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quinta-feira, 16 de abril de 2020

Conflito Cósmico, o Textão


Passei os últimos sete dias envolvido em um estudo à distância sobre profecias bíblicas intitulado Conflito Cósmico. Ministrado por um pessoal adventista, a proposta do curso era não se ligar a nenhuma doutrina denominacional ou igreja. Ótimo — posso me equivocar com relação à ordem dos dias e assuntos abordados, pois todo o relato a seguir é baseado unicamente na memória que ainda mantenho acerca desse período de estudos, mas vamos lá.

De fato, no início, tudo parece muito isento e focado estritamente nas Escrituras; o curso inicia falando sobre a estátua de diferentes metais do sonho de Nabucodonosor (Dn 2:32-34), segue estudando os animais do sonho de Daniel (Dn 7:3-7) e no terceiro dia aborda especificamente o chifre pequeno que surge na cabeça do quarto animal (Dn 7:8), momento em é revelado tratar-se da igreja católica ou o papado romano. No quarto dia, o curso trata de fazer uma correlação entre sete festas judaicas e eventos bíblicos ocorridos ao longo da história, onde a Páscoa, os Pães Asmos e as Primícias representam a obra redentora de Cristo, com sua crucificação, sepultamento e ressurreição, tudo devidamente demonstrado através de slides bastante elaborados. Na sequência, ocorre um salto no tempo valendo-se de uma fórmula meio confusa onde dias são transformados em anos e, a partir de 457 a.C — ano em que um decreto de Artaxerxes I permitiu a reconstrução dos muros de Jerusalém — soma-se então os 2300 anos da profecia de Daniel até chegar ao número místico 1844, ano que marcaria a festa das Trombetas.

Para quem não sabe, 1844 entrou para a história como o ano do Grande Desapontamento, isso porque um grupo liderado por William Miller, os mileritas, com base nesse mesmo estudo do livro de Daniel e a partir do cálculo das 2300 tardes e manhãs, concluiu que este seria o ano da vinda de Cristo, o que fez com que muitos vendessem, doassem ou abandonassem tudo o que tinham para aguardar o arrebatamento que, como se sabe, não aconteceu. Contudo, um grupo remanescente dos mileritas — do qual descendem os adventistas — refez os cálculos e percebeu que eles estavam certos, mas o evento é que estava errado; 1844 não seria o ano da vinda de Cristo, mas o período temporal que marcaria a entrada de Jesus no lugar santíssimo do santuário celeste. A partir desse ponto, abordado no quinto dia do curso, começamos a perceber uma forte inclinação às doutrinas adventistas. Mas afinal, o que Jesus foi fazer no Santo dos Santos celestial a partir de 1844? Supostamente, analisar uma pilha gigantesca de livros para fazer o juízo investigativo de cada um conforme as suas obras. Pois é, segundo eles, Jesus seria uma espécie de burocrata que, não tendo concluído sua obra salvadora na cruz, estaria hoje sentado atrás de uma mesa, com um carimbo na mão, dizendo: “Próximo!”. Esta seria a característica da sexta festa, a da Expiação. A sétima festa, a dos Tabernáculos, ocorrerá no futuro, após a vinda de Cristo.

Pois bem, o curso segue fazendo uma relação entre as feras do sonho de Daniel e a primeira besta do Apocalipse, e a essa altura, ninguém se espanta quando é revelado que a besta do mar e o anticristo referem-se à mesma entidade: o Vaticano. E finalmente, no sétimo e último dia do curso (tinha que ser sete), é revelada a identidade da besta da terra: os EUA. Já alertando que este seria o dia mais difícil de entender, o professor larga a Bíblia e passa agora a usar uma série de prints de notícias relacionando o papa Francisco, os Estados Unidos, a ONU e o aquecimento global à sua teoria. Segundo ele, o sinal da besta seria o domingo, a marca de autoridade da igreja católica sobre o mundo.

O domingo estaria ligado à questão ambiental porque o papa teria sugerido em sua encíclica de 2015 intitulada “Sobre o Cuidado da Casa Comum” a adoção do domingo como dia de repouso da humanidade para o bem do meio ambiente. Segundo Francisco: “O dia de descanso, cujo centro é a Eucaristia, difunde a sua luz sobre a semana inteira e encoraja-nos a assumir o cuidado da natureza e dos pobres”. Ou seja, o papa representa o anticristo (Vaticano) que com a ajuda da besta da terra (EUA) instituirá o sinal da besta (domingo) a todos os povos e nações para que ninguém possa vender ou comprar, senão aqueles que tiverem esse sinal.

Terminado o curso, o que o professor não conseguiu explicar de maneira convincente foi: o que configuraria a adoração ao sinal da besta? Ele tentou responder fazendo um link com Ap 14.12: “...aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”. Em outras palavras, aqueles que guardam os quatro primeiros mandamentos, isto é, os adventistas. Ele não citou explicitamente, mas de forma sutil foi isso que ficou exposto, pois quem observa o quarto mandamento, guarda o sábado, e quem santifica o sábado? Eles, os ASD.

O curioso é que todo o estudo foi feito a partir de interpretações, ou seja, sem pegar os termos-chave no sentido literal, e logo no início do curso o professor deixou claro: “Precisamos perguntar se o sentido do texto é literal ou figurado; se for literal, tudo deve ser literal, mas se for figurado, tudo tem que ser interpretado nesse sentido”. Mas, porém, contudo, entretanto, especificamente na palavra SINAL, simplesmente a palavra mais importante para a validação de toda a sua linha de raciocínio, ele fez questão de interpretá-la de forma literal, ao pé da letra, citando inclusive o original grego para indicar que a marca da besta não seria algo colocado nas pessoas, mas externo.

Em outras palavras, admitindo-se que o sinal da besta é realmente o domingo e que somente os adoradores do domingo — aqueles que respeitarem o “lockdown” mundial imposto pelo Vaticano através dos EUA — poderão comprar ou vender durante o resto da semana, como o governo ou o comércio saberá que alguém é ou não um adorador do domingo? Segundo o professor, esse controle não é importante, pois Deus sabe quem guardará os mandamentos (o bendito sábado) e quem guardará o domingo (o sinal da besta).

