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terça-feira, 8 de setembro de 2020

Vencedor x Perdedor - Qual o seu perfil?


Já vimos que, em Cristo, somos mais que vencedores, e que esta garantia de vitória é dada àqueles que aceitam a Jesus como Senhor e Salvador de suas vidas. Contudo, a vitória é certa, mas não sem uma longa carreira repleta de lutas e obstáculos a serem superados, ou seja, viver com Cristo e ter fé no Senhor não nos isenta dos problemas deste mundo, mas com Ele temos a certeza de que sairemos vencedores.


Sabendo que a vitória é certa, como vamos nos comportar? Seguiremos firmes enfrentando os desafios, pondo a mão no arado e nos valendo das arma espirituais, ou iremos cruzar os braços e relaxar? O fato de Jesus ter vencido por nós não significa que ficaremos paralisados e acomodados diante das circunstâncias — a certeza da vitória não nos retira do campo de batalha, por isso precisamos assumir o compromisso de sermos vencedores, e ser um vencedor tem um preço. 


Se em Cristo somos mais do que vencedores, por que há tanta gente vivendo vidas derrotadas? Na carreira que nos é proposta, podemos viver já como vencedores, mas assim como um atleta, precisamos também de treino e alimentação; contudo, sem o exercício da oração e o alimento contínuo da Palavra, definhamos na fé e acabamos vivendo como perdedores. Então, será que estamos comprometidos e vivendo uma vida vitoriosa em Cristo? E se não estamos, será que Deus tem culpa disso? Todos nós temos promessas de Deus, e algumas estão condicionadas àquilo que devemos fazer para conquistá-las, mas será que estamos fazendo a nossa parte para alcançar tais promessas? 


Perfil de um perdedor

Os que vivem como perdedores costumam ser negligentes, acomodados, independentes, confiantes nas próprias convicções, indisciplinados, preguiçosos, cheios de si mesmos, egoístas, interessados em satisfações pessoais, descompromissados com as coisas de Deus, estagnados na fé, andam pelo que enxergam, são indecisos, medrosos, quase nada conquistam na vida e tendem a culpar os outros. 


Perfil de um vendedor

Os vencedores já entram na luta sabendo que a vitória é certa, são corajosos, entendem que foram chamados para um propósito, deixam-se serem usados por Deus, contagiam as pessoas ao seu redor, são pacificadores, amantes do bem, estão prontos para servir e dispostos a doarem suas próprias vidas em favor do outro, são obedientes, militam bem na guerra e valem-se das armas que têm à disposição (Ef 6:10-18).


Então, qual é a nossa condição? Em qual dos perfis nos identificamos mais? Estamos assumindo a nossa posição e andando como vencedores ou estamos vivendo de desculpas? Precisamos encarar as lutas e viver como vencedores, mas vencer com Cristo é diferente de vencer no mundo; nascemos para adorar e ter comunhão com Deus, amar ao próximo e cumprir o ministério da reconciliação, mas as vezes nos esquecemos disso. 


Por fim, sobre todas as lutas e dificuldades, Deus quer fazer de nós vencedores, e graças a Deus por Cristo Jesus, que venceu na cruz e pelo qual temos a vitória.


Baseado no sermão do Pr. Antônio Tadeu, domingo, 06 de setembro de 2020, na Igreja Batista Fundamentalista. Texto base: 1Co 9:23-27.


sexta-feira, 26 de junho de 2020

Afaste-se da incredulidade


Jairo era principal entre os judeus, chefe na sinagoga, um homem influente e importante, mas diante de uma situação de dificuldade, prostrando-se aos pés de Jesus, suplicou-Lhe para que fosse à sua casa ver a sua filha que estava à beira da morte. 

Contudo, no percurso até sua casa, chegou-lhe a notícia de que a menina já havia morrido. "Não incomodes o Mestre", disseram-lhe. Mas Jesus interveio e o encorajou: "Não temas, crê somente, e ela será salva". Assim eles seguiram.

Na casa, muitos choravam e se lamentavam. “Não choreis; ela não está morta, mas dorme”, disse-lhes Jesus. Mas as pessoas riram Dele, pois sabiam que a adolescente já estava morta. Jesus então, pondo-os todos fora, pegou na mão da menina, clamou e mandou que ela levantasse. A menina levantou-se e Ele mandou que a alimentassem.

