendo as redes vazias, e, sem pesca, sem receita, então a crise estava lá, e por conta disso, certamente estavam sem nenhum incentivo para continuar trabalhando, mas mesmo com aquela situação, eles foram desafiados. 

Então, este é envolvimento que é requerido de cada um de nós. Que Deus possa nos abençoar e que estejamos assumindo desafios e obedecendo, ganhando almas para o Reino de Deus e assumindo nossas responsabilidades para com o serviço do Senhor.

Extraído da reflexão do Pr. Antônio Tadeu, quarta-feira, 15 de julho de 2020, culto de oração transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista. Texto base: Lucas 5:1-11.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Afaste-se da incredulidade


Jairo era principal entre os judeus, chefe na sinagoga, um homem influente e importante, mas diante de uma situação de dificuldade, prostrando-se aos pés de Jesus, suplicou-Lhe para que fosse à sua casa ver a sua filha que estava à beira da morte. 

Contudo, no percurso até sua casa, chegou-lhe a notícia de que a menina já havia morrido. "Não incomodes o Mestre", disseram-lhe. Mas Jesus interveio e o encorajou: "Não temas, crê somente, e ela será salva". Assim eles seguiram.

Na casa, muitos choravam e se lamentavam. “Não choreis; ela não está morta, mas dorme”, disse-lhes Jesus. Mas as pessoas riram Dele, pois sabiam que a adolescente já estava morta. Jesus então, pondo-os todos fora, pegou na mão da menina, clamou e mandou que ela levantasse. A menina levantou-se e Ele mandou que a alimentassem.

Algumas lições que podemos extrair:

1. A adoração vem antes do milagre.
Jairo prostrou-se aos pés de Jesus, um ato de humildade, rendição e adoração. Curvar-se ao Senhor é mais do que reclinar-se fisicamente, é entregar-se de coração a Deus; é entronizar o Pai e reconhecer a nossa própria insignificância e impotência. Independente da resposta que obteremos do Senhor, antes de tudo, devemos adorá-Lo na beleza da Sua santidade,

2. Por mais difícil que seja a situação, não deixe de crer.
Apertados pela multidão, Jairo caminhava confiante com Cristo. Contudo, sucederam coisas que poderiam tê-lo feito desistir. Além dos problemas que nos cercam diariamente, muitas vezes nos deparamos com imprevistos que tentam nos esmorecer e nos atrasar, tal como ventos contrários que surgem repentinamente para nos desviar do caminho. Como reagiríamos no caso de Jairo, com alguém nos dizendo para desistirmos porque a causa já estava perdida? Jesus, porém, nos encoraja; Ele é a ressurreição e a vida: "Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá".

3. Afaste-se da incredulidade.
Não duvide do poder de Deus. Jairo achegou-se com fé e humildade, mas precisou ter paciência durante a caminhada e perseverança ante a notícia da morte da sua única filha, e ao chegar em casa, ainda encontrou o lugar repleto de pessoas incrédulas que riram e zombaram de Jesus, a única pessoa que estava ali para ajudá-lo. Ou seja, estava tudo contribuindo para o seu fracasso. Mas Jairo não cedeu àquelas influências negativas e, mesmo sendo uma situação constrangedora, acatou a ordem de Jesus e pôs os incrédulos para fora. Livre das influências negativas, pôde enfim contemplar o milagre.

Cristo trouxe a vida, trouxe a solução. Portanto, mesmo que as dificuldades apareçam e cresçam, creia, e não deixe de confiar; Paulo e Silas, presos e açoitados, louvavam e adoravam ao Senhor. Então não ligue para o que os incrédulos estão dizendo; para Jesus, nenhuma causa está perdida. Por fim, não se associe àqueles que estão na incredulidade; mesmo aqueles que, apesar de se dizerem cristãos, têm agido com a descrença em seus corações. Mantenha a sua fé, continue adorando, crendo e confiando. “Se creres, verás a glória de Deus”.

Baseado na reflexão do Pr. Antônio Tadeu, quarta-feira, 03 de junho de 2020, culto de oração transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista. Texto base: Lucas 8:40-42;49-56. 

quarta-feira, 24 de junho de 2020

Enfrentando enfermidades


Você crê no amor de Deus? Acredita que Deus te ama? Se é assim, com base nisso, você acredita que podem ficar doentes aqueles a quem Deus ama? 