Resumindo: eles, os adventistas, seriam os remanescentes descritos em Apocalipse (12:17 e 14:12), uma espécie de igreja verdadeira dos santos dos últimos dias, pelo fato de anunciarem o juízo e guardarem os mandamentos, especialmente o sábado, o antídoto contra o sinal da besta. Pois é, esse foi o curso que no início se propunha a ser independente de doutrinas denominacionais e não puxar sardinha para nenhuma igreja. Obrigado por lerem até aqui, agora já podem me chamar de otário.

domingo, 15 de maio de 2011

Gargalheiras Moto Fest - Acari/RN

Mais uma vez o Trilhados Moto Clube se fez presente em bom número no encontro de motociclistas de Acari, o Gargalheiras Moto Fest. O grupo partiu dividido em dois bondes, ambos com concentração no Posto Entroncamento; o Bonde do Kaial saiu na sexta-feira à tarde, com Marcellus e família (mãe, irmãos, cunhadas, periquito e papagaio), Marcelo Asa, Ciro/Toinha, Hacson/Elaine, Eduardo Topete, Hiago, e Valmir, o Homem Girino. O Bonde da Agonia pegou a estrada no sábado de manhã, por volta das 5h45, com Pherrugem, Ray, Luis (possível pré-aspira) e o simpático casal do RN-015, Jean/Edinilma, seguindo numa tocada que variou entre 100 km/h a 120 km/h, limitado apenas pela velocidade final da Bros 150 de Luiz.

Roteiro: 
Mossoró – Assu – Paraú – Triunfo – Jucurutu – Florânia – São Vicente – Currais Novos – Acari.

Condições da estrada
BR 304 – de Mossoró até Assu – Perfeita (pense numa reta...)
RN 233 – da BR 304 até Triunfo – Pista estreita, sem acostamento e com alguns buracos rasos
BR 226 – de Triunfo até Jucurutu – Perfeita (hora de colar o punho)
BR 226 – De Jucurutu até Currais Novos – Pista sem acostamento, muitas curvas, aclives e declives, mas com o asfalto em ótima condição. Além disso, dois trechos estão sendo desviados: entre Jucurutu e Florânia (desvio tranquilo) e próximo a São Vicente (desvio complicado, com lama e com o risco de interdição total em caso de chuva)
BR 427 – Perfeita (uma das estradas mais gostosas do Estado para se pilotar)

O grupo ficou acomodado numa casa há cerca de 100 metros do local do evento, na vila dos pescadores, em Gargalheiras. Lá, na Casa da Desgraça, rolou churrasco, carne de panela à moda do pinscher, peixe na telha, feijoada roubada do evento, banho de bica, passeio de canoa com direito a naufrágio, sonzeira no pé do ouvido e meio mundo de birita. Parecia um carnaval; só faltou o mela-mela.

Na noite do sábado, fomos curtir as bandas no local do evento, mas daí em diante eu não lembro mais nada... hehe

Fomos dormir por volta das 2h30 da manhã do domingo e, desta vez, pudemos descansar até quase 8h da manhã. Em seguida, o Bonde da Ressaca, com Pherrugem, Asa, Marcellus, Ray, Luiz, Valmir e Jean, deixou a cidade já depois das 9h, parou na pararia São Geraldo para tomar café da manhã em Florânia (pense numa gastura...) e depois uma parada rápida em Paraú, só pra hidratar e esticar as pernas.

Pense numa comédia... Esse vai ficar pra história


Pense numas canelas brancas... Aff


Baldeou


Minutos antes do naufrágio


Bonde da Ressaca





sábado, 2 de outubro de 2010

Relato da viagem a Catolé do Rocha



Marcamos como local de partida o Posto Paraibano, no Alto da Conceição, e partimos, conforme o previsto, às 6h15. Por sorte, no momento da partida, percebi que eu estava com a chave do apartamento no bolso e  que havia deixado Leninha trancada dentro de casa. Com isso, a galera foi me esperar na estrada enquanto eu fui deixar a chave na portaria do prédio. Mas às 6h25 já estávamos definitivamente na estrada.
O comboio, formado por cinco motos - eu, Marcellus, Claudino, Valmir e Raí - seguiu com velocidade de cruzeiro de 120 km/h e, com o asfalto bom, rapidamente chegamos para o tradicional cafezinho na lanchonete da Galega, em Caraúbas. Lá, encontramos o pessoal de Baraúna e demais companheiros de outros Moto Clubes de Mossoró. Com a parada, aproveitei para calibrar os pneus e descobri que eles estavam bem abaixo do recomendado, 15 e 24, quando deveriam estar em 33 e 33, dianteiro e traseiro, respectivamente.
De volta à estrada, ainda no ritmo dos 120 km/h, seguimos acompanhados pelos companheiros do RN-015. Em Patu, a placa que indica a estrada para Catolé está mal posicionada e parece ter sido improvisada, mas uma rápida consulta a um passante nos deu a certeza de que estávamos no caminho certo.
O trecho de Patu a Catolé sempre foi muito problemático, mas felizmente essa realidade está mudando. Os buracos que encontramos, ainda no lado do RN, são fáceis de contornar e estão bem distanciados. No lado paraibano, a pista velha foi totalmente retirada e um asfalto novo está sendo colocado, restando apenas cerca de 2 km para que a obra esteja concluída.
Chegando em Catolé, tomamos café na praça do evento e seguimos para o sítio onde ficaríamos hospedados, distante cerca de 4 km do centro da cidade. Lá chegando, nem sinal do proprietário. O caseiro falou que não fora informado de nossa chegada e que nós deveríamos aguardar a liberação do dono, que se encontrava na vizinha cidade de Brejo Santo.
Depois de uma hora de espera, quando já havíamos falado da vida de todo mundo e os assuntos já começavam a faltar, eis que surge o proprietário do sítio, que, por coincidência, também é motociclista e fazia parte da organização do evento.
Depois da chegada do homem, fomos instalados em um dos confortáveis apartamentos, próximo do gelágua e da geladeira, que continha somente o essencial: cerveja.
Saindo da propriedade, fomos para o churrasco na AABB. Ficamos numa mesa com os carnívoros de Baraúna, e não demorou para completarmos a primeira grade de gela, bem friinha... A música estava de primeira e todo mundo muito animado. Lá pelas tantas, depois de Jean esperar mais de uma hora pra dar uma palhinha (em vão), fomos para a praça do evento, onde eu não me recordo muito bem o que fizemos, mas lembro de ter dado umas duas voltas na praça procurando a minha moto, sem a menor ideia de onde ela estava. Por sorte, encontrei Raí, que estava com o capacete trancado na minha Fazer, e aí seguimos pra dar uma descansada no sítio.
À noite, retornamos à praça atrás de cabimento, mas a noite estava mais para o público GLS e para quem estivesse disposto a pagar... Lá pelas 2h da madruga a galera toda já estava no berço, exceto eu e Raí, que ainda fomos procurar pro bucho, numa lanchonete 24 horas, retornando pro sítio só às 3 da manhã.
Às 7 horas, os mais agoniados já estavam de pé. Hora de tomar um Sonrisal pra rebater, e um analgésico pra passar a gastura. Depois de um banho frio e de uma rápida sessão de fotos, deixamos o Sítio Batatas e fomos tomar café na AABB.
De volta à estrada, seguimos numa tocada que variou entre 120 e 140 km/h e caímos na besteira de passar no Lima, em Patu. O problema é que estava havendo algum tipo de missa festiva e havia gente pra caramba lá em cima; tanta gente, que as motos e carros tinham que pegar uma estradinha de barro poeirento até o estacionamento que fica por trás do santuário.
Depois do tempo perdido no Lima, voltamos à estrada e continuamos na mesma tocada inicial, chegando rapidamente em Caraúbas para mais uma paradinha. Os mais apressados, Claudino, Valmir e Raí, partiram na frente, enquanto eu e Marcellus ficamos curtindo um pouco a preguiça (e a ressaca). Depois de algum tempo, resolvemos encarar a estrada novamente, mas não antes de Marcellus providenciar o seu já conhecido ar-condicionado de pobre.
Chegamos em Mossoró debaixo de um sol de lascar, exatamente às 11h55, e fomos em busca de sombra e água fresca, cada um em sua respectiva casa.

