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segunda-feira, 29 de março de 2021

O segredo do meu corpinho

No mundo digital das redes sociais, não tem jeito; estamos o tempo todo vendo e sendo vistos. Podemos pensar que não, mas há sempre alguém nos observando e acompanhando nossa rotina. Hoje, uma seguidora rompeu o silêncio e perguntou: "Boa noite, amigo. Uma curiosidade. Há quanto tempo você está de vida saudável (magro)? Exercício e alimentação?” Como talvez outras pessoas possam ter a mesma curiosidade, compartilho aqui a minha resposta.

Em 2013, eu pesava oitenta e poucos quilos. Comecei a tomar Herbalife e em um ano abaixei para 72 kg. Daí fiquei mantendo. Em 2017, seis meses após parar de beber, abaixei para 59 kg. Entrei na academia em 2018 com 60 kg, fiz uma dieta para ganhar peso e estabilizei nos 67 kg, meu peso atual.

Tenho uma alimentação bastante simples: cuscuz, batata doce, ovo, tapioca, arroz integral, aveia, peito de frango, leite. É basicamente o que como diariamente. Comida de verdade. Meu almoço de ontem, por exemplo, foi macarrão integral com sardinha e ovo cozido; hoje foi um cuscuz com aveia e ovo, mas geralmente preparo apenas um carboidrato e uma proteína em cada refeição. As opções são poucas, basicamente, batata doce, cuscuz, arroz integral ou macarrão integral. A proteína costuma ser peito de frango (sassami), sardinha ou ovo na maioria das vezes. Faço cozido quando é com batata ou macarrão, mas com arroz ou cuscuz eu prefiro frito.

O lanche é quase sempre tapioca, crepioca, uma fruta ou um shake/vitamina. Aqui e acolá aparece um bolo, mas passo uma semana pra comer uma fatia de quatro dedos. Não uso açúcar. Às vezes polvilho um pouco quando faço a crepioca com limão, mas é só nesse caso, e é bem pouco mesmo. Acredito que parar de consumir açúcar melhora o paladar; você passa a perceber melhor o sabor dos alimentos. Café amargo, por exemplo, só é ruim no início, e nem é tão ruim assim se você usar um grão de qualidade. Depois de um tempo, já nem sente falta de açúcar.

Além da musculação, faço caminhadas. Já tentei correr algumas vezes, mas tenho tornozelos sensíveis (podres). O negócio é começar aos poucos, caminhando, depois de perder peso e adquirir resistência, passa a correr, mas se a distância é uma só, a energia gasta é a mesma. Correr só é mais rápido.

É isso. Como diria Raul: “queira, basta ser sincero e desejar profundo”. Estabeleça um sonho, tipo, correr a São Silvestre de 2023 e vá se preparando.

Almoço de ontem 😅


sexta-feira, 19 de março de 2021

Academias: proibir ou liberar?

"Rpz, academia realmente é bom p saúde e tal, mas a quantidade de alunos que colocam p dentro nesse período de restrição é um absurdo... Um ambiente q é fechado, pessoas suando, esbaforando... Do jeito q vejo, é melhor fechar mesmo", disse um colega de grupo, cliente da Smartfit. Entendo o lado dele. É muito desagradável treinar num ambiente lotado, mas a realidade da academia que ele frequenta parece ser bem diferente das demais que não viraram modinha. Ao contrário dessa franquia, algumas até fecharam por falta de clientes. Na Biofit, por exemplo, é tranquilo. Pouca gente, janelões abertos — lá eles usam climatizadores, não ar condicionado — máquinas quase sempre disponíveis e muito espaço para treinar. Não sei nos outros horários, mas das 10h ao meio-dia, é essa a realidade, ou seja, as pessoas treinam sem medo. Dá até pra peidar de boas que ninguém sente. 😅



sábado, 20 de fevereiro de 2021

O PEÃO DE ACADEMIA


Rapaz, tudo nessa vida é uma questão de moda. Na academia, até um dia desses, a onda era fazer agachamento, supino, leg press... chega era difícil encontrar esses aparelhos disponíveis. Agora, com a febre do crossfit e dos exercícios funcionais, o povo está cada vez mais abandonando as máquinas tradicionais e optando por movimentos que simulam atividades reais do dia a dia, como a labuta diária do trabalhador, por exemplo.