Estava, porém, enfermo um certo Lázaro.
A primeira coisa que aprendemos em João 11 é que o amor de Deus não nos isenta de ficarmos doentes. A Covid-19 está por aí fazendo vítimas em todo o mundo e pode pegar qualquer um, inclusive os crentes; mesmo o mais fiel e piedoso, nenhum de nós está isento de ser vítima desta ou de outras doenças. 

“Eis que está enfermo aquele que tu amas”.
Jesus amava Lázaro e suas irmãs, mas mesmo sabendo que ele estava doente, ainda demorou-se para ir atendê-los. Nisso vemos o propósito de Deus, que pode tardar, mas não falha.

"Esta enfermidade não é para a morte, mas para a glória de Deus".
Muitas vezes enfrentamos as consequências de nossos próprios atos e pecados, mas certas coisas acontecem em nossas vidas para que nos voltemos mais para Deus e o nome do Senhor seja glorificado.

"Para que acrediteis".
A demora de Jesus tinha por objetivo aumentar a fé dos discípulos e glorificar o Pai. Enquanto nós buscamos o alívio imediato da situação, Jesus busca a Sua glória — "A maturidade cristã é indicada pela preocupação do crente com a glória de Deus".

“Vede como o amava”. 
O choro de Jesus não foi de tristeza ou arrependimento, mas uma demonstração de empatia, afeição e afeto. Jesus se compadece de nossas dores pois viveu como homem e sabe muito bem o que passamos e enfrentamos. 

"Não podia ele fazer com que este não morresse?"
Achavam que Jesus, como amigo, não poderia ter deixado Lázaro morrer, mas Cristo mandou tirar a pedra e em seguida mandou Lázaro vir para fora e para a vida. 

O texto nos mostra que:
1. Lázaro, mesmo sendo amigo amado de Jesus, adoeceu e morreu;
2. Jesus tem um tempo certo de agir e atua conforme a Sua soberana vontade;
3. Ele faz com que cresçamos na fé através de situações adversas;
4. Deus tem um propósito para todas as situações;
5. Tudo é para a glória do Seu nome. 

Portanto, por mais fiéis que sejamos, não estamos isentos dos males que assolam este mundo. Então, se porventura acontecer, não cabe a nós ficarmos com raiva de Deus ou acharmos que fomos abandonados; pelo contrário, devemos continuar dando glória a Deus e santificar o Seu nome, certos de que, vivendo ou morrendo, pertencemos ao Senhor — e acima de tudo, para o crente, o morrer é lucro. 

Extraído da mensagem do Pr. Antônio Tadeu, quarta-feira, 17 de junho de 2020; culto de oração transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista. Texto base: João 11. Outras referências bíblicas: 1Tm 5:23, 2Tm 4:20, Tg 5:14, Gl 4:13, 1Co 11:30.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

A necessidade de cultivarmos a fé


A Bíblia deixa claro que precisamos ter fé, “pois sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6). Contudo, a fé não é estática, ou seja, não basta apenas ter fé, é preciso também cultivá-la. Os acontecimentos atuais trazem-nos a necessidade de cultivarmos a fé — para que hoje ela seja mais forte que ontem, e amanhã ela seja mais forte que hoje. Isto se faz necessário porque a fé vai sendo cada vez mais exigida para enfrentarmos os embates desta vida — e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé (1Jo 5:4). Em nós, a semente da fé espera para ser cultivada e crescer, e com a fé fortalecida, poderemos avançar e conseguir grandes coisas, pois tudo é possível ao que crê (Mc 9:23).

A palavra fé, traduzida do original, nos fala de convicção, confiança, firmeza, fidelidade... Consequentemente, a fé vem pelo ouvir, o ouvir da mensagem proveniente da Palavra de Deus (Rm 10:17). No capítulo 5 do Evangelho de Marcos, vemos que certa mulher, doente há doze anos, “ouvindo falar de Jesus”, veio por detrás, entre a multidão, e tocou-Lhe as vestes. A fé capacita-nos a dar respostas prontas e seguras de acordo com a necessidade do momento, e a seguir, listamos três consequências provenientes da fé e as razões para cultivá-la. 

