Mostrando postagens com marcador IBF. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador IBF. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 25 de março de 2021

Homens Irrepreensíveis


Hoje, última quinta-feira do mês, tivemos mais uma reunião do Ministério aos Homens; desta vez, realizada de forma virtual. A videoconferência teve início às 19h30 e foi comandada pelo irmão Márcio Nascimento, que também esteve à frente dos louvores. A preleção ficou a cargo do irmão Rodrigo, que falou sobre o tema Homens Irrepreensíveis, e os pastores Tadeu e Leandro participaram com considerações finais e avisos. Apesar da distância e das limitações do modelo virtual, foi possível meditarmos um pouco sobre a importância de sermos homens Irrepreensíveis, não no sentido de nos acharmos perfeitos, pois somos falhos e sujeitos ao erro, mas para que sejamos íntegros e confiáveis, homens contra os quais não há repreensão ou censura. Seja em casa, na Igreja, no trabalho ou alhures, devemos ser homens que ninguém possa culpar de nada. (1Tm 3:2) NTLH.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Valorosos Varões


Depois de um longo período de inatividade presencial — em virtude das restrições impostas pela pandemia — tivemos hoje o primeiro encontro do ano do Ministério aos Homens. Liderada pelo irmão Márcio Nascimento, a reunião, que tem uma proposta mais informal, teve início às 19h30 e contou com a participação de um bom número de irmãos. O tema do dia apresentou as diferenças entre as definições de masculinidade sob o olhar mundano e sob o aspecto cristão, fazendo um resgate dos verdadeiros valores que se espera encontrar naquele que se propõe a ser visto como um homem de Deus. Sem dúvida, uma excelente oportunidade para meditarmos na Palavra e nos fortalecermos no Senhor.


domingo, 25 de outubro de 2020

Conferência de aniversário - IBF Mossoró


Hoje, 25 de outubro, a Igreja Batista Fundamentalista celebra o Senhor com culto de ação de graças pelos 71 anos de sua fundação. Com o tema "Não temas, Eu te ajudo, Eu te fortaleço", a Conferência de Aniversário contará com a participação dos ministérios locais e a preleção dos pastores Tadeu Rodrigues e Leandro Carvalho. O culto tem início às 18h30 e a entrada é franca. Prestigie, compareça, "agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação!"



domingo, 6 de setembro de 2020

A igreja se adequa à nova realidade



Mudanças no layout da igreja. Agora, além dos acentos individuais e para casais, há lugares reservados para grupos familiares de até quatro integrantes. Com o aumento da capacidade, de 44 para 80 cadeiras, não é mais necessário inscrever-se previamente para reservar lugares, também acabou o rodízio, ou seja, as pessoas não precisam mais alternar os domingos para ceder a vez para os que não foram. Como podem ver, há bastante espaço e o distanciamento continua sendo respeitado. Na chegada, há checagem de temperatura, higienização das mãos e o uso de máscara, claro, é obrigatório; além disso, o fluxo de pessoas é controlado: você entra pelo corredor central e sai pelas laterais. Há ainda a disponibilização de álcool em gel e as pessoas são orientadas a não se aglomerarem no final do culto; terminou, tchau. Tudo muito organizado.


quarta-feira, 24 de junho de 2020

Enfrentando enfermidades


Você crê no amor de Deus? Acredita que Deus te ama? Se é assim, com base nisso, você acredita que podem ficar doentes aqueles a quem Deus ama? 

Estava, porém, enfermo um certo Lázaro.
A primeira coisa que aprendemos em João 11 é que o amor de Deus não nos isenta de ficarmos doentes. A Covid-19 está por aí fazendo vítimas em todo o mundo e pode pegar qualquer um, inclusive os crentes; mesmo o mais fiel e piedoso, nenhum de nós está isento de ser vítima desta ou de outras doenças. 

“Eis que está enfermo aquele que tu amas”.
Jesus amava Lázaro e suas irmãs, mas mesmo sabendo que ele estava doente, ainda demorou-se para ir atendê-los. Nisso vemos o propósito de Deus, que pode tardar, mas não falha.

"Esta enfermidade não é para a morte, mas para a glória de Deus".
Muitas vezes enfrentamos as consequências de nossos próprios atos e pecados, mas certas coisas acontecem em nossas vidas para que nos voltemos mais para Deus e o nome do Senhor seja glorificado.

"Para que acrediteis".
A demora de Jesus tinha por objetivo aumentar a fé dos discípulos e glorificar o Pai. Enquanto nós buscamos o alívio imediato da situação, Jesus busca a Sua glória — "A maturidade cristã é indicada pela preocupação do crente com a glória de Deus".

“Vede como o amava”. 
O choro de Jesus não foi de tristeza ou arrependimento, mas uma demonstração de empatia, afeição e afeto. Jesus se compadece de nossas dores pois viveu como homem e sabe muito bem o que passamos e enfrentamos. 

"Não podia ele fazer com que este não morresse?"
Achavam que Jesus, como amigo, não poderia ter deixado Lázaro morrer, mas Cristo mandou tirar a pedra e em seguida mandou Lázaro vir para fora e para a vida. 

O texto nos mostra que:
1. Lázaro, mesmo sendo amigo amado de Jesus, adoeceu e morreu;
2. Jesus tem um tempo certo de agir e atua conforme a Sua soberana vontade;
3. Ele faz com que cresçamos na fé através de situações adversas;
4. Deus tem um propósito para todas as situações;
5. Tudo é para a glória do Seu nome. 

Portanto, por mais fiéis que sejamos, não estamos isentos dos males que assolam este mundo. Então, se porventura acontecer, não cabe a nós ficarmos com raiva de Deus ou acharmos que fomos abandonados; pelo contrário, devemos continuar dando glória a Deus e santificar o Seu nome, certos de que, vivendo ou morrendo, pertencemos ao Senhor — e acima de tudo, para o crente, o morrer é lucro. 

Extraído da mensagem do Pr. Antônio Tadeu, quarta-feira, 17 de junho de 2020; culto de oração transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista. Texto base: João 11. Outras referências bíblicas: 1Tm 5:23, 2Tm 4:20, Tg 5:14, Gl 4:13, 1Co 11:30.

quinta-feira, 4 de junho de 2020

Das trevas para a luz


"Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo.” (1Jo 2:1).

Deus é amor e perdoa todos aqueles que se arrependem dos seus pecados, mesmo aqueles aparentemente imperdoáveis aos olhos dos homens e condenados pela sociedade; não há pecado que não possa ser perdoado por Deus, por intermédio de Jesus Cristo, pois nenhum pecado está acima da grandeza do Seu amor e misericórdia.

O fato é que, sem Deus, somos guiados apenas pelos nossos instintos e levados pela cultura deste mundo — o qual jaz no maligno —, mas depois que conhecemos a Cristo, tudo se faz novo. Todavia, “aquele que diz ‘eu o conheço’, e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso”; afinal, se andarmos nas trevas, como poderemos dizer que somos da luz? Quem, de fato, conhece a Jesus, tem sua vida transformada pelo amor.