É isso...

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Santa Cruz 2010

Este ano os Trilhados compareceram novamente em bom número no evento de Santa Cruz. Para a partida, foram formados dois bondes, o Bonde do Kaial, que partiu na sexta-feira à tarde, e o Bonde da Agonia, que pegou a estrada no sábado pela manhã, rumo ao 5º Santa Cruz Moto Fest.

O Bonde do Kaial, composto de Marcellus, Ciro, Eider e o Clã Santos, partiu do Posto Planalto e seguiu pelo roteiro de Triunfo Potiguar; pegou chuva na estrada, à noite, e chegou a Santa Cruz por volta das 19h30. Agregados ao bonde estavam Túlio, Emília e Valmir Pincher.

O Bonde da Agonia, composto inicialmente de Marcelo Asa e Ocimar, partiu do Posto Imperial, pontualmente às 5h00 da manhã do sábado, e só ficou completo na entrada para Paraú, com a chegada de Jerfferson Pherrugem, que esperou inutilmente até as 5h18 no Posto Entroncamento. Agregado ao bonde estava Ruan, do Rota 171. O comboio, formado exclusivamente por motos Yamaha, seguiu pelo roteiro de São Rafael, com uma parada rápida em Florânia, velocidade média de 120 km/h, chegando a Santa Cruz por volta das 8h45.

Na manhã do sábado, tomamos um delicioso café na padaria Elite e após um rápido city tour pelas estreitas e congestionadas ruas de Santa Cruz, fomos até o Alto de Santa Rita, onde fizemos várias fotos e encontramos vários companheiros de outros moto clubes. Descendo o morro, deixamos as motos na tapera que alugamos e seguimos de carro até o local da confraternização, sendo que Ciro e o Topete preferiram ir de moto mesmo.

Este ano, o local do churrasco foi numa casa de shows bastante ampla, mas com pouca estrutura para o estacionamento das motos. A novidade do 0800 ficou por conta das canecas personalizadas, que eram vendidas por 5 reais e davam direito ao camarada beber cerveja até não querer mais. Depois de muita farra, voltamos para a tapera, agora com a companhia dos amigos do RN-015, que continuaram a brincadeira lá na casa, e por lá se abancaram.

À noite, a galera compareceu ao local do evento e depois de distribuir simpatia, retornou para o devido descanso. Todavia, mais uma vez fui deixado para trás... Paulinho retornou e me deixou no evento nas mãos de Eider, ou seja, HAJA CERVEJA!!! Quando retornamos, eu Eider e Emília, ainda tomamos umas cinco ou seis saideiras no quiosque da esquina até que o Topete chegou com Cristina e fomos todos dormir.

Na manhã do domingo, depois de passarmos a noite sendo sugados pelas muriçocas, muito cedo começamos a arrumar as tralhas para pegarmos a estrada de volta, não sem antes eu dar um “fino trato” nas instalações sanitárias do lugar.

De volta à estrada, paramos na padaria de Florânia, onde tomamos um delicioso café por um precinho bem camarada. Retornamos pelo roteiro de Triunfo e, durante a viagem de volta, paramos para fazer algumas fotos na estrada e depois fomos ultrapassados por um comboio de aproximadamente 10 motos esportivas. Um verdadeiro esquadrão Jaspion.

Chegando em Paraú, permanecemos, eu, Marcellus e o Clã Santos, parados por cerca de uma hora até que o guincho viesse pegar o carro de Eider, que havia apresentado problemas mecânicos e não tinha mais condições de seguir viagem. Enquanto isso, Ciro, Ocimar e Marcelo Asa preferiram se adiantar para não perder o almoço do dia dos pais.

Chegamos em Mossoró por volta do meio dia e meia, depois de percorrer os últimos quilômetros do retão Assu – Mossoró, andando na casa dos 130 km/h.

Espero que todos tenham gostado tanto quanto eu.

Até a próxima,

Na tapera: Trilhados e RN-015


Devotos de Sta Rita


Marcando presença no 0800


Tradicional foto na estrada


segunda-feira, 20 de abril de 2009

Evento em Caicó

1º Caicó Moto Show

Pegamos a BR 304, eu e Jean, às 6h10 da manhã. O restante da turma já havia partido há cerca de 30 minutos, no Bonde do Kaial. No início da viagem, fui à frente mantendo uma velocidade pouco inferior aos 100 km/h, mas Jean tomou a frente e imprimiu um ritmo um pouco mais forte, com máxima de 110 km/h em algumas ultrapassagens.

