quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

A musculação e o exercício da fé cristã


Percebendo minha queda de rendimento na academia, em relação às cargas e repetições que antes eu fazia e que agora consigo fazer após quase um mês parado, me ocorreu que coisa semelhante pode acontecer na nossa vida cristã. Pois a fé é o nosso alimento, mas a oração e a prática do bem são nossos exercícios; desta forma, por mais forte espiritualmente que você possa se imaginar, jamais deve negligenciar a prática desses exercícios espirituais, pois assim como ocorre na atividade física, em pouco tempo você também acaba enfraquecendo.

Quando começamos a fazer musculação, é comum nos observarmos no espelho e nos admirarmos com pequenas mudanças que ocorrem no nosso corpo — quem nada tem, se espanta logo com o pouco que consegue — o problema consiste quando isso vira um hábito, e aí, qualquer tempo que passamos nos lambendo ou observando detalhes que até então não tinham importância, tal como quem passa um tempão editando uma foto para o Instagram, já é tempo demais jogado fora. Na vida cristã, é comum que o novo convertido se empolgue consigo mesmo e, em pouco tempo, já se ache capaz de pregar a palavra, exortar os irmãos e abrir o Mar Vermelho. É claro que isso tem a ver com a chama do Espírito Santo em sua vida, mas, em parte, acontece também porque o brasileiro, de forma geral, tem uma tendência, quase que uma necessidade, de falar sobre aquilo que deveras desconhece, além disso, vivemos num vácuo moral tão grande que, ao menor sinal de virtude, o cidadão já se acha um baluarte dos valores, capaz de ditar regras e conselhos que fariam inveja a um monge budista.

Mas, enfim, passado algum tempo na academia, o suficiente para não ser mais considerado principiante, o aspirante a Mister Olympia acaba percebendo que a escalada em busca do corpo perfeito não é uma subida constante e em linha reta, mas formada de longos patamares e pequenos aclives que se assemelham a uma escada de degraus extremamente largos e incrivelmente baixos, de forma que o praticante já começa a se questionar se vale a pena caminhar tanto para subir tão pouco. Na igreja, o aprendiz de apóstolo logo percebe que não basta apenas falar do amor de Deus que 3 mil almas se converterão naquele dia, que colado ao seu discurso deve estar o seu exemplo de vida, que suas atitudes falam muito mais do que suas palavras e que isso exige o exercício da piedade. Ou seja, ambos se deparam com o desafio da perseverança.

Por essa razão, há muitos que, impacientes com os poucos resultados obtidos a duras penas, optam pelo atalho dos anabolizantes; os fins justificam os meios, lembra? E se a finalidade do cidadão é ficar bombado, então viva a alegria do agora. De forma semelhante, tem crente que, incomodado com tantas “exigências”, acaba por procurar uma alternativa mais light, um evangelho mais cômodo, uma igreja de gente feliz que não repara na vida alheia... Mas se há algo constante nesta vida, é a insatisfação humana; e alguém que traiu seus princípios à procura da felicidade imediata, facilmente cederá a outras tentações nessa busca incessante cujo caminho é sempre ladeira abaixo.

A musculação, como sabemos, exige paciência e perseverança; deve ser praticada todos os dias e os resultados aparecem a longo prazo. Contudo, por mais tempo que tenhamos na prática desse esporte, se nos tornamos negligentes, perdemos facilmente aquilo que conquistamos com tanto sacrifício, e embora a imagem no espelho às vezes indique que as coisas ainda estão bem, basta tentar fazer 20 flexões de braço para constatar o retrocesso. Orar e fazer o bem são atitudes que demandam também esforço e persistência, mas para quem não tem (ou perdeu) esse hábito, orar por 2 minutos ou passar meia hora visitando doentes num hospital torna-se algo tão penoso quanto fazer 30 segundos de prancha fixa.

É fato que estamos vivendo cada vez mais, e que, com a idade, vamos perdendo massa muscular e óssea, e é exatamente por isso que precisamos nos manter fisicamente ativos. Se após os 70 anos, a vida é só canseira e enfado, muito mais será se não tivermos músculos para dar sustentação a ossos e articulações. Para isso, a musculação é um dos melhores exercícios, mas a menos que queiramos virar atletas profissionais, nossa finalidade deve ser menos com a aparência física do que com a saúde, tal como o crescimento espiritual não deve ser para o nosso engrandecimento pessoal, mas para que assim resplandeça a luz de Cristo através de nós, para que Ele cresça e a gente diminua.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

O Desafio da Perseverança - Parte I: Oração e Fazer o Bem


“Começar é fácil; permanecer é o desafio.”

