Mostrando postagens com marcador Eleições. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eleições. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 11 de março de 2021

A justiça e o timing político do PT

Tem uma coisa que eu não consigo entender sobre essa anulação dos processos de Lula. As mensagens hackeadas estão há mais de um ano em poder dos ministros do STF; a ideia de votar a suspeição de Moro é tão antiga quanto o vazamento das mensagens; as decisões contra ou a favor de Lula sempre tramitam à velocidade da luz nos tribunais brasileiros; então, se é verdade que a anulação das condenações do ex-presidente é um ato de justiça, por que ela demorou tanto? Por que a declararam de incompetência da República de Curitiba para julgar os processos contra Lula não saiu antes das eleições de 2020?

Vamos lá, nas últimas eleições municipais, o PT ficou sem nenhuma capital — algo inédito na história do partido — além disso, encolheu significativamente quanto ao número de prefeituras. Então por que não soltaram o Kraken antes?

Na minha opinião, para que não houvesse uma interpretação negativa do julgamento popular. Afinal, uma coisa é votar no poderoso chefão, outra coisa é votar nos seus indicados. Basta lembrar que o próprio Bolsonaro esquivou-se de se envolver na campanha de 2020 justamente para evitar esse tipo de julgamento — mesmo estando com a popularidade em alta graças ao Auxílio Emergencial — apesar de que, de qualquer forma, isso não impediu de alguns especialistas apontarem a derrota do bolsonarismo no pleito municipal.

Quanto à queda do PT, ela foi expressiva, mas não foi desastrosa; uma coisa é o partido sair perdendo numa eleição em que Lula não está na linha de frente, outra coisa é sair perdendo com o 9 em campo; isso seria um desastre para as narrativas e poderia inclusive comprometer as pretensões do molusco para 2022. Ou seja, ao que parece, a Justiça não só está sendo feita, como está agindo de acordo com o momento político mais adequado. E eu achando que não estava entendendo.



terça-feira, 17 de novembro de 2020

Eleições 2020 - Bolsonaro derrotado?

Qualquer narrativa afirmando que Bolsonaro saiu derrotado e a esquerda fortalecida nessas eleições é mera especulação falaciosa. A realidade é que o presidente está sem partido e é aliado do Centrão, o bloco partidário que mais cresceu nessas eleições — especialmente os partidos de centro-direita. Para ilustrar, vejamos os partidos que mais cresceram até o momento: DEM, PP, PSD, REPUBLICANOS, AVANTE, PODEMOS, PSL, PL e PATRIOTAS. Agora os que mais encolheram: PSDB, MDB, PSB, PT, PV, PTB, PCdoB e PDT. É fácil entender o porquê; o povo brasileiro, além de conservador, é moderado.

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Eleições 2020 - Bibiano vence com folga

Tranquilidade monstra para o prefeito de Serra do Mel; além de se reeleger com 65% dos votos, sua coligação ainda conquistou oito das nove vagas da câmara, sendo duas para o PL e seis para o PSDB, antigo partido do prefeito. A vaga restante foi para o MDB. O PT, ao que parece, não tinha candidatos a vereador disputando pelo município.



sábado, 14 de novembro de 2020

Reeleição de prefeito

Se você está em dúvida se deve ou não reeleger o prefeito do seu município, procure observar os seus espaços públicos. Em Mossoró, vá à Cobal, faça compras no mercado, visite o Vuco-vuco, passeie pelas calçadas do centro, circule pela praça do mercado, atravesse o rio pela barragem, pegue um ônibus na pracinha da 2001, visite a capelinha do cemitério, troque a praça do Rotary pela do mercado do Alto da Conceição, pedale pelas ciclovias, faça um tour como se fosse um guia turístico apresentando a sua cidade para um visitante. Se você gostar do que viu, é sinal de que as coisas estão indo bem e devem continuar, afinal não se mexe em time que está vencendo.

terça-feira, 10 de novembro de 2020

O homem disparou


A última pesquisa Difusora/Agora Sei aponta o candidato Allyson Bezerra com boa dianteira em relação à segunda colocada, a prefeita Rosalba Ciarlini. Na minha opinião, o voto em Allyson é o chamado voto útil, o voto anti-sistema, e boa parte dos seus eleitores são pessoas que até votariam em Isolda, mas vendo o desempenho pífio da petista, optarão não necessariamente pelo "pobrezinho", mas pela saída de Rosalba e seu grupo do Palácio da Resistência. É possível, inclusive, que Isolda esteja nesse pleito apenas para bater esteira; pra ver se faz pelo menos um vereador pela legenda, e é possível, também -- e aqui eu espero estar enganado -- que o PT venha a compor o governo Allyson caso o mesmo seja eleito: se a pasta da cultura ou da educação acabarem em mãos vermelhas, teremos enfim a certeza de que o homem da mudança é, de fato, a reencarnação de Silveirinha.

sábado, 7 de novembro de 2020

Rosalbistas empenhados em eleger Allyson

"Allyson pede doações aos eleitores mesmo tendo recebido R$ 160.000,00 do Fundão Eleitoral". A militância de Rosalba está em massa criticando o candidato Allyson Bezerra pelo fato dele estar pedindo doações aos eleitores para ajudarem na divulgação da sua candidatura. O que a turma da Rosa não percebe é que, além de estarem fazendo propaganda gratuita para o opositor, ainda dão uma força para a campanha do "pobrezinho", pois todo mundo sabe que 160 mil não é nada numa disputa eleitoral em Mossoró. A alegação de que ele seria incompetente por não conseguir administrar os recursos do Fundão é muito fraca, e afinal de contas, ninguém é obrigado a doar para a campanha. É incrível, mas ao que parece, o menino da dando olé em Ravengar.

