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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Há tantos caminhos, tantas portas


Deus tem suas formas de agir e de se comunicar conosco; e se você o buscou, Ele certamente já lhe mostrou caminhos, apresentou portas, criou oportunidades, encorajou, aconselhou, etc., seja por meio da Palavra, dos louvores, sermões, testemunhos, ou mesmo através de sonhos, que você pode até ter esquecido, mas que a mensagem acabou ficando no seu subconsciente, tenha você seguido ou não a Sua orientação.

Assim, por intermédio do Espírito Santo, podemos desenvolver uma sintonia com o Pai capaz de perceber o mover divino, compreender os Seus planos e agir conforme a Sua vontade. Ainda que não pareça no momento, o que Deus tem para nós é tão somente o melhor. Contudo, por não conseguir enxergar além daquilo que se apresenta no horizonte imediato de sua visão, muita gente não entende isso e, como se diz por aí, só entende na peia.


quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Exercite a sua fé

Sabemos que muita gente tem no culto de domingo o único momento em que lê a Palavra de Deus e tem um instante de intimidade com o Senhor. Mas enquanto muitos negligenciam a Bíblia, multidões estão sedentas das palavras de vida e esperança que ela contém. Precisamos lembrar que Cristo nos deixou para uma vida transformada, para que, refletindo e nos alimentando continuamente da Palavra, coloquemo-nos a serviço do Seu Reino. A Bíblia contém vida e transformação, mas esse poder não está no papel; está na mensagem ali presente, a qual precisa ser digerida e exercitada.



sexta-feira, 26 de junho de 2020

Afaste-se da incredulidade


Jairo era principal entre os judeus, chefe na sinagoga, um homem influente e importante, mas diante de uma situação de dificuldade, prostrando-se aos pés de Jesus, suplicou-Lhe para que fosse à sua casa ver a sua filha que estava à beira da morte. 

Contudo, no percurso até sua casa, chegou-lhe a notícia de que a menina já havia morrido. "Não incomodes o Mestre", disseram-lhe. Mas Jesus interveio e o encorajou: "Não temas, crê somente, e ela será salva". Assim eles seguiram.

Na casa, muitos choravam e se lamentavam. “Não choreis; ela não está morta, mas dorme”, disse-lhes Jesus. Mas as pessoas riram Dele, pois sabiam que a adolescente já estava morta. Jesus então, pondo-os todos fora, pegou na mão da menina, clamou e mandou que ela levantasse. A menina levantou-se e Ele mandou que a alimentassem.

Algumas lições que podemos extrair:

1. A adoração vem antes do milagre.
Jairo prostrou-se aos pés de Jesus, um ato de humildade, rendição e adoração. Curvar-se ao Senhor é mais do que reclinar-se fisicamente, é entregar-se de coração a Deus; é entronizar o Pai e reconhecer a nossa própria insignificância e impotência. Independente da resposta que obteremos do Senhor, antes de tudo, devemos adorá-Lo na beleza da Sua santidade,

2. Por mais difícil que seja a situação, não deixe de crer.
Apertados pela multidão, Jairo caminhava confiante com Cristo. Contudo, sucederam coisas que poderiam tê-lo feito desistir. Além dos problemas que nos cercam diariamente, muitas vezes nos deparamos com imprevistos que tentam nos esmorecer e nos atrasar, tal como ventos contrários que surgem repentinamente para nos desviar do caminho. Como reagiríamos no caso de Jairo, com alguém nos dizendo para desistirmos porque a causa já estava perdida? Jesus, porém, nos encoraja; Ele é a ressurreição e a vida: "Quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá".

3. Afaste-se da incredulidade.
Não duvide do poder de Deus. Jairo achegou-se com fé e humildade, mas precisou ter paciência durante a caminhada e perseverança ante a notícia da morte da sua única filha, e ao chegar em casa, ainda encontrou o lugar repleto de pessoas incrédulas que riram e zombaram de Jesus, a única pessoa que estava ali para ajudá-lo. Ou seja, estava tudo contribuindo para o seu fracasso. Mas Jairo não cedeu àquelas influências negativas e, mesmo sendo uma situação constrangedora, acatou a ordem de Jesus e pôs os incrédulos para fora. Livre das influências negativas, pôde enfim contemplar o milagre.

Cristo trouxe a vida, trouxe a solução. Portanto, mesmo que as dificuldades apareçam e cresçam, creia, e não deixe de confiar; Paulo e Silas, presos e açoitados, louvavam e adoravam ao Senhor. Então não ligue para o que os incrédulos estão dizendo; para Jesus, nenhuma causa está perdida. Por fim, não se associe àqueles que estão na incredulidade; mesmo aqueles que, apesar de se dizerem cristãos, têm agido com a descrença em seus corações. Mantenha a sua fé, continue adorando, crendo e confiando. “Se creres, verás a glória de Deus”.

