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segunda-feira, 24 de maio de 2021

Pneumologista


Passei no pneumologista. Ele fez um monte de perguntas, olhou minha garganta, ouviu meus pulmões, olhou a chapa, anotou umas coisas num cartão de papel e passou uns remédios e alguns exames de sangue. O que eu tenho? Não sei, esqueci de perguntar.



sexta-feira, 21 de maio de 2021

Hoje foi o dia do retorno


"E aí, tá melhor?" Sim, mas a garganta continua incomodando. O médico olhou novamente e falou que ela continua inflamada, mas já melhorou bastante. Disse que se fosse preciso eu poderia retornar outra vez, mas me recomendou procurar um pneumologista logo na segunda-feira, pois a chapa deu meio ruim e pode ser que eu tenha que fazer uma tomografia computadorizada. Pensando bem, eu devia ter ido ao pneumologista logo no primeiro balde de catarro (ai, ai, posso rir não).



quarta-feira, 19 de maio de 2021

Dia da chapa


Depois dos trâmites cadastrais e de pagamento, peguei um corredor comprido e fui parar na mesa 6, exatamente o setor que tinha mais gente. Mostrei o papel e a moça me mandou esperar. "Chamo já o senhor; tem cinco na sua frente". Ok, não estava ruim, raio-x costuma ser rápido, mas o tempo foi passando e nada da criatura chamar ninguém. Pelo menos o Wi-Fi estava bom. Questionei por que a demora e ela explicou que havia uma idosa fazendo várias radiografias. Ou seja, era como se houvesse 15 pessoas na minha frente, tanto que depois foi bem tranquilo; a maioria era raio-x do pé. Enfim, mais uma etapa concluída. Amanhã sai o laudo.



terça-feira, 18 de maio de 2021

Bateria de exames


Ontem, quando saí do médico, achei que rapidinho daria conta dos exames requisitados, mas primeiro fui à farmácia comprar o antibiótico. Tô lá, na fila, esperando ser atendido, quando de repente: "Cof". Meio litro de catarro veio à boca. Fui lá fora cuspir. Súbito, me bate uma pontada no estômago. Corri pra casa. Nessas horas, a natureza tem prioridade. Terminado o serviço, "pronto, agora vou cuidar", mas olhei no relógio e era melhor cuidar do almoço. E o que era o almoço? Ovos cozidos (três) com suco; foi basicamente com isso que escapei nos últimos três ou quatro dias. Terminada a refeição, bateu aquele banzo e dormi até quase 2h da tarde. Peguei os papéis e fui ao laboratório fazer a coleta dos exames. Peguei uma ficha e sentei perto da parede pra não pegar o vento do ar condicionado. Chama um, chama outro, chama um preferencial, chama alguém que nem ficha pegou, e nada de me chamar. Nisso, bateu uma fome repentina. "Preciso de carboidrato". Voltei pra casa e fiz uma vitamina usando um Neston que compraram pra mim. "Agora sim, tô pronto para tirar sangue". Cheguei no laboratório, peguei uma ficha, e, de novo, nada de me chamarem. Até que alguém percebeu minha presença e disse "pode vir aqui", e me mandou para o guichê de um rapaz que certamente era um estagiário, pois tudo que eu perguntava ele precisava perguntar pra alguém para poder me responder. "Esse aqui a gente não faz; esse aqui faz, mas já encerrou o horário de coleta. Quer deixar o cadastro feito para retornar amanhã?" Não. Peguei os papéis e voltei pra casa. O dia se foi e acabei não resolvendo nada. Bom, quase nada, pois pelo menos teve a consulta. Mas enfim, hoje de manhã, já quase meio-dia, deixei umas batatas cozinhando na panela elétrica e decidi ir para outro lugar. Deu certo coletar o sangue. E o raio-x? "Aqui nessa outra rua faz". Fui lá. Aqui faz raio-x do tórax? "Faz, mas agora já encerrou. Gostaria de fazer nossa carteirinha?" Não. É assim; ontem foi a consulta, hoje foi o exame de sangue, amanhã, se Deus quiser, sai essa chapa. Pelo menos o remédio já está comprado; hoje tomei o primeiro.


