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terça-feira, 7 de abril de 2020

Como enfrentamos os momentos de angústia?


Por certo, como seres humanos, somos frágeis, vulneráveis e imperfeitos, mas essas limitações não invalidam as nossas qualidades e virtudes. As situações adversas que enfrentamos servem para que possamos testar essas qualidades: se somos fortes ou fracos, quais as nossas habilidades e quais os nossos limites. A forma como agimos diante das adversidades pode fazer uma grande diferença, e algumas  situações devem ser enfrentadas com determinação e coragem. Então, como enfrentamos os momentos de angústias? Como nos comportamos perante as dificuldades da vida? Nossa palavra de exortação é para que sejamos fortes, pois apesar de termos limitações e defeitos, temos também virtudes que precisam ser trabalhadas. A seguir, vemos alguns pontos fracos que devemos evitar e qual deve ser a nossa postura.

Covardia. Esta é uma das fraquezas mais comuns; e isso acontece porque muitas vezes adotamos uma postura passiva e não nos atrevemos em mudar a situação; nos omitimos de dizer aquilo que deveria ser dito ou porque simplesmente recuamos quando deveríamos avançar. Deus, contudo, não nos deu espírito de temor, mas de fortaleza, amor e moderação (2Tm 1:7). Portanto, ao invés da covardia, ousadia; tenha coragem para enfrentar os problemas com determinação e lembre-se que a Bíblia também nos ensina a sermos prudentes.  

Egoísmo. As pessoas egoístas são aquelas que visam apenas seus próprios interesses e não abrem mão de algo para o benefício do próximo; como alguém que vai no supermercado e compra todo estoque de álcool em gel e deixa os outros sem nada. Contudo, não é hora de sermos egoístas, mas de compartilharmos e nos ajudarmos uns aos outros. Então, ao invés do egoísmo, cultive a caridade, o altruísmo, e saiba repartir e compartilhar com o outro. 

Impaciência. Graças ao imediatismo da vida moderna, estamos sempre querendo tudo para já; isso nos leva a uma vida agitada e estressante que nos torna impacientes com as coisas e com as pessoas. Contudo, a paciência nos ajuda a tomar as decisões certas, oportunas e de acordo com a vontade de Deus. Quem se apressa pode facilmente cometer erros, mas quem tem paciência aumenta as chances de obter os melhores resultados — e assim como Deus é paciente conosco e nos dá muitas chances quando erramos, também nós devemos ser pacientes com o próximo e perdoar os seus erros cometidos contra nós. 

Como podemos ver, se nos momentos difíceis prevalecem os nossos pontos fracos, nossa força demonstra-se pequena para enfrentá-los. Precisamos, pois, nos valer das qualidades que nos capacitam e nos fortalecem para continuarmos seguindo em frente, pois Deus tem nos dado paz e vitória em meio à angústia, de modo que Nele podemos descansar. Nas aflições, entendemos que podemos depender totalmente de Deus e reconhecer que não somos nada sem Ele. Portanto, se os dias são difíceis, de apreensão e medo, com pessoas em pânico e inseguras, cabe a nós olharmos para nós mesmos e nos perguntarmos: “Como estamos agindo? Estamos nos mostrando frouxos ou estamos encarando essa situação com coragem, ousadia e paciência?”

Que possamos nos manter humildes e resilientes em Cristo Jesus, seguindo de cabeça erguida, combatendo o bom combate e prosseguindo para o alvo. Que o Senhor nos abençoe e nos encoraje para que possamos agir com paciência e usar as nossas virtudes de maneira correta para superar as adversidades. 

Extraído do sermão do Pr. Antônio Tadeu, domingo, 5 de abril de 2020, culto online transmitido pela Igreja Batista Fundamentalista.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Ânimo e Esperança


Muitas vezes as tribulações, os conflitos e as lutas diárias que enfrentamos podem nos deixar abatidos e desanimados. Todos nós estamos sujeitos a isso. Afrontados pelo gigante Golias, os homens do exército de Israel estavam desestimulados, assustados e com medo, mas Davi chegou a eles com fé e coragem, transmitindo-lhes ânimo e esperança: "Vocês estão com medo? Pois eu mostrarei a esse filisteu que há Deus em Israel.” A vitória de Davi sobre Golias nos dá uma excelente lição; mostra-nos que precisamos manter o ânimo e não nos deixar abater ante os desafios que surgem, por mais que pareçam gigantes.

Uma dica para vencer o desânimo é procurar cercar-se de pessoas animadas, de gente que não murmura e não vive se queixando. Quando nos cercamos de pessoas alegres, prontas para fazer e dispostas a cooperar, somos envolvidos por uma aura de ânimo que nos contagia e nos impulsiona. Muitas tarefas que nos são apresentadas dependem menos da ajuda de Deus do que do nosso próprio estado de animação. "Não te mandei eu? Então esforça-te e tem bom ânimo". Deus não chama gente desanimada; Ele nos anima e nos chama. Na caverna, Elias foi visitado pelo Espírito de Deus que o inquiriu: "O que você está fazendo aqui?". Podemos às vezes nos encontrar esmorecidos, desanimados, sem querer falar com ninguém, dando-se por vencido e buscando abrigo numa caverna, mas o Senhor quer nos encorajar, nos fortalecer e nos dar ânimo. A caverna não é o nosso lugar: foi para andar na luz que fomos chamados, não na escuridão.

A caverna pode ser um vazio espiritual provocado pela falta de oração e comunhão, uma espécie de depressão espiritual. Fuja dela. Procure se cercar de pessoas alegres e dispostas, e não se furte de alcançar aqueles que estão precisando de ânimo — “Encorajem-se uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama ‘hoje’”.

Baseado na mensagem do pastor Antônio Tadeu, quarta-feira, 29 de janeiro de 2020, na Igreja Batista Fundamentalista. Algumas referências bíblicas: 1Sm 17, 1Re 19:9,15, Js 1:9, Hb 3:13, Is 40:28-31