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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Controlando a ansiedade e o medo


Considerada como um dos grandes males dos tempos modernos, a ansiedade afeta milhões de pessoas e cresce assustadoramente no Brasil. Dentre os seus principais sintomas, estão a inquietação e o mau humor; fatores que interferem no bem-estar e reduzem a qualidade de vida da pessoa ansiosa. Mas e o crente, ele também pode sofrer de ansiedade? O fato de termos aceitado Jesus não nos livra de aflições e distúrbios emocionais (Sl 34:19). Somos humanos, e em nós ainda habita a velha natureza, ou seja, todos nós podemos estar ansiosos, e por várias situações; o problema é quando ela passa a ser excessiva — situação que pode provocar diversos transtornos e evoluir para um quadro clínico de depressão.

Para lidarmos com a ansiedade e não nos deixar levar por ela, precisamos entender suas causas, observar os sintomas e ficar atentos à intensidade e frequência com que ela ocorre. O medo é uma das principais causas da ansiedade e geralmente surge em virtude de situações que nos trazem instabilidade e insegurança; mas o que fazer para superá-las?

1. Trabalhar a alegria (Fp 4:4). Paulo experimentou diversos momentos de temor e ansiedade, mas ele não somente nos diz para nos alegrarmos, como reforça: "Outra vez digo: alegrai-vos!". A alegria do Senhor é nossa força (Ne 8:10) e também é fruto do espírito (Gl 5:22); sendo fundamental para vencermos a ansiedade. Quando nos alegramos, manifestamos gratidão, mas se murmuramos ou olhamos apenas para os problemas e circunstâncias, revelamos insatisfação e assim jamais conseguiremos desenvolver a verdadeira alegria. Aprendamos, pois, a viver como Paulo, contentes em toda e qualquer situação (Fp 4:11). 

2. Orar (Fp 4:6-7). Parece algo simples, mas funciona. Feita com fé e revestida de ações de graças, a oração serve-nos tanto como vacina (fortalecendo), como remédio (curando). Mesmo nos momentos difíceis, por meio da oração, podemos encontrar paz no Senhor; uma paz que traz harmonia, apazigua os corações, guarda em nós os bons sentimentos e nos mantém longe dos sentimentos ruins e tóxicos (Efésios 4:31). 

3. Entregar a Deus (1Pe 5:6-8). Devemos lançar sobre Ele toda a nossa ansiedade, mas feito isso, não devemos cruzar os braços e relaxar; precisamos manter a sobriedade e vigilância para não cairmos em armadilhas. O diabo se aproveita de situações de tensão justamente para nos enfraquecer e nos dominar.

4. Louvar ao Senhor (2Cr 20:21). O canto é fruto da alegria e também nos ajuda a vencer a ansiedade; a música tem o poder de nos acalmar e nos asserenar, pois mexe com as nossas emoções e contribui para nos dar ânimo. Josafá preparou o povo para cantar e, rendendo graças ao Senhor, derrotou um exército; Paulo e Silas, açoitados e acorrentados, oraram e cantaram em alta voz na prisão. O louvor é extremamente importante, e embora alguns não valorizem os cânticos, a Bíblia nos incentiva a cantar e entoar louvores ao Altíssimo (Sl 98).

Por fim, podemos nos apoiar nas palavras de Jesus em Mateus 6:25-34, resumindo da seguinte maneira: não andar ansiosos, crer na provisão divina, aprender a depender do Senhor e priorizar o Reino de Deus. Estamos sujeitos à ansiedade? Sim, mas temos em Cristo todos os meios para superá-la.

Extraído da aula ministrada pelo Pr. Antônio Tadeu, na Escola Bíblica Dominical do dia 09 de fevereiro de 2020. Texto base: 2Cr 20 e Fp 4

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

A Renovação e a Saúde da Alma


Perto da virada do ano, são comuns as saudações de feliz ano novo, “tudo de bom”, muitas vezes de forma automática, ditos da boca pra fora. Em Roma, as pessoas representavam a renovação da virada do ano arremessando objetos velhos pelas janelas. De modo análogo, muita gente ainda conserva o hábito de pintar a casa no início do ano. Ora, é importante zelar pela estrutura física, mas e quanto às pessoas que lá habitam? Mais do que cuidar da aparência, precisamos buscar a saúde da alma; devemos promover o renovo e jogar fora tudo aquilo que é velho e bolorento em nossas vidas. Isso não significa que devemos abrir mão de princípios e valores, mas que devemos sim abandonar vícios, manias e todas as mazelas que nos machucam, todos os fardos que nos prendem em nós mesmos e nos impedem de avançar, como mágoas, culpas e ressentimentos que só nos prejudicam. Desta forma, poderemos ter um ano verdadeiramente novo, vivendo em novidade de vida, como novas criaturas. “As coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.”

