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quinta-feira, 15 de abril de 2021

Cordel: Educação na Pandemia

Imagem Creative Commons by pixabay.com


Me pediram pra falar

Dessa triste situação 

Que abalou o mundo inteiro 

E mudou a educação, 

Na escola não tem gente, 

Ficou tudo diferente, 

Mas seguimos na missão. 


O tal do Coronavírus

Pegou o mundo de surpresa, 

Derrubou economias, 

Espalhou muita tristeza, 

Levou muita gente amada, 

Do patrão à empregada,

Gente sã ou indefesa.


Pois não estavam preparados

Pra lidar com essa desgraça, 

Um bicho que ninguém vê, 

Mas tá aí, solto na praça, 

E do rico ao mendigo, 

Do mais novo ao mais antigo, 

Ele pega onde passa.


A escola então precisou

Mudar a forma de ensinar.

Quem diria que um dia 

Veríamos o celular, 

Que tanto nos incomoda,

Não mais como item da moda,

Mas como algo elementar?


Mas pra isso o professor 

Precisou se adaptar, 

Teve que dar os seus pulos 

Pra mudança acompanhar, 

Fazendo o que nunca fez, 

Matando um leão por vez, 

Sem hora pra trabalhar. 


Aprendeu a fazer live, 

Fazer videoconferência, 

Criar canal no YouTube, 

Gravar vídeos com frequência, 

Passar horas na edição 

Pra segurar a atenção 

Da sua pouca audiência. 


Pois é grande a concorrência

Nesse mundo digital, 

De stories e Tiktoks, 

De games e o escambau, 

Tendo ainda que viver

Com o medo de adoecer

E baixar no hospital.


E assim, de pé no chão, 

Prosseguimos na batalha

Sem saber qual o seu fim, 

Enfrentando sem muralha, 

Contra uma fera assassina, 

Lutamos sem ter vacina, 

Mas sem jogar a toalha. 


Àqueles que sucumbiram, 

Quero aqui homenagear, 

E aos que superaram a dor

Com a força do esperançar, 

Fica a minha admiração

Aos que fazem a Educação,

Com coragem, avançar.


Jerfferson Nascimento feat Jarlene Moura


 

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Vacinação ou teste? CoronaVac reprovada?

Gao Fu, diretor do Centro de Prevenção e Controle de Doenças da China

Associated Press: “Alto funcionário chinês admite que vacinas têm baixa eficácia e misturá-las está entre as estratégias que estão sendo consideradas para aumentar sua eficácia”. Estadão: "Estudo sugere ampliação de intervalo entre doses". CNN Brasil: "Butantan estuda aplicação de 3ª dose da Coronavac". 

Misturar vacinas, aumentar o intervalo entre as doses, aumentar o número de doses, etc. A análise conspiratória que faço dessa situação é que, para variar, a CoronaVac teria sido mais uma patifaria chine$a. Além de ser uma das vacinas mais caras e menos eficientes do mercado, agora querem que tomemos não duas, mas três doses do imunizante para aumentar a sua eficácia? Ora, tá na cara que essa terceira dose não vai sair de graça.

Aumentando o nível conspiratório, podemos imaginar que a CorongaVac é uma vacina 'de goga', e está sendo usada somente para arrancar dinheiro dos trouxas, pois além de ter baixa eficácia, usaria uma tecnologia dispendiosa, lenta e ultrapassada, totalmente inadequada contra o Coronga, um vírus matreiro e passado na casca do alho. Então, não se admire se todos que tomaram as duas doses da vachina tiverem que tomar novamente, talvez mais uma, talvez mais duas doses, mas agora modificada, com upgrade de tecnologia, mais eficazes contra as cepas atuais ou novas variantes. Mas por favor, não confunda essa atualização com a tal implantação de chip, isso é ridículo.

Chegando ao nível revelatório, por fim conseguimos enxergar o óbvio, aquilo que estava o tempo todo diante dos nossos olhos, mas invisível àqueles que dormem: a vacinação em curso no Brasil seria apenas mais uma etapa de testes, e os resultados analisados teriam mostrado que a vachina, infelizmente, foi reprovada. Mas calma, disfarçada de terceira dose, a verdadeira vacina pode estar a caminho.