segunda-feira, 17 de maio de 2021

Garganta f*dida


"Realmente, sua garganta está muito inflamada", comentou o otorrino depois de me mandar dizer "aaah". Depois ele botou o estetoscópio nas minhas costas e o catarro estalou. Passou um antibiótico que custa uns R$ 200, me deu duas caixas de um anti-inflamatório (amostra grátis) e solicitou exames de sangue e raio X. Se eu ficar curado nos três dias que ele me deu de atestado, tá bom.


sábado, 15 de maio de 2021

Benzetacil na bunda


Saudades de quando a gente ia ao médico e ele mandava a gente abrir a boca, botar a língua pra fora e dizer "ah" enquanto enfiava um palito de picolé lá nos gurgumie. Os zoi chega lacrimelejava. Depois encostava um ferro gelado nas costas da gente e mandava a respirar fundo e dizer trinta e três. Mas o erro foi meu; ao invés de ir à UPA do BH, eu devia ter procurado um otorrino ou um pneumologista, pois o problema parece ser gripe com forte crise de garganta, possivelmente uma amigdalite. O fato é que chegou o sábado e minha alternativa foi ir novamente à UPA, agora na do Sto. Antônio, na esperança de tomar uma benzetacil para aliviar um pouco a garganta. Deu certo.


segunda-feira, 12 de abril de 2021

Vacinação ou teste? CoronaVac reprovada?

Gao Fu, diretor do Centro de Prevenção e Controle de Doenças da China

Associated Press: “Alto funcionário chinês admite que vacinas têm baixa eficácia e misturá-las está entre as estratégias que estão sendo consideradas para aumentar sua eficácia”. Estadão: "Estudo sugere ampliação de intervalo entre doses". CNN Brasil: "Butantan estuda aplicação de 3ª dose da Coronavac". 

Misturar vacinas, aumentar o intervalo entre as doses, aumentar o número de doses, etc. A análise conspiratória que faço dessa situação é que, para variar, a CoronaVac teria sido mais uma patifaria chine$a. Além de ser uma das vacinas mais caras e menos eficientes do mercado, agora querem que tomemos não duas, mas três doses do imunizante para aumentar a sua eficácia? Ora, tá na cara que essa terceira dose não vai sair de graça.

Aumentando o nível conspiratório, podemos imaginar que a CorongaVac é uma vacina 'de goga', e está sendo usada somente para arrancar dinheiro dos trouxas, pois além de ter baixa eficácia, usaria uma tecnologia dispendiosa, lenta e ultrapassada, totalmente inadequada contra o Coronga, um vírus matreiro e passado na casca do alho. Então, não se admire se todos que tomaram as duas doses da vachina tiverem que tomar novamente, talvez mais uma, talvez mais duas doses, mas agora modificada, com upgrade de tecnologia, mais eficazes contra as cepas atuais ou novas variantes. Mas por favor, não confunda essa atualização com a tal implantação de chip, isso é ridículo.

Chegando ao nível revelatório, por fim conseguimos enxergar o óbvio, aquilo que estava o tempo todo diante dos nossos olhos, mas invisível àqueles que dormem: a vacinação em curso no Brasil seria apenas mais uma etapa de testes, e os resultados analisados teriam mostrado que a vachina, infelizmente, foi reprovada. Mas calma, disfarçada de terceira dose, a verdadeira vacina pode estar a caminho.