Daí o pessoal fica andando pra lá e pra cá carregando anilhas de 20 kg como fossem baldes de água; colocam peso em apenas um dos lados da barra e ficam movimentando como se estivesse cavando uma cova e jogando a terra pra fora do buraco com uma pá, ou ficam andando e balançando a barra de um lado para o outro como se estivessem cortando capim com uma foice; arremessam uma bola de couro super densa contra uma parede como se estivessem jogando melancias para alguém em cima de um caminhão; sobem e descem degraus carregando fardos de chumbo nos ombros como se fossem sacos de cimento; pisam num step e erguem rapidamente uma anilha acima da cabeça como se fosse uma lata de massa sendo passada para alguém sobre um andaime, e por aí vai, tem até equipamento para simular carrinho de mão — além dos exercícios de preparação trazidos do futebol, boxe, treinamento militar, etc., mas isso já é outro assunto.

Todavia, isso não é para qualquer um; geralmente esse tipo de exercício é monitorado de perto por um personal trainer que, além de prescrever a rotina de serviços, também fica no pé do operário dizendo “bora, vai, força, mais um, isso…” e vez por outra faz umas fotos do peão para ele se animar com o progresso da obra; e tem que incentivar mesmo, afinal o cara está pagando para trabalhar, e a lida é pesada.

Tá, mas por que você acha que isso virou modinha? Ao meu ver, porque esses movimentos estão deixando de ser comuns. Atualmente, não é difícil perceber a relação entre o exercício e a labuta, mas em breve, quando as máquinas dominarem tudo e as pessoas não mais executarem essas tarefas penosas, ninguém vai fazer esse tipo de associação.

Hoje, qualquer um pode pegar uma enxada e ganhar uns trocados capinando um lote, mas no futuro, talvez tenha que pagar para executar essa tarefa, pois o exercício vai estar patenteado, e não é à toa que já estão patenteando.



sábado, 30 de janeiro de 2021

Vá se arrastando, mas vá


Sabemos que a atividade física é uma ótima maneira de conhecermos melhor os limites do nosso corpo e abandonarmos nossas zonas de conforto. Todavia, ninguém disse que é fácil. Nosso cérebro gosta de boa vida — pouco esforço e muito açúcar (energia) — e quase sempre tentará nos sabotar para que não nos exercitemos. Assim, não devemos esperar bater uma vontade ou disposição para darmos início à rotina de exercícios; ao invés disso, vamos sem vontade mesmo, sem disposição, se arrastando, mas parados é que não devemos ficar.

Musculação
Além de melhorar a saúde física e dar mais disposição e resistência, a musculação ainda vai te ajudar a:
  • ter mais paciência e a diminuir ansiedade — mostrando que as coisas não acontecem de um dia para o outro;
  • ter mais confiança em si mesmo e melhorar sua autoestima — tonificando seus músculos e melhorando sua postura;
  • te fazer entender que nessa vida nada que vale a pena é obtido sem muito esforço.
Portanto, fuja das armadilhas mentais e comece logo a treinar.

PS. Procure orientação profissional.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

A musculação e o exercício da fé cristã


Percebendo minha queda de rendimento na academia, em relação às cargas e repetições que antes eu fazia e que agora consigo fazer após quase um mês parado, me ocorreu que coisa semelhante pode acontecer na nossa vida cristã. Pois a fé é o nosso alimento, mas a oração e a prática do bem são nossos exercícios; desta forma, por mais forte espiritualmente que você possa se imaginar, jamais deve negligenciar a prática desses exercícios espirituais, pois assim como ocorre na atividade física, em pouco tempo você também acaba enfraquecendo.

Quando começamos a fazer musculação, é comum nos observarmos no espelho e nos admirarmos com pequenas mudanças que ocorrem no nosso corpo — quem nada tem, se espanta logo com o pouco que consegue — o problema consiste quando isso vira um hábito, e aí, qualquer tempo que passamos nos lambendo ou observando detalhes que até então não tinham importância, tal como quem passa um tempão editando uma foto para o Instagram, já é tempo demais jogado fora. Na vida cristã, é comum que o novo convertido se empolgue consigo mesmo e, em pouco tempo, já se ache capaz de pregar a palavra, exortar os irmãos e abrir o Mar Vermelho. É claro que isso tem a ver com a chama do Espírito Santo em sua vida, mas, em parte, acontece também porque o brasileiro, de forma geral, tem uma tendência, quase que uma necessidade, de falar sobre aquilo que deveras desconhece, além disso, vivemos num vácuo moral tão grande que, ao menor sinal de virtude, o cidadão já se acha um baluarte dos valores, capaz de ditar regras e conselhos que fariam inveja a um monge budista.