Se para você, tudo isso é um absurdo, não é sem razão; lembre-se que trata-se de uma análise conspiratória, então releve. Além disso, mesmo nos EUA, onde a vacinação ocorre com a Moderna e a Pfizer, já começa o movimento pela terceira dose do imunizante para prevenir futuras cepas do vírus, que como mencionei, sabe dar os seus pulos para fugir dos imunizantes. Então, por favor, não ache que estou aqui desmerecendo a vacina do bumbum-tantan; eu até já disse que prefiro tomar dela.



domingo, 11 de abril de 2021

SP e RS concentraram 35% das 50 mil mortes registradas nos últimos 17 dias


Sempre que falamos sobre o número de mortes por Covid-19 no Brasil, imaginamos esse número como um todo, como se elas ocorressem de forma proporcional por todo o país, mas não é isso que ocorre; há estados que concentram um número maior de mortes e puxam os números para cima.

A notícia do UOL mostra que o Brasil pulou de 300 mil para 350 mil óbitos por Covid-19 em apenas 17 dias, uma média diária de quase 3 mil mortes. Mas além do drama da situação, chama a atenção o fato de que, dessas 50 mil mortes (números arredondados), 13,5 mil foram no estado de São Paulo. 

"Ah, mas trata-se do estado mais populoso do país".

Com quase 46 milhões de habitantes, SP concentra 21% da população brasileira (estimada em 212 milhões de pessoas), mas o número de óbitos no estado representa 27% das 50 mil mortes registradas de 24 de março a 10 de abril. Para efeitos de comparação, o estado do Rio de Janeiro — que apesar de menos populoso, tem o dobro da densidade demográfica de SP — registrou cerca de 3 mil óbitos nesse mesmo período, o que dá aproximadamente 6% das 50 mil mortes, sendo que, com seus 17 milhões de habitantes, o RJ tem aproximadamente 8% da população do Brasil, ou seja, um índice de mortes inferior ao percentual da população.

Entendeu? Então vejamos outro exemplo.

Além de São Paulo, outro estado que registrou mortes acima da proporção populacional foi o Rio Grande do Sul. Com estimativa de 11,5 milhões de habitantes, aproximadamente 5% da população brasileira, o estado gaúcho registrou no período analisado cerca de 4 mil mortes, o que representa 8% das 50 mil mortes relatadas. Como curiosidade, o RS foi um dos estados mais severos com relação ao lockdown, com proibição até mesmo de venda de produtos considerados "não essenciais" nos supermercados.

Mas o que SP e RS têm em comum? Ambos são administrados pelo PSDB e governados por 'gestores' que alimentam pretensões à presidência da república. Além disso, se fossem países, estariam à frente do Brasil entre as nações com mais mortes por milhão de habitantes.

Fontes:


quinta-feira, 8 de abril de 2021

Vacinação pelo bem da ciência

Imagem Creative Commons

Se é a ciência que está ditando as ações do governo, o tal comitê científico não deveria ter escolhido pelo menos um município e vacinado toda a população para servir de laboratório para o restante do estado? Adotava-se um critério, elegia-se um município (de 10 mil habitantes, por exemplo) e colocava-se em prática o plano de vacinação em massa. Com isso, daria para ter uma estimativa do tempo que levaria para vacinar a população, o percentual de recusa à vacina, os efeitos da vacinação comparados a outros municípios, e mais uma série de dados.

Sei que na cidade de Serrana/SP, essa ação está sendo colocado em prática, mas um município da região Sudeste seria suficiente para projetar para todo o país? Tenho minhas dúvidas. Então se temos um comitê para tratar desses assuntos, por que não atentaram para isso no RN? Inclusive, poderiam ter pego duas cidades, uma tomando a CoronaVac, outra tomando Astrazeneca; já pensou no tanto de conteúdo que algo assim poderia gerar?

Aliás, para resultados ainda mais confiáveis — não que eu esteja propondo isso — poderíamos imaginar que haveria um terceiro município, como grupo de controle, que tomaria o placebo, o que certamente seria bastante complicado, e repito: não apoio esse tipo de experimento.