Se para você, tudo isso é um absurdo, não é sem razão; lembre-se que trata-se de uma análise conspiratória, então releve. Além disso, mesmo nos EUA, onde a vacinação ocorre com a Moderna e a Pfizer, já começa o movimento pela terceira dose do imunizante para prevenir futuras cepas do vírus, que como mencionei, sabe dar os seus pulos para fugir dos imunizantes. Então, por favor, não ache que estou aqui desmerecendo a vacina do bumbum-tantan; eu até já disse que prefiro tomar dela.



domingo, 11 de abril de 2021

SP e RS concentraram 35% das 50 mil mortes registradas nos últimos 17 dias


Sempre que falamos sobre o número de mortes por Covid-19 no Brasil, imaginamos esse número como um todo, como se elas ocorressem de forma proporcional por todo o país, mas não é isso que ocorre; há estados que concentram um número maior de mortes e puxam os números para cima.

A notícia do UOL mostra que o Brasil pulou de 300 mil para 350 mil óbitos por Covid-19 em apenas 17 dias, uma média diária de quase 3 mil mortes. Mas além do drama da situação, chama a atenção o fato de que, dessas 50 mil mortes (números arredondados), 13,5 mil foram no estado de São Paulo. 

"Ah, mas trata-se do estado mais populoso do país".

Com quase 46 milhões de habitantes, SP concentra 21% da população brasileira (estimada em 212 milhões de pessoas), mas o número de óbitos no estado representa 27% das 50 mil mortes registradas de 24 de março a 10 de abril. Para efeitos de comparação, o estado do Rio de Janeiro — que apesar de menos populoso, tem o dobro da densidade demográfica de SP — registrou cerca de 3 mil óbitos nesse mesmo período, o que dá aproximadamente 6% das 50 mil mortes, sendo que, com seus 17 milhões de habitantes, o RJ tem aproximadamente 8% da população do Brasil, ou seja, um índice de mortes inferior ao percentual da população.

Entendeu? Então vejamos outro exemplo.

Além de São Paulo, outro estado que registrou mortes acima da proporção populacional foi o Rio Grande do Sul. Com estimativa de 11,5 milhões de habitantes, aproximadamente 5% da população brasileira, o estado gaúcho registrou no período analisado cerca de 4 mil mortes, o que representa 8% das 50 mil mortes relatadas. Como curiosidade, o RS foi um dos estados mais severos com relação ao lockdown, com proibição até mesmo de venda de produtos considerados "não essenciais" nos supermercados.

Mas o que SP e RS têm em comum? Ambos são administrados pelo PSDB e governados por 'gestores' que alimentam pretensões à presidência da república. Além disso, se fossem países, estariam à frente do Brasil entre as nações com mais mortes por milhão de habitantes.

Fontes:


quinta-feira, 8 de abril de 2021

Vacinação pelo bem da ciência

Imagem Creative Commons

Se é a ciência que está ditando as ações do governo, o tal comitê científico não deveria ter escolhido pelo menos um município e vacinado toda a população para servir de laboratório para o restante do estado? Adotava-se um critério, elegia-se um município (de 10 mil habitantes, por exemplo) e colocava-se em prática o plano de vacinação em massa. Com isso, daria para ter uma estimativa do tempo que levaria para vacinar a população, o percentual de recusa à vacina, os efeitos da vacinação comparados a outros municípios, e mais uma série de dados.

Sei que na cidade de Serrana/SP, essa ação está sendo colocado em prática, mas um município da região Sudeste seria suficiente para projetar para todo o país? Tenho minhas dúvidas. Então se temos um comitê para tratar desses assuntos, por que não atentaram para isso no RN? Inclusive, poderiam ter pego duas cidades, uma tomando a CoronaVac, outra tomando Astrazeneca; já pensou no tanto de conteúdo que algo assim poderia gerar?

Aliás, para resultados ainda mais confiáveis — não que eu esteja propondo isso — poderíamos imaginar que haveria um terceiro município, como grupo de controle, que tomaria o placebo, o que certamente seria bastante complicado, e repito: não apoio esse tipo de experimento.