1. A fé nos faz continuar. A mulher, apesar de doente e diante dos obstáculos, não desistiu. Várias eram as dificuldades; a multidão, a sua condição física, a sua condição emocional, a sua condição financeira, mas nada disso a impediu de chegar até Jesus. E depois de tantas tentativas e experiências frustradas, não seria surpresa se ela tivesse desistido, mas mesmo com as esperanças reduzidas, a fé daquela mulher a fez seguir em frente e continuar. Insistindo, talvez achando que aquela poderia ser a sua última tentativa, encheu-se de fé e alcançou Jesus. — "Se você perdeu tudo nessa vida, menos a fé, então você não perdeu nada". 

2. A fé nos faz agir corretamente. A fé que fez aquela mulher não desistir, chegar até Jesus e tocá-lo, foi a mesma que a convenceu de que não poderia chegar até Cristo e mentir. A fé genuína não é interesseira; não pensa em receber bênçãos e milagres, dar as costas e ir embora, mas busca relacionar-se com Deus, Aquele que tudo vê e tudo sabe. Ela poderia simplesmente ter ido embora, pois logo após tocá-Lo, percebeu que havia sido curada, mas a fé daquela mulher foi completa, em Cristo Jesus, agindo com sinceridade perante Ele.

3. A fé nos dá a graça do milagre. Como podemos ver, a fé foi o que possibilitou a realização do milagre na vida daquela mulher, pois várias pessoas cercavam Jesus, mas somente o seu toque de fé fez de Cristo sair virtude. Por meio da fé, obtemos o milagre de Deus.

O texto nos mostra que, a exemplo daquela mulher, que cultivou a sua fé, acreditou, venceu as dificuldades, chegou até Jesus e recebeu Dele o milagre, também nós devemos estar cultivando a fé para podermos seguir em frente, agir de forma correta e contemplar as bênçãos e milagres que o Senhor tem nos concedido — e o maior deles é a nossa salvação.

Que o Senhor fortaleça a nossa fé para que sejamos capazes de vencer as dificuldades, superar as barreiras e seguir em frente confiantes na pessoa do Senhor Jesus Cristo. 

Extraído da reflexão da Palavra feita pelo Pr. Antônio Tadeu, quarta-feira, 08 de abril de 2020, durante o culto de oração transmitido pelo Facebook. Texto base: Marcos 5:25-34

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Cordel: Jesus acalma o mar



PRA QUE TODA ESSA AGONIA
SE JESUS TÁ NO CONTROLE?

É tanta notícia ruim
Que sai da televisão
Que a gente pensa: "É o fim;
Já não há mais salvação".
E deixamos de enxergar
Além do simples olhar, 
Que Jesus é a solução.

No Evangelho de Marcos,
Vemos que Jesus, cansado,
Dormiu no vão de um dos barcos
Que iam para o outro lado,
Quando então veio a tormenta:
“Mestre, o barco não aguenta!”
Ele então foi acordado.

“Não estás vendo o temporal?”
Jesus pôs-se então de pé,
Repreendeu o vendaval,
Acalmou toda maré
E trazendo a luz do dia, 
Perguntou: "Pra que agonia?
Será que não tendes fé?”

Pensaram que iam morrer 
Mas Cristo acalmou o mar. 
Vendo eles Seu poder, 
Começaram a perguntar:
“Quem é este que até
O vento, a chuva e a maré
Obedecem ao seu falar?”

Ele é o mesmo Jesus
Que acalmou a tempestade. 
Busque então a sua luz, 
Creia com sinceridade
Que Ele está sempre por perto
E agirá no tempo certo
Conforme a Sua vontade.