Mas enfim, se é a ciência quem está dando as cartas, usar o método científico é o mínimo que os cientistas costumam fazer, não é mesmo?


domingo, 28 de março de 2021

Brasil em 5º no ranking da vacinação e o mimimi dos números relativos


Não sei se vocês estão sabendo, mas o Brasil é hoje o 5º país que mais vacinou contra a Covid-19 no mundo; somente atrás de EUA, China, Índia e Reino Unido.
“Ah, mas isso é desonestidade; por que não coloca a proporção da população?”
Interessante observação. Mas por que os números referentes à vacinação deveriam ser informados de maneira relativa (percentual) se os novos casos, internações e mortes são sempre divulgados em números absolutos?

Deixando as narrativas de lado, será que existe uma forma mais apropriada de apresentar essas informações? A resposta é sim, e é exatamente o oposto do que a grande mídia vem fazendo.

Como?
Ao contrário do que os teleguiados acreditam, a maneira mais lógica é dar preferência aos números relativos para apresentar a situação da doença e aos números absolutos para mostrar o quadro atual da vacina.

Por quê?
A explicação é simples: enquanto o vírus se dissemina exponencialmente sem limitações significativas de tempo e espaço, a vacina enfrenta diversas barreiras físicas, como temperatura, logística de transporte, aquisição de insumos, tempo de fabricação, mão de obra humana, etc.

Tudo isso faz com que mesmo que hoje houvesse o dobro de vacinados no Brasil, em virtude das dimensões do país e do número de habitantes, em termos relativos, ainda assim estaríamos bem atrás de países pequenos e menos populosos que montaram estruturas muito menores de vacinação. Simples assim. Os gráficos estão aí para conferir. Mas, claro, desonestos são os outros.




sexta-feira, 26 de março de 2021

"Todo mundo que morrer pode botar na conta do Bozo"

Na semana passada, em resposta a uma mensagem de pêsames postada pelo filho do presidente, o deputado MamaeLacrei deu a entender que Bolsonaro causou a morte do senador Major Olímpio ao não providenciar uma chegada mais cedo das vacinas. 

Embalado pela provocação do youtuber, um participante do Copinho ANVISA comentou: "Pior que não mentiu. Todo mundo q morrer pode botar na conta do bozo, já era pra vacina tá aí".

A opinião do colega não ganhou eco no grupo, mas assim como ele, muita gente tem esse mesmo pensamento. Todavia, como podemos ver no print abaixo, a vacina (CoronaVac) não nos dá essa certeza. O secretário de saúde do município de Lins/SP estava entre as primeiras pessoas plenamente vacinadas no Brasil; sua primeira dose foi administrada logo na primeira semana de vacinação, mas a notícia da sua morte nos mostra que não é porque alguém tomou o imunizante que agora está isento de ser vítima da Covid-19.

"Ah, mas isso é desonesto; você está pegando um caso isolado para tentar derrubar a tese de que a vacina não imuniza as pessoas", contestou o colega que havia endossado o Arthur do Mal.

De fato, eu mesmo já falei que pegar um único caso para provar uma generalização é algo complicado e beira a desonestidade. Por exemplo, pegar a morte de um atleta para justificar que todas as academias devem ser fechadas, ou usar a morte de um professor que estava dando aulas presenciais como justificativa para fechar todas as escolas — afinal, professores também morrem de Covid sem estarem em sala de aula — mas o que fiz foi exatamente o contrário: peguei um único caso para refutar uma generalização, pois contra uma afirmação de 100%, 1 já é suficiente.

Além disso, meu argumento não foi contra a CoronaVac, mas contra a alegação de que "todo mundo" que morre por não ter recebido a vacina a tempo é culpa do presidente, pois de acordo com esse raciocínio, o imunizante daria 100% de proteção às pessoas, mas como já vimos, isso não é verdade — sem falar do tempo que leva para vacinar mais de 200 milhões de brasileiros.

