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quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Segunda dose


Tomei hoje a 2ª dose da Pfizer. Não antecipei. A data marcada no cartão era 21/09, mas só deu certo ir hoje, dia 23, porque me recusava a ficar esperando no sol. Na minha opinião, o problema não está na quantidade de pessoas procurando a vacina, pois há diversos pontos de triagem e aplicação, mas na existência de uma pré-triagem que conta com uma equipe reduzidíssima. Na maior parte do tempo, havia apenas uma funcionária para checar se as pessoas tinham toda documentação e se estavam dentro do prazo. Vi muita gente sendo barrada simplesmente porque estavam indo tomar a segunda dose antes da data prevista, e isto porque somente a Pfizer foi antecipada; a Astrazeneca não. É nessa pré-triagem que está o problema, pois cria-se um gargalo que faz com que as pessoas se aglomerem na entrada do ginásio e formem uma fila que se estende até a calçada, no sol. Hoje, pelo menos, havia alguém entregando fichas e encaminhando as pessoas para as arquibancadas; lá, elas deveriam esperar até que alguém as chamassem, de dez em dez, para passar pela bendita pré-triagem, o que, ao meu ver, tá mais para uma espécie de mata-burro.



segunda-feira, 21 de junho de 2021

Primeira dose: check


Tomei a vacina contra a Covid-19. Fui na esperança de tomar a CoronaVac — na minha opinião, a mais confiável — mas pelo que percebi, só estavam aplicando a Pfizer. Havia filas para outras vacinas? Sim, mas eram para quem já estava na segunda dose. Beleza. Sempre me vacinei e nunca perguntei qual vacina estavam aplicando, então não seria agora que eu iria arregar com medo de virar jacaré. Então vamos lá. Antes de ir, preenchi o cadastro no site RN +Vacina e imprimi o comprovante de preenchimento; tirei uma foto da minha CNH e imprimi aqui mesmo, junto com uma conta de luz. Juntei tudo e corri. Acabei esquecendo a carteirinha de vacinação, mas deu certo. Cheguei pouco antes de encerrar, faltando 4 minutos para 16h. A parte da triagem foi bem rápido, acredito que devido ao cadastro prévio, depois foi só esperar a minha vez na fila da picadura, que também não demorou. Nessa última etapa, há cadeiras para o pessoal sentar, mas como é algo relativamente ágil, é melhor esperar em pé mesmo. Posso filmar? "Sim. Quer que alguém tire a foto?" Não precisa, respondi. "Ok. Levante a manga da camisa".... Era chegada a hora. O resto é o que está no vídeo. Detalhe: me vacinei pela idade (47 anos).


segunda-feira, 12 de abril de 2021

Vacinação ou teste? CoronaVac reprovada?

Gao Fu, diretor do Centro de Prevenção e Controle de Doenças da China

Associated Press: “Alto funcionário chinês admite que vacinas têm baixa eficácia e misturá-las está entre as estratégias que estão sendo consideradas para aumentar sua eficácia”. Estadão: "Estudo sugere ampliação de intervalo entre doses". CNN Brasil: "Butantan estuda aplicação de 3ª dose da Coronavac". 

Misturar vacinas, aumentar o intervalo entre as doses, aumentar o número de doses, etc. A análise conspiratória que faço dessa situação é que, para variar, a CoronaVac teria sido mais uma patifaria chine$a. Além de ser uma das vacinas mais caras e menos eficientes do mercado, agora querem que tomemos não duas, mas três doses do imunizante para aumentar a sua eficácia? Ora, tá na cara que essa terceira dose não vai sair de graça.

Aumentando o nível conspiratório, podemos imaginar que a CorongaVac é uma vacina 'de goga', e está sendo usada somente para arrancar dinheiro dos trouxas, pois além de ter baixa eficácia, usaria uma tecnologia dispendiosa, lenta e ultrapassada, totalmente inadequada contra o Coronga, um vírus matreiro e passado na casca do alho. Então, não se admire se todos que tomaram as duas doses da vachina tiverem que tomar novamente, talvez mais uma, talvez mais duas doses, mas agora modificada, com upgrade de tecnologia, mais eficazes contra as cepas atuais ou novas variantes. Mas por favor, não confunda essa atualização com a tal implantação de chip, isso é ridículo.