Algumas lições que podemos extrair:

1. A adoração vem antes do milagre.
Jairo prostrou-se aos pés de Jesus, um ato de humildade, rendição e adoração. Curvar-se ao Senhor é mais do que reclinar-se fisicamente, é entregar-se de coração a Deus; é entronizar o Pai e reconhecer a nossa própria insignificância e impotência. Independente da resposta que obteremos do Senhor, antes de tudo, devemos adorá-Lo na beleza da Sua santidade,

2. Por mais difícil que seja a situação, não deixe de crer.
Apertados pela multidão, Jairo caminhava confiante com Cristo. Contudo, sucederam coisas que poderiam tê-lo feito desistir. Além dos problemas que nos cercam diariamente, muitas vezes nos deparamos com imprevistos que tentam nos esmorecer e nos atrasar, tal como ventos contrários que surgem repentinamente para nos desviar do caminho. Como reagiríamos no caso de Jairo, com alguém nos dizendo para desistirmos porque a causa já estava perdida? Jesus, porém, nos encoraja; Ele é a ressurreição e a vida: "Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá".

3. Afaste-se da incredulidade.
Não duvide do poder de Deus. Jairo achegou-se com fé e humildade, mas precisou ter paciência durante a caminhada e perseverança ante a notícia da morte da sua única filha, e ao chegar em casa, ainda encontrou o lugar repleto de pessoas incrédulas que riram e zombaram de Jesus, a única pessoa que estava ali para ajudá-lo. Ou seja, estava tudo contribuindo para o seu fracasso. Mas Jairo não cedeu àquelas influências negativas e, mesmo sendo uma situação constrangedora, acatou a ordem de Jesus e pôs os incrédulos para fora. Livre das influências negativas, pôde enfim contemplar o milagre.

Cristo trouxe a vida, trouxe a solução. Portanto, mesmo que as dificuldades apareçam e cresçam, creia, e não deixe de confiar; Paulo e Silas, presos e açoitados, louvavam e adoravam ao Senhor. Então não ligue para o que os incrédulos estão dizendo; para Jesus, nenhuma causa está perdida. Por fim, não se associe àqueles que estão na incredulidade; mesmo aqueles que, apesar de se dizerem cristãos, têm agido com a descrença em seus corações. Mantenha a sua fé, continue adorando, crendo e confiando. “Se creres, verás a glória de Deus”.

Baseado na reflexão do Pr. Antônio Tadeu, quarta-feira, 03 de junho de 2020, culto de oração transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista. Texto base: Lucas 8:40-42;49-56. 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Desistência x Perseverança


Por mais proativa e determinada que seja uma pessoa, é muito provável que ela já tenha se deparado com situações que a fizeram desistir de projetos que dantes pretendia realizar com tanta vontade. Na vida cristã, servir a Deus quando tudo está bem e as condições são favoráveis, pode até ser considerado fácil, mas sabemos que determinadas circunstâncias podem nos fazer pensar em desistir — e não raro desistimos. Diante dos infortúnios, e a menos que você tenha a firmeza de Jó, é claro que estaremos sujeitos a esmorecer na fé, perder o ânimo de ir à igreja, se esquivar da obra do Senhor, e por aí vai, em maior ou menor grau.

Contudo, estamos numa carreira na qual os vencedores são aqueles que perseveraram até o final, de acordo com as regras que lhes são impostas. Por outro lado, nossa vida não é como uma estrada reta que sobe continuamente; assemelha-se mais a uma linha curva que, entre altos e baixos, procuramos mantê-la ascendente. O “segredo” está em conseguir enxergar em cada descida uma oportunidade para impulsionar a próxima subida. As provações podem muitas vezes nos abater, mas jamais nos destruir, e se a fé é genuína, as provas servirão para produzir em nós o dom da perseverança.