No entanto, alguém poderia dizer que somos todos iguais e a ninguém podemos julgar, até porque o joio é muito parecido com o trigo, mas tem algo que o joio é incapaz de fazer: amar. Por isso mesmo, é impossível servir a Jesus sem o amor.

Ou seja, graças à obra redentora de Cristo, podemos sempre contar com o perdão do Pai, e graças à ação do Espírito Santo, podemos rejeitar os nossos impulsos, mudar de direção e caminhar na luz. Aquele, porém, que diz estar na luz, e odeia a seu irmão, permanece nas trevas. Assim, aquele que está em Cristo deve procurar andar como Ele andou, viver como Ele viveu e amar como Ele amou. Servir a Cristo é, acima de tudo, vivenciar o amor; é se importar com os pequenos, é demonstrar misericórdia, é exercitar o perdão, a empatia, a compaixão, etc. 

Baseado na mensagem do Pr. Leandro Carvalho, quarta-feira, 29 de abril de 2020, culto de oração transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista. Texto base: 1 João 1:5-10; 2:1-11.

sábado, 23 de maio de 2020

Buscai as coisas lá do alto


“Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus.” Cl 3:1

Em Colossenses 3, o apóstolo Paulo faz uma ilustração que mostra a diferença entre aqueles que precisam se revestir de algo e aqueles que precisam se despir de algo, evidenciando claramente como devem ser crentes e como devemos nos portar diante da nova realidade que é ser filho de Deus. 

“Se fostes ressuscitados”
Mas se nem morremos, como haveríamos de ter ressuscitado? O texto fala de algo que já aconteceu, ou seja, que em Cristo Jesus, já morremos para o mundo; vivemos no mundo, mas já como cidadãos celestiais, e embora ainda não tenhamos morrido e ido morar na Glória, somos já ressuscitados em Cristo e por isso nossa busca deve estar nas coisas do alto, onde nem a traça nem a ferrugem podem corroer ou o ladrão pode roubar. 

O que devemos abandonar
Paulo deixa claro que devemos deixar de lado as coisas do mundo e focar nas coisas que são do alto. Portanto, devemos fazer perecer tudo aquilo que é inerente à nossa natureza humana, carnal, pois por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Agora, já libertos da escravidão do pecado, como cidadãos celestiais, devemos nos despojar da mentira, da maledicência, da avareza, etc., despindo-nos da velha natureza e vivendo agora não mais segundo a ira, a maldade e a inveja, mas uma vez que modificamos nosso caráter e temos já a mente de Cristo, precisamos nos vestir do que é novo, ou seja, nos revestir daquilo que agrada a Deus. 

O que devemos vestir
De forma resumida, devemos nos revestir de tudo aquilo que Deus é, ou seja, devemos fazer morrer em nós a velha natureza para nos construirmos à imagem de Deus; com bondade, longanimidade, mansidão, humildade, perdão, tolerância, etc. Em outras palavras, devemos perdoar como Cristo perdoou, devemos amar como Cristo amou — mesmo que o outro não mereça — pois Cristo é o nosso referencial.

Seja, pois, o seu direcionamento, o seu propósito, a sua busca, sempre, nas virtudes de Cristo. "E acima de tudo esteja o amor", que é o resumo de todos os mandamentos, o resumo da mensagem de Jesus. Que possamos ter esse compromisso de nos instruirmos uns aos outros, com gratidão e tolerância, suportando-nos sempre, em amor. 

Portanto, tudo o que for fazer, faça de forma que sepulte o velho homem e faça fluir as virtudes de Cristo, não por bondade própria ou por méritos, mas pela ação da graça redentora de Cristo Jesus para conosco, para que a cada dia sejamos um pouco mais parecidos e à imagem do nosso Deus

Baseado na reflexão do Pr. Leandro Carvalho, quarta-feira, 13 de maio de 2020, culto de oração online transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista.

sábado, 25 de abril de 2020

O Bom Pastor


“Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei.” Em Ezequiel  34:11-16, vemos que Deus cuida do seu povo assim como o pastor que sai em busca das suas ovelhas dispersas. A analogia entre pastores e ovelhas é interessante porque a mensagem era direcionada a pessoas simples, do campo, acostumadas com o ambiente de pastoreio. 

"O Senhor é meu pastor e nada me faltará.” No Salmo 23, o salmista expressa-se como se fosse uma ovelha: “Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas." Davi, que era pastor, entendia bem o zelo que envolvia essa relação, pois mesmo que uma ovelha se desgarrasse, o bom pastor não mediria esforços para encontrá-la e trazê-la de volta nas costas.

“Eu sou o bom pastor.” Em João 10:1-18, Jesus vale-se da mesma analogia para afirmar que Suas ovelhas o ouvem e o seguem porque conhecem a Sua voz. O mercenário não tem amor pelas ovelhas, quando vê o lobo se aproximando, foge e as abandona; o ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir, mas o bom pastor, este dá a vida pelas ovelhas.

Deus é o nosso pastor, Aquele que provê nosso pão de cada dia, que sabe das nossas dificuldades e conhece as nossas orações antes mesmo das palavras se formarem. Ele nos acompanha desde o dia do nosso nascimento até o último instante da nossa vida, e não há como fugir do Senhor, pois onde quer que nos escondamos, lá estará a Sua presença. 

E você, reconhece a voz do Bom Pastor? Ela está nas Escrituras, e aqueles que a ouvem, entendem e praticam a Sua mensagem são estes que reconhecem a Sua voz. O Senhor é o mesmo que, diante da necessidade do Seu povo, mandou o maná do céu, fez fluir água da rocha, protegeu-os do sol e os guiou em meio à escuridão. Ele é um Deus zeloso e tem cuidado de nós. Que você possa ouvir o Seu chamado e adentrar pela Porta das Ovelhas, pois lá acharás pastagem.

Extraído do sermão do Pr. Leandro Carvalho, domingo, 19 de abril de 2020, culto de adoração transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Gratidão


Nesses tempos difíceis em que estamos vivendo, cheios de incertezas e notícias assustadoras, onde somos estimulados a permanecer em casa para conter a disseminação de um vírus que tem ceifado vidas por todo o mundo, será que em meio a tudo isso ainda há espaço para a gratidão? Precisamos entender que, independente das circunstâncias, devemos ser gratos, pois isto é algo que agrada o coração de Deus. 

"Sede agradecidos" (Col 3:15). Requerido dos filhos de Deus, a gratidão é algo significativo na vida do crente; uma virtude necessária e tão importante quanto a oração. Contudo, a gratidão não deve estar condicionada às circunstâncias nem basear-se em bens materiais; e se estamos em um momento desfavorável, não significa que devemos murmurar e negligenciar a gratidão, mas agir como Paulo: “Porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Fp 4:11-13).