Essa renovação é importante porque, sem alegria e sem qualidade de vida, a alma vai adoecendo e a situação vai aos poucos se agravando. Conhecida como o mal do século, a depressão não acontece de uma hora pra outra, mas a partir de um acúmulo de coisas não (ou mal) resolvidas e expectativas frustradas que vão impedindo a pessoa de progredir e viver. A consequência disso pode ser, além do abatimento, o cansaço em fazer o bem. Sabemos que a falta de reconhecimento e a ingratidão podem nos entristecer e desanimar, o que contribui para agravar a situação. Contudo, tenhamos em mente que fazer o bem e realizar boas ações são sacrifícios que, além de agradar a Deus, oferecem satisfação pessoal àqueles que as praticam, dando-lhes o prazer de servir e ser útil. O erro, no caso, está em ansiar pelo aplauso. 

Mas como melhorar a qualidade de vida e obter uma alma saudável? Dentre várias atitudes que podem ser tomadas, destacamos três:

1. Falar dos sentimentos. Principalmente quando é algo que precisamos confessar e desabafar. Por isso é importante que tenhamos alguém com quem contar e confiar, alguém com quem possamos conversar abertamente para falarmos dos nossos sentimentos. Precisamos nos abrir e botar aquilo que nos incomoda pra fora. “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados.”

2. Tomar decisões. Decidir é buscar resolver aquilo que nos aflige; é assumir posição na tentativa de resolver conflitos e problemas. Todos os dias temos algo para decidir e atitudes para serem tomadas, mas como decidir sozinho e de forma acertada? Buscando a sinceridade em nosso coração, procurando fazer para Deus, não para os homens, cuidando de renunciar o ego, assimilar valores e assumir consequências. Deus nos instrui acerca do caminho que devemos andar, embora muitas vezes escolhamos atalhos. 

3. Ter uma vida verdadeira. Hoje em dia, é cada vez mais comum viver de aparências, “de fachada”, principalmente nas redes sociais, onde a vida de muitos é um verdadeiro ‘faz de conta’. E embora alguns se acostumem com a situação, de forma geral, as pessoas adoecem quando usam máscaras — nada é o que realmente é —, e assim acabam prejudicando tanto a si próprios quanto àqueles que nelas se espelham.

Portanto, “faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma”. Falemos pois dos nossos sentimentos, assumamos responsabilidades, tomemos decisões e não vivamos de aparências. Pois se não nos livrarmos e resolvemos nossos traumas, se não nos decidimos acerca do que devemos e precisamos fazer ou se vivemos uma vida falsa e sem propósito, não tem jeito, acabaremos por adoecer. 

Extraído da aula ministrada pelo pastor Antônio Tadeu, domingo, 12 de janeiro de 2020, na Escola Bíblica Dominical da Igreja Batista Fundamentalista. Referências bíblicas: 2Co 5:17, Hb 13:1-3,16, Tg 5:16, 3Jo 1:2.

sábado, 9 de fevereiro de 2019

O cafezinho da depressão

Nessa última semana eu senti uma melhora significativa no meu humor, e não foi só por causa da segunda condenação de Lula. É que na semana anterior eu estava me sentindo muito deprimido. Passei dias bem mal mesmo, com uma ansiedade absurda, desanimado, sem coragem pra nada e só pensava em dormir. Até rouco eu fiquei.

Eu ficava me perguntando o que teria acontecido para desencadear aquele lundum todo. Seria o fim das férias? O Sisu? A reação do meu filho no primeiro dia de aula? Eu tinha quase certeza que não era nada disso. Há poucos dias eu estava bem o suficiente para não me deixar abalar com qualquer bobagem, então já começava a cogitar que pudesse ser a fase da Lua, a influência de Saturno, algum castigo de Deus ou outra força cósmica misteriosa.

Ocorre que somente essa semana, há uns dois ou três dias, já bem mais tranquilo, eu pude perceber o que havia me afetado tanto: a cafeína. Na verdade, a ausência dela. Explico.

Há algumas semanas eu vinha tomando uma cápsula de 210 mg diariamente com o objetivo de reduzir o percentual de gordura, mas logo depois da viagem de Salvador eu resolvi parar de tomar para começar uma nova fase de ganho de peso - que por sinal está estagnado em 66 kg. O problema foi que eu parei de vez e não me toquei que o que eu estava sentindo eram os sintomas da abstinência.

Como eu não estava tomando café no período em que tomava a cápsula, achei que a volta do café matinal seria suficiente para evitar as dores de cabeça que, até então, era o único sintoma que eu pensava estar sujeito, mas isso era o de menos.

Hoje, gracas a Deus, sinto-me bem melhor. Acho que superei a fase de crise. Voltei a levantar às 5h30, retomei as caminhadas, faxinei a casa duas vezes essa semana, lavei roupa, brinquei com o gato, tweetei umas abobrinhas e tô aqui escrevendo esse textão enquanto Lula continua preso. A vida é bela.