Ora, ser perseverante é ser constante; é manter-se firme e não desistir, mas convenhamos: nem toda desistência é ruim. Desistir de projetos vazios que nos remetem tão somente à eterna insatisfação humana, renunciar o governo do ego ou abrir mão das coisas do mundo, por exemplo, são atitudes ligadas ao processo de conversão e são de extrema valia. Mas se falta-nos a perseverança naquilo que é essencial em nossas vidas, como na oração, na Palavra, na doutrina, no exercício da piedade, etc., ou seja, quando torna-se comum desistirmos daquilo que é importante, talvez seja porque falte em nós, antes de tudo, a consciência de que devemos padecer para podermos nos fortificar, ou como diria meu avô, “precisa apanhar pra criar marra”.

As provas nos colocam em situações difíceis, mas muitas das aflições que experimentamos são apenas consequências das atitudes e escolhas erradas que fazemos. Então, “que nenhum de vós padeça pelo pecado, mas pelas provas que vos são impostas".

Baseado no sermão do pastor Antônio Tadeu: O Desafio da Perseverança (19/01/2020). Referências bíblicas: Hb 12:1, 2Tm 2:3-5, Fp 3:13-14,  Rm 5:3-5, 1Pe 4:14-16

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

O propósito da vida é servir


Não sei se você sabe, mas a essência da nossa existência está no propósito de glorificar a Deus. Devemos louvar e adorar o nome do Senhor dando-Lhe a primazia de tudo que fazemos — em espírito e em verdade — servindo a Deus com alegria, firmeza e dedicação; não assistindo, mas prestando culto ao Senhor.

Ser crente não é adquirir um ingresso para deleitar-se em um espetáculo, é alistar-se para servir em uma missão. A caminhada é árdua e a tarefa não é fácil, por isso é que precisamos aprender o caminho da perseverança, pois críticas virão de todos os lados; conflitos, desentendimentos, contrariedades e muitas outras situações surgirão justamente com o objetivo de nos fazer desistir. Contudo, somos exortados a permanecermos firmes e constantes na obra do Senhor, e para tanto, é vital, urgente, indispensável desenvolver em nós um coração de servo. Isso significa que devemos buscar forças em Deus, nos dispor para servir e considerar os outros superiores a nós mesmos. A chave para perseverar nesse propósito está na humildade.

A falta de firmeza nos impede de alcançar metas e nos incapacita de seguir pelo caminho estreito, mas às vezes, tudo que precisamos é insistir um pouco mais e suportar as adversidades para assim endurecermos o pescoço; ou você acha que logo após se alistar o soldado já está pronto para a batalha?

Isaías 43:7, 1 Coríntios 10:31, João 4:23,24, 1 Coríntios 15:58, 2 Timóteo 2:3-5, Romanos 5:3-5, Mateus 23:11‭-‬12, Filipenses 2:3,4, Mateus 7:13,14

sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

O Desafio da perseverança - Parte III: Provações e Obra de Deus


A perseverança é fundamental na vida do crente, e por se tratar de um tema bastante recorrente, a Bíblia está repleta de exemplos que nos orientam onde devemos perseverar: na oração, no fazer o bem, na doutrina, diante dos obstáculos, etc. Hoje, veremos mais duas situações em que devemos nos manter perseverantes.

Diante das provações
Todo crente, na sua fé, foi, é, ou será provado. Deus trabalha em nossas vidas colocando-nos diante de situações difíceis com o objetivo de nos fazer crescer e nos aperfeiçoar; Ele nos testa para que possamos amadurecer e reconhecer nossa própria capacidade de suportar situações adversas, nossa resiliência. Por isso, jamais devemos desistir ou nos desalentar diante das provas, pois assim como as tribulações produzem a perseverança, também as provações nos capacitam a perseverar. Para tanto, devemos lembrar que o Espírito Santo está sempre conosco para nos consolar em meio às crises, e com as mesmas consolações que recebemos de Deus, podemos então consolarmos uns aos outros. Por isso, devemos nos alegrar e perseverar nesta esperança, certos de que o Senhor não nos prova além de nossas forças. 