"Em tudo dai graças" (1Ts 5:18). A gratidão é também uma ordem bíblica: aconteça o que acontecer, nunca devemos deixar de agradecer ao Senhor, porque esta é a Sua vontade. De nossa parte, se queremos crescer na fé e nas virtudes, precisamos expressar este sentimento em todas as ocasiões; para tanto, temos em Cristo o nosso exemplo maior — apesar de ter levado uma vida difícil e cheia de dificuldades, Cristo não se lamentava; perseguido pelas autoridades religiosas e rejeitado pelo Seu povo, ainda assim Ele não murmurava, pelo contrário, em várias ocasiões vemos Jesus dando graças ao Pai (Mt 11:25).

Entretanto, a gratidão não se resume a um simples obrigado; ela expressa-se por meio de ações de graça, e a disposição do crente para servir é reflexo dessa gratidão. Agradecer é uma forma maravilhosa de nos relacionarmos com Deus, e se você não demonstra gratidão pelo que tem, não haverá motivos para você ter o que não tem. Portanto, agradeça mesmo nos momentos difíceis e Deus certamente lhe dará algo maior. 

Então, quanta gratidão genuína o Senhor tem encontrado em nossos corações? Estamos murmurando ou sendo agradecidos? De que forma estamos demonstrando a nossa gratidão? Dos atos de obediência, a prática da gratidão é pré-requisito para agradar a Deus. Que sejamos, pois, gratos ao Senhor em todos os momentos, pois a gratidão muda o nosso olhar diante das circunstâncias da vida. Lembra dos dez leprosos? Após serem curados, apenas um voltou para agradecer; não seja como os outros nove.

Extraído do sermão do Pr. Antônio Tadeu, domingo, 19 de abril de 2020, culto de adoração transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Para você, quem é Jesus?


O que as pessoas dizem acerca de Jesus? Será que elas têm uma visão correta a Seu respeito? Muitos dizem que têm fé em Cristo, mas parece que essa fé não os impulsionam a uma mudança, uma transformação em suas vidas.

Conversando com os discípulos, Jesus os interrogou para saber se tinham uma ideia correta a Seu respeito: "Quem o povo diz ser o Filho do Homem?" Eles responderam dizendo que alguns achavam que Jesus era João Batista ressuscitado; pois pregava sobre arrependimento, criticava as autoridades religiosas (raça de víboras) e instruíra os discípulos a batizarem as pessoas, como se fosse um reativamento do ministério de João; outros achavam que Jesus seria um profeta que havia ressuscitado, como Elias ou Jeremias. Ouvindo o relato dos discípulos, e já sabendo previamente que era isso que as pessoas comentavam a Seu respeito, Jesus pergunta: “Mas vós, quem dizeis que eu sou?” Isso nos mostra que, independente do que as pessoas comentam ou discorrem acerca de Jesus, cada um deve ter sua própria impressão sobre Ele. Então Pedro, tomando a frente diz: "Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo". 

Pedro não poderia ter dado melhor resposta; disse que Jesus era o Cristo, aquele que haveria de vir, o Filho do único e soberano Deus, a essência e encarnação do próprio Deus Criador. Diante dessa resposta, Jesus declarou: "Bem aventurado és, porque não foi carne nem sangue que te revelaram, mas o meu Pai que está nos céus". Ou seja, a verdade que Pedro acabara de dizer não saíra do seu intelecto, mas Deus que assim o revelou. O curioso é que Jesus, vendo que sua natureza divina começava a ser revelada, adverte os discípulos para que a ninguém dissessem que Ele seria o Cristo, pois Deus é quem revelaria a cada um, ou seja, os homens não seriam convencidos por argumentos humanos, mas o reconheceriam através da revelação dada pelo próprio Pai. 

Jesus nunca havia falado tão abertamente com os discípulos como a partir desse momento, mostrando-lhes que era necessário seguir para Jerusalém, sofrer perseguições, ser morto e ressuscitar. Mas Pedro, chamando Jesus à parte, repreendeu-o dizendo: “Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso.” Como pode? O Pedro que recebera a revelação de que Jesus era o Cristo, agora era incapaz de entender os planos do Messias. Jesus então se dirige duramente a ele dizendo: "Arreda, Satanás! Tu és para mim pedra de tropeço, porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens." Isso demonstra a natureza humana, dividida, que num instante ouve a revelação do Espírito, mas em seguida dá razão ao próprio entendimento terreno. Será que conhecemos de fato a Jesus? 

Agora perceba que não se tratava de qualquer um; desde que Jesus começou Seu ministério, Pedro sempre esteve envolvido, mas aproximando-se o fim da missão do Messias, o discípulo parecia ainda não entender claramente o que Cristo falava acerca da Sua morte. E não somente Pedro, muitos achavam que Jesus terminaria em algum palácio, mesmo Ele dizendo que o Filho do Homem não tinha onde reclinar a cabeça; outros até lhe pediram a honra de sentarem à sua direita, mostrando uma visão equivocada acerca do Seu ministério. Ainda hoje, muitos têm uma visão distorcida de quem é Jesus, e no futuro, poderão até alegar que O conheciam, pois profetizaram em Seu nome, expulsaram demônios e fizeram maravilhas, mas a estes Jesus dirá: "Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” (Mt 7:23).

Então, até onde conhecemos a Jesus? Qual a nossa real visão sobre Ele? Há muitos pontos de vista, mas somente através da Palavra de Deus poderemos obter a revelação acerca de quem Ele é. Através de Cristo, entendemos a Sua Palavra e através da Palavra, entendemos quem é Jesus Cristo. Quando o conhecemos de verdade, tudo muda na nossa vida, pois a Sua presença traz mudanças. Jesus é a fonte da água viva, o pão que nos alimenta, a verdade que nos liberta, o caminho que nos livra da mente religiosa, aquele que alivia o nosso fardo, o que traz a paz para um mundo de guerras e nos mostra o sentido real da vida. 

Que Deus confirme em cada um de nós, através da Palavra, quem é Jesus, pois se temos a convicção de que Ele é o Cristo, o filho do Deus vivo, nada mais importa; os antigos conceitos ficam para trás e tudo se faz novo, e isto vem graças ao Espírito Santo, pois a conversão não é uma ação da mente humana, mas uma ação do próprio Deus em favor dos homens; Ele mesmo nos convence. 

Extraído do sermão do Pr. Leandro Carvalho, quarta-feira, 15 de abril de 2020, transmissão online do Culto de Oração da Igreja Batista Fundamentalista. Texto base: Mateus 16:13-28

sábado, 11 de abril de 2020

Como deve ser a nossa oração?


“Disse um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos.” (Lc 11:1).