Saindo da BR, pegamos uma estrada estreita até a BR 226, passando pela cidade de Paraú. Chegando na 226, Jean já começava a demonstrar sono. O cara havia passado a noite anterior sem dormir. Aff... Mesmo assim, o ritmo se manteve o mesmo, só que dessa eu é que ia à frente.

Chegando em Jucururu, Jean pediu arrego. Disse que estava morrendo de sono e que precisava parar em algum lugar pra tomar um café e lavar o rosto. Por mim, teríamos seguido em frente, afinal a turma do Kaial já deveria estar chegando em Caicó, mas eis que tivemos uma grata surpresa ao nos depararmos com a galera parada justamente no lugar onde paramos pra Jean dar uma acordada.

De Jucurutu até Caicó, o ritmo manteve-se na casa dos 100 km/h, numa viagem muito agradável. Chegando lá, dois rapazes aguardavam na entrada da cidade, e um deles seguiu com a gente e nos indicou o caminho até a Ilha de Santana, lugar onde foi realizado o evento.

Chegando na Ilha, Marcellus providenciou a inscrição do Moto Clube e eu cuidei de estender o nosso banner, afinal já havíamos esperado cerca de 30 minutos pelo responsável por isso, mas nada dele aparecer. A essas alturas, Polary, Valdir e Fidel já haviam “batido o centro” e iniciado os “trabalhos”.

Em seguida, fomos até a pousada Bom Gosto fazer o check in. A princípio ficariam 5 marmanjos em um quarto só, mas depois da desistência de Valmir e da inclusão minha e de Jean, resolvemos ficar em dois apês, três em cada um: eu, Jean e o Asa no quarto 111, e Fidel, Polary e Marcellus no apartamento 107.

Retornando ao evento, nos abancamos próximo do palco e daí começou a brincadeira. Destaque para Valmir em sua performance digna de terreiro de macumba ao incorporar o Caboclo Mundiceiro e imitar um pincher raivoso, depois de entornar 3 latinhas de Pitu.

Depois de muitas latinhas de cerveja, retornamos à pousada e fomos “procurar pro bucho”. Fizemos um pequeno desfalque na padaria e depois fomos tirar aquele cochilo reparador. Eu dormi pouco, pois tenho sono leve, mas a galera do quarto do Kaial dormiu de rabo aberto até as 20 horas. Fomos nos aprontar para retornar ao evento e Polary foi enfiar o dedo na goela pra “lavar” o banheiro.

De volta ao evento, muita gente, muita moto e muita potranca... Ficamos por ali como quem não quer nada, só filmando as beldades e vendo o movimento. Demos um balão geral pelo local e lá pelas tantas resolvemos dar um chega no La Bodeguita, onde estava rolando um pagodão de primeira.

Chegando no La Bodeguita, ficamos de fora mesmo, no sereno. O lugar estava lotado e havia gente de todo tipo e de todas as idades, mas a predominância era de adolescentes e de “porras-loucas”. Nos abancamos numa barraquinha em frente e traçamos umas duas dúzias de espetinhos com mais algumas geladas. Já eram quase 2:00 da madruga quando resolvemos voltar pra pousada.

Depois da sinfonia de roncos durante toda a noite, levantamos por volta das 7:30 e fomos cuidar da vida. A galera do Kaial já havia levantado e tomado café, mas a gente ainda foi pegar um cuscuzinho com carne moída pra dar uma forrada no estômago. Daí em diante foi cuidar dos preparativos para a volta: pagar a pousada, arrumar as tralhas, recolher os panos de bunda e pegar o banner no local do evento.

De volta à estrada, lá pelas 10 da manhã, seguimos num ritmo de 100 km/h até uma rápida parada em Jucurutu para alguns registros fotográficos. Seguimos em frente até uma nova parada em Paraú, agora para reidratar a carcaça e para mais uma sessão de fotos mais à frente.

Saindo da estrada vicinal, pegamos a reta da BR 304 de volta para Mossoró. Nesse momento, Jean tomou a frente e resolveu andar mais rápido, indo aos 120 km/h. Como minha moto está amaciando, resolvi ficar nos 100 – 110 km/h mesmo. Marcellus viu que eu fiquei pra trás e me acompanhou. A mesma coisa fez o Marcelo Asa. Gostei de ver essa atitude dos dois, pois andar em grupo é exatamente isso; nunca perder o companheiro do retrovisor.

Na chegada a Mossoró, os apressadinhos estavam esperando num posto de gasolina desativado. Segui direto e daí cada um tomou o seu rumo de volta para a tranquilidade de seus lares; com exceção de Jean, que foi recebido pela mulher com um cabo de vassoura na mão. Mas no final tudo de acertou.


No evento de Caicó

Qualquer coisa era motivo para uma fotografia. rsrsrs

* Foto by Papai Smurf


Ilha de Santana

O complexo turistico Ilha de Santana trata-se de uma praça pública construída sobre uma ilha fluvial localizada no rio Seridó, bem no centro da cidade de Caicó, no estado do Rio Grande do Norte (Brasil). O nome foi escolhido em homenagem a padroeira da cidade e a proximidade com a catedral, fundada por Borja de Medeiros.

Descrição do complexo

Localizado em uma área de 15 hectares às margens do Rio Seridó, a área tem características geográficas de cabo, mas nas grandes cheias do rio toma a forma de ilha. O ponto mais alto e de maior largura é o Serrote da Cruz, onde está localizada a capela de São Sebastião a quase vinte metros de altura, em relação ao nível do rio. No local estão sendo construídas praças de alimentação, boxes para artesanato, pista de skate, um ginásio poliesportivo em dimensões oficiais com arquibancada de capacidade para 3000 pessoas. Além de um anfiteatro com capacidade para 1000 espectadores sentados e de um pórtico na entrada do complexo.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Ilha de Santana - Caicó/RN

Visão noturna do alto do serrote de São Sebastião.


Entrada da Ilha de Santana

Caicó - RN


Voltando de Caicó

Eu e a Scarlet


Nu

Da cintura pra cima

Em Caicó/RN


* by Fidel


Montagem


Chopp no Shopping

Eu e Jean, na chegada do evento de Caicó.



segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Afogados da Ingazeira - 1ª viagem com a Fazer 250


Não sei exatamente por que, mas toda vez que tenho uma viagem programada me bate uma ansiedade danada. Na véspera, fico pensando e repensando a ponto de me bater um certo medo, quase um pânico.