Ai, ai, eu deveria estar sendo pago. 😅



quinta-feira, 25 de março de 2021

Brasil Covid: 300 mil mortos

De acordo com as previsões do biólogo e doutor em microbiologia Atila Iamarino, feitas em março de 2020 e a partir de uma projeção do Imperial College de Londres, não era para o Brasil ter batido 1 milhão de mortos por covid-19 em agosto de 2020? O fato do país contar hoje 300 mil óbitos pela doença não significaria que centenas de milhares de vidas foram salvas pelas medidas de distanciamento, higienização e eficiência no tratamento que, apesar de “toscas", segundo avaliou o pesquisador, têm surtido efeito em atrasar a ação do vírus? Neste sentido, como alguns podem falar em genocídio se, diante desse cenário, é possível enxergar exatamente o oposto disso?


terça-feira, 23 de março de 2021

Debate: MHO sobre o fechamento das academias


Academias podem ser consideradas desnecessárias para muita gente, mas para outros elas são absolutamente essenciais. A questão, portanto, não é simplesmente a pessoa estar preocupada com musculação, mas em manter-se fisicamente ativa.

Assim, para rebater o colega de grupo que postou o tweet em tela, mostrei uma pesquisa que apontou que a hospitalização de pacientes com covid-19 é significativamente menor entre aqueles que praticam exercícios físicos regularmente. O estudo observacional analisou o impacto da atividade física e do sedentarismo nos desfechos clínicos de pacientes que se curaram da Covid-19 e o resultado foi que no grupo das pessoas fisicamente ativas, o índice de internações foi 34% inferior ao do grupo dos sedentários.

Como o assunto gerou uma discussão sobre a essencialidade das academias, se deveriam ou não permanecerem abertas, outro participante do grupo postou a seguinte notícia para pontuar seu posicionamento:
"Triatleta com três edições de Ironman morre de Covid-19". https://urbsmagna.com/triatleta-com-tres-edicoes-de-ironman-morre-de-covid-19/ 
E logo em seguida acrescentou:
"Boa noite para o pessoal que acha que ir para a academia é ter garantia de saúde contra o Coronavírus".
Os textos a seguir foram em resposta a essa provocação.

É incrível como CERTAS PESSOAS não conseguem falar o que pensam sem distorcer o que os outros falam ou pensam. Aqui, ninguém disse que "ir para a academia é ter garantia de saúde contra o Coronavírus", mas tá lá o cidadão postando notícia e dando a entender que se um atleta de ponta morreu de Covid, quem é você para pensar que vai se livrar da doença se cagando com 30 kg no supino? Tem que fechar mesmo, dane-se esse estudo nagacionista, feito por quem mesmo? Universidades brasileiras? Kkkkkk...

Todo mundo sabe que há diferentes respostas ao vírus; uns não sentem nada, outros têm uma gripezinha, outros acabam internados, e destes, muitos vão a óbito. Também é sabido que fatores como obesidade, problemas cardíacos, problemas renais e diabetes, por exemplo, contribuem para o agravamento do quadro daqueles que contraem a doença. Por outro lado, a prática de exercícios físicos regulares promovem uma melhora no quadro de saúde e no sistema imunológico e contribui para evitar uma série de comorbidades que, como já foi dito, agravam a doença. Agora, pegar um caso de um atleta que morreu de Covid-19 para tentar ridicularizar aqueles que acreditam que as academias abertas fazem mais bem do que mal é totalmente descabido e beira a desonestidade intelectual, ainda mais acrescentando que quem pensa assim supostamente acredita que academia garante saúde contra o vírus. Não, não garante. É um risco? É. Tanto quanto ir ao supermercado ou pegar um ônibus. Viver é arriscado, ficar em casa, também.
"Desonestidade intelectual... Ninguém pode emitir uma opinião que é logo acusado de desonestidade intelectual. "
Pode e deve, mas não foi isso que você fez. Se sim, precisa deixar mais claro qual seja a opinião. Pegar exemplos de mortes para servir de argumento genérico é algo complicado e sim, beira a desonestidade. Por exemplo, todos nós sabemos que o marido de uma vereadora morreu recentemente vítima do Coronavírus; ele era professor e estava sem dar aulas (presenciais). Agora imagine que Fátima tivesse mantido a decisão de retornar as aulas presenciais no início de fevereiro; a morte do professor certamente poderia ser apontada como tendo sido causada pelo retorno das aulas, mas isso não aconteceu e, assim como ele, outros professores morreram e vários adoeceram mesmo estando fora de sala de aula. Então, usar de uma ou mais mortes para justificar um posicionamento é, de certa forma, oportunismo.
"Ah, mas se os frequentadores de academia têm menor chance de desenvolver a forma grave da doença, não significa que seus familiares, a quem eles eventualmente podem transmitir o vírus, terão a mesma sorte. Um sistema imunológico forte não evita de ser vetor."
Verdade. Todavia, diversos serviços ditos essenciais foram liberados para funcionar. Nesses estabelecimentos não trabalham pessoas? Essas pessoas não têm famílias? Por que o raciocínio daqueles que são contrários às academias não se estende às atividades que um burocrata decretou ser essencial? Se, por acaso, a governadora mudar de ideia e passar a considerar as academias, ginásios e box essenciais, esses que agora argumentam contra elas também mudaram suas opiniões?