Após criticar o modelo de oração farisaica, Jesus nos ensina, em Mateus 6, que ao contrário dos hipócritas, que procuram orar publicamente para serem vistos, nós devemos orar em secreto: “E teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.” Jesus assim nos instrui porque oração é intimidade com Deus; é o momento em que falamos pessoalmente com o Senhor e apresentamos a Ele as nossas causas mais íntimas e urgentes. Cristo também nos ensina a não usarmos de vãs repetições, pois Deus sabe do que precisamos antes mesmo de pedirmos. "E tudo quanto pedirdes em meu nome eu o farei." (Jo 14:13).

Mas se Deus sabe tudo que necessitamos, por que devemos orar pedindo? Deus conhece todas as nossas necessidades e sabe o que iremos falar antes mesmo das palavras virem à nossa boca, mas a instrução é que sejamos dependentes de Deus e o reconheçamos como um Pai provedor. Entretanto, às vezes oramos a Deus por coisas que não nos convêm, e Deus, ciente de tudo, recusa-se a nos conceder porque sabe que aquilo não é o melhor para nós; ou ainda não é o momento certo. Além disso, muitas vezes nos acomodamos e queremos que Deus chegue com uma solução, mas sem que tenhamos exposto a situação perante Ele. Deus, contudo, quer que derramemos os nossos corações e dependamos completamente Dele, e é isso que nós devemos fazer.

Na oração do Pai Nosso — aquela que o Senhor nos ensinou — Jesus a inicia exaltando o Pai e submetendo-se aos Seus desígnios: “Faça-se a tua vontade”. Em “o pão nosso de cada dia dá-nos hoje”, Cristo nos mostra que devemos orar por nossas necessidades imediatas, aquelas que nos são mais urgentes, ensinando-nos a confiar na providência de Deus e a não ficar ansiosos com o dia de amanhã: “Basta a cada dia o seu próprio mal”. E ao final da oração, Jesus explica o que ela significa: que se perdoarmos as ofensas cometidas contra nós, também seremos perdoados pelas nossas ofensas cometidas contra Deus, mas se não houver perdão de nossa parte, também nós não seremos perdoados por Ele.

A oração, todavia, não deve estar focada apenas em nós mesmos ou na conquista de coisas; precisamos orar pelas causas e também uns pelos outros. Assim, se o momento é de incertezas, Deus é a primeira pessoa a quem devemos consultar, e se estamos passando por aflições, Ele é quem primeiro devemos estar buscando, pois é preciso que o Senhor esteja envolvido diante dos nossos problemas para que a solução venha. 

Entendamos, pois, que precisamos chegar aos átrios do Senhor e curvar os nossos corações muito mais do que os nossos joelhos, e que mesmo diante das dificuldades, Deus tem cuidado de nós, sabe o que temos enfrentado e tem ciência de tudo que precisamos; basta que tenhamos fé e esperemos no Senhor, pois no tempo oportuno Ele se fará presente e cumprirá em nós a Sua vontade. 

Baseado no sermão do Pr. Leandro Carvalho, transmitido domingo, 5 de abril de 2020, pela página da Igreja Batista Fundamentalista. Texto base: Mateus 6.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

A necessidade de cultivarmos a fé


A Bíblia deixa claro que precisamos ter fé, “pois sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6). Contudo, a fé não é estática, ou seja, não basta apenas ter fé, é preciso também cultivá-la. Os acontecimentos atuais trazem-nos a necessidade de cultivarmos a fé — para que hoje ela seja mais forte que ontem, e amanhã ela seja mais forte que hoje. Isto se faz necessário porque a fé vai sendo cada vez mais exigida para enfrentarmos os embates desta vida — e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé (1Jo 5:4). Em nós, a semente da fé espera para ser cultivada e crescer, e com a fé fortalecida, poderemos avançar e conseguir grandes coisas, pois tudo é possível ao que crê (Mc 9:23).

A palavra fé, traduzida do original, nos fala de convicção, confiança, firmeza, fidelidade... Consequentemente, a fé vem pelo ouvir, o ouvir da mensagem proveniente da Palavra de Deus (Rm 10:17). No capítulo 5 do Evangelho de Marcos, vemos que certa mulher, doente há doze anos, “ouvindo falar de Jesus”, veio por detrás, entre a multidão, e tocou-Lhe as vestes. A fé capacita-nos a dar respostas prontas e seguras de acordo com a necessidade do momento, e a seguir, listamos três consequências provenientes da fé e as razões para cultivá-la. 

1. A fé nos faz continuar. A mulher, apesar de doente e diante dos obstáculos, não desistiu. Várias eram as dificuldades; a multidão, a sua condição física, a sua condição emocional, a sua condição financeira, mas nada disso a impediu de chegar até Jesus. E depois de tantas tentativas e experiências frustradas, não seria surpresa se ela tivesse desistido, mas mesmo com as esperanças reduzidas, a fé daquela mulher a fez seguir em frente e continuar. Insistindo, talvez achando que aquela poderia ser a sua última tentativa, encheu-se de fé e alcançou Jesus. — "Se você perdeu tudo nessa vida, menos a fé, então você não perdeu nada". 

2. A fé nos faz agir corretamente. A fé que fez aquela mulher não desistir, chegar até Jesus e tocá-lo, foi a mesma que a convenceu de que não poderia chegar até Cristo e mentir. A fé genuína não é interesseira; não pensa em receber bênçãos e milagres, dar as costas e ir embora, mas busca relacionar-se com Deus, Aquele que tudo vê e tudo sabe. Ela poderia simplesmente ter ido embora, pois logo após tocá-Lo, percebeu que havia sido curada, mas a fé daquela mulher foi completa, em Cristo Jesus, agindo com sinceridade perante Ele.

3. A fé nos dá a graça do milagre. Como podemos ver, a fé foi o que possibilitou a realização do milagre na vida daquela mulher, pois várias pessoas cercavam Jesus, mas somente o seu toque de fé fez de Cristo sair virtude. Por meio da fé, obtemos o milagre de Deus.

O texto nos mostra que, a exemplo daquela mulher, que cultivou a sua fé, acreditou, venceu as dificuldades, chegou até Jesus e recebeu Dele o milagre, também nós devemos estar cultivando a fé para podermos seguir em frente, agir de forma correta e contemplar as bênçãos e milagres que o Senhor tem nos concedido — e o maior deles é a nossa salvação.

Que o Senhor fortaleça a nossa fé para que sejamos capazes de vencer as dificuldades, superar as barreiras e seguir em frente confiantes na pessoa do Senhor Jesus Cristo. 

Extraído da reflexão da Palavra feita pelo Pr. Antônio Tadeu, quarta-feira, 08 de abril de 2020, durante o culto de oração transmitido pelo Facebook. Texto base: Marcos 5:25-34

terça-feira, 7 de abril de 2020

Como enfrentamos os momentos de angústia?


