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terça-feira, 20 de agosto de 2019

Vida com Deus envolve compromisso


Ontem, na IBF, o pastor Tadeu abordou o fato inquestionável de que a vida com Deus implica em compromisso, e iniciou o sermão fazendo o seguinte questionamento: o que você esperava quando tomou a decisão de aceitar a Jesus? Será que você compreende que a vida com Deus é um chamado de, e para, um compromisso?
Em Lucas 9:57-62, vemos Jesus como que pondo à prova aqueles que queriam segui-lo: “as raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”. Jesus alertava as pessoas quanto ao compromisso que elas estavam prestes a assumir e quanto às consequências daquela atitude. As observações de Jesus nos dizem para avaliarmos bem nossas decisões para não voltarmos atrás naquilo que nos propomos a fazer, até porque a decisão de servir a Cristo deve ser um caminho sem volta, afinal "ninguém, que lança mão do arado e olha para trás, é apto para o reino de Deus". A ideia é reforçada em Lucas 14: 25-33 quando Jesus cita o exemplo de um homem que, tendo iniciado uma obra, teve que interrompê-la por falta de planejamento. “Pois, se lançar o alicerce e não for capaz de terminá-la, todos os que a virem rirão dele, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de terminar’.”. Assim também nós devemos nos manter firmes sem jamais recuar da nossa missão para com Cristo.
E uma vez que compreendemos o chamado de Deus em nossas vidas, entendemos que somos chamados para servir, e que servir implica em trabalho. “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.” (1 Cor 15,58). Todavia, quando se trata de trabalho e envolvimento, a realidade tem nos mostrado que muitos não assumem uma vida de compromisso para com Deus. Pessoas que se recusam a assumir responsabilidades, que não cumprem com seus deveres, que fogem de suas tarefas, que falham em suas promessas e nada cumprem, que na primeira crítica ou nas menores dificuldades já não mostram mais nenhum comprometimento, lamentavelmente, não são pessoas confiáveis; são pessoas com as quais não se pode contar.
Hoje, alegando falta de tempo, há muitos crentes por aí que se dizem servos de Deus, mas que não estão dispostos a servir coisa nenhuma; não querem se comprometer e vivem de apontar desculpas. Muita gente não consegue se fixar nas igrejas justamente temendo algum compromisso, com medo de serem requisitadas pelo pastor ou de serem repreendidas por uma conduta inadequada. Ora, é fácil essa vida de visitar igrejas e passear por congregações, mas o fato é que pessoas assim dão evidências de que são amantes de si mesmas e que estão mais interessadas em satisfazerem suas próprias vontades, mesmo que sejam contrárias à vontade de Deus. Há uma frase circulando nas redes sociais bastante conhecida entre esses que preferem ficar visitando as igrejas sem fixar raízes em nenhuma delas: "Lázaro não era apóstolo, mas era amigo de Jesus. Intimidade é melhor do que cargo". É uma frase reconfortante, boa para satisfazer o ‘eu’, mas quem usa essa frase, esquece de João 15,14: "vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando". Então se você é amigo de Jesus, você não vai se furtar às suas responsabilidades, pois o grau de intimidade está ligado diretamente à obediência que temos para com Ele. "Pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mt 12,50).
Voltando a Lucas 9,23: “Dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me”. Seguir a Cristo envolve renúncia, compromisso e envolvimento. É um comprometimento que requer de nós responsabilidade, diligência e perseverança. E para esses que não querem compromisso com igreja, saibam que é aqui que nós amadurecemos, é aqui que conversamos, que compartilhamos as dores uns dos outros e é aqui que aprendemos a nos amar e a nos perdoar. Prestar culto é serviço.
E você, tem mantido o seu compromisso?

domingo, 14 de julho de 2019

Os falsos profetas, o crescimento das igrejas e o declínio da fé


Se você acha que igreja evangélica é tudo igual, está muito enganado. Hoje o pastor Tadeu foi bastante específico ao tratar da questão dos falsos mestres, um assunto tão importante que o próprio Jesus falou sobre ele, os apóstolos falaram e em vários trechos da Bíblia há alertas sobre os falsos ensinamentos.
Precisamos ser cuidadosos e provar os espíritos contra esses pregadores que distorcem a sã doutrina e introduzem heresias no meio do povo; que falando em nome de Deus, disseminam ensinos errôneos e sincretizam o evangelho com crendices, simpatias e rituais como a oração dos 300, o copo com água, a vigília no monte, a rosa ungida, a água do Jordão, o sal do vale, o cajado de Moisés, etc. Falam mais em dinheiro que em Cristo, têm a piedade como fonte de lucro, comercializam o evangelho como moeda de troca, vendem as bênçãos de Deus mediante ofertas extorquidas, baseiam o sucesso espiritual às riquezas; se você não tem muitos bens materiais você não é abençoado. E fazem isso por meio da persuasão, com palavras sutis, de forma sorrateira, usam técnicas de manipulação e assim convencem a muitos. Quantas pessoas não têm sido exploradas, escravizadas e levadas ao erro em nome da fé?
Infelizmente, muitos saem em busca de milagres, à procura de novidades, e, sem enxergar a necessidade de salvação e de arrependimento, pensam apenas no que poderiam ganhar em nome da fé. Assim, verificamos que nesses casos as igrejas aumentam, o número de crentes cresce, mas a fé das pessoas diminui, pois o evangelho que eles oferecem é um evangelho de prazer momentâneo, de contentamento pessoal, de retorno financeiro, e assim muitos acabam frustrados e decepcionados quando por fim percebem que foram enganados.
Ora, o maior milagre na vida de um homem é a sua salvação. "De que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder sua alma?". O evangelho autêntico, o que leva o homem a abandonar o pecado, a se arrepender de seus atos e a reconhecer a Cristo como seu Senhor, perdura sem que você tenha recebido nada, ou mesmo que você venha a ficar doente, mesmo que lhe tirem os bens, ainda assim você não desiste do Senhor Jesus, pois reconhece o Seu sacrifício na cruz do calvário.

domingo, 30 de junho de 2019

Os falsos profetas e o amor entre os irmãos


No sermão de hoje, o pastor continuou falando sobre a primeira carta de João, a qual foi escrita para fortalecer os irmãos num momento em que a igreja estava sendo influenciada por falsos ensinos. Nesta continuação, chamou a atenção para a segunda exortação: amarmos uns aos outros.
O amor é mais do que sentimento, é um mandamento, e como cristãos, não temos permissão para odiar ou para não amar alguém. Os crentes, além de precisarem de Deus, precisam demonstrar amor uns para com os outros, e isso significa amar não só os nossos amigos, mas também os nossos inimigos. Nisso somos desafiados a por esse amor em prática, pois é fácil amar alguém que lhe bate as costas e faz elogios, mas e quanto aos que criticam?
Muitas vezes, discutimos por coisas pequenas, desnecessárias, quando deveríamos evitar os conflitos tanto quanto possível. Algumas atitudes podem parecer duras, mas não significa falta de amor, mas o jeito certo de fazer, em amor. Afastar-se daqueles que provocam divisões e escândalos, que agem em desacordo com a doutrina, é um exemplo. "Advirta-o uma e duas vezes. Depois disso, rejeite-o. Tito 3:10".