Chegando ao nível revelatório, por fim conseguimos enxergar o óbvio, aquilo que estava o tempo todo diante dos nossos olhos, mas invisível àqueles que dormem: a vacinação em curso no Brasil seria apenas mais uma etapa de testes, e os resultados analisados teriam mostrado que a vachina, infelizmente, foi reprovada. Mas calma, disfarçada de terceira dose, a verdadeira vacina pode estar a caminho.

Se para você, tudo isso é um absurdo, não é sem razão; lembre-se que trata-se de uma análise conspiratória, então releve. Além disso, mesmo nos EUA, onde a vacinação ocorre com a Moderna e a Pfizer, já começa o movimento pela terceira dose do imunizante para prevenir futuras cepas do vírus, que como mencionei, sabe dar os seus pulos para fugir dos imunizantes. Então, por favor, não ache que estou aqui desmerecendo a vacina do bumbum-tantan; eu até já disse que prefiro tomar dela.



quinta-feira, 25 de março de 2021

Brasil Covid: 300 mil mortos

De acordo com as previsões do biólogo e doutor em microbiologia Atila Iamarino, feitas em março de 2020 e a partir de uma projeção do Imperial College de Londres, não era para o Brasil ter batido 1 milhão de mortos por covid-19 em agosto de 2020? O fato do país contar hoje 300 mil óbitos pela doença não significaria que centenas de milhares de vidas foram salvas pelas medidas de distanciamento, higienização e eficiência no tratamento que, apesar de “toscas", segundo avaliou o pesquisador, têm surtido efeito em atrasar a ação do vírus? Neste sentido, como alguns podem falar em genocídio se, diante desse cenário, é possível enxergar exatamente o oposto disso?


terça-feira, 9 de março de 2021

Tratamento precoce

Ao sentir os sintomas:

- não procure tratamento precoce (isso não existe).

- não tome medicação sem comprovação científica (isso é perigoso).

- mantenha-se em isolamento e busque atendimento somente quando (e se) sentir falta de ar.

Agora pegue sua ficha e aguarde a sua vez. "Mas e a vacina?" Vacina é tratamento profilático, não precoce. Próximo!

terça-feira, 2 de março de 2021

CORDEL - CORONGA 2, A MUTAÇÃO

Creative Commons Image

PRÓLOGO

Quando o mundo imaginou
Se ver livre afinal,
O monstro se transformou,
Evoluiu mais um grau.
Ele ataca outra vez.
Apresento a vocês
A evolução do mal.

CORONGA 2, A MUTAÇÃO

Nos deram um vírus manso, 
Chamaram de gripezinha, 
O bicho se enfezou, 
Botou pra fora as asinhas
E tá feito o Satanás 
Pegando em moça e rapaz,
Chapeuzinho e vovozinha.

O monstro se enfureceu
E está de volta na praça. 
Pegando crente e ateu,
Matando e achando graça. 
Ficou mais forte e valente;
Botou uma faca nos dentes
Danou-se a fazer desgraça.

O vírus, que era franzino,
Ganhou chifre e esporão,
Concentrou o seu veneno,
Amolou o seu ferrão.
Ele agora é a Variante,
A cepa do meliante,
É a cipoada do cão.

Quando não mata, ele aleija.
E ataca na trairagem.
Tem histórico de atleta?
Isso pra ele é bobagem.
É só você descuidar
Que ele pega até no ar
Não adianta ter coragem.

Por isso, tome cuidado,
Evite aglomeração,
Use máscara, passe o álcool,
Lave sempre as suas mãos.
Pode até não botar fé,
Mas ele só quer um pé
Pra lhe levar pro caixão.




domingo, 28 de fevereiro de 2021

Por que não tivemos toque de recolher antes?

