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segunda-feira, 11 de maio de 2020

Resultado da greve

Fátima pode tudo. A professora pegou o reajuste do piso salarial do magistério, referente a 2020, e desmanchou em dois anos; na prática, a maior parte só virá em 2021. Eis aí o resultado da greve: dedo nas ventas e mais duas a três semanas de aulas para repor. Yeeewww!!! 😅

terça-feira, 17 de abril de 2018

Continuação da Greve e Conscientização dos Alunos


Em Natal, a assembleia estadual do Sinte aprovou agora há pouco a continuidade da paralisação. Amanhã, quarta-feira, haverá uma assembleia em Mossoró para decidir sobre a continuidade da greve aqui na região, mas na prática é apenas para ratificar essa decisão tomada na capital. E lá vamos nós para mais uma semana de recesso forçado.

Alguns colegas acham que devemos conscientizar os alunos para lutarem na greve ao lado dos professores. Conscientizar? Imagine se os alunos tomassem consciência que têm o direito de estar na escola em dia letivo com ou sem professor em sala de aula? Aí eu ia ver aperreio de gente.

Luta de professor não é luta de aluno. Se estes tivessem consciência disso, não perderiam um minuto de seu tempo apoiando a luta daqueles. São classes diferentes. "Hey, teacher, leave that kid alone. All in all, you're just another brick in the wall".

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Abandonem essa luta, companheiros


Essa semana, a vereadora Isolda Dantas protocolou pedido na Câmara Municipal para que seu nome parlamentar seja alterado para Isolda Lula Dantas. No Congresso Nacional, senadores e deputados da linha de frente do petismo fizeram o mesmo.

Eu poderia hoje me apresentar aqui como Jerfferson Lula do Nascimento, mas não pretendo dar esse desgosto à minha mãe, e não por uma questão de respeito, mas porque aquele que começa trocando o seu nome terminará por arrancar o próprio dedo para homenagear o seu ídolo. Hoje, assistimos esse culto ao santo homem preso em Curitiba, mas no passado, esse mesmo radicalismo fanático moveu nações para a guerra e o genocídio.

Em um episódio recente, o deputado Mineiro, em suas redes sociais, pregou a desobediência civil. Agora, imaginem vocês, se os estudantes resolverem adotar o termo "Lula" ao seu nome de chamada na escola ou na faculdade. Parece uma ideia interessante? E se os contrários à ideia decidissem colocar "Bolsonaro" ou "Lava Jato" aos seus sobrenomes? O que vai ser daqueles três ou quatro Fulanos Lula da Silva numa sala de aula com dezenas de Bolsonaros, Moros e Lava Jatos? Ou se for o contrário? Uma sala dominada por Lulas contra uma minoria que, àquela altura, já estaria sendo ameaçada para aderir à mudança de nome, ou arrependida de ter feito a mudança, por conta da discriminação.

E por que eu estou falando sobre esse isso? Segunda-feira, foi dito nesta plenária que o lugar onde se inicia e onde se encerra uma greve é na assembleia, que nenhum professor está autorizado a se reunir com os colegas no intuito de encerrar a greve, pois não existe essa instância deliberativa na escola.

Pois muito bem, se os líderes petistas foram irresponsáveis ao ponto de pregar o fanatismo e a anarquia em razão de um político condenado a 12 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, eu estou aqui, nesta tribuna, para propor a desobediência sindical. Proponho que abandonemos essa luta falsa, feita de propostas nos palcos e acordos nos bastidores, onde uma vitória contra o governo representa uma vitória de Pirro. A última proposta apresentada é ruim para a categoria? Sem dúvida, mas ela também é ruim para Robinson, pois o mantém sangrando durante o ano eleitoral. É tão ruim para ele que daqui a uns dias este sindicato "arrancará" um novo acordo, com o retroativo sendo pago dentro de 2018, e no fim, o verdadeiro vitorioso será o próprio Robinson.

Todo mundo viu como este sindicato rugiu como um leão na frente da Assembleia Legislativa e como hoje mia como um gatinho para esse governador, que se não fosse pelo foro privilegiado, já estaria, ao lado de Lula, numa cela da polícia federal.

Na segunda-feira, eu fui o único a erguer o braço pelo fim da greve, hoje, pouco me importa o que decidirá essa assembleia. Eu estou aqui, não para convencer, mas para inquietar, para plantar a semente da dúvida e da desconfiança quanto a essa paralisação, feita por encomenda, coincidindo exatamente com a prisão de Lula, afastando da sala de aula o debate em tempo real acerca de um dos episódios mais importantes da história desse país.

Por tudo isso eu vos digo, companheiros, abandonem essa luta; ela é falsa.


quinta-feira, 12 de abril de 2018

A greve é sagrada

Se greve fizesse algo
Em favor da Educação
Nosso estado estaria
No top 10 da nação
Pois chuva pode faltar
Pode o verão não chegar
Mas greve não falta não




domingo, 8 de abril de 2018

Aplausos para as vaias


Hoje, pela primeira vez, falei numa plenária realizada pelo sindicato dos professores. Na pauta, a avaliação do movimento e atividades para a semana de greve. Estreante, tratei de encarar o nervosismo com um certo bom humor, mas a falta de traquejo ficou evidente, principalmente quando alguém falou "falta um minuto", daí acho que me apressei um pouco na hora de concluir.

Iniciei minha fala de três minutos mencionando que onde trabalho não há sequer um cartaz informando à sociedade que estamos em greve. Não há impacto. Disse que quando perguntado sobre o clima da greve, a resposta é 'morna', como se estivesse em banho-maria. Apontei o desânimo estampado nos informes dados pelos líderes regionais, o esvaziamento dos movimentos de rua e finalizei propondo o encerramento imediato da paralisação.

Por que? Por entender que a greve está com os dias contados. Passados os fatos, na quarta-feira, dia 11, haverá uma audiência conciliatória entre governo e sindicato, e é certo que o impasse chegará ao fim. Então, se é pra ficar mais uma semana cozinhando, que se encerre agora e assim teremos uma semana a menos para repor.

Como era de se esperar, minhas palavras não foram muito bem aceitas. Fui vaiado, mas encarei com espírito leve. Faz parte. No entanto, como eu fui o primeiro a falar, as palavras 'morna' e 'banho-maria' acabaram sendo repetidas várias vezes nas falas que se seguiram, dando a tônica do debate.

Dado o recado, enquanto eu voltava para o meu lugar, Jadson Arnauld, presidente da mesa, percebendo a presença de estudantes do grêmio estudantil do Abel Coelho, destacou minha coragem em ir à frente e expor um pensamento contrário ao da maioria ali presente. E então vieram os aplausos.


terça-feira, 21 de março de 2017

Sobre a greve dos professores, dia nacional de lutas e reforma da previcência