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quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Exercite a sua fé

Sabemos que muita gente tem no culto de domingo o único momento em que lê a Palavra de Deus e tem um instante de intimidade com o Senhor. Mas enquanto muitos negligenciam a Bíblia, multidões estão sedentas das palavras de vida e esperança que ela contém. Precisamos lembrar que Cristo nos deixou para uma vida transformada, para que, refletindo e nos alimentando continuamente da Palavra, coloquemo-nos a serviço do Seu Reino. A Bíblia contém vida e transformação, mas esse poder não está no papel; está na mensagem ali presente, a qual precisa ser digerida e exercitada.



segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

A firmeza da fé contra os ventos de doutrina


É inegável que muita gente, ao invés de buscar primeiramente a Cristo, procura na igreja uma alternativa para satisfazer seus interesses pessoais. O número de evangélicos tem crescido no Brasil, porém muitos têm buscado mais as bênçãos do Senhor do que o Senhor das Bênçãos. Ora, aquele que está na igreja à procura de benefícios para si, mas sem se ater às Escrituras e à prática da piedade, assemelha-se ao homem insensato que ouve as palavras de Jesus e, não colocando-as em prática, edifica sua casa sobre a areia. Pessoas com esse perfil, quando conseguem o que almejavam, tendem a procurar por coisas novas, e assim acabam sendo levadas por modismos ou pelas coisas do mundo, afinal não estão fundamentadas na Rocha.

Com efeito, se não temos habilidade com as Escrituras e falta-nos a firmeza da fé, não teremos segurança para falar de Jesus ou dar testemunho da Sua Palavra. Além disso, se não estivermos firmados no conhecimento sobre Deus e Sua obra redentora, poderemos ser facilmente arrastados por práticas e teorias que surgem e ressurgem o tempo todo. No entanto, quando conhecemos a verdade e praticamos o que dizem as Escrituras, não nos deixamos abalar com falsos ensinos e não somos arrastados por ventos de doutrina, pois temos já a base sólida na qual podemos comparar aquilo que lemos e ouvimos com os ensinamentos que temos aprendido e assim concluir se aquela mensagem merece crédito ou não.

A Bíblia contém vida, transformação, renovo… mas ela por si só não é um objeto milagroso, sobrenatural; de forma que o seu poder não está no papel que a compõe, mas na Palavra de Deus ali presente, a qual precisa ser digerida e exercitada. Assim, quanto mais nos aprofundamos no conhecimento da Palavra e no exercício da piedade, mais nos aproximamos de Deus e da perfeita varonilidade. É desta forma que nos firmamos na fé e, em Cristo, resistimos às tentações e às dificuldades.

Baseado no sermão do pastor Leandro Carvalho, quarta-feira, 15 de janeiro de 2020, na Igreja Batista Fundamentalista. Referências bíblicas: Mt 6:33, Mt 7:24-27, Ef 4:11-16.

sábado, 28 de abril de 2018

Quem matou Jesus foram os religiosos?

A frase foi compartilhada por uma ex-colega professora que frequentemente compartilha conteúdo de extrema-esquerda no Facebook.


Sem falar que o verbo haver no sentido de existir é impessoal e permanece na terceira pessoa do singular, o que talvez a professora não perceba é que a finalidade do meme é tentar passar a ideia de que pessoas religiosas são piores do que corruptos e bandidos... Ou seja, supostamente, piores do que a escória da sociedade. A introdução de gays, alcoólatras e prostitutas à relação é proposital, serve para obter a simpatia das minorias. É um meme malicioso que esconde em si um discurso de ódio.

Além disso, dizer que pecadores, corruptos e bandidos não tiveram parte com a morte de Jesus, mas religiosos, beira a desonestidade intelectual, pois falta com a verdade ao tirar da multidão a decisão de crucificar Jesus.

A verdade é que Jesus sempre enfrentou a resistência dos sacerdotes da época, pois ele desafiava os dogmas existentes, mas a gota d'água foi provavelmente quando ele mexeu com os poderosos ao expulsar os mercadores do templo. Lucas 22 diz que "os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei estavam procurando um meio de matar Jesus, mas tinham medo do povo". O povo de Jerusalém recebeu Jesus como o messias prometido, o novo rei dos judeus. Viram nele a imagem do libertador que lideraria um levante e os livraria do domínio de Roma. “Bendito seja o Rei que vem em nome do Senhor!”. E a festa da páscoa era um momento propício para dar início a uma revolução, pois reunia centenas de milhares de judeus vindos de todas as partes. 

Como podemos ver, os que conspiraram contra Jesus não foram os 'religiosos' pura e simplesmente, mas uma elite incomodada. Aquelas pessoas jamais o aceitariam como rei dos judeus, pois Jesus era um zé ruela que nasceu num curral e entrou em Jerusalém montado num jumento. Não era um deles. Além do que, revolução era tudo que os poderosos não queriam. 

"Então Jesus disse aos chefes dos sacerdotes, aos oficiais da guarda do templo e aos líderes religiosos que tinham vindo procurá-lo: "Estou eu chefiando alguma rebelião, para que vocês tenham vindo com espadas e varas?". Note que as acusações contra Jesus não foram necessariamente de cunho religioso, mas essencialmente político.

Ao ser levado a Pilatos, ele logo percebeu que as acusações eram infundadas, que Jesus não oferecia perigo ao império romano, pois não era líder de rebelião nem era rei de coisa nenhuma, então tentou só dar uma surra nele e soltar, mas a multidão não perdoou e exigiu que Jesus fosse crucificado e que, ao invés dele, fosse solto Barrabás, uma espécie de guerrilheiro revolucionário. 

É preciso levar em conta que quando a casa caiu e Jesus foi preso, o fato dele não ter usado seus "poderes especiais" para escapar da cadeia e liderar os judeus contra o jugo romano, fez crescer no povo o sentimento de que foram enganados. Acharam que ele era uma farsa, mais um charlatão querendo dar uma de messias. Então ninguém mais queria ser visto associado a ele, o próprio Pedro, que disse que estava pronto para ir com Jesus até a morte, negou três vezes ser um dos homens de Jesus. A essas alturas, os seguidores de Jesus (religiosos) já haviam se mandado com medo de serem presos. 

É claro que a multidão foi incentivada pela elite conspiradora. "Os chefes dos sacerdotes incitaram a multidão a pedir que Pilatos, ao contrário, soltasse Barrabás". Mas note que no texto bíblico o próprio Pilatos tenta trazer o povo de volta à razão. "Crucifica-o", gritaram eles. "Por quê? Que crime ele cometeu?", perguntou Pilatos. Mas eles gritavam ainda mais: "Crucifica-o!". O povo, que já estava enfurecido por achar que fora enganado pelo falso messias, foi tomado pelo discurso de ódio dos sacerdotes e optou pela carnificina.

Como podemos ver, o povo condenou Jesus, não os ‘religiosos’ ou qualquer outro grupo, mas a massa popular. Todo judeu, teoricamente, carrega consigo essa culpa, que por sinal é uma das raízes do antissemitismo.