Estadão: Ocupação de leitos para covid-19 atinge 100% em Natal e Mossoró

Em junho de 2020, a ocupação de leitos específicos para o tratamento da Covid-19 atingia a capacidade máxima nas duas maiores cidades do RN. Na matéria do Estadão, consta que apesar de toda a pressão sobre o sistema de saúde, a Sesap não considerava que o estado havia chegado ao pico da doença, ou seja, a expectativa era de que a situação poderia se agravar ainda mais.

Mas o que mais nos chama a atenção é o trecho onde diz que "Mesmo com todos os leitos para o tratamento da doença ocupados nas cidades consideradas epicentros no Estado, o secretário de saúde evita confirmar que o sistema de saúde local está colapsado." Vocês entenderam? Com 100% das UTI's ocupadas nas duas cidades polo, ninguém falava em colapso no sistema de saúde e muito menos em toque de recolher; à época, já haviam substituído o imperativo "Fique em casa!" pelo sugestivo "Se puder, fique em casa." e até já haviam garantido as eleições. 

Mas hoje, com a taxa média de ocupação em 89%, o que mais se ouve falar é que o sistema está colapsado e que o caos provocado pela segunda onda seria a justificativa para a governadora decretar toque de recolher e ameaçar prender quem estiver circulando na rua após o horário permitido. Afinal, é para o nosso próprio bem, e como se diz: "Hay que endurecerse pero sin perder la ternura jamás".


sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Que reine a vacina (e mais ninguém)

Não importa o número de estudos ou de casos analisados; nenhum remédio pode ter eficácia comprovada contra a Covid-19. Nenhum. E quanto maior a suposta eficácia desse medicamento, maior será a campanha contrária ao seu uso. Precisamos entender que nenhuma substância está autorizada a diminuir a mortalidade do vírus ou ameaçar a necessidade iminente da vacina; esta é a nossa única esperança. Qualquer discurso que ameace uma dessas duas coisas deverá ser rigorosamente combatido e silenciado, seja lá de quem for; popstar, jornalista, presidente, órgão de governo... não importa. A Ciência deve prevalecer, mas não qualquer uma; a com C maiusculo, com C de China.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Tratamento precoce não existe?


É verdade, não existe remédio contra a Covid, da mesma maneira que não existe remédio contra a gripe; no entanto, nada impede que as pessoas procurem tratá-la logo que surgem os primeiros sintomas. Via de regra, qualquer doença é assim: quanto mais cedo se busca o tratamento, maiores são as chances de cura. Diversos países buscaram o tratamento precoce, isto é, adotaram protocolos clínicos com base em medicamentos que demonstraram empiricamente alguma eficácia (o Remdesivir é um exemplo), e logo nos primeiros dias da doença; não no sentido de curar o paciente, mas de evitar o agravamento do quadro clínico -- e consequentemente a evolução para internação e UTI. Os remédios utilizados, assim como os antigripais, não atacam diretamente o vírus, mas aliviam os sintomas e melhoram o quadro imunológico dando tempo para que o próprio organismo dê cabo do vírus invasor. Só não sabe disso quem aterrissou na Terra essa semana e ainda não teve tempo de pesquisar sobre o assunto.


terça-feira, 19 de janeiro de 2021

Essa vacina não te pertence, Bolsonaro

"Brasil deve ser o único país onde a vacina foi derrota para o presidente". E poderia ter sido vitória? Há muita coisa a ser dita sobre esse assunto, mas por hora, entendam que Bolsonaro não poderia de maneira alguma promover a CoronaVac; isso seria péssimo para os negócios (chineses). O gado reclamaria, a mídia teria que se posicionar contra e assim acabaria fazendo um exposed da vacina (cara, ineficiente, rejeitada no mundo, estudo incompleto, dados sigilosos, etc.), a esquerda também teria que ser contra (Ciro contra a vacina do PCC? Alguém consegue imaginar isso?), consequentemente, a resposta imunológica seria um desastre — as pessoas tomariam revoltadas, sem fé —, não haveria boa vontade por parte dos governadores e não veríamos esse clima de otimismo nos estados; pipocariam casos de reações adversas, mortes, e se brincar, até gente virando jacaré. Então não, a vacina chinesa nunca foi uma opção para Bolsonaro.