Nessa última viagem, eu me perguntava: "o que é que eu to fazendo? Levar a moto para a primeira revisão antes da quilometragem mínima de 900 km, só pra encarar uma viagem de mais de 850 km cruzando o sertão escaldante do semiárido de três estados nordestinos? Sei não”. Mas fazer o quê? Já há algum tempo eu não encarava uma estrada; minha última viagem de moto foi há mais de um ano, quando levei a GS500 a Natal para o seu novo dono, ou seja, não dava mais pra segurar. O evento prometia ser bom e a hora era essa.

Partimos de Mossoró às 7h30 da manhã da sexta-feira; eu na minha recém adquirida Fazer 250, Erivando Júnior em sua GS500 e o Evandro a bordo de sua NX4 Falcon. Logo nos primeiros 80 km enfrentamos o vento forte já conhecido da BR 304, mas já nesse trecho estabelecemos a velocidade que mantivemos durante toda a viagem de ida: mínima de 110 e máxima de 120 km/h. Saindo da BR encaramos o asfalto surrado da RN 118 até a cidade de São Rafael. Esse trecho é cheio de remendos, ranhuras no asfalto e absolutamente nenhuma sinalização. Durante toda a viagem este foi o pior pedaço de estrada que pegamos. Todavia, o que mais me surpreendeu foi a suspensão da Fazer; ela absorvia muito bem as imperfeições do asfalto. Melhor do que eu imaginava que seria. Alguns pequenos buracos ela sequer tomava conhecimento, e com isso foi possível continuar na mesma tocada mínima de 110 km/h.

De São Rafael até Jucurutu o asfalto está muito bom, mas a sinalização é precária. Esse trecho apresenta algumas curvas interessantes e foi aí que a viagem começou a ficar prazerosa. De Jucurutu até Caicó a estrada é impecável. Asfalto excelente, sinalização completa, acostamento. Coisa de primeiro mundo. Bem diferente de há dois anos, quando sofremos para cruzar os 55 km que ligam as duas cidades.

Em Caicó, veio a primeira parada para abastecimento e a primeira medição de consumo numa viagem. Quase caí pra trás quando fiz as contas; a Fazer tinha feito exatos 20 km/l. Eu esperava um consumo mínimo de 24 a 25 km/l, afinal a Falcon que ia conosco havia feito 21,5 km/l. Bom, deixa pra lá... Botei na cabeça que a moto estava amaciando e que isso deveria ser normal.

Voltamos para a estrada e continuamos na mesma tocada. Fizemos uma parada rápida para uma foto na divida RN/PB e seguimos em frente. Chegando na BR 230, a famosa Transamazônica, aproveitamos a pista larga e cravamos a velocidade em 120 km/h durante os 45 km até a cidade de Patos, lá fizemos uma conversão à esquerda num semáforo e fomos parados pelo apito de um fiscal de trânsito. Por sorte o camarada era gente boa e liberou a gente depois de ensinar o caminho correto para seguirmos até Teixeira, no alto da chapada da Borborema.

Subir a Borborema com a Fazer foi uma sensação incrível. Nas primeiras curvas eu estava um pouco travado, mas logo fui pegando o jeito. A subida não é das mais íngremes e a Fazer fez todo o percurso de 4a e 5a marcha. Algumas curvas são tão anguladas que quando você acha que está acabando ainda tem mais um tanto de curva para contornar. Não cheguei a raspar as pedaleiras, pois o fato de estar levando a barraca atravessada na garupa, além do restante da bagagem, não me deu segurança para tal, além do que eu nunca fiz isso antes. Não seria na minha primeira viagem com ela que eu ia tentar.

Chegando em Teixeira, paramos para uma sessão de fotos no mirante e para um delicioso almoço bem ao estilo nordestino; galinha de capoeira, buchada de bode, batata doce e arroz na graxa da galinha. Para a sobremesa, uma mariola e um copo de água torneiral. Tudo light. Hehehehe... Depois do almoço bateu aquela moleza. A brisa agradável do alto da Borborema convidava para uma espreguiçada numa redinha em baixo do alpendre, mas não tinha jeito, o negócio era pegar a estrada e seguir em frente, afinal nos restavam menos de 100 km para completar nosso percurso.

Fizemos mais uma parada rápida para uma foto na divisa PB/PE e seguimos rumo a São José do Egito. Durante a viagem, eu matutava dentro do meu capacete; como deveria se chamar a pessoa que nasce nesta cidade. Seria egitense? Bom, não parei para perguntar. Agora só faltavam 55 km e a bunda já estava pedindo arrego.

Passamos por algumas cidadezinhas e por algumas dezenas de lombadas até chegarmos no nosso destino; Afogados da Ingazeira. Mais uma vez me perguntei como se chamariam as pessoas nascidas naquela cidade... Acho que é ingazeirense. Bom, deixa pra lá, vamos procurar pra garganta que eu já estava abrindo o bico de tanta sede.

Logo quando chegamos na cidade nos deparamos com uma cena pouco comum por essas bandas; 5 triciclos cuidadosamente estacionados no pátio de uma bela churrascaria, todos fabricados pelo Alemão. Paramos na churrascaria Grande Rio; um complexo que envolve, além da churrascaria, restaurante, pousada e posto de gasolina. Nos abancamos e iniciamos os trabalhos. Encontramos alguns amigos daqui e de outras cidades presentes no evento e o papo correu "redondo". Ficamos por lá algum tempo, conversando sobre a viagem e observando a movimentação de motociclistas que a todo instante passavam em direção à praça do evento. Não demorou muito e logo encontramos um rapaz da organização que se dispôs a nos levar até a praça. E aí, vamos lá?

Chegando na praça, mal descemos das motos e o pessoal da organização já estava nos oferecendo um coco geladinho, 0800, e já foram anunciando a chegada do Phoenix MC de Mossoró/RN – o motoclube dos meus colegas de viagem.

É preciso dizer que ficamos bestificados com a recepção calorosa e com a atenção que o pessoal da organização dava aos motoclubes visitantes. Infelizmente, esse tipo de recepção é pouco comum em boa parte dos eventos que participamos, principalmente nos das capitais. Mas em Afogados a coisa foi diferente. A todo instante alguém com uma camisa dos Dragões de Aço, o motoclube anfitrião, chegava e perguntava se já estávamos hospedados, se já havíamos tomado uma água de coco, se precisávamos de alguma ajuda... Enfim, nunca fomos tão paparicados.