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Promessa sem jeito

"Esse ano, já está planejado, no dia 31, Mossoró tem reveillon. E nós vamos festejar porque no dia 1º a Rosa toma posse", disse a prefeita Rosalba. Tá, mas e se a prefeita perder, a festa vai acontecer do mesmo jeito ou a realização do reveillon está condicionado à sua vitória? Se o evento já estava planejado pela Secretaria de Cultura, tudo bem, mas se é uma promessa de campanha, aí complica, pois pode configurar abuso de poder político e econômico; afinal é uma proposta atraente para o povão, mas que os outros candidatos não tem como fazer frente.



sábado, 24 de outubro de 2020

De casa em casa

 Ao meu ver, as visitas domiciliares dos candidatos tem menos a ver com simpatia do que com coação. O ato de ir à casa do eleitor é uma forma de causar constrangimento e forçá-lo a tomar uma decisão ou a declarar o seu voto, algo comum na zona rural e nos municípios pequenos, justamente a parcela da população que mais depende dos serviços públicos e de favores dos políticos. É por isso que o povo dá tanta importância ao 'quem vai ganhar', pois "apostar" no candidato derrotado pode ter consequências bem desagradáveis. Sabendo disso, os candidatos usam as visitas como forma de monitorar o eleitorado e sondar as intenções de voto, uma prática que certamente remonta da época do coronelismo, quando os senhores das terras diziam em quem os colonos deveriam votar. Basta lembrar que, não faz muito tempo, era comum os candidatos pedirem os títulos dos eleitores durante essas visitas.



terça-feira, 20 de outubro de 2020

Os desafios do novo

Pesquisa: Muita gente está se surpreendendo com a ascensão do candidato Allyson Bezerra à prefeitura de Mossoró. Sem dúvida, paira no ar um sentimento de mudança, mas não é de hoje; basta lembrar que Rosalba foi eleita em 2016 prometendo consertar os estragos provocados pela gestão de Silveira/Luiz Carlos, eleitos no pleito suplementar de 2014 após a cassação da então prefeita Cláudia Regina. Ou seja, a cidade precisa sim de mudança, mas é preciso considerar os rumos dessa mudança. Caso contrário, o velho grupo irá sempre surgir como solução para os problemas - muitos deles provocados pela influência política do próprio grupo perdedor. Enfim, o que eu quero dizer é que Allyson pode até vencer as eleições, mas uma coisa é ganhar o eleitorado, outra coisa é formar militância.



sexta-feira, 9 de outubro de 2020

A irracionalidade da política local

Política local é um negócio completamente irracional; quando é uma eleição para presidente, ou mesmo para governador, o povo vai atrás da ideologia do candidato, das suas falas sobre assuntos polêmicos e se ele é contra ou a favor de determinados assuntos que lhe são caros, mas numa eleição municipal, pouco importa se o candidato tem ligação com a igreja ou com o tráfico, se tem a ficha limpa ou se já foi preso, se tem nível superior ou se é semianalfabeto; o povo quer saber é quem vai ganhar, quem está juntando mais gente, qual lado tá mais animado, e quase ninguém quer saber o que o candidato pensa, só querem saber se ele está dando vale de gasolina, cortesia pra motel, se está alugando parabrisas de carro ou se está prometendo emprego, água, cirurgia de hemorroidas ou a cura da calvície.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Debate: Defini meu voto


Brenno Queiroga sai como o grande vencedor do debate da InterTV Cabugi. Nadou de braçadas durante todo o programa e provavelmente ganhou a simpatia de muitos eleitores. Pelo menos o meu voto ele ganhou. Já não estou mais entre os 40% que não têm em quem votar. Dia 7, vou de 77.



sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Debate: Eleições 2018 - Governo do RN

Não aguentei assistir ao debate até o final. Achei fraco, desorganizado e enfadonho. Pra mim, refletiu bem o atraso que é o RN, a começar pelo nível dos candidatos; dava até pena.

Robinson Faria mostrou-se um tanto desequilibrado, mas isso até já era esperado, e se irritou com os ataques dos demais candidatos. Deve ter esquecido que ele foi eleito justamente atacando a gestão de Rosalba, da qual era vice, e o acordão montado por Henrique.

Carlos Eduardo mostrou-se pedante, distante do eleitor, preso ao seu passado como prefeito de Natal. Esqueceu de falar para o eleitor do interior, onde é um ilustre desconhecido. Fraco de propostas, limitou-se às alfinetadas, mas se deu mal ao demonstrar desconhecer o Seridó.

Fátima Bezerra começou apática, mas melhorou depois de abordar assuntos que lhe são corriqueiros, como a questão salarial dos servidores. Sem demonstrar maiores propostas, disse que Lula seria eleito e que as coisas melhorariam. Basicamente, apostou na ignorância do eleitor.

Brenno Queiroga (SD) foi quem se saiu melhor, ou menos pior. Falou com clareza, apresentou propostas, ainda que superficiais, soube se apresentar para o eleitor, administrou bem o tempo e, diferente dos demais, mantinha uma linha de raciocínio, com início, meio e fim.

Heró, coitado, é a cara do atraso educacional do RN.

Dario, perdido, parecia deslocado.

Carlos Alberto, apagado, fraco de discurso, somou 0+0.

O candidato da Rede, esqueci o nome, adotou o marinês e não falou nada com nada. Outro zero à esquerda.

Quem também levou zero foi a equipe de jornalismo da Band RN. O estúdio mais parecia uma sala de espera de uma clínica. O formato adotado, com respostas e comentários, sem direito à réplica, foi podre. Choveram pedidos de direito de resposta. As perguntas dos eleitores, tristes. Enfim, a cara do atraso que é esse estado. 



quinta-feira, 13 de abril de 2017

Corrupção local