Baseado na reflexão do Pr. Antônio Tadeu, quarta-feira, 03 de junho de 2020, culto de oração transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista. Texto base: Lucas 8:40-42;49-56. 

quinta-feira, 9 de abril de 2020

A necessidade de cultivarmos a fé


A Bíblia deixa claro que precisamos ter fé, “pois sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6). Contudo, a fé não é estática, ou seja, não basta apenas ter fé, é preciso também cultivá-la. Os acontecimentos atuais trazem-nos a necessidade de cultivarmos a fé — para que hoje ela seja mais forte que ontem, e amanhã ela seja mais forte que hoje. Isto se faz necessário porque a fé vai sendo cada vez mais exigida para enfrentarmos os embates desta vida — e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé (1Jo 5:4). Em nós, a semente da fé espera para ser cultivada e crescer, e com a fé fortalecida, poderemos avançar e conseguir grandes coisas, pois tudo é possível ao que crê (Mc 9:23).

A palavra fé, traduzida do original, nos fala de convicção, confiança, firmeza, fidelidade... Consequentemente, a fé vem pelo ouvir, o ouvir da mensagem proveniente da Palavra de Deus (Rm 10:17). No capítulo 5 do Evangelho de Marcos, vemos que certa mulher, doente há doze anos, “ouvindo falar de Jesus”, veio por detrás, entre a multidão, e tocou-Lhe as vestes. A fé capacita-nos a dar respostas prontas e seguras de acordo com a necessidade do momento, e a seguir, listamos três consequências provenientes da fé e as razões para cultivá-la. 

1. A fé nos faz continuar. A mulher, apesar de doente e diante dos obstáculos, não desistiu. Várias eram as dificuldades; a multidão, a sua condição física, a sua condição emocional, a sua condição financeira, mas nada disso a impediu de chegar até Jesus. E depois de tantas tentativas e experiências frustradas, não seria surpresa se ela tivesse desistido, mas mesmo com as esperanças reduzidas, a fé daquela mulher a fez seguir em frente e continuar. Insistindo, talvez achando que aquela poderia ser a sua última tentativa, encheu-se de fé e alcançou Jesus. — "Se você perdeu tudo nessa vida, menos a fé, então você não perdeu nada". 

2. A fé nos faz agir corretamente. A fé que fez aquela mulher não desistir, chegar até Jesus e tocá-lo, foi a mesma que a convenceu de que não poderia chegar até Cristo e mentir. A fé genuína não é interesseira; não pensa em receber bênçãos e milagres, dar as costas e ir embora, mas busca relacionar-se com Deus, Aquele que tudo vê e tudo sabe. Ela poderia simplesmente ter ido embora, pois logo após tocá-Lo, percebeu que havia sido curada, mas a fé daquela mulher foi completa, em Cristo Jesus, agindo com sinceridade perante Ele.

3. A fé nos dá a graça do milagre. Como podemos ver, a fé foi o que possibilitou a realização do milagre na vida daquela mulher, pois várias pessoas cercavam Jesus, mas somente o seu toque de fé fez de Cristo sair virtude. Por meio da fé, obtemos o milagre de Deus.

O texto nos mostra que, a exemplo daquela mulher, que cultivou a sua fé, acreditou, venceu as dificuldades, chegou até Jesus e recebeu Dele o milagre, também nós devemos estar cultivando a fé para podermos seguir em frente, agir de forma correta e contemplar as bênçãos e milagres que o Senhor tem nos concedido — e o maior deles é a nossa salvação.

Que o Senhor fortaleça a nossa fé para que sejamos capazes de vencer as dificuldades, superar as barreiras e seguir em frente confiantes na pessoa do Senhor Jesus Cristo. 

Extraído da reflexão da Palavra feita pelo Pr. Antônio Tadeu, quarta-feira, 08 de abril de 2020, durante o culto de oração transmitido pelo Facebook. Texto base: Marcos 5:25-34

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Cordel: Jesus acalma o mar



PRA QUE TODA ESSA AGONIA
SE JESUS TÁ NO CONTROLE?

É tanta notícia ruim
Que sai da televisão
Que a gente pensa: "É o fim;
Já não há mais salvação".
E deixamos de enxergar
Além do simples olhar, 
Que Jesus é a solução.

