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domingo, 5 de julho de 2020
O Morro do Urubu
Em Majorlandia, escondido por trás de uma comunidade, fica o Morro do Urubu. Situado num sentido oposto à rota comum do turismo, o morro é pouco conhecido pelos visitantes e é frequentado basicamente pelo pessoal da localidade — conclusão facilmente obtida a partir da observação antropológica dos seus frequentadores e da quase inexistência de lixo no local. O morro é na verdade uma duna fixa semirrecoberta pela vegetação nativa, e arrisco a dizer que tem uns 40 metros de altura. A vista é um espetáculo e vale o esforço da subida; os pontos mais íngremes são apenas dois, mas a areia fofa dificulta um pouco. No nosso caso, fomos para ver o pôr do sol, mas a lua cheia acabou roubando a cena. Sem dúvida, uma excelente opção para o final de tarde.
sábado, 25 de janeiro de 2020
Pôr do sol na estrada do Palhano
domingo, 23 de junho de 2019
Desempenho médio das escolas com 60 ou mais participantes no Enem 2018
Olhando o ranking das escolas com mais de 60 participantes no Enem 2018, me espantei com o grande número de escolas do Ceará entre as últimas colocadas do país. Intrigado com os números, copiei os dados divulgados pelo Sistema Bernoulli em uma planilha e calculei as médias do estado para assim fazer uma comparação com o restante do Nordeste.
Após o levantamento das médias, percebi que apesar do Ceará aparecer com 5 escolas entre as 100 melhores do país com pelo menos 60 participantes, na média geral por área de conhecimento, ele aparece entre os últimos do Nordeste, à frente apenas do Maranhão.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2001
1º Motocycle Cearense – Propaganda enganosa?
Com a disseminação do motociclismo pelo Brasil e a proliferação dos moto clubes e associações de motociclistas em cada Estado, tem surgido um grande número de eventos direcionados aos apaixonados pelas duas rodas, tantos que muitas vezes as datas coincidem. Mas o fato é que esses eventos acabaram virando moda e tornou-se quase uma questão de honra para alguns moto clubes, organizarem seus encontros nas suas respectivas cidades. Isso faz com que muitos desses encontros sejam realizados sem as devidas condições necessárias para que um evento dessa natureza aconteça, afinal muitos motociclistas não medem distância na hora de participar de um encontro.
Neste sentido, alguns moto clubes e empresários do setor, na ânsia de realizarem seus eventos, seja para divulgar seus moto clubes ou para explorar esse mercado que cresce a cada dia, acabam cometendo um erro gravíssimo: a propaganda enganosa.
Assim, muitos prometem “mundos e fundos” e divulgam isso para o Brasil inteiro com a intenção de atrair os motociclistas espalhados pelo país afora. E qual não é a decepção do companheiro estradeiro que percorreu centenas de quilômetros a bordo de sua motocicleta para se divertir em um evento e que quando chega ao local só encontra um monte de barracas vendendo acessórios para motociclistas? Ora, essas bugigangas que nós tanto gostamos de usar estão presentes em todos os eventos, e ninguém sai de sua casa e anda mais de 500 km pra comprar um colete de couro ou um treco desses qualquer. E eu ainda acredito que nenhum motociclista sai de longe simplesmente pra receber um troféu de participação de seu moto clube e para escolher a tal “gata motociclista”.
Estou falando isso porque estive no último final de semana, mais precisamente nos dias 08 e 09, no 1º Motocycle Cearense; evento realizado na cidade de Eusébio, a 20 km de Fortaleza. O evento, que se propunha a ser o maior do Norte/Nordeste, divulgou as seguintes atrações: lançamento da revista Motocycle Evolution, show com 10 bandas, motocross, enduro, montanbike, desfile de gatas, museu das motos, gincana, motovelocidade 125cc, prova de arrancada, city tour pelas praias cearense, sorteio de brindes, apresentação de trial e muito mais. De fato, com tantas atrações, o evento seria realmente um dos maiores da região... O problema é que estive lá e não vi nada disso. Eu e meus companheiros estivemos no sábado, principal dia do encontro, e o que vimos foram dois ou três garotos amadores fazendo acrobacias em suas motos, várias barracas de acessórios, uma briga feia entre um Abutre e um membro do Esquadrão do Asfalto por causa de uma devolução de mercadoria, uma pequena exposição com 5 motos antigas, um desfile de moda com a escolha da gata motociclista (para não dizer adolescente motociclista), a tradicional entrega dos troféus aos moto clubes e uma banda de forró que começou a tocar lá pelas 23 h para um público de não mais do que 40 pessoas. Nessa hora, resolvemos voltar para o hotel.
Até hoje estou me perguntando: será que as atrações aconteceram mesmo e eu perdi ou será que tudo não passou de propaganda enganosa? Não quero julgar ninguém aqui, nem muito menos condenar, afinal eu estive presente apenas no Sábado, num evento que foi marcado para todo o final de semana. Contudo, a decepção estampada na cara dos companheiros que permaneceram durante os três dias, a ausência de informações por parte da organização e a não divulgação da programação do evento, me levam a fazer tais questionamentos.
Quanto à participação dos motociclistas, basta dizer que no local do evento, na hora de maior movimento, deveria haver umas 100 motos, mais ou menos. Daí, uma coisa que eu não entendo é a seguinte: se só o Esquadrão do Asfalto tem mais de 100 integrantes, por que no stand do grupo havia tão poucas motos? E quanto aos motociclistas em geral, aqueles que não são adeptos de nenhum moto clube e que geralmente lotam os eventos, onde é que eles estavam? Será que a região metropolitana de Fortaleza tem tão pouca moto assim?
Bem, seria interessante se os organizadores do evento se manifestassem a esse respeito e nos dessem alguma resposta. No mais, a viagem valeu para encontrar os amigos, curtir as belas praias cearenses e tomar uma boa cachacinha Colonial, elixir da longevidade e remédio para todos os males do corpo e da alma.
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