Havia uma pessoa da organização, designada somente para tratar da questão do camping. O cara, gente finíssima, além de nos receber super bem, ainda ficou acampado lá com a gente. Ele ficou preocupado com a gente, pois como fomos os primeiros campistas a chegar ao evento e o ginásio onde armaríamos nossas barracas só estaria disponível depois das 19h, em virtude de um evento que estava acontecendo naquele exato momento, teríamos que ficar algum tempo ao relento. “Tudo bem, a gente fica aqui na praça de bobeira e aproveita pra retomar os trabalhos”. Além de tomar algumas latinhas de Skol, geladíssimas, e por módicos R$ 1,50, esvaziamos um carrinho de picolé, desses baratais; vinte centavos cada. O picolezeiro sentou-se à nossa mesa e ia só distribuindo; cada um pagava uma rodada.

Tudo resolvido com o ginásio, antes mesmo das 7h da noite já estávamos armando as nossas barracas. Acampar no ginásio foi uma surpresa para mim, pois achava que passaríamos muito calor sob aquele telhado de alumínio, mas a última coisa que sentimos foi calor. O ginásio fica localizado numa parte mais alta da cidade, onde sopra um vento refrescante e muito agradável, tanto que as barracas ficavam totalmente fechadas à noite. Outra coisa que me surpreendeu foram as condições dos banheiros/vestiários; tudo muito limpo e organizado. A ducha era forte e o banho muito agradável.

Quando voltamos à praça, fomos direto na mulher das tapiocas recheadas. A banca era um pouco precária, mas a tapioca era 10. Cada um comeu duas, acompanhadas de uma ampola de 2 litros de Coca-Cola, foi uma bela janta. Feitas na hora, tinha de queijo de coalho, frango, carne, calabresa, frango com charque, banana com queijo, etc. Se essa mulher viesse vender essas tapiocas aqui em Mossoró, ficaria rica.

Agora vamos ao evento. Chegando na praça quase botamos pra fora as preciosas tapiocas. Tudo por causa do som nauseante de um bando de imbecis que achavam que formavam uma banda de rock. O vocalista era mais desafinado que um bode gripado, o guitarrista tocava como quem usa um serrote, o baixista açoitava impiedosamente o seu pobre instrumento e o baterista, que a todo tempo saia do ritmo, parecia que tocava com dois martelos nas mãos. Essa foi, de longe, a pior “banda” que eu já ouvi na vida, e olha que eu já ouvi muita bandinha de fundo de quintal. Quando os caras pararam, foi um alívio geral. Teve gente que deu graças a Deus. Ufa!

Depois da sessão de tortura musical, veio ao palco o Quarteto Forrosado tocando só o filé do legítimo forró de pé de serra. Eita, agora a coisa tava começando a animar. As primeiras beldades da cidade já começavam a aparecer, e o pessoal dos motoclubes começava a movimentação. A noite prometia. Demos um giro pra admirar as motos e nos surpreendemos com a quantidade de triciclos presentes ao evento; deveria ter pelo menos uma dúzia lá, quase todos fabricados pelo Alemão. Foi aí que descobrimos que o cara também estava no evento e que trouxera quatro desses veículos para a região; três deles já vendidos e um servindo de mostruário, estacionado na praça. O cabra está se dando bem no negócio.

Outra coisa que chamou a nossa atenção foi ver uma das barracas de acessórios fechada. Isso não era normal, afinal os caras estavam ali pra negociar e ganhar o deles. Era a mesma barraca onde eu comprara um chapéu de lona no final da tarde – 15 reais muito bem pagos – e que agora estava com as lonas abaixadas. Bom, não demorou muito para descobrirmos o motivo; a juíza local ordenou que a barraca fosse fechada simplesmente porque eles vendiam artigos de cutelaria; facas, espadas, punhais, etc. Os caras só puderam reabrir no dia seguinte, e claro, sem nenhum canivete à vista. Fiquei me perguntando por que ela não mandava fechar também a feira livre, onde são expostos e vendidos facas, facões, foices e todo tipo de ferramenta agrícola manual. Bom, deixa pra lá.

Aliás, nesse evento havia uma quantidade absurda de policiais. Você poderia andar pingando ouro, com notas de cem reais saltando aos bolsos que ninguém te incomodaria. Claro que não fiz isso, mas a sensação de segurança era tão grande por conta do policiamento presente que a impressão que se passava era essa mesmo.

Bom, depois de limparmos a vista com algumas belíssimas máquinas, como uma BMW R1200, voltamos à praça para agora limpar a vista com as beldades locais. Nisso subiu ao palco uma banda de forró que faria uma apresentação especial com alguns clássicos do bom e velho rock in roll. O crooner, vestido de esqueleto e animado que só pinto em merda pouca, deu um verdadeiro show. O cara, além de cantar muito bem, ficava muito engraçado rebolando naquela roupa de esqueleto. Era cada performance que animaria até doente terminal.

Lá pela 1h da madruga resolvemos voltar ao ginásio, e logo constatamos que nem tudo seria um mar de rosas no camping. O ginásio fazia com que qualquer ronco se transformasse num verdadeiro trovão, em virtude da reverberação do som. Pior ainda por conta de alguns companheiros que insistiam em deixar suas motos bem ao lado de suas barracas ou redes. Imaginem uma moto com escapamento esportivo acelerando dentro de um ginásio... Por sorte eu já cheguei mamado e dormi feito uma pedra. Ê sonão...

Na manhã do sábado fomos ao centro da cidade tomar café. O Evandro optou por uma panelada com cuscuz, no mercado central, eu e Júnior fomos em busca de algo mais light e aproveitamos para conhecer um pouco a gigantesca feira-livre que acontece todos os sábados naquela cidade. Depois disso, ficamos na praça do evento jogando conversa fora e observando a movimentação dos motociclistas que a todo instante chegavam ao local. Minha idéia era fazer um bate e volta até a cidade serrada de Triunfo, mas meus colegas não estavam nem um pouco afim de pegar a estrada, o único cara que eu sabia que toparia encarar os 120 km do passeio era o Mazony, dos Carcarás do Asfalto, mas seu triciclo ficou encalacrado, preso no meio das bancas de frutas da feira livre. O cara só conseguiu sair com o triciclo depois do meio dia.