Mas enfim, se é a ciência quem está dando as cartas, usar o método científico é o mínimo que os cientistas costumam fazer, não é mesmo?


quinta-feira, 1 de abril de 2021

A paranoia das máscaras

Fiquei meio paranoico depois que passei quase 3 horas na recepção de uma clínica nessa semana. Antes de sair de casa, lembrei do frio do ar condicionado e cuidei de vestir uma camisa mais quente, mas não lembrei do principal, a máscara. Fui com a mais fuleira que tenho aqui, mas não foi de propósito; as outras ainda estavam úmidas da lavagem na noite anterior. De qualquer forma, nenhuma das que eu tenho me daria segurança para estar naquele tipo de ambiente, ainda mais com o tanto de pessoas que circularam por lá, mas talvez eu estivesse mais tranquilo.

Pensando nisso, passei a pesquisar sobre as máscaras PFF2/N95, que são as que os especialistes estão recomendando. Nisso, descobri a Oto Mask, uma máscara feita de plástico flexível que usa filtros SMS (cirúrgico) ou PFF2 (vendidos separadamente), com registro na Anvisa e índice de filtragem de 97% — segundo o fabricante, o mínimo exigido pelo INMETRO para o EPI é 94%.

Pois bem, fui no embalo e cartonei uma máscara branca, que está com 50% de desconto, por R$ 15, e um pacote com 20 filtros PFF2 por R$ 20. Com os R$ 16 do frete, ficou tudo por R$ 51. Uma facada. Mas se pensarmos bem, é como se fossem 10 máscaras PFF2 por R$ 5,10 cada uma; depois é só ficar comprando os filtros, que na Amazon são vendidos com selo Prime.

Pelos relatos que li, ela é meio trambolhuda, e ao que parece, atrapalha um pouco na utilização de óculos. A previsão de chegada é dia 16, depois postarei minhas impressões, caso ainda esteja vivo.

Print do site www.otomask.com.br



segunda-feira, 29 de março de 2021

O segredo do meu corpinho

No mundo digital das redes sociais, não tem jeito; estamos o tempo todo vendo e sendo vistos. Podemos pensar que não, mas há sempre alguém nos observando e acompanhando nossa rotina. Hoje, uma seguidora rompeu o silêncio e perguntou: "Boa noite, amigo. Uma curiosidade. Há quanto tempo você está de vida saudável (magro)? Exercício e alimentação?” Como talvez outras pessoas possam ter a mesma curiosidade, compartilho aqui a minha resposta.

Em 2013, eu pesava oitenta e poucos quilos. Comecei a tomar Herbalife e em um ano abaixei para 72 kg. Daí fiquei mantendo. Em 2017, seis meses após parar de beber, abaixei para 59 kg. Entrei na academia em 2018 com 60 kg, fiz uma dieta para ganhar peso e estabilizei nos 67 kg, meu peso atual.

Tenho uma alimentação bastante simples: cuscuz, batata doce, ovo, tapioca, arroz integral, aveia, peito de frango, leite. É basicamente o que como diariamente. Comida de verdade. Meu almoço de ontem, por exemplo, foi macarrão integral com sardinha e ovo cozido; hoje foi um cuscuz com aveia e ovo, mas geralmente preparo apenas um carboidrato e uma proteína em cada refeição. As opções são poucas, basicamente, batata doce, cuscuz, arroz integral ou macarrão integral. A proteína costuma ser peito de frango (sassami), sardinha ou ovo na maioria das vezes. Faço cozido quando é com batata ou macarrão, mas com arroz ou cuscuz eu prefiro frito.