Na obra do Senhor Jesus
A palavra de Deus nos exorta a permanecermos firmes e constantes na Sua obra. Essa firmeza, a propósito, precisa ser demonstrada sobretudo fora da igreja, onde devemos ser luz e sal da terra, e não apenas com palavras, mas principalmente com atitudes — pois de nada adianta falar de Deus e recitar a Bíblia se as pessoas olharem para você e não identificarem o exemplo prático daquilo que você está falando. Ora, como luz, nossa função é brilhar; seja lá onde estivermos, precisamos lembrar que estamos ali a serviço. A causa é nobre e as recompensas são muitas; precisamos pois nos empenhar com dedicação e persistência nessa obra, pois são aqueles que perseveram e se mantém firmes em seus propósitos que conseguem vencer os obstáculos e alcançar os seus objetivos. Além disso, quando nos esmeramos no serviço do Senhor e o fazemos com amor, crescemos não somente na fé, mas também como pessoas.

Então, como estamos lidando com esses momentos que exigem de nós firmeza e constância, como estamos nos portando diante das lutas e ante o desafio de trabalharmos na seara do Senhor? As coisas nem sempre são como havíamos planejado; Naamã, por exemplo, não esperava que teria que mergulhar sete vezes no rio Jordão, e por pouco ele não desistiu, mas ouviu a voz da razão, perseverou e obteve a sua vitória. Perseveremos nós também.

Extraído do sermão do pastor Antônio Tadeu, domingo, 19 de janeiro de 2020, na Igreja Batista Fundamentalista. Referências bíblicas: Provações: 1Pe 1:6-7, Tg 1:2-4,12, Jo 14:16, 2Co 1:4, 2Co 4:16-18, 1Co 10:13. Obra de Deus: 1Co 15:58, Cl 3:23-24, 2Tm 2:15. Naamã: 2Re 5

quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

O Desafio da Perseverança - Parte II: Doutrina e Obstáculos


Como já sabemos, finalizar as coisas é melhor do que começá-las (Ec 7:8); e o verdadeiro desafio está menos na elaboração de um projeto do que na perseverança em executar determinada obra. A perseverança é fundamental na vida do crente, e a Bíblia nos orienta como e onde devemos perseverar. Já vimos dois aspectos: a perseverança na oração e no fazer o bem. Vejamos mais dois:

Perseverança na doutrina 
Os crentes que se esforçam na piedade e perseveram na doutrina serão recompensados, com justiça, no seu devido tempo; aqueles que buscam a vida com Deus e andam conforme a Sua Palavra sabe bem no que têm crido e em quem têm crido. No entanto, a realidade tem nos mostrado um número cada vez maior de pessoas que muito ouvem e pouco aprendem, que não demonstram convicção acerca da fé e que pensam que ser crente é passear pelas igrejas sem se ater à Palavra e sem se fixar na doutrina. Pessoas que procuram apenas mensagens de encorajamento e conforto emocional, ou que saem em busca de promessas de prosperidade e de vitórias, ao se depararem com mensagens mais duras, que contrariam os seus interesses particulares, o que fazem? Abstraem, “partem pra outra” ou simplesmente abandonam de vez (desigrejados). Igreja nenhuma salva, mas a Palavra é viva e fiel, ela é quem nos ensina e nos alimenta para vivermos e perseverarmos na vida cristã. 

Perseverança diante dos obstáculos
Lutas e aflições podem surgir de várias formas: enfermidades, privações, conflitos familiares, dificuldades financeiras, perseguições... a lista é interminável. Contudo, perseverar é a chave para enfrentar esses desafios. Ora, a perseverança, por si só, já pressupõe o enfrentamento de crises e obstáculos, afinal as tribulações produzem a perseverança, ou seja, elas vêm primeiro (Rm 5:3). É por isso que precisamos manter os olhos fitos em Jesus, arregaçar as mangas e ter coragem para perseverar e não retroceder. Todos os dias surgem empecilhos e dificuldades que tentam nos paralisar e nos fazer desacreditar daquilo que Deus pode fazer por nós, mas quem nos separará do amor de Cristo? Ele tem Seus métodos para trabalhar e fala conosco de várias maneiras. Só precisamos manter a fé e confiar na Sua providência.

Que possamos então andar conforme a orientação bíblica, perseverando na oração, no fazer o bem, na sã doutrina e na superação dos obstáculos. Não é por estarmos em Deus que estaremos livres das tribulações e das tentações que nos cercam — “no mundo tereis aflições” — cabe a nós perseverarmos no Senhor e nos mantermos firmes e fiéis, para a honra e glória do Seu nome. 