Lá pelas 13h fomos ao local da confraternização. Chegando lá já encontramos um bom número de motocicletas e triciclos. Quem animava a galera era o Quarteto Forrosado, mais uma vez arrebentando no forró pé de serra. Encontramos um pessoal de Mossoró e ficamos na mesma mesa. Primeiramente veio a cerveja, depois o churrasquinho, tudo 0800. Uma maravilha . Mas depois de algumas várias garrafas de Nova Schin, veio a má notícia: a cerveja havia acabado. Mas não foi problema, os motoclubes fizeram uma mega vaquinha e não demorou muito para que as primeiras caixas começassem a adentrar no recinto... E tome mais cerveja!

Mais uma vez esgotadas as cervejas, era hora do passeio. Geralmente esse tipo de passeio acontece antes da confraternização, mas em Afogados a coisa foi diferente. Meu único medo era de alguém fazer alguma besteira, afinal andar em ritmo lento depois de tanta cerveja, não era uma ideia muito boa. Felizmente tudo saiu bem, mas não ficamos até o final; na metade do passeio paramos na churrascaria e fomos continuar os trabalhos.

À noite, cumprimos novamente o ritual na banca das tapiocas e fomos à praça do evento, nisso já estavam entregando os troféus de participação na tenda das inscrições. Peguei o dos Carcarás do Asfalto e fomos procurar uma mesa. Vão querer alguma coisa? “Água!”. Em poucos minutos tomei duas garrafinhas de água mineral. Ô sede da moléstia...

A noite estava animada. Muita mulher bonita, muita gente pra lá e pra cá e muitas motocicletas. Mas eu já estava pedindo arrêgo. Eram 11h da noite e não havia Skol que descesse redondo. Fiquei mais algum tempo com o pessoal, mas não demorei muito. Fui para o ginásio e me surpreendi com a quantidade de gente que já estava dormindo. Tomei um Anador, um Sonrisal, uma dose de Buscopan e fui deitar. Entrando na barraca, foi mesmo que dar na moleira; apaguei e só acordei às 6 horas. Zerado.

Uma coisa ruim de acampar é ter que desfazer o acampamento e amarrar tudo outra vez na moto. Levantamos acampamento e fomos alimentar a nós e a nossas motos. Terminado o abastecimento vamos, à calculadora; somados os 225 km de Caicó até Afogados mais os quilômetros percorridos na cidade e fazendo as contas, a moto consumiu 22 km/l. Opa! A coisa tá melhorando...

Quando terminamos de nos aprontar e preparar as motos para a viagem de volta, já passava das 9h45. Teríamos que andar um pouco mais forte agora. E foi o que aconteceu. Nos primeiros 100 km mantivemos a mesma velocidade de 110/120, mas logo que pegamos a BR 230, depois de Patos, a velocidade subiu para 120/130 km/h, e foi assim até Caicó. Paramos no mesmo posto para abastecer, e a melhora no consumo mais uma vez se confirmou; 22,5 km/l. Vai entender...

Mais uma vez na estrada, só que agora num ritmo ainda mais forte, aproveitei o ótimo asfalto e colei o punho na Fazer. Nos trechos planos ela se mantinha aos 130 km/h, nas descidas a velocidade subia para 140 km/h e nas subidas caía para 120 km/h. Numa dessas descidas eu me curvei um pouco e ela chegou aos 145 km/h, mas foi coisa rápida. Não sou de andar beijando o guidão da moto só pra ver o ponteiro do velocímetro se mexer.

Chegando na BR 304, o vento contra da ida agora era vento a favor. Nesse trecho, quase que totalmente plano e em linha reta, a moto chegava aos 135 km/h. Chegando em Mossoró, vamos à última medição de abastecimento; 19,5 km/l, já esperados em virtude do forte ritmo imposto nesse último trecho.

Acho que a única coisa que me arrependo nessa viagem foi o fato de ter andado tão veloz. Não é muito a minha característica, mas como estava andando com dois companheiros que insistiam em nunca andar abaixo dos 110 km/h, o jeito foi acompanhar. Com isso perdi de fazer algumas boas fotografias, principalmente na descida da Borborema e próximo à cidade de Jucurutu, onde se elevam algumas belíssimas serras, das quais estão sendo retiradas toneladas de minério de ferro para exportação. Assim, muita coisa boa que poderia entrar nesse relato acabou passando despercebida aos meus olhos. Sabe como é, não dá pra andar a 130 km/h e observar a paisagem ao mesmo tempo.

Vamos resumir...

Consumo de combustível
Mossoró - Caicó : 20 km/l – gasolina comum
Caicó - Afogados : 22,5 km/l – gasolina aditivada
Afogados - Caicó : 22 km/l – gasolina aditivada
Caicó - Mossoró : 19,5 – gasolina aditivada

Consumo médio : 20,9 km/l

Velocidade com punho colado
Plano : 130 km/h
Descidas : 140 km/h
Subidas : 120 km/h

Velocidade de cruzeiro : 120 km/h
Velocidade máxima : 145 km/h
Velocidade recomendada : 100 km/h (baixíssima vibração)

O que mais surpreendeu: suspensão, dirigibilidade e retomada de velocidade.
O que mais desagradou: o consumo e as alças para amarrar a bagagem.



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Divisa RN/PB


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Visual do alto da chapada da Borborema


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Fazendo amigos


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Opa... O bicho se animou!


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Divisa PB/PE - Com essa máscara aí, besouro não é problema


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Abrindo os trabalhos


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Água de côco na recepção aos motoclubes


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Depois de sofrermos com o som nauseante de uma banda de rock amadora, curtimos o bom e velho forró pé-de-serra com o grupo regional Quarteto Forrozado. Só forró de qualidade.


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O público local se fez presente ao evento. No pauco um crooner que leva ao extremo a expressão 'presença de palco'. O cara deu um show.


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Olha ele aí. Quando o vi passando próximo a nossa mesa, corri para fazer essa foto.


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Nosso acampamento. O bom de ter ficado no ginásio foi que ninguém se preocupou com chuva ou com calor, o lado ruim foi a reverberação do som, principalmente quando chegava ou saia alguma moto.