O lanche é quase sempre tapioca, crepioca, uma fruta ou um shake/vitamina. Aqui e acolá aparece um bolo, mas passo uma semana pra comer uma fatia de quatro dedos. Não uso açúcar. Às vezes polvilho um pouco quando faço a crepioca com limão, mas é só nesse caso, e é bem pouco mesmo. Acredito que parar de consumir açúcar melhora o paladar; você passa a perceber melhor o sabor dos alimentos. Café amargo, por exemplo, só é ruim no início, e nem é tão ruim assim se você usar um grão de qualidade. Depois de um tempo, já nem sente falta de açúcar.

Além da musculação, faço caminhadas. Já tentei correr algumas vezes, mas tenho tornozelos sensíveis (podres). O negócio é começar aos poucos, caminhando, depois de perder peso e adquirir resistência, passa a correr, mas se a distância é uma só, a energia gasta é a mesma. Correr só é mais rápido.

É isso. Como diria Raul: “queira, basta ser sincero e desejar profundo”. Estabeleça um sonho, tipo, correr a São Silvestre de 2023 e vá se preparando.

Almoço de ontem 😅


domingo, 28 de março de 2021

Brasil em 5º no ranking da vacinação e o mimimi dos números relativos


Não sei se vocês estão sabendo, mas o Brasil é hoje o 5º país que mais vacinou contra a Covid-19 no mundo; somente atrás de EUA, China, Índia e Reino Unido.
“Ah, mas isso é desonestidade; por que não coloca a proporção da população?”
Interessante observação. Mas por que os números referentes à vacinação deveriam ser informados de maneira relativa (percentual) se os novos casos, internações e mortes são sempre divulgados em números absolutos?

Deixando as narrativas de lado, será que existe uma forma mais apropriada de apresentar essas informações? A resposta é sim, e é exatamente o oposto do que a grande mídia vem fazendo.

Como?
Ao contrário do que os teleguiados acreditam, a maneira mais lógica é dar preferência aos números relativos para apresentar a situação da doença e aos números absolutos para mostrar o quadro atual da vacina.

Por quê?
A explicação é simples: enquanto o vírus se dissemina exponencialmente sem limitações significativas de tempo e espaço, a vacina enfrenta diversas barreiras físicas, como temperatura, logística de transporte, aquisição de insumos, tempo de fabricação, mão de obra humana, etc.

Tudo isso faz com que mesmo que hoje houvesse o dobro de vacinados no Brasil, em virtude das dimensões do país e do número de habitantes, em termos relativos, ainda assim estaríamos bem atrás de países pequenos e menos populosos que montaram estruturas muito menores de vacinação. Simples assim. Os gráficos estão aí para conferir. Mas, claro, desonestos são os outros.




terça-feira, 23 de março de 2021

Debate: MHO sobre o fechamento das academias


Academias podem ser consideradas desnecessárias para muita gente, mas para outros elas são absolutamente essenciais. A questão, portanto, não é simplesmente a pessoa estar preocupada com musculação, mas em manter-se fisicamente ativa.

Assim, para rebater o colega de grupo que postou o tweet em tela, mostrei uma pesquisa que apontou que a hospitalização de pacientes com covid-19 é significativamente menor entre aqueles que praticam exercícios físicos regularmente. O estudo observacional analisou o impacto da atividade física e do sedentarismo nos desfechos clínicos de pacientes que se curaram da Covid-19 e o resultado foi que no grupo das pessoas fisicamente ativas, o índice de internações foi 34% inferior ao do grupo dos sedentários.

Como o assunto gerou uma discussão sobre a essencialidade das academias, se deveriam ou não permanecerem abertas, outro participante do grupo postou a seguinte notícia para pontuar seu posicionamento:
"Triatleta com três edições de Ironman morre de Covid-19". https://urbsmagna.com/triatleta-com-tres-edicoes-de-ironman-morre-de-covid-19/ 
E logo em seguida acrescentou:
"Boa noite para o pessoal que acha que ir para a academia é ter garantia de saúde contra o Coronavírus".
Os textos a seguir foram em resposta a essa provocação.