No Evangelho de Marcos,
Vemos que Jesus, cansado,
Dormiu no vão de um dos barcos
Que iam para o outro lado,
Quando então veio a tormenta:
“Mestre, o barco não aguenta!”
Ele então foi acordado.

“Não estás vendo o temporal?”
Jesus pôs-se então de pé,
Repreendeu o vendaval,
Acalmou toda maré
E trazendo a luz do dia, 
Perguntou: "Pra que agonia?
Será que não tendes fé?”

Pensaram que iam morrer 
Mas Cristo acalmou o mar. 
Vendo eles Seu poder, 
Começaram a perguntar:
“Quem é este que até
O vento, a chuva e a maré
Obedecem ao seu falar?”

Ele é o mesmo Jesus
Que acalmou a tempestade. 
Busque então a sua luz, 
Creia com sinceridade
Que Ele está sempre por perto
E agirá no tempo certo
Conforme a Sua vontade.

Jesus não chega atrasado,
Nunca é pego de surpresa,
Tem tudo bem controlado;
Disso, pode ter certeza
Que não tem dificuldade,
Vírus, mal ou tempestade
Que supere a Sua grandeza.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Não desanime, Jesus está no controle


Tomadas pelas ondas de pânico que têm se espalhando pela mídia, muitas pessoas hoje se sentem inseguras, angustiadas e inquietas com toda essa enxurrada de notícias ruins que vêm recebendo diariamente — quando somos levados a acreditar que as coisas só irão piorar, deixamos de enxergar além do horizonte imediato e passamos a nos sentir como se estivéssemos sós, desamparados, sem saber o que fazer em meio à tempestade. Contudo, devemos lembrar que Deus está no controle e sabe todas as coisas. Deus não é pego de surpresa. 

No Evangelho Segundo Marcos, vemos que Jesus havia passado um longo tempo orando e ensinando pelos montes; cansado, durante uma travessia de barco, deitou-se e dormiu. Diante de uma tempestade repentina, os discípulos, muitos deles experientes em navegação, parece que tentam administrar a situação, mas impotentes em meio à fúria das águas e dos ventos, e percebendo que estavam já para afundar, vão até Jesus e o acordam. No relato bíblico, três perguntas nos chamam a atenção: 

Não te importas que pereçamos?
Algo que nos irrita bastante é quando estamos preocupados e agitados com algo e vemos outra pessoa, na mesma situação, tranquila, sem fazer nada, como se não se importasse com aquilo. Às vezes, o que mais nos dói não é a tempestade em si, mas o silêncio de Deus diante dela. Contudo, precisamos entender que o silêncio de Deus proporciona em nós a esperança: o esperar no Senhor. Mas por que Ele está demorando? Será que Deus não está ouvindo? Na verdade, Deus tem o tempo certo para cada situação. Lembra de Lázaro? "Se o Senhor estivesse aqui, meu irmão não teria morrido". Será que Jesus foi pego de surpresa diante daquela situação, ou será que Ele, propositadamente, usou aquela oportunidade para nos ensinar e nos mostrar quem Ele é? Portanto, espere em Deus e confie, pois “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã” (Sl 30:5).

Ainda não tendes fé?
Ora, se Jesus falou que eles iriam para o outro lado, certamente haveriam de chegar lá, mas talvez por ainda não entenderem o poder de Jesus, os discípulos parecem ter esquecido quem estava com eles no barco. Neste momento de incertezas que estamos atravessando, muitas pessoas podem ter sido pegas de surpresa, com dívidas, desassistidas e levadas ao desespero, mas é justamente quando achamos que não há mais saída que Jesus vem e acalma a tempestade. Admirados com o que haviam acabado de presenciar, os discípulos sentiram grande temor; ficaram perplexos, estupefatos diante daquela situação dada por perdida. Mas Deus é aquele que acalma as tempestades e pode fazer milagres em meio a todo o caos que ora se estabelece na sua vida, ou será que ainda não tendes fé?

Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem? 
Operando sinais e maravilhas por onde passava, Jesus não se cansava de surpreender aqueles que o cercavam: “Quem é este que cura leprosos, quem é este que expulsa demônios, quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?” Jesus é a água da vida, o nosso mediador, a nossa eterna salvação; e graças a Ele estamos aqui, louvando e engrandecendo o Seu santo nome, porque Ele está no controle.

Portanto, se você está passando por dificuldades, exercite a sua fé, tenha paciência diante das circunstâncias e espere em Deus — mantenha a esperança — porque Deus não é pego de surpresa. Deus não chega atrasado. E esteja certo de que, no devido momento, o Senhor trará bonança à sua vida, porque é assim que o Senhor trabalha; no momento oportuno, Ele rompe o silêncio e acalma a tempestade.