Na última sexta-feira, ao chegar na academia, presenciei o final de uma reunião com a moça da recepção e o pessoal da limpeza, cerca de quatro ou cinco pessoas. Ouvi quando a moça falou algo do tipo "ainda não está certo, mas vamos torcer para não fechar" (referindo-se à questão da liminar ganha na justiça), ao que as ASG's comentaram "se Deus quiser!", "tomara que dê certo!", e em seguida voltaram para seus afazeres. Só para ter uma ideia do que é ter seu emprego ameaçado por não ser considerado essencial.


segunda-feira, 22 de março de 2021

Estranho jeito de salvar vidas

Tratamento precoce diminui o número de internações?
Campanha contra o tratamento precoce.

Exposição ao sol fortalece o sistema imunológico e diminui o número de internações?
Fechem as praias e os parques, cancelem o domingo, todo mundo pra dentro de casa!

Exercícios físicos diminuem o número de internações?
Proíbam as academias!



domingo, 21 de março de 2021

Discurso do governo antes e depois do colapso no RN

Imagens printadas do Blog do BG e Twitter

Percebam aí a estratégia: se o governo antecipa-se ao problema e prepara o serviço de saúde para diminuir o número de mortes e evitar um colapso no sistema, a existência prévia de leitos acaba não gerando ganho político, afinal o governo estaria fazendo apenas o que lhe é devido; e se está fazendo bem, não é mais do que sua obrigação. Entretanto, se forem usadas justificativas para não abri-los previamente, como as alegações de que ampliar o número de UTI's é "enxugar gelo" ou que "estimula as pessoas a aglomerar", cria-se uma reação social negativa que, apesar de rápida e intensa, é momentânea e esvai-se no momento em que a mídia governista entra em ação; a impressão negativa é então empanada pela ação providencial da governadora que, no momento de maior clamor, chega com a providência.

Não estou dizendo que foi o que aconteceu, mas que é essa a minha impressão. E sim, conhecemos o ditado: tempos de crise também são tempos de oportunidades.


sexta-feira, 19 de março de 2021

Academias: proibir ou liberar?

"Rpz, academia realmente é bom p saúde e tal, mas a quantidade de alunos que colocam p dentro nesse período de restrição é um absurdo... Um ambiente q é fechado, pessoas suando, esbaforando... Do jeito q vejo, é melhor fechar mesmo", disse um colega de grupo, cliente da Smartfit. Entendo o lado dele. É muito desagradável treinar num ambiente lotado, mas a realidade da academia que ele frequenta parece ser bem diferente das demais que não viraram modinha. Ao contrário dessa franquia, algumas até fecharam por falta de clientes. Na Biofit, por exemplo, é tranquilo. Pouca gente, janelões abertos — lá eles usam climatizadores, não ar condicionado — máquinas quase sempre disponíveis e muito espaço para treinar. Não sei nos outros horários, mas das 10h ao meio-dia, é essa a realidade, ou seja, as pessoas treinam sem medo. Dá até pra peidar de boas que ninguém sente. 😅



quarta-feira, 17 de março de 2021

Último dia de aula presencial na EEPJA

17 de março de 2020, último dia de aula presencial na #EEPJA. Na época, quase todos os professores da escola estavam em greve; apenas eu e uma professora de Geografia revezávamos no Fundamental II trabalhando com duas turmas por dia. A foto é apenas para lembrar que hoje está fazendo 1 ano do Decreto Nº 29524 que suspendeu as aulas pelo prazo inicial de 15 dias (que viraram 1 mês, que virou 1 ano e que não tem mais data para terminar). E por coincidência, foi também hoje que a governadora anunciou um novo decreto proibindo de vez o funcionamento das atividades, serviços e comércios ditos 'não essenciais' pelo período de 14 dias. Sim, meus amigos, está acontecendo tudo de novo.