Extraído do sermão do pastor Antônio Tadeu, domingo, 12 de janeiro de 2020, na Igreja Batista Fundamentalista. Algumas referências bíblicas: Doutrina: Atos 2:42, 1Tm 4:16, 2Tm 3:14-17, 1Tm 4:1,2. Obstáculos: Hb 10:35,36, Rm 8:35-39, Jo 16:33, Lc 9:62

quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

A musculação e o exercício da fé cristã


Percebendo minha queda de rendimento na academia, em relação às cargas e repetições que antes eu fazia e que agora consigo fazer após quase um mês parado, me ocorreu que coisa semelhante pode acontecer na nossa vida cristã. Pois a fé é o nosso alimento, mas a oração e a prática do bem são nossos exercícios; desta forma, por mais forte espiritualmente que você possa se imaginar, jamais deve negligenciar a prática desses exercícios espirituais, pois assim como ocorre na atividade física, em pouco tempo você também acaba enfraquecendo.

Quando começamos a fazer musculação, é comum nos observarmos no espelho e nos admirarmos com pequenas mudanças que ocorrem no nosso corpo — quem nada tem, se espanta logo com o pouco que consegue — o problema consiste quando isso vira um hábito, e aí, qualquer tempo que passamos nos lambendo ou observando detalhes que até então não tinham importância, tal como quem passa um tempão editando uma foto para o Instagram, já é tempo demais jogado fora. Na vida cristã, é comum que o novo convertido se empolgue consigo mesmo e, em pouco tempo, já se ache capaz de pregar a palavra, exortar os irmãos e abrir o Mar Vermelho. É claro que isso tem a ver com a chama do Espírito Santo em sua vida, mas, em parte, acontece também porque o brasileiro, de forma geral, tem uma tendência, quase que uma necessidade, de falar sobre aquilo que deveras desconhece, além disso, vivemos num vácuo moral tão grande que, ao menor sinal de virtude, o cidadão já se acha um baluarte dos valores, capaz de ditar regras e conselhos que fariam inveja a um monge budista.

Mas, enfim, passado algum tempo na academia, o suficiente para não ser mais considerado principiante, o aspirante a Mister Olympia acaba percebendo que a escalada em busca do corpo perfeito não é uma subida constante e em linha reta, mas formada de longos patamares e pequenos aclives que se assemelham a uma escada de degraus extremamente largos e incrivelmente baixos, de forma que o praticante já começa a se questionar se vale a pena caminhar tanto para subir tão pouco. Na igreja, o aprendiz de apóstolo logo percebe que não basta apenas falar do amor de Deus que 3 mil almas se converterão naquele dia, que colado ao seu discurso deve estar o seu exemplo de vida, que suas atitudes falam muito mais do que suas palavras e que isso exige o exercício da piedade. Ou seja, ambos se deparam com o desafio da perseverança.

Por essa razão, há muitos que, impacientes com os poucos resultados obtidos a duras penas, optam pelo atalho dos anabolizantes; os fins justificam os meios, lembra? E se a finalidade do cidadão é ficar bombado, então viva a alegria do agora. De forma semelhante, tem crente que, incomodado com tantas “exigências”, acaba por procurar uma alternativa mais light, um evangelho mais cômodo, uma igreja de gente feliz que não repara na vida alheia... Mas se há algo constante nesta vida, é a insatisfação humana; e alguém que traiu seus princípios à procura da felicidade imediata, facilmente cederá a outras tentações nessa busca incessante cujo caminho é sempre ladeira abaixo.

A musculação, como sabemos, exige paciência e perseverança; deve ser praticada todos os dias e os resultados aparecem a longo prazo. Contudo, por mais tempo que tenhamos na prática desse esporte, se nos tornamos negligentes, perdemos facilmente aquilo que conquistamos com tanto sacrifício, e embora a imagem no espelho às vezes indique que as coisas ainda estão bem, basta tentar fazer 20 flexões de braço para constatar o retrocesso. Orar e fazer o bem são atitudes que demandam também esforço e persistência, mas para quem não tem (ou perdeu) esse hábito, orar por 2 minutos ou passar meia hora visitando doentes num hospital torna-se algo tão penoso quanto fazer 30 segundos de prancha fixa.