sexta-feira, 25 de setembro de 2020

Covid-19 - Eu testei


Febre, coriza, indisposição e tosse seca; foram estes os sintomas que me levaram à UPA do Belo Horizonte para fazer o teste da Covid-19. Tudo muito rápido e sem fila alguma. Após a triagem, fui encaminhado para o container (hospital de campanha) que fica nos fundos da UPA. Lá, também sem filas; devia ter só uma pessoa antes de mim, pois demorou pouca coisa e já fui atendido. Relatei os sintomas, fizeram algumas perguntas básicas: tem diabetes? Hipertensão? Problemas cardíacos? Alguma alergia? Bebe? Fuma? Já tem candidato a vereador? Brincadeira, não perguntaram isso. Mas enfim, chegou a pior parte, o swab nasal; a amostra tem que ser retirada lá das profundezas do nariz, e isso é bem chato, mas pelo menos é rápido, então acaba sendo algo incômodo, porém suportável. Feita a coleta, é a vez de passar pelo médico e responder às mesmas perguntas. Fui orientado a continuar tomando a Coristina D até parar a coriza, recebi o receituário e lá mesmo tomei a dose única de 6 mg de Ivermectina. Na saída, recebi as cinco unidades de Azitromicina e voltei para casa. O resultado só sai na quarta-feira, mas até lá sigo tomando os remédios e me mantendo isolado do povo.

sábado, 12 de setembro de 2020

O bicho

Se a mídia e os governantes precisam te lembrar o tempo todo que a pandemia não acabou, talvez seja porque você já não consegue percebê-la. As pessoas não passam mais o tempo todo falando sobre o assunto, sumiram os vídeos e mensagens motivacionais, ninguém liga para as postagens informando o número de casos suspeitos, confirmados, no máximo, a quantidade de óbitos, e isto quando atinge um  número de destaque, como 100 mil, por exemplo. Ou seja, ouvimos o rugido do monstro e nos escondemos em nossas cavernas, mas diante das necessidades, aos poucos, fomos dando voltas pelas proximidades em busca suprimentos, sempre nos escondendo do monstro, com isso, passamos a conhecê-lo melhor e identificar os seus hábitos, e agora que sabemos como enfrentá-lo (com o tratamento precoce à base de drogas sem comprovação científica), até que ele não parece ser grande coisa, e só não avançamos pra cima dele e o amarramos porque alguns acham que isso deve ser feito pelos profissionais que estão sendo treinados do outro lado do mundo e em breve aparecerão por aqui para domar a fera e colocá-la no cativeiro. Matar? Não, aí já seria caso de maus tratos; o bicho é cruel, mas nem tanto assim — tem gente que é até pior. Então, lembre-se, o monstro ainda está por aí: evite aglomerações, isso chama a atenção do bicho.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Martins e a Covid-19


Martins está levando muito a sério as medidas de enfrentamento da Covid-19. Pias com água e sabão em diversos pontos da cidade, controle rigoroso de visitantes nas entradas da cidade (não vá sem reserva; eles conferem os nomes, medem a temperatura de todo mundo e fazem perguntas básicas), há pontos fixos de fiscalização e equipes circulando a cidade. Hotéis, bares e restaurantes operam com 50% da capacidade e está proibida a venda de bebidas alcoólicas para consumo no local. Nos três dias que passei lá, foi raro encontrar alguém sem máscara.


domingo, 23 de agosto de 2020

Relaxamento

Hoje à noite, depois do culto, dei um balão de moto ali pela praça da convivência e me surpreendi com a quantidade de pessoas no local; muita gente ali na extremidade que dá para a praça dos patins, que também estava bastante concorrida, mas o que mais me chamou a atenção foi que quase ninguém estava usando máscara. A galera do rolê parece que é mesmo imune.



quarta-feira, 24 de junho de 2020

Enfrentando enfermidades


Você crê no amor de Deus? Acredita que Deus te ama? Se é assim, com base nisso, você acredita que podem ficar doentes aqueles a quem Deus ama? 