Jesus não chega atrasado,
Nunca é pego de surpresa,
Tem tudo bem controlado;
Disso, pode ter certeza
Que não tem dificuldade,
Vírus, mal ou tempestade
Que supere a Sua grandeza.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Não desanime, Jesus está no controle


Tomadas pelas ondas de pânico que têm se espalhando pela mídia, muitas pessoas hoje se sentem inseguras, angustiadas e inquietas com toda essa enxurrada de notícias ruins que vêm recebendo diariamente — quando somos levados a acreditar que as coisas só irão piorar, deixamos de enxergar além do horizonte imediato e passamos a nos sentir como se estivéssemos sós, desamparados, sem saber o que fazer em meio à tempestade. Contudo, devemos lembrar que Deus está no controle e sabe todas as coisas. Deus não é pego de surpresa. 

No Evangelho Segundo Marcos, vemos que Jesus havia passado um longo tempo orando e ensinando pelos montes; cansado, durante uma travessia de barco, deitou-se e dormiu. Diante de uma tempestade repentina, os discípulos, muitos deles experientes em navegação, parece que tentam administrar a situação, mas impotentes em meio à fúria das águas e dos ventos, e percebendo que estavam já para afundar, vão até Jesus e o acordam. No relato bíblico, três perguntas nos chamam a atenção: 

Não te importas que pereçamos?
Algo que nos irrita bastante é quando estamos preocupados e agitados com algo e vemos outra pessoa, na mesma situação, tranquila, sem fazer nada, como se não se importasse com aquilo. Às vezes, o que mais nos dói não é a tempestade em si, mas o silêncio de Deus diante dela. Contudo, precisamos entender que o silêncio de Deus proporciona em nós a esperança: o esperar no Senhor. Mas por que Ele está demorando? Será que Deus não está ouvindo? Na verdade, Deus tem o tempo certo para cada situação. Lembra de Lázaro? "Se o Senhor estivesse aqui, meu irmão não teria morrido". Será que Jesus foi pego de surpresa diante daquela situação, ou será que Ele, propositadamente, usou aquela oportunidade para nos ensinar e nos mostrar quem Ele é? Portanto, espere em Deus e confie, pois “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30:5).

Ainda não tendes fé?
Ora, se Jesus falou que eles iriam para o outro lado, certamente haveriam de chegar lá, mas talvez por ainda não entenderem o poder de Jesus, os discípulos parecem ter esquecido quem estava com eles no barco. Neste momento de incertezas que estamos atravessando, muitas pessoas podem ter sido pegas de surpresa, com dívidas, desassistidas e levadas ao desespero, mas é justamente quando achamos que não há mais saída que Jesus vem e acalma a tempestade. Admirados com o que haviam acabado de presenciar, os discípulos sentiram grande temor; ficaram perplexos, estupefatos diante daquela situação dada por perdida. Mas Deus é aquele que acalma as tempestades e pode fazer milagres em meio a todo o caos que ora se estabelece na sua vida, ou será que ainda não tendes fé?

Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem? 
Operando sinais e maravilhas por onde passava, Jesus não se cansava de surpreender aqueles que o cercavam: “Quem é este que cura leprosos, quem é este que expulsa demônios, quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?” Jesus é a água da vida, o nosso mediador, a nossa eterna salvação; e graças a Ele estamos aqui, louvando e engrandecendo o Seu santo nome, porque Ele está no controle.

Portanto, se você está passando por dificuldades, exercite a sua fé, tenha paciência diante das circunstâncias e espere em Deus — mantenha a esperança — porque Deus não é pego de surpresa. Deus não chega atrasado. E esteja certo de que, no devido momento, o Senhor trará bonança à sua vida, porque é assim que o Senhor trabalha; no momento oportuno, Ele rompe o silêncio e acalma a tempestade.

Baseado na mensagem extraída da transmissão ao vivo (live) realizada pelo Pr. Leandro Carvalho, quarta-feira, 01 de abril de 2020. Texto base: Marcos 4:35-41

sábado, 7 de março de 2020

A multiplicação dos pães e suas lições.


“E seguia-o grande multidão, porque via os sinais que operava sobre os enfermos.” Jo 6:2. O evangelho de João nos mostra que, próximo à Páscoa, era grande a multidão que seguia Jesus, e isso acontecia principalmente por causa dos milagres que Ele operava. Mas apesar de todo o assédio do povo, Jesus não ficou alheio à multidão; levantando os olhos e antevendo as necessidades daqueles que o seguiam, perguntou: "Onde compraremos pão para alimentá-los?" Jesus não nos desampara e não nos deixa na mão; Ele é um Deus provedor que nos sacia, nos supre e está sempre atento às nossas necessidades.