É fato que estamos vivendo cada vez mais, e que, com a idade, vamos perdendo massa muscular e óssea, e é exatamente por isso que precisamos nos manter fisicamente ativos. Se após os 70 anos, a vida é só canseira e enfado, muito mais será se não tivermos músculos para dar sustentação a ossos e articulações. Para isso, a musculação é um dos melhores exercícios, mas a menos que queiramos virar atletas profissionais, nossa finalidade deve ser menos com a aparência física do que com a saúde, tal como o crescimento espiritual não deve ser para o nosso engrandecimento pessoal, mas para que assim resplandeça a luz de Cristo através de nós, para que Ele cresça e a gente diminua.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

O Desafio da Perseverança - Parte I: Oração e Fazer o Bem


“Começar é fácil; permanecer é o desafio.”

Mais um ano se inicia, e com ele, o desafio da continuidade e de nos mantermos firmes e constantes no Senhor; para tanto, perseverar é a chave. A perseverança é uma recomendação bíblica para todo crente, sendo um dos segredos para uma vida cristã vitoriosa, pois “é na vossa perseverança que confirmais a salvação da vossa alma” (Lc 21:19). No entanto, sabemos que não são poucos os que abandonam aquilo que propõem a fazer. Sonhos, projetos, resoluções de ano novo; tem gente que faz até promessa, mas muitos começam, não persistem e acabam desistindo. Perseverar é exatamente não desistir, é encontrar forças para, de alguma forma ou maneira, permanecer e continuar seguindo em frente, independente das circunstâncias. É demonstração de firmeza e constância, e está ligada à paciência e à esperança. 

A perseverança é importante porque nos ajuda a mantermos nossos olhos no que é importante, no nosso alvo: Jesus. Contudo, para que a perseverança aconteça de forma real em nossas vidas, precisamos enfrentar tribulações. Romanos nos diz que as tribulações produzem perseverança, ou seja, sem elas, talvez você não aprenda a perseverar. Então, se foi no mar alto que a tribulação surgiu, é lá onde você deve estar para aprender a perseverar. Afinal, "quem mandou largar a rede?". A dificuldade de muitos em crescer espiritualmente está justamente na deficiência desse aprendizado. Assim, uma crítica, uma cara feia, ou a ausência de elogios, já são suficientes para deixá-los desestimulados e pensarem em desistir. A Bíblia, contudo, não só nos diz para perseverarmos, como também nos diz em que devemos perseverar.

Na oração
"Eles perseveravam no ensino dos apóstolos… e nas orações”. A igreja primitiva era um exemplo de igreja que orava. Jesus exortava os discípulos para orarem, mas Ele mesmo deu exemplo de uma vida de oração. É através da oração que entregamos ao Pai os nossos problemas e necessidades, que apresentamos a Ele nossas angústias, e isso é relacionamento com Deus. Por meio da oração, conseguimos compreender melhor a Palavra, recebemos dons espirituais, nos tornamos capacitados para enfrentar as lutas, vencer as tribulações, etc. Mas se nos tornamos negligentes, e não sentimos falta da oração, isso é um problema; quando passamos muito tempo sem orar, as coisas espirituais vão perdendo o sentido e nossa vida cristã vai definhando. Quando nos afastamos de Deus, o Espírito Santo bate em nosso coração nos fazendo lembrar, mas quando perdemos isso, tornamo-nos superficiais, distantes, às vezes, bem para com nós mesmos, mas não para com o Senhor. 

Em fazer o bem
Fazer o bem é uma obrigação de todo crente, mas parece que muitos estão se cansando disso. Alguns começam, mas param no primeiro aborrecimento; na primeira contrariedade, viram as costas e desistem, porém “quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, está pecando”. É por isso que precisamos perseverar nesse aspecto, mesmo que as pessoas não agradeçam, mesmo que não haja reconhecimento, ainda assim precisamos insistir em fazer o bem. Dez leprosos foram curados, mas só um voltou para agradecer. As pessoas são assim, linguarudas, mal agradecidas, e quanto mais você faz, mais elas julgam. Talvez por isso você esteja chateado e se recuse a fazer algo por alguém, mas se quem primeiro deve fazer é o crente, e este não faz, temos então concretizado o exemplo que Jesus nos mostrou na parábola do bom samaritano. Certamente que nem todos estarão dispostos a fazer como Paulo: "procuro agradar a todos porque não procuro meu próprio bem, mas o bem de muitos, para que sejam salvos". Mas se formos condicionar nossas atitudes à aprovação dos homens, talvez não recebamos tapinhas nas costas e elogios, e aí, como ficará a nossa motivação para fazer o bem? É bom sermos reconhecidos? Sim, mas não devemos basear nossas ações nisso. 