Estava, porém, enfermo um certo Lázaro.
A primeira coisa que aprendemos em João 11 é que o amor de Deus não nos isenta de ficarmos doentes. A Covid-19 está por aí fazendo vítimas em todo o mundo e pode pegar qualquer um, inclusive os crentes; mesmo o mais fiel e piedoso, nenhum de nós está isento de ser vítima desta ou de outras doenças. 

“Eis que está enfermo aquele que tu amas”.
Jesus amava Lázaro e suas irmãs, mas mesmo sabendo que ele estava doente, ainda demorou-se para ir atendê-los. Nisso vemos o propósito de Deus, que pode tardar, mas não falha.

"Esta enfermidade não é para a morte, mas para a glória de Deus".
Muitas vezes enfrentamos as consequências de nossos próprios atos e pecados, mas certas coisas acontecem em nossas vidas para que nos voltemos mais para Deus e o nome do Senhor seja glorificado.

"Para que acrediteis".
A demora de Jesus tinha por objetivo aumentar a fé dos discípulos e glorificar o Pai. Enquanto nós buscamos o alívio imediato da situação, Jesus busca a Sua glória — "A maturidade cristã é indicada pela preocupação do crente com a glória de Deus".

“Vede como o amava”. 
O choro de Jesus não foi de tristeza ou arrependimento, mas uma demonstração de empatia, afeição e afeto. Jesus se compadece de nossas dores pois viveu como homem e sabe muito bem o que passamos e enfrentamos. 

"Não podia ele fazer com que este não morresse?"
Achavam que Jesus, como amigo, não poderia ter deixado Lázaro morrer, mas Cristo mandou tirar a pedra e em seguida mandou Lázaro vir para fora e para a vida. 

O texto nos mostra que:
1. Lázaro, mesmo sendo amigo amado de Jesus, adoeceu e morreu;
2. Jesus tem um tempo certo de agir e atua conforme a Sua soberana vontade;
3. Ele faz com que cresçamos na fé através de situações adversas;
4. Deus tem um propósito para todas as situações;
5. Tudo é para a glória do Seu nome. 

Portanto, por mais fiéis que sejamos, não estamos isentos dos males que assolam este mundo. Então, se porventura acontecer, não cabe a nós ficarmos com raiva de Deus ou acharmos que fomos abandonados; pelo contrário, devemos continuar dando glória a Deus e santificar o Seu nome, certos de que, vivendo ou morrendo, pertencemos ao Senhor — e acima de tudo, para o crente, o morrer é lucro. 

Extraído da mensagem do Pr. Antônio Tadeu, quarta-feira, 17 de junho de 2020; culto de oração transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista. Texto base: João 11. Outras referências bíblicas: 1Tm 5:23, 2Tm 4:20, Tg 5:14, Gl 4:13, 1Co 11:30.

sábado, 6 de junho de 2020

Presente de Deus para a humanidade?

Ao atribuírem o surgimento do Coronavírus a um fenômeno natural, impõe-se uma narrativa que serve ao mesmo tempo para desviar o foco daqueles que o criaram e para atribuir a Deus a origem desse mal. Decerto que há uma permissão de Deus para este momento que estamos vivendo, mas não podemos afirmar que esta é uma praga enviada por Deus para castigar os homens. Boa parte daquilo que nos acontece é consequência das nossas próprias ações e pecados; aquilo que o homem planta, ele colhe. E o que o homem tem plantado? Então, a pandemia tem sim a permissão de Deus, mas daí dizer que Ele nos enviou o vírus é subestimar as consequências da maldade humana.

segunda-feira, 30 de março de 2020

o dilema do confinamento

O novo coronavírus seria inofensivo para pessoas jovens e saudáveis, com a imunidade alta, e letal para idosos e grupos de risco, como os diabéticos. Mas o que acontece com quem só come e deita? Pode desenvolver uma diabetes. E com quem não toma sol? Enfraquece o sistema imunológico.


quinta-feira, 26 de março de 2020

Tenho fé, logo, não serei contaminado?