Por certo, como seres humanos, somos frágeis, vulneráveis e imperfeitos, mas essas limitações não invalidam as nossas qualidades e virtudes. As situações adversas que enfrentamos servem para que possamos testar essas qualidades: se somos fortes ou fracos, quais as nossas habilidades e quais os nossos limites. A forma como agimos diante das adversidades pode fazer uma grande diferença, e algumas  situações devem ser enfrentadas com determinação e coragem. Então, como enfrentamos os momentos de angústias? Como nos comportamos perante as dificuldades da vida? Nossa palavra de exortação é para que sejamos fortes, pois apesar de termos limitações e defeitos, temos também virtudes que precisam ser trabalhadas. A seguir, vemos alguns pontos fracos que devemos evitar e qual deve ser a nossa postura.

Covardia. Esta é uma das fraquezas mais comuns; e isso acontece porque muitas vezes adotamos uma postura passiva e não nos atrevemos em mudar a situação; nos omitimos de dizer aquilo que deveria ser dito ou porque simplesmente recuamos quando deveríamos avançar. Deus, contudo, não nos deu espírito de temor, mas de fortaleza, amor e moderação (2Tm 1:7). Portanto, ao invés da covardia, ousadia; tenha coragem para enfrentar os problemas com determinação e lembre-se que a Bíblia também nos ensina a sermos prudentes.  

Egoísmo. As pessoas egoístas são aquelas que visam apenas seus próprios interesses e não abrem mão de algo para o benefício do próximo; como alguém que vai no supermercado e compra todo estoque de álcool em gel e deixa os outros sem nada. Contudo, não é hora de sermos egoístas, mas de compartilharmos e nos ajudarmos uns aos outros. Então, ao invés do egoísmo, cultive a caridade, o altruísmo, e saiba repartir e compartilhar com o outro. 

Impaciência. Graças ao imediatismo da vida moderna, estamos sempre querendo tudo para já; isso nos leva a uma vida agitada e estressante que nos torna impacientes com as coisas e com as pessoas. Contudo, a paciência nos ajuda a tomar as decisões certas, oportunas e de acordo com a vontade de Deus. Quem se apressa pode facilmente cometer erros, mas quem tem paciência aumenta as chances de obter os melhores resultados — e assim como Deus é paciente conosco e nos dá muitas chances quando erramos, também nós devemos ser pacientes com o próximo e perdoar os seus erros cometidos contra nós. 

Como podemos ver, se nos momentos difíceis prevalecem os nossos pontos fracos, nossa força demonstra-se pequena para enfrentá-los. Precisamos, pois, nos valer das qualidades que nos capacitam e nos fortalecem para continuarmos seguindo em frente, pois Deus tem nos dado paz e vitória em meio à angústia, de modo que Nele podemos descansar. Nas aflições, entendemos que podemos depender totalmente de Deus e reconhecer que não somos nada sem Ele. Portanto, se os dias são difíceis, de apreensão e medo, com pessoas em pânico e inseguras, cabe a nós olharmos para nós mesmos e nos perguntarmos: “Como estamos agindo? Estamos nos mostrando frouxos ou estamos encarando essa situação com coragem, ousadia e paciência?”

Que possamos nos manter humildes e resilientes em Cristo Jesus, seguindo de cabeça erguida, combatendo o bom combate e prosseguindo para o alvo. Que o Senhor nos abençoe e nos encoraje para que possamos agir com paciência e usar as nossas virtudes de maneira correta para superar as adversidades. 

Extraído do sermão do Pr. Antônio Tadeu, domingo, 5 de abril de 2020, culto online transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

Doutrina da Salvação - Parte II


Após abordarmos os efeitos imediatos da salvação na vida daqueles que se convertem a Cristo, hoje falaremos sobre os benefícios da salvação para o homem. A salvação, como sabemos, se dá quando o homem, num ato voluntário de arrependimento e fé, crê no Senhor Jesus e o aceita como seu único e suficiente Salvador (João 3:16). Além disso, a salvação não é destinada somente a nós, mas também às nossas famílias; esta é uma promessa que se estende aos de nossa casa e também eles podem ser alcançados (At 16:31). Entretanto, apesar de ser de Deus a iniciativa de salvar aqueles que creem, a decisão de crer para ser salvo recai sobre homem. A salvação é pessoal e compete a cada um tomar sua própria decisão. Para tanto, é preciso crer, e isto não significa subir o monte, andar com a Bíblia debaixo do braço ou fazer penitência, mas que é pela fé, mediante a decisão sincera do pecador arrependido que inclina-se para Cristo. 

O perdão dos pecados (Mt 9:2; 1Jo 2:12).
Apesar de algumas situações que enfrentamos serem consequências de más ações que cometemos, isto não significa que todas as doenças são motivadas por pecados cometidos; mas que, no sentido geral, as enfermidades são decorrentes do pecado do homem. Cristo, porém, nos oferece não somente uma cura física, mas também espiritual. O sacrifício de Jesus, como cordeiro de Deus, foi justamente para nos livrar dessa maldição do pecado. Na antiguidade, usavam-se animais em rituais de expiação e propiciação, mas eis que veio o Cordeiro de Deus que, sem máculas e sem pecados, realizou o sacrifício definitivo pelo perdão dos pecados da humanidade. Então, por mais que você seja íntegro e se ache uma pessoa do bem, é necessário que você perceba-se como pecador; não que você esteja fazendo algo errado agora, mas porque já nasceu na condição pecador. Contudo, tão abrangente quanto o pecado da humanidade é a salvação em Jesus por meio da Sua graça, mas se o homem prefere rejeitar esse benefício, a falta recai sobre ele, não sobre Cristo. 

A justificação (Rm 3:24-28; Rm 5:1).
A justificação é consequência do perdão dos pecados. Graças ao sacrifício do Cordeiro, chegamos hoje justificados diante de Deus; sem culpa, mas não por algo que fizemos para merecer, mas pelo que Cristo fez por nós na cruz do calvário. A justificação não revela aquilo que o homem é em si mesmo, mas aquilo no qual Cristo o transformou: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” (Rm 5:1).

É isso que a salvação propicia ao homem: perdão dos pecados e justificação diante do Pai; benefícios estes que fazem parte da obra redentora de Deus para a salvação do homem e estão destinados àqueles que creem e aceitam a Jesus como seu único e suficiente Salvador e Senhor. Portanto, reflita sobre tudo isso; e se Deus falou ao seu coração, creia, faça sua decisão e entregue sua vida a Jesus antes que seja tarde demais para isso. Hoje você tem o livre arbítrio para fazer a sua escolha. Eis que "ponho diante de ti a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas tu e teus filhos” (Dt 30:19).

Extraído do sermão do Pr Antônio Tadeu, domingo, 8 de março de 2020, na Igreja Batista Fundamentalista de Mossoró.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Motivos da nossa participação no templo


Depois de apresentarmos algumas argumentações acerca da importância do templo dentro do conceito de igreja local, destacamos a seguir, alguns aspectos e motivos relevantes para a participação do crente na congregação — pois mesmo entendendo o significado de igreja, não podemos simplesmente invalidar a necessidade que temos de nos reunir no espaço físico denominado templo. 