É incrível como CERTAS PESSOAS não conseguem falar o que pensam sem distorcer o que os outros falam ou pensam. Aqui, ninguém disse que "ir para a academia é ter garantia de saúde contra o Coronavírus", mas tá lá o cidadão postando notícia e dando a entender que se um atleta de ponta morreu de Covid, quem é você para pensar que vai se livrar da doença se cagando com 30 kg no supino? Tem que fechar mesmo, dane-se esse estudo nagacionista, feito por quem mesmo? Universidades brasileiras? Kkkkkk...

Todo mundo sabe que há diferentes respostas ao vírus; uns não sentem nada, outros têm uma gripezinha, outros acabam internados, e destes, muitos vão a óbito. Também é sabido que fatores como obesidade, problemas cardíacos, problemas renais e diabetes, por exemplo, contribuem para o agravamento do quadro daqueles que contraem a doença. Por outro lado, a prática de exercícios físicos regulares promovem uma melhora no quadro de saúde e no sistema imunológico e contribui para evitar uma série de comorbidades que, como já foi dito, agravam a doença. Agora, pegar um caso de um atleta que morreu de Covid-19 para tentar ridicularizar aqueles que acreditam que as academias abertas fazem mais bem do que mal é totalmente descabido e beira a desonestidade intelectual, ainda mais acrescentando que quem pensa assim supostamente acredita que academia garante saúde contra o vírus. Não, não garante. É um risco? É. Tanto quanto ir ao supermercado ou pegar um ônibus. Viver é arriscado, ficar em casa, também.
"Desonestidade intelectual... Ninguém pode emitir uma opinião que é logo acusado de desonestidade intelectual. "
Pode e deve, mas não foi isso que você fez. Se sim, precisa deixar mais claro qual seja a opinião. Pegar exemplos de mortes para servir de argumento genérico é algo complicado e sim, beira a desonestidade. Por exemplo, todos nós sabemos que o marido de uma vereadora morreu recentemente vítima do Coronavírus; ele era professor e estava sem dar aulas (presenciais). Agora imagine que Fátima tivesse mantido a decisão de retornar as aulas presenciais no início de fevereiro; a morte do professor certamente poderia ser apontada como tendo sido causada pelo retorno das aulas, mas isso não aconteceu e, assim como ele, outros professores morreram e vários adoeceram mesmo estando fora de sala de aula. Então, usar de uma ou mais mortes para justificar um posicionamento é, de certa forma, oportunismo.
"Ah, mas se os frequentadores de academia têm menor chance de desenvolver a forma grave da doença, não significa que seus familiares, a quem eles eventualmente podem transmitir o vírus, terão a mesma sorte. Um sistema imunológico forte não evita de ser vetor."
Verdade. Todavia, diversos serviços ditos essenciais foram liberados para funcionar. Nesses estabelecimentos não trabalham pessoas? Essas pessoas não têm famílias? Por que o raciocínio daqueles que são contrários às academias não se estende às atividades que um burocrata decretou ser essencial? Se, por acaso, a governadora mudar de ideia e passar a considerar as academias, ginásios e box essenciais, esses que agora argumentam contra elas também mudaram suas opiniões?

Na última sexta-feira, ao chegar na academia, presenciei o final de uma reunião com a moça da recepção e o pessoal da limpeza, cerca de quatro ou cinco pessoas. Ouvi quando a moça falou algo do tipo "ainda não está certo, mas vamos torcer para não fechar" (referindo-se à questão da liminar ganha na justiça), ao que as ASG's comentaram "se Deus quiser!", "tomara que dê certo!", e em seguida voltaram para seus afazeres. Só para ter uma ideia do que é ter seu emprego ameaçado por não ser considerado essencial.