Afinal, qual a nossa percepção em relação à perseverança? Temos perseverado na oração e no fazer o bem? Estamos realmente fazendo o bem ou estamos intimamente desejando mal ao outro? É importante pensarmos nisso e nos mantermos atentos.

Extraído do sermão do pastor Antônio Tadeu, domingo, 05 de janeiro de 2020. Algumas referências bíblicas: Perseverança: Lc 21:19, Hb 12:1, Rm 5:3-5, 2Tm 2:3-4. Oração: At 2:42, 1Ts 5:17, Lc 18:1, Rm 12:12, Ef 6:18, Cl 4:2. Fazer o bem: Gl 6:9-10, Tg 4:17, 1Co 10:33, Rm 2:6-7

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

O fim é melhor do que o começo


'Melhor é' é uma expressão comum na Bíblia; Salomão, em sua sabedoria, a usou com certa frequência; e se assim está escrito, é porque realmente é. Mesmo assim, há quem duvide; muitos até dizem o contrário: “no começo, tudo são flores”. Para muita gente, é melhor pensar que o começo é melhor, pois é quando são mais jovens e têm mais vigor para correr atrás de seus sonhos, interagir com outras pessoas e conquistar metas. O começo de um casamento, o início de um curso, os primeiros anos no trabalho, de fato, parecem melhores, mas o começo é apenas uma iniciação, um treinamento para que mais à frente estejamos amadurecidos e possamos usufruir da boa semeadura que fizemos. O que semeamos e construímos hoje é o que determinará o que obteremos no final. A semeadura é feita no início, mas o final é que conta.

Para tanto, precisamos compreender que o tempo de que dispomos e as oportunidades que nos são dadas constituem a diferença entre uma vida próspera ou não — e uma vida de sucesso e prosperidade não significa apenas nas coisas materiais — mas muita gente não entende isso e não consegue aproveitar as chances que lhe são dadas. Em um curso, por exemplo, há os que aproveitam o tempo e a oportunidade para se aperfeiçoarem e adquirirem conhecimento, mas há também os que levam o curso de qualquer jeito. Ambos o concluem, mas apenas um terá um bom final. “Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão.” Salmos 126:5.

Como podemos ver, a questão não é o tempo de que dispomos, mas o que fazemos com ele. Além disso, a vitória não é dada àquele que inicia bem, mas ao que persiste debaixo da vontade de Deus. Muitos são os que começam com entusiasmo, mas esmorecem e desistem, afastam-se da igreja e abandonam a fé em Jesus; esquecem que a bíblia diz para perseverarmos até o fim, “corramos com perseverança a corrida que nos é proposta.” Hebreus 12:1. Sejamos pois perseverantes, certos de que é no final que cessarão o choro e as angústias; no final é que seremos coroados. Prossigamos para o alvo, com olhos fitos em Cristo e valendo-se das ferramentas que Ele tem nos dado pra avançarmos e terminarmos bem essa jornada.

Portanto, não sinta-se frustrado achando que o melhor da sua vida já passou; vários foram os homens chamados por Deus após certa idade. Não sabemos como será o nosso futuro, mas é semeando bem hoje que haveremos de colher os bons frutos no final; para que assim a Palavra de Deus se concretize em nós, mostrando-nos que melhor é o fim das coisas do que o seu início. 

Extraído do sermão do pastor Antônio Tadeu, domingo, 29 de dezembro de 2019, na Igreja Batista Fundamentalista.
Algumas referências bíblicas: Eclesiastes 7:8, Salmos 126:5, Hebreus 12:1,2, Filipenses 3:13,14, II Coríntios 4:8, II Coríntios 4:17,18