Segunda onda: compra tardia de vacinas e ausência de lockdown nacional

Na busca por culpados pelo súbito aumento no número de casos da Covid-19, é comum as pessoas apontarem dois fatores: a demora na compra das vacinas e a falta de uma política nacional de lockdown. Com relação às vacinas, precisamos considerar que houve um atraso de três semanas em relação à União Europeia, mas as primeiras doses começaram a ser aplicadas apenas cinco dias após a divulgação dos dados de eficácia da Coronavac. Além disso, o Brasil está à frente de muitos países que iniciaram antes, e até de alguns que produzem a vacina. A Índia, por exemplo, produz 60% das vacinas distribuídas no mundo, mas aplicou até agora cerca de 35 milhões de doses, o que é pouco mais de 2% da sua população; a Rússia, que também produz vacinas, aplicou menos de 8 milhões de doses, o que, em termos percentuais, equivale a 3,8% da população. Enquanto isso, no Brasil, quase 12 milhões de doses já foram aplicadas, ou 4,2% da população. Os dados são facilmente encontrados no site https://ourworldindata.org/covid-vaccinations. Quanto ao lockdown, de tanto não funcionar, o termo está até deixando de ser usado oficialmente — afinal, a própria OMS desaconselha — e não é à toa que, por aqui, estados e municípios têm optado pelo inconstitucional ‘toque de recolher’ para adotá-lo aos poucos. Mas quem reclama da falta de uma política nacional de confinamento da população e fechamento de comércios, deveria ver o exemplo da Alemanha, que apesar da pompa de estadista que tem a Angela Merkel, enfrenta uma série de problemas na condução da pandemia — tanto que o partido da primeira-ministra sofreu uma derrota histórica nas eleições regionais ocorridas nesta semana. Se você duvida, basta dar uma pesquisada; as notícias que nos chegam de lá mostram que a política nacional de trancamento não impediu o aumento do número de casos. Ou seja, é fácil apontar o dedo para indicar supostos culpados, mas vacinas não surgem do nada num piscar de olhos nem o vírus irá embora se você se esconder dentro de casa; a questão é complexa e cabe a cada um tentar cuidar de si mesmo e daqueles sob seus cuidados.




terça-feira, 9 de março de 2021

Tratamento precoce

Ao sentir os sintomas:

- não procure tratamento precoce (isso não existe).

- não tome medicação sem comprovação científica (isso é perigoso).

- mantenha-se em isolamento e busque atendimento somente quando (e se) sentir falta de ar.

Agora pegue sua ficha e aguarde a sua vez. "Mas e a vacina?" Vacina é tratamento profilático, não precoce. Próximo!

sábado, 6 de março de 2021

O silêncio das rãs

Creative Commons Image

Por todo o Brasil, a última semana de fevereiro e a primeira semana de março foram marcadas por uma série de decretos governamentais que, cada vez mais rígidos, têm provocado apreensão e dividido opiniões. No Rio Grande do Norte, não sei se vocês repararam, mas a governadora não decretou as novas medidas restritivas sem antes anunciar a abertura de novos leitos pelo estado. "Durante os próximos 15 dias estão previstos mais 29 novos leitos Covid19 em Mossoró: sendo 10 leitos UTI no HSL, 16 leitos clínicos no HRF e mais 1 leito UTI e 2 semicríticos no HRTM", informou a propaganda governamental um dia antes da publicação do decreto 30.388 de 05 de março de 2021.

Tá, mas e daí? Como a ampliação do toque de recolher e a restrição às atividades sociais e econômicas — ditas não essenciais — não surtirão o efeito (supostamente) esperado, o número de casos da doença continuará a crescer, e, encerrados os doze dias de sua vigência, aquilo que deveria ser o fim das medidas mais restritivas acabará por se transformar em um novo decreto com medidas ainda mais restritivas. Para tanto, a alegação do governo será a de que, mesmo com a ampliação da capacidade de atendimento, o sistema voltou a colapsar. Basta lembrar que o vice-governador afirmou nesta semana que abrir leitos no estado é o mesmo “enxugar gelo”.

