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quinta-feira, 26 de novembro de 2020
Reduzir, recusar, reutilizar
Para diminuir a quantidade de plástico aqui em casa, evito a todo custo usar aqueles saquinhos transparentes do setor de hortifruti; ao invés disso, coloco os vegetais soltos numa cestinha e não me importo de pesá-los "desprotegidos" na hora de passar no caixa. Mas é preciso ficar atento; se você bobear, a moça do caixa te enche de sacolas: passou as batatas, botou numa sacola; passou as bananas, mais uma sacola; passou os tomates, outra sacola... "Mulherzinha, você vai colocar cada um numa sacola?" Ela me deu um olhar fulminante, colocou os tomates junto com as bananas, acrescentou a cebola e usou a sacola vazia como reforço. Ainda assim, eram três. Fui lá, coloquei tudo na sacola das batatas e deixei as duas em cima na bancada. Ela já ia ensacolando a bandeja de ovos quando eu disse "os ovos eu levo na mão". Bom, pela forma como ela me deu as moedas do troco, como quem bate uma peça de dominó numa mesa, acho que ela não foi muito com a minha cara.
segunda-feira, 23 de março de 2020
Decreto vago
Os decretos da governadora foram ferozes contra escolas, igrejas, clubes, hotéis, restaurantes, etc, muito vagos em relação à regulamentação dos supermercados. O resultado é que vemos estabelecimentos tomando uma série de cuidados, como controle na entrada, oferecimento de álcool gel, limite de aquisição de certos produtos, chão demarcando a distância entre as pessoas... e outros cuja única medida foi distribuir máscaras para os funcionários.
domingo, 22 de março de 2020
Me aventurando no supermercado
Hoje eu precisei sair para fazer compras no supermercado. Devia ter feito isso na terça-feira (17), e até chamei uma pessoa para irmos de carro, mas ela achou que poderia ser exagero de minha parte e acabamos indo de moto mesmo e comprando pouca coisa. Hoje, diante da perspectiva de permanência em casa por um período maior que os 15 dias iniciais anunciados pelo governo, tive que tomar essa atitude e inclusive providenciar itens que faltavam adquirir. Cerquei-me de cuidados e fui, e espero não precisar ir novamente. A sensação é horrível, tudo parecia contaminado; passei álcool em gel várias vezes nas mãos, mantive-me relativamente afastado das pessoas (graças às dimensões do supermercado, era possível caminhar com certa folga pelos corredores, apesar de já haver um movimento intenso, pois perdi a hora e cheguei já quase 9h). Nas filas, os carrinhos serviam de parâmetro de distância, a maioria estava só, mas ainda havia pequenos grupos familiares, inclusive criancas; muita gente usando máscaras, outros usando luvas de plástico, mas muitas senhorinhas de aparência simples e sem nenhuma preocupação faziam compras como se fosse uma manhã de domingo qualquer. Enfim, a pior parte foi na chegada em casa; deixar os sapatos do lado de fora, as roupas na entrada, lavar bem as mãos, passar álcool gel nos itens pessoais e higienizar os produtos, passar pano no chão, tomar banho, lavar os cabelos e ter a impressão de que nada disso adiantou. É tenso. Depois percebi que respirei sem máscara dentro do elevador. E se alguém contaminado tiver espirrado lá dentro antes de mim? O fato é que não temos mais certeza de nada nem duvidamos mais de nada. Pensando bem, a vida sempre foi essa incerteza. "Mas o justo viverá pela fé". #oremos
Movimento nos supermercados
Me perguntaram sobre o movimento no supermercado e se está faltando produtos... Eu achei tranquilo, mas depende muito do horário em que a pessoa vai e de qual supermercado. Hoje eu fui ao Dia a Dia Atacarejo. Percebi poucas coisas faltando ou itens em menor quantidade, geralmente artigos de menor necessidade, mas dos itens da minha lista, apenas a carne de conserva havia em pouca quantidade. Acredito que eles estão priorizando repor os estoques daquilo que está tendo mais saída. Quanto aos preços, não percebi nenhum aumento, inclusive comprei leite em pó a R$ 3,68 o pacote de 200 g, flocão de R$ 1,04 e sardinha, salvo engano, por R$ 2,59 a lata. Definitivamente, não acredito que haverá desabastecimento.
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