Baseado na mensagem extraída da transmissão ao vivo (live) realizada pelo Pr. Leandro Carvalho, quarta-feira, 01 de abril de 2020. Texto base: Marcos 4:35-41

quinta-feira, 26 de março de 2020

Tenho fé, logo, não serei contaminado?


Nesses tempos difíceis que estamos vivendo, há uma tendência nossa, e muitas vezes em cima daquilo que o mundo propaga sobre os evangélicos, de adotarmos a mensagem triunfalista que coloca o crente acima do bem e do mal e imune aos problemas deste mundo. Por certo, de acordo com as Escrituras, sabemos que a igreja é triunfante; em 2Co 2:14 Paulo diz: “Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo”; Jesus referiu-se à igreja triunfante em Mt 16:18 dizendo: “Sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”, isto significa que a igreja é sim vitoriosa e nada nem ninguém pode deter o seu avanço. E mesmo agora, neste momento em que somos impedidos de nos reunir no espaço físico do templo, ainda assim a igreja avança; avança pois ela é viva, atuante... triunfante. 

Contudo, a verdade é que temos sim a tendência de achar que o infortúnio jamais chegará à nossa porta, seja por excesso de otimismo ou, como dissemos no início, por causa da mensagem triunfalista que coloca o crente como seres intocáveis; mas quando pensamos assim, especificamente em relação à igreja, muitas vezes impedimos, ou retardamos, por nossa parte, e até de forma inconsciente, que tomemos atitudes proativas em favor de um irmão que está sofrendo ou em relação àqueles que se encontram carentes, desamparados, ou passando por dificuldades.

Hoje estamos impedidos de nos reunir como igreja, e isso choca os triunfalistas de plantão como se algo assim jamais pudesse acontecer. Todavia, é justamente diante dessas situações difíceis, e até mesmo repentinas, que precisamos buscar a orientação de Deus e o discernimento da Palavra para sabermos como lidar com as circunstâncias que se apresentam e quais atitudes devemos tomar. Ou seja, é justamente em momentos assim que entra aquilo que Deus requer de cada um de nós: a fé. A fé precisa estar atuante, direcionada unicamente a Deus, mas também exercitada de forma racional; a fé não é um super poder que nos isenta dos males deste mundo, mas é ela, a fé em Deus, a confiança Nele e a certeza de que o Senhor está sempre conosco e que nada foge ao Seu controle que nos dá condições de superarmos as adversidades e vencermos os problemas.

Então, exerça a sua fé, confie em Deus, pois Ele é o nosso socorro na hora da angústia (Sl 46:1); sabendo disto, entregue o seu caminho ao Senhor e deixe que o mais Ele fará (Sl 37:5). Como? Lançando sobre Ele todas as suas ansiedades (1Pe 5:7) e, pela oração e súplica, dando graças ao Senhor, apresente a Ele as suas petições (Fp 4:6). Porém, veja que isso não significa abandonar o senso de responsabilidade ou deixar de fazer o que lhe compete com relação às precauções e cuidados que devem ser tomados, mas que você não deve se deixar levar por preocupações excessivas e inquietantes. Por fim, quando compreendemos essa informação, enchemo-nos de paz, ânimo, consolo, esperança... Pois Jesus nos avisou e a Palavra de Deus nos fala sobre isso, que teremos aflições, mas somos mais que vencedores.

Baseado na mensagem do Pr. Antônio Tadeu na Live de quarta-feira, 25 de março de 2020, culto de oração (online) da Igreja Batista Fundamentalista.

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Conversão: Transformação e Testemunho


Antes, éramos inimigos de Deus, governados pelo ego e entregues à nossa própria vontade, mas agora, em Cristo, somos novas criaturas; as coisas velhas já passaram, não importam mais, pois Jesus tem nos dado vida nova, e isto provém de Deus. A conversão é algo que deve acontecer pois é o que o evangelho faz na vida do ser humano: transformação. O evangelho restaura o homem fazendo-o andar em novidade de vida, evidenciando, assim, a ação de Deus em favor daquele que se dirige para Ele.

Para tanto, precisamos entender que não é uma ação humana que fará as pessoas se converterem; é a Palavra. “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” (Ap 3:20). A decisão de se arrepender e se converter recai sobre todos, e Deus contempla isso em cada um de nós, ou seja, há um ato na decisão de crer e aceitar; uma ação humana, pessoal e demonstrável. Desta forma, o crer não depende do pregador ou da pregação, mas é a partir do ouvir da Palavra e mediante a ação do Espírito Santo que as pessoas se convencem e se convertem a Cristo. Por isso que há pessoas que podem ouvir a melhor mensagem, escutar o melhor apelo, que ainda assim farão ouvidos moucos. 