Mas o que nos leva a apostar no recrudescimento das regras, além da pouca eficácia do toque de recolher, é o fato de que, diferente do que aconteceu em 2020, quando prefeitos e governadores fecharam tudo de forma brusca e saíram prendendo gente sentada em banco de praça ou caminhando no calçadão, a estratégia para 2021 tem sido a de impor as restrições aos poucos e valer-se do pânico provocado pelo colapso na saúde para ganhar adesão da população às regras impostas, mesmo elas sendo cada vez mais duras.

No Ceará, estado que parece estar servido de inspiração para Fátima, a limitação de circulação de pessoas, que antes era a partir das 22 horas, passou a ser às 20h nos dias de semana e 19h aos sábados e domingos, e agora entrou em período integral com o lockdown rígido de 05 a 18 de março. No RS, que também recebeu restrição de horários na semana anterior, o governador Eduardo Leite usou o dia 05 de março para proibir a venda de produtos não essenciais nos supermercados e vetou a divulgação de promoções "que possam causar aglomeração".

E o que queremos dizer com isso? Que as medidas adotadas nos estados citados acima são prenúncios do que em breve deverá acontecer no RN. Hoje, 06 de março, já recebemos notícias de lotações em bares, lanchonetes, restaurantes, shopping e também nos supermercados. E por que? Ora, o decreto foi publicado ontem, quinto dia útil do mês; e com um dia a menos para sair e menos tempo para aproveitar, estava na cara que a ampliação das restrições de circulação acabaria por provocar mais aglomerações, e não menos.

Enfim, o toque de recolher decretado por Fátima no dia 26 de fevereiro — que pode muito bem ser interpretado como um abuso inconstitucional — foi considerado por muitos como brando demais, incipiente ou pouco efetivo; afinal, o movimento nas ruas após as 22h já é baixíssimo num estado violento como o RN. Ou seja, a impressão que temos é que para os apoiadores da petista, o importante não é exatamente o impacto de suas medidas sobre o vírus, mas o quanto elas podem impactar nas vidas das pessoas e sobre os seus negócios. No entanto, após esse decreto do dia 05, há quem diga que houve um avanço, e a exemplo do que ocorreu nos estados do CE e RS, já consideram a sua ampliação.

A estratégia, como eu disse, é ir cozinhando as rãs aos poucos, em fogo brando; assim elas não se assustam e até gostam. Por falar nisso, aproveite para pedir o seu delivery e relaxar enquanto a água está morninha. 🛀



sexta-feira, 5 de março de 2021

A quebradeira do bem

Imagem Creative Commons

Vamos lá, qual a consequência inevitável das medidas de restrição ao comércio e aos serviços e atividades ditas não essenciais? Quebra da economia. E o que temos numa economia quebrada? Aumento dos preços, do desemprego, da depressão, da violência, da miséria, etc. A lista de desgraças é grande. Mas tudo isso, diante de uma pandemia, seria visto com certa naturalidade se, apesar das consequências, as medidas de fechamento fossem as únicas ou a mais efetivas alternativas para o salvamento de vidas.

Contudo, no momento em que aqueles que mais defendem essas medidas de sacrifício econômico passam a apontar para o governo acusando-o de provocar desemprego, inflação e miséria, fica evidente que a intenção do lema “economia a gente vê depois” não é exatamente colocar a vida das pessoas em primeiro lugar, mas apostar no quanto pior melhor para a derrocada do governo.


Aliás, para esse pessoal cujos fins justificam os meios, a vida das pessoas é o que menos importa. Caso contrário, se houvesse o mínimo de compreensão e espírito de coletividade por parte da oposição, dentre outras coisas, haveria um consenso acerca das consequências financeiras provocadas pelas medidas de combate à pandemia; não se falaria em recessão, pelo menos não nesse momento, e não se apontaria um culpado pelo desastre econômico inevitável, que como se vê, não é provocado somente pelo vírus ou por aquele que teoricamente está no comando da nação, mas também por um conjunto de gestores e burocratas empenhados em receber cada vez mais verbas públicas para torrar sem precisar dar satisfação.