domingo, 21 de março de 2021

Discurso do governo antes e depois do colapso no RN

Imagens printadas do Blog do BG e Twitter

Percebam aí a estratégia: se o governo antecipa-se ao problema e prepara o serviço de saúde para diminuir o número de mortes e evitar um colapso no sistema, a existência prévia de leitos acaba não gerando ganho político, afinal o governo estaria fazendo apenas o que lhe é devido; e se está fazendo bem, não é mais do que sua obrigação. Entretanto, se forem usadas justificativas para não abri-los previamente, como as alegações de que ampliar o número de UTI's é "enxugar gelo" ou que "estimula as pessoas a aglomerar", cria-se uma reação social negativa que, apesar de rápida e intensa, é momentânea e esvai-se no momento em que a mídia governista entra em ação; a impressão negativa é então empanada pela ação providencial da governadora que, no momento de maior clamor, chega com a providência.

Não estou dizendo que foi o que aconteceu, mas que é essa a minha impressão. E sim, conhecemos o ditado: tempos de crise também são tempos de oportunidades.


sexta-feira, 19 de março de 2021

Academias: proibir ou liberar?

"Rpz, academia realmente é bom p saúde e tal, mas a quantidade de alunos que colocam p dentro nesse período de restrição é um absurdo... Um ambiente q é fechado, pessoas suando, esbaforando... Do jeito q vejo, é melhor fechar mesmo", disse um colega de grupo, cliente da Smartfit. Entendo o lado dele. É muito desagradável treinar num ambiente lotado, mas a realidade da academia que ele frequenta parece ser bem diferente das demais que não viraram modinha. Ao contrário dessa franquia, algumas até fecharam por falta de clientes. Na Biofit, por exemplo, é tranquilo. Pouca gente, janelões abertos — lá eles usam climatizadores, não ar condicionado — máquinas quase sempre disponíveis e muito espaço para treinar. Não sei nos outros horários, mas das 10h ao meio-dia, é essa a realidade, ou seja, as pessoas treinam sem medo. Dá até pra peidar de boas que ninguém sente. 😅



quarta-feira, 17 de março de 2021

Segunda onda: compra tardia de vacinas e ausência de lockdown nacional

Na busca por culpados pelo súbito aumento no número de casos da Covid-19, é comum as pessoas apontarem dois fatores: a demora na compra das vacinas e a falta de uma política nacional de lockdown. Com relação às vacinas, precisamos considerar que houve um atraso de três semanas em relação à União Europeia, mas as primeiras doses começaram a ser aplicadas apenas cinco dias após a divulgação dos dados de eficácia da Coronavac. Além disso, o Brasil está à frente de muitos países que iniciaram antes, e até de alguns que produzem a vacina. A Índia, por exemplo, produz 60% das vacinas distribuídas no mundo, mas aplicou até agora cerca de 35 milhões de doses, o que é pouco mais de 2% da sua população; a Rússia, que também produz vacinas, aplicou menos de 8 milhões de doses, o que, em termos percentuais, equivale a 3,8% da população. Enquanto isso, no Brasil, quase 12 milhões de doses já foram aplicadas, ou 4,2% da população. Os dados são facilmente encontrados no site https://ourworldindata.org/covid-vaccinations. Quanto ao lockdown, de tanto não funcionar, o termo está até deixando de ser usado oficialmente — afinal, a própria OMS desaconselha — e não é à toa que, por aqui, estados e municípios têm optado pelo inconstitucional ‘toque de recolher’ para adotá-lo aos poucos. Mas quem reclama da falta de uma política nacional de confinamento da população e fechamento de comércios, deveria ver o exemplo da Alemanha, que apesar da pompa de estadista que tem a Angela Merkel, enfrenta uma série de problemas na condução da pandemia — tanto que o partido da primeira-ministra sofreu uma derrota histórica nas eleições regionais ocorridas nesta semana. Se você duvida, basta dar uma pesquisada; as notícias que nos chegam de lá mostram que a política nacional de trancamento não impediu o aumento do número de casos. Ou seja, é fácil apontar o dedo para indicar supostos culpados, mas vacinas não surgem do nada num piscar de olhos nem o vírus irá embora se você se esconder dentro de casa; a questão é complexa e cabe a cada um tentar cuidar de si mesmo e daqueles sob seus cuidados.




terça-feira, 9 de março de 2021

Tratamento precoce

Ao sentir os sintomas:

- não procure tratamento precoce (isso não existe).