Nesses tempos difíceis que estamos vivendo, há uma tendência nossa, e muitas vezes em cima daquilo que o mundo propaga sobre os evangélicos, de adotarmos a mensagem triunfalista que coloca o crente acima do bem e do mal e imune aos problemas deste mundo. Por certo, de acordo com as Escrituras, sabemos que a igreja é triunfante; em 2Co 2:14 Paulo diz: “Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo”; Jesus referiu-se à igreja triunfante em Mt 16:18 dizendo: “Sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”, isto significa que a igreja é sim vitoriosa e nada nem ninguém pode deter o seu avanço. E mesmo agora, neste momento em que somos impedidos de nos reunir no espaço físico do templo, ainda assim a igreja avança; avança pois ela é viva, atuante... triunfante. 

Contudo, a verdade é que temos sim a tendência de achar que o infortúnio jamais chegará à nossa porta, seja por excesso de otimismo ou, como dissemos no início, por causa da mensagem triunfalista que coloca o crente como seres intocáveis; mas quando pensamos assim, especificamente em relação à igreja, muitas vezes impedimos, ou retardamos, por nossa parte, e até de forma inconsciente, que tomemos atitudes proativas em favor de um irmão que está sofrendo ou em relação àqueles que se encontram carentes, desamparados, ou passando por dificuldades.

Hoje estamos impedidos de nos reunir como igreja, e isso choca os triunfalistas de plantão como se algo assim jamais pudesse acontecer. Todavia, é justamente diante dessas situações difíceis, e até mesmo repentinas, que precisamos buscar a orientação de Deus e o discernimento da Palavra para sabermos como lidar com as circunstâncias que se apresentam e quais atitudes devemos tomar. Ou seja, é justamente em momentos assim que entra aquilo que Deus requer de cada um de nós: a fé. A fé precisa estar atuante, direcionada unicamente a Deus, mas também exercitada de forma racional; a fé não é um super poder que nos isenta dos males deste mundo, mas é ela, a fé em Deus, a confiança Nele e a certeza de que o Senhor está sempre conosco e que nada foge ao Seu controle que nos dá condições de superarmos as adversidades e vencermos os problemas.

Então, exerça a sua fé, confie em Deus, pois Ele é o nosso socorro na hora da angústia (Sl 46:1); sabendo disto, entregue o seu caminho ao Senhor e deixe que o mais Ele fará (Sl 37:5). Como? Lançando sobre Ele todas as suas ansiedades (1Pe 5:7) e, pela oração e súplica, dando graças ao Senhor, apresente a Ele as suas petições (Fp 4:6). Porém, veja que isso não significa abandonar o senso de responsabilidade ou deixar de fazer o que lhe compete com relação às precauções e cuidados que devem ser tomados, mas que você não deve se deixar levar por preocupações excessivas e inquietantes. Por fim, quando compreendemos essa informação, enchemo-nos de paz, ânimo, consolo, esperança... Pois Jesus nos avisou e a Palavra de Deus nos fala sobre isso, que teremos aflições, mas somos mais que vencedores.

Baseado na mensagem do Pr. Antônio Tadeu na Live de quarta-feira, 25 de março de 2020, culto de oração (online) da Igreja Batista Fundamentalista.