E afinal, por que fingir desentendimento, quando o mote é tão simples? “A gente fecha o ambiente, você banca a despesa, e aquilo que quebrar, já sabe, a culpa é sua. Como? Você não aceita?" Risos. "Quem disse que te demos opção?" Mais risos. "Mas fica triste não; lembre-se: é para salvar vidas”.


quinta-feira, 4 de março de 2021

Cozinhando as rãs

Diferente de 2020, quando fecharam tudo de forma brusca e saíram prendendo gente sentada em banco de praça ou caminhando no calçadão, a estratégia dos prefeitos e governadores para 2021 é ir impondo aos poucos (cozinhando as rãs) e usar o pânico para ganhar adesão da população. No Ceará, a limitação de circulação de pessoas, que antes era a partir das 22 horas, passou a ser às 20h nos dias de semana e 19h aos sábados e domingos, agora já está anunciado um lockdown rígido de 14 dias a partir desta sexta-feira (05). Seguindo na esteira de Camilo Santana, é muito provável que Fátima siga o exemplo do colega petista e adote as mesmas (ou piores) medidas restritivas para o RN. Lembrando que em 2020, quando tudo começou, a proposta inicial também era de apenas duas semanas.



domingo, 28 de fevereiro de 2021

Por que não tivemos toque de recolher antes?

Estadão: Ocupação de leitos para covid-19 atinge 100% em Natal e Mossoró

Em junho de 2020, a ocupação de leitos específicos para o tratamento da Covid-19 atingia a capacidade máxima nas duas maiores cidades do RN. Na matéria do Estadão, consta que apesar de toda a pressão sobre o sistema de saúde, a Sesap não considerava que o estado havia chegado ao pico da doença, ou seja, a expectativa era de que a situação poderia se agravar ainda mais.

Mas o que mais nos chama a atenção é o trecho onde diz que "Mesmo com todos os leitos para o tratamento da doença ocupados nas cidades consideradas epicentros no Estado, o secretário de saúde evita confirmar que o sistema de saúde local está colapsado." Vocês entenderam? Com 100% das UTI's ocupadas nas duas cidades polo, ninguém falava em colapso no sistema de saúde e muito menos em toque de recolher; à época, já haviam substituído o imperativo "Fique em casa!" pelo sugestivo "Se puder, fique em casa." e até já haviam garantido as eleições. 

Mas hoje, com a taxa média de ocupação em 89%, o que mais se ouve falar é que o sistema está colapsado e que o caos provocado pela segunda onda seria a justificativa para a governadora decretar toque de recolher e ameaçar prender quem estiver circulando na rua após o horário permitido. Afinal, é para o nosso próprio bem, e como se diz: "Hay que endurecerse pero sin perder la ternura jamás".


sábado, 6 de fevereiro de 2021

Vacinação segue em ritmo acelerado no Brasil

VOCÊ SABIA? Na sexta-feira (05) o Brasil ultrapassou a marca de 3 milhões de vacinados contra a Covid-19. Em números absolutos, ocupamos o 8º lugar no ranking mundial da vacinação -- isso em menos de três semanas do início do processo de imunização no Brasil. Segundo levantamento feito pela Bloomberg, somos o quinto país com a maior média de vacinados por dia, somente atrás de EUA, China, Reino Unido e Índia.



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Rainha da vacina

Vídeo emocionado, foto com a bandeira do RN junto à carga de vacinas, close com frasquinho na mão... nossa governadora tentou a todo custo usar o início da vacinação contra a Covid-19 para melhorar sua popularidade. Mas se quem compra é o governo federal e quem aplica são os municípios, qual seria o papel do estado nesse esforço para imunizar a população? Quero crer que não seria o de apenas transportar as vacinas do aeroporto até os municípios. Porque se for só isso, a governadora estaria tentando se promover oferecendo um serviço que prevê a perda de 5% das doses, ou seja, previsão de 4 mil doses perdidas numa remessa de 80 mil. Não faz sentido, deve ter alguma coisa a mais que justifique a ideia de transformá-la na "rainha da vacina". O que seria?