1. A salvação. “Pois um dia nos teus átrios vale mais que mil; prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a permanecer nas tendas da perversidade.” (Sl 84:10). Sendo salvo, certamente você sentirá o desejo de se congregar e estar entre os irmãos; mas onde eles estarão reunidos? Na igreja, o local que tem estrutura física para isso. Todavia, bem sabemos que igreja não salva; mas se você é salvo, certamente vai querer participar da igreja. A salvação nos torna cidadãos celestiais, e isto significa que não pertencemos mais a este mundo; isto se dá graças ao processo de santificação que inicia-se aqui e continua na Glória, onde chegaremos à estatura perfeita, da qual Cristo é o modelo (Ef 4). Para tanto, precisamos ter parâmetros e exemplos palpáveis de pessoas que, assim como nós, estão inseridas nesse processo. “Por isso exortai-vos uns aos outros, e edificai-vos uns aos outros” (1Ts 5:11).

2. Há uma ordem bíblica pra isso. “Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns” (Hb 10:25). Nos textos bíblicos, especialmente nas cartas de Paulo, encontramos instruções específicas sobre os requisitos e encargos das lideranças (1Tm 3), assim como orientações direcionadas a toda a congregação mostrando que a igreja é um corpo onde os membros trabalham em unidade, cada um fazendo a sua parte e contribuindo para o todo (1Co 12). Assim, um exorta, outro ensina, outro evangeliza, outro canta, outro toca, etc. Além disso, o princípio de se congregar é mostrado inclusive por Jesus, que ia às sinagogas e participava de ajuntamentos. Então, não podemos simplesmente deixar de nos congregar; há uma ordem expressa para isso, e o local onde nos congregamos é na igreja. 

3. Adoração coletiva pública. Com seus ajuntamentos, a igreja expressa publicamente a adoração comunitária. É claro que você pode orar e louvar a Deus sozinho, em secreto; pode fazer isso com outra pessoa, como Paulo e Silas na prisão, mas há também o aspecto da adoração em conjunto. No Antigo Testamento, vemos Davi preparando músicos e convocando o povo para louvar a Deus, inclusive em voz alta (1Cr 15:16,25); Josafá preparou o povo para cantar e, rendendo graças ao Senhor, derrotou um exército (2Cr 20:21), e quando Pedro foi preso, a igreja permaneceu junta orando intensamente por ele (At 12:5). Ou seja, o aspecto da adoração coletiva é importante e ocorre em um mesmo local; hoje, não nos montes, em cavernas ou nas casas, mas nos templos. Além disso, há ainda o partir do pão; a Santa Ceia nos foi dada para que juntos lembrássemos o sacrifício de Cristo. 

É tempo de permanecermos unidos e refletirmos sobre o que está acontecendo, pois muitos que não valorizavam a congregação, talvez agora sintam falta dela. Sabemos que há pessoas que passam semanas, até meses, sem aparecer na igreja, e após tudo isso passar, talvez repensem suas prioridades e olhem de forma diferente acerca da comunhão e daquilo que realmente importa. Estar sentado com a família louvando a Deus é muito bom e o momento é propício para isso; então, usemos o tempo com sabedoria, e quando estivermos cultuando ao Senhor, seja no templo ou em casa, louvemos e adoremos, juntos, com a devida reverência que o Senhor merece. 

Resumindo o que foi dito, devemos nos congregar sim, pois somos salvos, há uma ordem expressa nesse sentido e precisamos adorar ao Senhor publicamente; seja no templo ou em espaços abertos, precisamos valorizar a congregação enquanto igreja local e reconhecer a importância da comunhão. A Igreja é visível, pública e presente, não em figura, mas em verdade, e os que estão em Cristo nela estarão. 

Extraído do culto online transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista e baseado na mensagem dos pastores Antônio Tadeu e Leandro Carvalho, domingo, 29 de março de 2020.

terça-feira, 31 de março de 2020

Se a igreja somos nós, qual a necessidade do templo?


Considerando que estamos vivendo em um período de isolamento social, onde somos impedidos de nos reunir no templo e forçados a interagir à distância, a ideia dos chamados ‘desigrejados’ — de que o templo é desnecessário — pode até parecer que ganhou corpo, mas será que vale a pena abrir mão do ajuntamento solene para vivenciarmos o cristianismo em voo solo? Afinal, “se a igreja somos nós, podemos cultuar a Deus em casa, não é mesmo?”, ou “se Deus não habita em templos feitos pelos homens, por que eu precisaria de um prédio?” Estas são algumas das alegações dos que tentam desconstruir a ideia da igreja visível, isto é, a igreja enquanto congregação: a igreja local. Mas será que esses argumentos são plausíveis e não há como contra argumentá-los de acordo com as Escrituras? Vejamos.

A igreja somos nós”. Na verdade, você não é a igreja; você é parte da igreja. A Bíblia nos ensina que a igreja é um corpo, e você é parte deste corpo, ou seja, você é membro. Para ser (estar na) igreja, é preciso que você esteja inserido no corpo, ou seja, em um conjunto de pessoas, e não somente no sentido metafísico, mas também no sentido real, pois é neste aspecto que entra o papel da igreja em si: na ideia da unificação e da comunhão. Mas como você se unirá a outras pessoas e terá algo em comum com elas se preferir ficar em casa? Lembre-se que comunhão não é amizade; você pode ter amizade com determinadas pessoas e não ter comunhão com elas. 

Igreja não é templo”. Bem sabemos que a igreja não é sinônimo de um templo feito de pedras, mas de pessoas. A igreja é o povo de Deus. Mas em virtude deste sentido, não podemos desmerecer a necessidade do ajuntamento solene enquanto igreja local, lugar onde o povo se reúne para adorar a Deus de forma conjunta: “Alegrei-me quando me disseram vamos à casa do Senhor” (Sl 122:1). A igreja tem o aspecto transcendente sim, mas também tem o seu aspecto visível. Portanto, neste sentido, a igreja é o lugar onde um grupo de pessoas se reúne para adorar a Deus, e isto deve ser considerado. Muitos, por não entenderem, ou não saberem contextualizar corretamente de acordo com a Palavra, acabam se afastando da congregação e deixam até de frequentar a igreja.

Podemos ficar em casa ou nos reunir em qualquer lugar”. Quando nos debruçamos sobre as Escrituras, vemos todo o sistema evolutivo com que o povo se adaptou aos ajuntamentos solenes: nos montes, no templo de Salomão, nas sinagogas... e quando Pedro e João começaram a evangelizar e a Igreja começou a crescer, passaram a se reunir em casas fazendo surgir a necessidade de lideranças, hierarquias e espaços adequados. "Perseverando unânimes, todos os dias, no templo" (At 2:46); percebemos aqui, claramente, a importância do local de reuniões; além disso, nas cartas paulinas, o apóstolo Paulo usa a expressão “para a igreja em”, ou seja, os cristãos da igreja primitiva tinham sim um local visível onde se reuniam; local este que, hoje, equivale ao templo. 