quarta-feira, 25 de março de 2020

Quero ficar em casa


Quero permanecer em casa sim, mas quero que os postos de combustíveis estejam abertos com frentistas prontos para me servir. Quero ficar em casa, mas sabendo que os supermercados estão abertos e os atendentes estão lá cuidando de tudo, despachando e repondo os estoques para que não haja pânico por falta de alimentos. Quero ficar em casa, mas quero que o porteiro do meu prédio e o zelador estejam trabalhando, afinal eles não têm contato direto com a gente, né? Quero ficar em casa, mas acho que os motoristas de ônibus precisam continuar transportando quem não pode ficar em casa. Pois é, infelizmente, alguém tem que trabalhar. Quero ficar em casa, mas o farmacêutico e os balconistas precisam estar lá para atender às pessoas, vai que alguém fique doente e precise de remédio? E nem preciso falar do pessoal da saúde; ontem bati palmas por eles da minha varanda e até diz uma oração. Quero ficar em casa, claro, mas Deus o livre se os caminhoneiros pararem; imagina o caos? Iria faltar tudo. Quero ficar em casa e acho até que os policiais devem estar nas ruas colocando as pessoas para dentro de suas casas e garantindo a nossa segurança. Em casa sim, mas, helloooo… a coleta de lixo tem que estar em dia pelos garis, sabe como é, lixo acumulado pode provocar infestações e proliferar doenças. 

Quer ficar em casa? Tudo bem, é um direito seu, mas será que a vida dos outros vale menos que a sua? Por que eles são obrigados a trabalhar para seu conforto mesmo num momento como esse? São essenciais para a sociedade? Ok, mas e quanto à essência deles para as próprias famílias?

Considerando tudo isso, começo a considerar o seguinte raciocínio: "Isolamento social sim, mas para grupos de riscos; precauções conscientes sim, e para todos". Que Deus nos proteja.

Baseado em uma mensagem anônima que circulou pelo WhatsApp. 

terça-feira, 24 de março de 2020

Coronavírus: Estamos mesmo no caminho certo?


Estamos diante de um período de incertezas no qual assistimos atônitos aos governos do mundo adotarem medidas draconianas de controle social e interferência direta na economia e no setor privado. Medidas de contenção à disseminação do Coronavírus têm fechado não somente escolas, clubes e igrejas, mas interrompido o comércio, a indústria e até a livre circulação de pessoas. O impacto que tais medidas terão na população é uma grande incógnita; problemas associados à isso, como transtornos psicológicos, traumas, suicídios, etc., num momento próximo, poderão representar um problema tão grande quanto o Covid-19, e, por enquanto, resta-nos manter a confiança em Deus e cuidarmos de nós mesmos e de nossas famílias, pois, como podemos ver, as autoridades locais apenas fingem que sabem o que estão fazendo enquanto atuam como déspotas ao som dos tambores da mídia. 

E tudo isso pra quê? "Achatar a curva"; a ideia de evitar uma sobrecarga no sistema de saúde foi amplamente divulgada pela mídia e em pouco tempo todos nós passamos a carregar na mente a imagem visual do que isso representa, um achatamento gráfico que mantém o número de casos dentro do limite máximo de atendimento do sistema de saúde, em contraste com o pico de casos que extrapolam em muito a capacidade de atendimento e gera milhares de mortes em pouco tempo. Contudo, achatar a curva significa manter os hospitais sobrecarregados por um longo período; e há um fator humano aí, as pessoas que trabalham nos centros de atendimento médico e poderão simplesmente não suportar todo esse stress. Além disso, outras doenças e urgências precisarão de atendimento: derrames, infartos, infecções, etc. Males que matam tanto ou mais que o Coronavírus, ou seja, tudo é incerteza, e o fato é que o tal achatamento pode até piorar a situação provocando ainda mais mortes. 

É preciso levar em conta que, considerando toda a população, em todas as faixas etárias, há uma estimativa de que a taxa de letalidade do SARS-CoV-2 seja de menos de 1%, ou seja, se essa taxa estiver correta, trancar o mundo pode ter conseqüências sociais e financeiras potencialmente desastrosas e pode ser totalmente irracional. É como um touro sendo atacado por abelhas; amedrontado e tentando se livrar do enxame, ele corre em direção a um penhasco… e morre.

Torcemos para que o pior não advenha e que o isolamento social funcione de acordo com a teoria em que se propõe; sem danos maiores  à população e possibilidade de rápida retomada da economia, mas entendemos que depositar todos os ovos numa única cesta dificilmente (ou nunca) será uma boa estratégia.

Baseado no artigo A fiasco in the making? As the coronavirus pandemic takes hold, we are making decisions without reliable data.