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Daí aproveitamos para conhecer um pouco mais da dinâmica da cidade. Fomos até a feira livre e nos surpreendemos com o tamanho da feira; nunca tinha visto tão grande. Era possível encontrar de quase tudo.


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Precisei de uma escada para tirar uma foto ao lado dessa figura aí. Outro colega colocou um capacete na cabeça da estátua pra ela entrar no clima do evento.


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Os triciclos de nossos companheiros ficaram encalacrados, presos no meio da feira-livre. Só depois das 13h eles conseguiram retirar os triciclos.


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Olha só essa arrumação... Como é que alguém consegue pilotar no trânsito caótico daquela cidade carregando isso?


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Churrasco e cerveja 0800 ao som do Quarteto Forrosado.


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Mar de motos


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Eita... Depois de tanto churrasco e cerveja, olha só o que aconteceu.


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Viramos clientes assíduos da mulher das tapiocas recheadas.

 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2003

Da Serra ao mar - Rolê de férias pelo Ceará

Pegar a moto e sair de férias sem um destino certo é o desejo de muita gente. No primeiro dia, fomos para Quixadá, onde nos hospedamos no hotel Belas Artes e permanecemos por um dia e uma noite, tempo suficiente para conhecermos o santuário da serra, o açude do cedro e a casa da pedra; no dia seguinte, seguimos para Guaramiranga, também por um dia e uma noite, e apesar do tempo instável, pudemos conhecer o Pico Alto e fazer um tour pela cidade; no terceiro dia, seguimos para Fortaleza e lá permanecemos por dois dias. Na capital cearense, fomos à catedral da Sé, ao mercado central, à praia de Iracema e demos um pulo até o farol do Mucuripe, um pouto fora do roteiro turístico tradicional. Eu e Leninha, minha esposa-garupa. Foi uma viagem tranquila, pegamos uma chuva leve já próximo de Quixadá e um toró em Guaramiranga, mas foi à noite e já estávamos devidamente alojados numa pousadinha no centro da cidade. Em Fortaleza, nada de chuva; ficamos hospedados na casa do meu irmão e retornamos para Mossoró no quinto dia. Ótimo passeio; precisamos fazer isso mais vezes.

Chuva na estrada

Nevoeiro começando a se dissipar no santuário

No açude do Cedro com a pedra da Galinha Choca ao fundo

Chalé da Pedra

Estrada de acesso ao Pico Alto

O tempo abriu e tivemos uma bela visão do mirante do Pico Alto

City tour em Guaramiranga

City tour por Fortaleza

No alto do farol do Mucuripe

Tradicional foto na praia de Iracema




















terça-feira, 4 de junho de 2002

3º Encontro Hiran Xavier de Motociclismo

Estive no último final de semana na cidade de Martins/RN, um lugar calmo e de clima agradável, mas que mudou sua rotina com a invasão de dezenas de motociclistas que subiram a serra para participar do 3º Encontro Hiran Xavier de Motociclismo. O evento nada mais é do que uma grande confraternização entre amigos motociclistas que se reúnem para aproveitar o visual e o clima ameno da serra, sem zoeira, palcos e baderna.

Partimos de Mossoró por volta das 15 horas da sexta-feira, seguindo pela BR 110, que liga Mossoró a Apodi, e resolvemos pegar esse caminho mais longo, cerca de 10 km a mais, porque comentava-se que a rodovia havia sido restaurada. De fato, os primeiros 15 km foram de pista novinha, novinha, mas daí em diante, uma surpresa: fomos surpreendidos por um piche; um asfalto mole, sei lá, que estava no meio da pista e sem nenhuma sinalização. Quase fomos ‘ao barro'. Mudamos para o acostamento e rodamos uns 2 km assim.

Depois desse trecho 'bonzinho', pegamos uma tremenda buraqueira; cerca de 10 km de buracos e mais buracos. Depois a coisa melhorou um pouco. Mantivemos uma velocidade média de 100 km/h e assim conseguimos nos livrar das crateras formadas no meio do asfalto. Em certos trechos, a pista era um tapete, dava até para esticar um pouco, mas como meu colega vinha numa XR 200, e com garupa, resolvemos manter a média dos 100 km/h.

Quando estávamos subindo a chapada do Apodi, fomos surpreendidos com uma chuva repentina, mas ainda pude fazer uma bela foto do arco-íris que se formou. Assim, paramos no posto e tomamos uma cervejinha. Só duas. Mas também não dava para tomar mais do que isso; cerveja a R$ 2,00 não tem cristão que aguente.

A chuva parou e nós seguimos em frente. Passamos rapidamente pela cidade de Itaú e seguimos rumo à serra numa estrada estreita e com um asfalto cheio de falhas. Por sorte, estávamos em motos trail e 'tiramos de letra' esses probleminhas.

Paramos logo na subida da serra para tirar os óculos de sol. Já era 17h20 e a estrada estava escura com as sombras das árvores. Depois seguimos em frente; a estrada é uma delícia; não há como esquecer aquelas curvas. Mas, claro, com uma atenção redobrada, afinal nós estávamos bem perto de um abismo enorme, e qualquer vacilo poderia ser fatal.

Chegamos na cidade e fomos dar uma olhada na pracinha pra ver como estavam as coisas. Encontramos alguns amigos e ficamos um tempo papeando até voltarmos para a pousada e esperar mais um grupo de falcões que vinham a caminho. O pessoal chegou lá pelas 20 horas, debaixo de uma forte chuva. Se demorassem mais, não poderiam subir a serra devido à forte serração. Um denso nevoeiro abaixou sobre a cidade tornando a visibilidade quase zero. Com isso, o evento foi um pouco prejudicado; poucos resolveram sair até o local do evento, mas foi justamente debaixo de chuva que encontrei o companheiro Ed+, o cara estava debaixo de uma barraca de acessórios com sua esposa/garupa e, enquanto a chuva não passava, batemos um bom papo.

No sábado, rolou passeio de moto pela manhã e churrasco à tarde; à da noite rolou algumas gincanas e a tradicional entrega de troféus aos moto clubes. Só alegria.


Ficamos hospedados na Pousada Martinense.


Concentração na praça da matriz


Confraternização no Mirante do Canto (não estou na foto)


Parada na descida da serra


A ponte tornou-se um local tradicional para fotos


Na volta, passamos pela barragem de Santa Cruz


Depois de uma caminhada exaustiva até a parede da barragem