Somos todos iguais, não precisamos de líderes ou pastores". Quando consideramos a sequência evolutiva advinda da transformação de alguém que aceitou Jesus e virou nova criatura, vemos que o processo de regeneração iniciado nele faz com que o indivíduo procure ler mais as Escrituras, exercite os seus dons e tenha o desejo de estar próximo daqueles que fazem o mesmo — suportando as fraquezas dos mais fracos (Rm 15:1) e edificando uns aos outros (1Ts 5:11) — além disso, surge a necessidade de um mentor espiritual, alguém que lhe instrua e lhe ouça. Muitos querem começar a ler a Bíblia indo logo para o Apocalipse, e como conseguirão compreender sem que haja alguém preparado para orientá-los? 

Também não podemos deixar de considerar o aspecto da segurança, da estrutura apropriada, dos benefícios para a comunidade, das conveniências necessárias para a participação dos irmãos, etc. Quando Roma perseguiu os cristãos e os proibiu de se reunirem publicamente, passaram a se encontrar em cavernas, em tumbas e lugares secretos, mas sempre estavam juntos, ou seja, mantiveram a estrutura clerical e continuaram juntos, fisicamente, adaptando-se às novas circunstâncias. 

Quanto a nós, não tínhamos o hábito de fazer cultos online, por exemplo, mas com os decretos impedindo as reuniões, tivemos que nos adaptar a essa nova realidade e passar a realizar os cultos em casa e através da internet, e graças à capacitação dos irmãos e à necessidade do momento, estamos podendo ter essa experiência, mesmo sabendo que não é a mesma coisa, pois falta o fator humano. Contudo, apesar das dificuldades circunstanciais, a igreja do Senhor Jesus não para, pois como já vimos, ela é atuante e vitoriosa — “E as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”

Extraído do culto online transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista e baseado na mensagem dos pastores Antônio Tadeu e Leandro Carvalho, domingo, 29 de março de 2020.

domingo, 29 de março de 2020

Doutrina da Salvação - Parte I


Qual o seu entendimento acerca da salvação? Na Teologia, o tema é conhecido como soteriologia ou estudo da salvação, mas o que sabemos acerca dessa doutrina? Imprescindível na vida do crente, a doutrina da salvação é o tema central de toda a revelação que Deus nos fez conhecer — pois todo o propósito do Criador está em resgatar e salvar a humanidade. Devemos conhecer e crer na doutrina da salvação, pois ela é a base para compreendermos outras doutrinas e assim crescermos espiritualmente. Para tanto, destacamos três resultados da salvação. 

1. A habitação do Espírito Santo (João 14:17). Quando se fala em novo nascimento, significa dizer que passamos a ser habitados pelo Espírito Santo de Deus; este é o selo, a garantia que nos traz a certeza de que somos salvos. Diferente do que alguns acreditam, a prova da presença do Espírito Santo na vida do crente não se dá por meio de gritarias e movimentos frenéticos; não é a emoção, o êxtase ou o falar em línguas estranhas que evidenciam que você está com o Espírito Santo, mas se você foi a Cristo com fé e arrependimento; a partir da conversão, a obra de Deus começa a acontecer na sua vida, ou seja, iniciado o processo de regeneração, você passa então a viver com Deus e a sentir o Espírito Santo diariamente; este é o processo que traz ao homem a redenção e o conduz à santificação.

2. Mentes renovadas (1Co 2:16). Como novas criaturas, nascemos espiritualmente e temos em nós a renovação em Cristo. A salvação leva-nos a pensar espiritualmente e isto se dá em função daquilo que Deus fez e tem nos proporcionado. Contudo, muitas vezes nos distraímos com coisas vãs e nossos pensamentos vagueiam para longe da mente de Cristo. Ora, se não ocupamos nossa mente com aquilo que é puro, verdadeiro, louvável, etc., no lugar da mente de Cristo, estaremos com as coisas do mundo na cabeça. Todavia, somos exortados a buscar as coisas do alto, e através do Espírito Santo de Deus, temos esta oportunidade; assim, a mente de Cristo terá ação em nossas vidas quando Cristo, em nós, estiver entronizado.

3. Vitória sobre o pecado (1Jo 5:4). Só o crente pode vencer o pecado, e por quê? Porque só ele tem o Espírito Santo habitando em si. Para isso Cristo veio, para nos dar vitória sobre o pecado (Rm 6:14); é por isso que o crente precisa odiar o pecado e ser vigilante contra as astúcias do inimigo. Nossa dificuldade nesse assunto é que nem sempre estamos sob o comando do Espírito Santo. Em Cristo, podemos ser vitoriosos, mas se escolhemos o pecado, optamos por um ato de rebeldia contra Deus — o pecado pode muitas vezes parecer bom e belo, algo até que não incomoda, mas as consequências são desastrosas e os danos são muitos. 

Que possamos, pois, nos sentir habitados pelo Espírito Santo de Deus, zelando pelo nosso corpo — templo e morada — buscando sempre a Sua plenitude; plenitude esta que é demonstrada na coragem para falar de Cristo, na rejeição do pecado e na vida de santidade com Deus. Então, que nossas mentes sejam renovadas segundo a mente de Cristo, que nossos pensamentos e atitudes sejam diferentes do que o mundo dita e que nossa vitória seja encarada como prova daqueles que são nascidos do Espírito, que depositam sua fé em Jesus e encontram Nele a certeza de que são filhos de Deus.


Extraído do sermão do Pr. Antônio Tadeu, domingo 1 de março de 2020. Algumas referências: 1Co 3:16, Rm 8:9, Rm 12:2, Mt 15:8, Ef 2:1, 1Jo 4:4.

quinta-feira, 26 de março de 2020

Tenho fé, logo, não serei contaminado?


Nesses tempos difíceis que estamos vivendo, há uma tendência nossa, e muitas vezes em cima daquilo que o mundo propaga sobre os evangélicos, de adotarmos a mensagem triunfalista que coloca o crente acima do bem e do mal e imune aos problemas deste mundo. Por certo, de acordo com as Escrituras, sabemos que a igreja é triunfante; em 2Co 2:14 Paulo diz: “Graças, porém, a Deus que em Cristo sempre nos conduz em triunfo”; Jesus referiu-se à igreja triunfante em Mt 16:18 dizendo: “Sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”, isto significa que a igreja é sim vitoriosa e nada nem ninguém pode deter o seu avanço. E mesmo agora, neste momento em que somos impedidos de nos reunir no espaço físico do templo, ainda assim a igreja avança; avança pois ela é viva, atuante... triunfante. 