Contudo, a questão não se concentra no crer — o diabo crê em Deus — mas na conversão. Vivemos uma época caracterizada pela crença fácil, onde muitos esperam poder andar com Deus e de braços dados com o mundo; uma espécie de evangelho adaptado. Todavia: “Não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus?” (Tg 4:4). Por essa razão, há muitos que carregam o nome de cristão, mas longe de serem convertidos; outros que até se dizem crentes, mas por não viverem de forma compatível, se recusam a serem batizados.

Eis, pois, o alerta: não devemos acreditar em nenhum evangelho sendo pregado dissociado da conversão e da transformação de vida. Como já vimos, a conversão se traduz em atos, e como tal, pode ser demonstrada, mas nem sempre as mãos para cima, os olhos fechados e a presença cativa na igreja são sinais conexão com Deus, comunhão e conversão; a verdadeira demonstração de fé não é aquela que se apresenta à luz do templo e sob os olhos do pastor, mas a que brilha em meio à escuridão do mundo e expressa suas ações em testemunho do Pai.

Baseado no sermão do Pr. Antônio Tadeu: A Conversão e Suas Evidências.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

A firmeza da fé contra os ventos de doutrina


É inegável que muita gente, ao invés de buscar primeiramente a Cristo, procura na igreja uma alternativa para satisfazer seus interesses pessoais. O número de evangélicos tem crescido no Brasil, porém muitos têm buscado mais as bênçãos do Senhor do que o Senhor das Bênçãos. Ora, aquele que está na igreja à procura de benefícios para si, mas sem se ater às Escrituras e à prática da piedade, assemelha-se ao homem insensato que ouve as palavras de Jesus e, não colocando-as em prática, edifica sua casa sobre a areia. Pessoas com esse perfil, quando conseguem o que almejavam, tendem a procurar por coisas novas, e assim acabam sendo levadas por modismos ou pelas coisas do mundo, afinal não estão fundamentadas na Rocha.

Com efeito, se não temos habilidade com as Escrituras e falta-nos a firmeza da fé, não teremos segurança para falar de Jesus ou dar testemunho da Sua Palavra. Além disso, se não estivermos firmados no conhecimento sobre Deus e Sua obra redentora, poderemos ser facilmente arrastados por práticas e teorias que surgem e ressurgem o tempo todo. No entanto, quando conhecemos a verdade e praticamos o que dizem as Escrituras, não nos deixamos abalar com falsos ensinos e não somos arrastados por ventos de doutrina, pois temos já a base sólida na qual podemos comparar aquilo que lemos e ouvimos com os ensinamentos que temos aprendido e assim concluir se aquela mensagem merece crédito ou não.

A Bíblia contém vida, transformação, renovo… mas ela por si só não é um objeto milagroso, sobrenatural; de forma que o seu poder não está no papel que a compõe, mas na Palavra de Deus ali presente, a qual precisa ser digerida e exercitada. Assim, quanto mais nos aprofundamos no conhecimento da Palavra e no exercício da piedade, mais nos aproximamos de Deus e da perfeita varonilidade. É desta forma que nos firmamos na fé e, em Cristo, resistimos às tentações e às dificuldades.

Baseado no sermão do pastor Leandro Carvalho, quarta-feira, 15 de janeiro de 2020, na Igreja Batista Fundamentalista. Referências bíblicas: Mt 6:33, Mt 7:24-27, Ef 4:11-16.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Um Deus para chamar de seu



A forma como eu acredito o que seja a vontade de Deus ou como Ele pensa é, na verdade, um reflexo de minha própria vontade e de como eu mesmo penso.
Assim, pra justificar minha homofobia, imagino "Deus é contra os gays", pra valer meu machismo, digo "a Bíblia diz que a mulher deve ser submissa",  pra esconder o meu racismo, acredito que existe um "povo eleito" assim como na existência de um "povo amaldiçoado" por Deus no passado.
Afinal, compreendo os desejos do Senhor e gosto de seguir aquilo que diz a Bíblia -  principalmente as partes que batem com o que EU penso.
Pois é, para ser perdoado, é preciso pensar como Deus pensa, é preciso concordar com a vontade Dele, afinal, sem isso, não seria arrependimento,  pois como posso acreditar convictamente em algo que é contrário ao pensamento de Deus e ainda almejar a salvação da minha na alma? Afinal, Deus não erra.
Então, se eu preciso pensar como Deus e se, de fato, acredito que penso como Ele, como saber se os tais pensamento Dele não são, na verdade, meus?