- não tome medicação sem comprovação científica (isso é perigoso).

- mantenha-se em isolamento e busque atendimento somente quando (e se) sentir falta de ar.

Agora pegue sua ficha e aguarde a sua vez. "Mas e a vacina?" Vacina é tratamento profilático, não precoce. Próximo!

domingo, 28 de fevereiro de 2021

Por que não tivemos toque de recolher antes?

Estadão: Ocupação de leitos para covid-19 atinge 100% em Natal e Mossoró

Em junho de 2020, a ocupação de leitos específicos para o tratamento da Covid-19 atingia a capacidade máxima nas duas maiores cidades do RN. Na matéria do Estadão, consta que apesar de toda a pressão sobre o sistema de saúde, a Sesap não considerava que o estado havia chegado ao pico da doença, ou seja, a expectativa era de que a situação poderia se agravar ainda mais.

Mas o que mais nos chama a atenção é o trecho onde diz que "Mesmo com todos os leitos para o tratamento da doença ocupados nas cidades consideradas epicentros no Estado, o secretário de saúde evita confirmar que o sistema de saúde local está colapsado." Vocês entenderam? Com 100% das UTI's ocupadas nas duas cidades polo, ninguém falava em colapso no sistema de saúde e muito menos em toque de recolher; à época, já haviam substituído o imperativo "Fique em casa!" pelo sugestivo "Se puder, fique em casa." e até já haviam garantido as eleições. 

Mas hoje, com a taxa média de ocupação em 89%, o que mais se ouve falar é que o sistema está colapsado e que o caos provocado pela segunda onda seria a justificativa para a governadora decretar toque de recolher e ameaçar prender quem estiver circulando na rua após o horário permitido. Afinal, é para o nosso próprio bem, e como se diz: "Hay que endurecerse pero sin perder la ternura jamás".


sábado, 6 de fevereiro de 2021

Vacinação segue em ritmo acelerado no Brasil

VOCÊ SABIA? Na sexta-feira (05) o Brasil ultrapassou a marca de 3 milhões de vacinados contra a Covid-19. Em números absolutos, ocupamos o 8º lugar no ranking mundial da vacinação -- isso em menos de três semanas do início do processo de imunização no Brasil. Segundo levantamento feito pela Bloomberg, somos o quinto país com a maior média de vacinados por dia, somente atrás de EUA, China, Reino Unido e Índia.



sábado, 30 de janeiro de 2021

Vá se arrastando, mas vá


Sabemos que a atividade física é uma ótima maneira de conhecermos melhor os limites do nosso corpo e abandonarmos nossas zonas de conforto. Todavia, ninguém disse que é fácil. Nosso cérebro gosta de boa vida — pouco esforço e muito açúcar (energia) — e quase sempre tentará nos sabotar para que não nos exercitemos. Assim, não devemos esperar bater uma vontade ou disposição para darmos início à rotina de exercícios; ao invés disso, vamos sem vontade mesmo, sem disposição, se arrastando, mas parados é que não devemos ficar.

Musculação
Além de melhorar a saúde física e dar mais disposição e resistência, a musculação ainda vai te ajudar a:
  • ter mais paciência e a diminuir ansiedade — mostrando que as coisas não acontecem de um dia para o outro;
  • ter mais confiança em si mesmo e melhorar sua autoestima — tonificando seus músculos e melhorando sua postura;
  • te fazer entender que nessa vida nada que vale a pena é obtido sem muito esforço.
Portanto, fuja das armadilhas mentais e comece logo a treinar.

PS. Procure orientação profissional.