Contudo, a verdade é que temos sim a tendência de achar que o infortúnio jamais chegará à nossa porta, seja por excesso de otimismo ou, como dissemos no início, por causa da mensagem triunfalista que coloca o crente como seres intocáveis; mas quando pensamos assim, especificamente em relação à igreja, muitas vezes impedimos, ou retardamos, por nossa parte, e até de forma inconsciente, que tomemos atitudes proativas em favor de um irmão que está sofrendo ou em relação àqueles que se encontram carentes, desamparados, ou passando por dificuldades.

Hoje estamos impedidos de nos reunir como igreja, e isso choca os triunfalistas de plantão como se algo assim jamais pudesse acontecer. Todavia, é justamente diante dessas situações difíceis, e até mesmo repentinas, que precisamos buscar a orientação de Deus e o discernimento da Palavra para sabermos como lidar com as circunstâncias que se apresentam e quais atitudes devemos tomar. Ou seja, é justamente em momentos assim que entra aquilo que Deus requer de cada um de nós: a fé. A fé precisa estar atuante, direcionada unicamente a Deus, mas também exercitada de forma racional; a fé não é um super poder que nos isenta dos males deste mundo, mas é ela, a fé em Deus, a confiança Nele e a certeza de que o Senhor está sempre conosco e que nada foge ao Seu controle que nos dá condições de superarmos as adversidades e vencermos os problemas.

Então, exerça a sua fé, confie em Deus, pois Ele é o nosso socorro na hora da angústia (Sl 46:1); sabendo disto, entregue o seu caminho ao Senhor e deixe que o mais Ele fará (Sl 37:5). Como? Lançando sobre Ele todas as suas ansiedades (1Pe 5:7) e, pela oração e súplica, dando graças ao Senhor, apresente a Ele as suas petições (Fp 4:6). Porém, veja que isso não significa abandonar o senso de responsabilidade ou deixar de fazer o que lhe compete com relação às precauções e cuidados que devem ser tomados, mas que você não deve se deixar levar por preocupações excessivas e inquietantes. Por fim, quando compreendemos essa informação, enchemo-nos de paz, ânimo, consolo, esperança... Pois Jesus nos avisou e a Palavra de Deus nos fala sobre isso, que teremos aflições, mas somos mais que vencedores.

Baseado na mensagem do Pr. Antônio Tadeu na Live de quarta-feira, 25 de março de 2020, culto de oração (online) da Igreja Batista Fundamentalista.

segunda-feira, 23 de março de 2020

Covid-19: Três verdades bíblicas sobre o momento


Nossa palavra hoje não poderia fugir do contexto atual da pandemia que tem assustado e parado o mundo; esta é a nossa realidade. Diante disso, temos a seguinte indagação: “Será que fomos abandonados por Deus? O que tudo isso significa?” Sem dúvida, a situação atual nos leva a refletir sobre Deus e sobre as perspectivas do futuro, e por isso queremos contextualizar o assunto destacando três verdades bíblicas que você precisa conhecer sobre o momento em que estamos vivendo.

1. A Palavra de Deus está se cumprindo. Esta é a primeira e maior das verdades, queira você ou não. Em Mateus 24, a partir do versículo 4, Jesus lista alguns acontecimentos que marcariam o fim do mundo e caracterizariam a Sua vinda; lendo o versículo 7, constatamos que haverá contendas entre as nações, abalos na terra em vários lugares, escassez de alimentos e epidemias. Especificamente com relação à pandemia de Covid-19 que hoje assola o mundo, esta é a realidade que estamos vivendo. No versículo 8, vemos que todas estas coisas marcarão o princípio das dores, ou seja, tem mais coisas por vir, mas o 33 nos diz que já quando estas acontecerem saberemos que está próxima a Sua vinda. Os textos bíblicos nos revelam acontecimentos que presenciamos nos dias de hoje; repentinos, mas não inesperados; que demonstram a nossa incapacidade diante de tais situações e tudo isso nada mais é do que a Palavra de Deus se confirmando. 

2. Estamos vivendo o fim dos tempos. De acordo com o relato de Jesus, de forma escatológica, estes acontecimentos servirão como sinais dos últimos dias e anunciarão a Sua vinda; uma evidência do que Jesus falou e que hoje se cumpre entre nós. Apesar de todos os esforços da medicina, antigas e novas doenças têm se espalhado pelo mundo e ceifado vidas; os últimos dias serão cheios de aflições, e isto é o que temos visto e muita gente já começa a perceber.

3. Jesus está voltando. A terceira verdade é consequência das duas primeiras: a Palavra de Deus está se cumprindo e começamos a vivenciar os últimos dias, ou seja, Jesus está prestes a voltar. Diante disso, precisamos dizer que há uma esperança, a esperança que carregam consigo todos aqueles que confiam em Deus e confessam o Senhor Jesus como seu único e suficiente salvador; a saber, os que hoje aguardam a Sua volta gloriosa.

Diante destas verdades, qual é a sua decisão? Embora o mundo esteja à beira do caos e as coisas pareçam difíceis, Deus te ama e quer te salvar. Então, onde está a sua esperança, no homem, na medicina, ou na obra redentora do Pai? Você precisa crer e entregar a sua vida ao Senhor Jesus antes que seja tarde; contudo, isto não significa dizer que estará livre de adoecer ou de porventura morrer vítima do Coronavírus, mas que salvar-se-á da tragédia maior, que é morrer sem esperança de salvação na pessoa de Cristo Jesus. Que Deus abençoe a sua vida e seu coração descanse na paz do Senhor Jesus; Ele é o nosso livramento, nossa única salvação e breve virá para buscar os que são Seus. Amém?

Baseado no sermão do Pr. Antônio Tadeu, transmitido no culto online de domingo, 22 de março de 2020. Texto base: Mateus 24.

quarta-feira, 18 de março de 2020

IBF Mossoró suspende cultos presenciais

Mediante o decreto da prefeita de Mossoró publicado ontem (17) no JOM recomendando a suspensão das reuniões e aglomerações nas empresas e instituições privadas e determinando a suspensão das atividades públicas que reúnam mais de 50 pessoas no âmbito municipal (Viva Rio Branco, teatro, museu, biblioteca, parque municipal, aulas, etc.), a diretoria executiva da Igreja Batista Fundamentalista, na pessoa do seu presidente, Pr. Antônio Tadeu, anunciou na noite de ontem a suspensão dos próximos cultos de domingo e o adiamento da Conferência da Família que estava agendada para o dia 29 deste mês. Sem dúvida, uma decisão difícil de ser tomada, porém necessária. Parabenizamos a liderança executiva da igreja por seguir a recomendação das autoridades instituídas e adotar essa medida preventiva. A confiança em Deus não nos exclui de fazermos a nossa parte. #JesusÉoSenhor