Mas, enfim, passado algum tempo na academia, o suficiente para não ser mais considerado principiante, o aspirante a Mister Olympia acaba percebendo que a escalada em busca do corpo perfeito não é uma subida constante e em linha reta, mas formada de longos patamares e pequenos aclives que se assemelham a uma escada de degraus extremamente largos e incrivelmente baixos, de forma que o praticante já começa a se questionar se vale a pena caminhar tanto para subir tão pouco. Na igreja, o aprendiz de apóstolo logo percebe que não basta apenas falar do amor de Deus que 3 mil almas se converterão naquele dia, que colado ao seu discurso deve estar o seu exemplo de vida, que suas atitudes falam muito mais do que suas palavras e que isso exige o exercício da piedade. Ou seja, ambos se deparam com o desafio da perseverança.

Por essa razão, há muitos que, impacientes com os poucos resultados obtidos a duras penas, optam pelo atalho dos anabolizantes; os fins justificam os meios, lembra? E se a finalidade do cidadão é ficar bombado, então viva a alegria do agora. De forma semelhante, tem crente que, incomodado com tantas “exigências”, acaba por procurar uma alternativa mais light, um evangelho mais cômodo, uma igreja de gente feliz que não repara na vida alheia... Mas se há algo constante nesta vida, é a insatisfação humana; e alguém que traiu seus princípios à procura da felicidade imediata, facilmente cederá a outras tentações nessa busca incessante cujo caminho é sempre ladeira abaixo.

A musculação, como sabemos, exige paciência e perseverança; deve ser praticada todos os dias e os resultados aparecem a longo prazo. Contudo, por mais tempo que tenhamos na prática desse esporte, se nos tornamos negligentes, perdemos facilmente aquilo que conquistamos com tanto sacrifício, e embora a imagem no espelho às vezes indique que as coisas ainda estão bem, basta tentar fazer 20 flexões de braço para constatar o retrocesso. Orar e fazer o bem são atitudes que demandam também esforço e persistência, mas para quem não tem (ou perdeu) esse hábito, orar por 2 minutos ou passar meia hora visitando doentes num hospital torna-se algo tão penoso quanto fazer 30 segundos de prancha fixa.

É fato que estamos vivendo cada vez mais, e que, com a idade, vamos perdendo massa muscular e óssea, e é exatamente por isso que precisamos nos manter fisicamente ativos. Se após os 70 anos, a vida é só canseira e enfado, muito mais será se não tivermos músculos para dar sustentação a ossos e articulações. Para isso, a musculação é um dos melhores exercícios, mas a menos que queiramos virar atletas profissionais, nossa finalidade deve ser menos com a aparência física do que com a saúde, tal como o crescimento espiritual não deve ser para o nosso engrandecimento pessoal, mas para que assim resplandeça a luz de Cristo através de nós, para que Ele cresça e a gente diminua.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Tipos físicos genéticos

Uma coisa que eu não aprendi na época de escola - nem em lugar nenhum - foi que existem três tipos físicos de acordo com a genética de cada um: os ectomorfos, que têm mais facilidade em perder peso; os mesomorfos, que são os ditos indivíduos de genética privilegiada, pois tendem a formar músculos com mais facilidade e os endomorfos, cuja característica é o ganho de peso. Vim descobrir essas coisas há pouco tempo, pela Internet, depois que comecei a praticar musculação.
É fácil distinguir cada tipo. Dentre outras características, os ectomorfos têm braços compridos, pescoço fino e a canela seca; os mesomorfos têm corpo atlético mesmo sem praticar exercícios físicos com frequência, são aquelas pessoas de corpos invejáveis, pernas torneadas, barriga de tanquinho e músculos definidos; já os endomorfos costumam ter pernas grossas, pouca cintura e pescoço largo. É perfeitamente normal apresentar características de um e outro tipo físico, numa espécie de espectro genético, tendendo mais para uma ou outra característica.
No meu caso, predominam as características ectomórficas. Para mim, é muito mais fácil perder que ganhar peso, e, consequentemente, é mais difícil ganhar músculos. Somando-se a isso o fator idade, que após a barreira dos 40 anos torna o ganho de músculos mais complicado, dá pra perceber que mesmo treinando feito um condenado e comendo que nem um porco, jamais chegarei a um 'The Rock'. Mas não que isso me impeça de tentar. Afinal, eu creio em milagres. 😅