Contudo, a pergunta de Jesus foi para experimentá-los, pois Ele sabia o que estava para fazer. Na nossa jornada, Deus também nos experimenta para testar a nossa fé e saber como pretendemos agir. “Respondeu-lhe Felipe: Duzentos denários de pão não bastariam para que cada um recebesse um pedaço.” Para os discípulos, seria impossível alimentar aquela gente — e olha que Jesus já havia feito vários milagres. Quantos de nós, em circunstâncias difíceis, diante de uma multidão de problemas, não enxergamos apenas as dificuldades? André, por sua vez, apresentou um moço com cinco pães e dois peixinhos, “mas que é isto para tanta gente?” Às vezes, até vemos uma saída, mas nem sempre acreditamos nela; algumas soluções, por serem pequenas aos nossos olhos, não nos parecem bem vindas, mas aos olhos de Deus é o que basta. 

Mas ante as respostas recebidas, Jesus não questionou ou entrou em discussão com os discípulos, Ele apenas mandou que fizessem o povo sentar. Se estamos certos que Deus é provedor e sabe o que vai fazer, precisamos acatar suas orientações e simplesmente obedecê-lo. Os discípulos certamente não sabiam o que iria acontecer, mas obedeceram. O milagre não acontece antes da obediência, mas quando estamos no caminho da obediência. A obediência é a chave da benção de Deus. Os dez leprosos pediram misericórdia a Jesus, que os mandou irem ao sacerdote, eles obedeceram e, no caminho, foram curados".

“Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre eles.” Vemos aqui a presença da gratidão. Precisamos ser gratos mesmo diante do pouco, para que o pouco se torne muito. Diante de uma multidão de 5 mil homens, Jesus fez o impossível; multiplicou poucos pães e peixes e ainda nos deu a seguinte orientação: "Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca". O pão, representado por Cristo, uma vez saciado nossas vidas, não o deve ser desperdiçado, mas levado a quem precisa. 

Assim, estejamos certos da presença de Deus em nossas vidas; mantenhamo-nos confiantes de que Ele sabe o que faz, e sabe o que devemos fazer; sejamos pois obedientes e agradecidos, administrando com sabedoria os recursos que chegam em nossas mãos, pois o segredo não está na quantidade do que você ganha mas na boa administração daquilo que você recebe. Seja muito ou seja pouco, o importante é administrarmos bem os nossos recursos.

Baseado no sermão do Pr. Antônio Tadeu, quarta-feira, 04 de março de 2020, na Igreja Batista Fundamentalista. Texto base: João 6.

terça-feira, 28 de maio de 2019

A ressurreição de Lázaro - João 11

No culto de domingo, o sermão do pastor abordou o último milagre relatado no evangelho de João, a ressurreição de Lázaro. Começou lembrando que crises, enfermidades, provações, também ocorrem com aqueles que amam a Deus; a fé não nos isenta dos problemas da vida, mas nos ajuda a superá-los, e que certas situações ocorrem conosco para que Deus cumpra em nós o seu propósito.

Alertou que a morte é consequência do pecado, e que aquele que não tem a Cristo está morto espiritualmente e precisa ser ressuscitado. "Porém nós, que estamos na luz, já estamos ressuscitados em Cristo", Aquele que tem poder sobre a morte.

Segundo o pastor, o momento em que Jesus chorou, demonstra Sua compaixão e sensibilidade para com a causa alheia. Jesus revela-se como alguém que se importa, se interessa, que tem empatia… pois Deus é um ser pessoal, que se alegra e se entristece, que se importa conosco e sabe de nossas dores e aflições.

Falou que ao mandar que retirassem a pedra, Jesus demonstrou que estava ali não para fazer o que os homens podem fazer, mas para fazer aquilo que eles não podiam. Pois aquilo que é impossível para o homem, é possível para Deus, e que se pedirmos algo, não importa o que seja, se for da Sua vontade, ele ouvirá, mas tudo é no tempo de Deus e tudo deve ser feito para a glória de Deus.