Mais um ano se inicia, e com ele, o desafio da continuidade e de nos mantermos firmes e constantes no Senhor; para tanto, perseverar é a chave. A perseverança é uma recomendação bíblica para todo crente, sendo um dos segredos para uma vida cristã vitoriosa, pois “é na vossa perseverança que confirmais a salvação da vossa alma” (Lc 21:19). No entanto, sabemos que não são poucos os que abandonam aquilo que propõem a fazer. Sonhos, projetos, resoluções de ano novo; tem gente que faz até promessa, mas muitos começam, não persistem e acabam desistindo. Perseverar é exatamente não desistir, é encontrar forças para, de alguma forma ou maneira, permanecer e continuar seguindo em frente, independente das circunstâncias. É demonstração de firmeza e constância, e está ligada à paciência e à esperança. 

A perseverança é importante porque nos ajuda a mantermos nossos olhos no que é importante, no nosso alvo: Jesus. Contudo, para que a perseverança aconteça de forma real em nossas vidas, precisamos enfrentar tribulações. Romanos nos diz que as tribulações produzem perseverança, ou seja, sem elas, talvez você não aprenda a perseverar. Então, se foi no mar alto que a tribulação surgiu, é lá onde você deve estar para aprender a perseverar. Afinal, "quem mandou largar a rede?". A dificuldade de muitos em crescer espiritualmente está justamente na deficiência desse aprendizado. Assim, uma crítica, uma cara feia, ou a ausência de elogios, já são suficientes para deixá-los desestimulados e pensarem em desistir. A Bíblia, contudo, não só nos diz para perseverarmos, como também nos diz em que devemos perseverar.

Na oração
"Eles perseveravam no ensino dos apóstolos… e nas orações”. A igreja primitiva era um exemplo de igreja que orava. Jesus exortava os discípulos para orarem, mas Ele mesmo deu exemplo de uma vida de oração. É através da oração que entregamos ao Pai os nossos problemas e necessidades, que apresentamos a Ele nossas angústias, e isso é relacionamento com Deus. Por meio da oração, conseguimos compreender melhor a Palavra, recebemos dons espirituais, nos tornamos capacitados para enfrentar as lutas, vencer as tribulações, etc. Mas se nos tornamos negligentes, e não sentimos falta da oração, isso é um problema; quando passamos muito tempo sem orar, as coisas espirituais vão perdendo o sentido e nossa vida cristã vai definhando. Quando nos afastamos de Deus, o Espírito Santo bate em nosso coração nos fazendo lembrar, mas quando perdemos isso, tornamo-nos superficiais, distantes, às vezes, bem para com nós mesmos, mas não para com o Senhor. 

Em fazer o bem
Fazer o bem é uma obrigação de todo crente, mas parece que muitos estão se cansando disso. Alguns começam, mas param no primeiro aborrecimento; na primeira contrariedade, viram as costas e desistem, porém “quem sabe que deve fazer o bem e não o faz, está pecando”. É por isso que precisamos perseverar nesse aspecto, mesmo que as pessoas não agradeçam, mesmo que não haja reconhecimento, ainda assim precisamos insistir em fazer o bem. Dez leprosos foram curados, mas só um voltou para agradecer. As pessoas são assim, linguarudas, mal agradecidas, e quanto mais você faz, mais elas julgam. Talvez por isso você esteja chateado e se recuse a fazer algo por alguém, mas se quem primeiro deve fazer é o crente, e este não faz, temos então concretizado o exemplo que Jesus nos mostrou na parábola do bom samaritano. Certamente que nem todos estarão dispostos a fazer como Paulo: "procuro agradar a todos porque não procuro meu próprio bem, mas o bem de muitos, para que sejam salvos". Mas se formos condicionar nossas atitudes à aprovação dos homens, talvez não recebamos tapinhas nas costas e elogios, e aí, como ficará a nossa motivação para fazer o bem? É bom sermos reconhecidos? Sim, mas não devemos basear nossas ações nisso. 

Afinal, qual a nossa percepção em relação à perseverança? Temos perseverado na oração e no fazer o bem? Estamos realmente fazendo o bem ou estamos intimamente desejando mal ao outro? É importante pensarmos nisso e nos mantermos atentos.

Extraído do sermão do pastor Antônio Tadeu, domingo, 05 de janeiro de 2020. Algumas referências bíblicas: Perseverança: Lc 21:19, Hb 12:1, Rm 5:3-5, 2Tm 2:3-4. Oração: At 2:42, 1Ts 5:17, Lc 18:1, Rm 12:12, Ef 6:18, Cl 4:2. Fazer o bem: Gl 6:9-10, Tg 4:17, 1Co 10:33, Rm 2:6-7

domingo, 5 de janeiro de 2020

EBD na IBF


Hoje, participei pela primeira vez da Escola Bíblica Dominical da Igreja Batista Fundamentalista. A EBD, como o próprio nome sugere, ocorre aos domingos e tem início às 9h. Começa com uma oração, há um momento de louvor e confraternização, e em seguida ocorre a leitura da Palavra, que hoje foi feita de forma sucessiva, em Atos 27:4-25, um trecho que narra os perigos da viagem de barco na qual Paulo foi enviado, preso, até Roma. Em seguida, as classes se separam de acordo com a faixa etária. Eu fiquei na classe dos adultos (não tinha a dos anciãos), que, por ser a maior, permanece na nave da igreja.

Na sequência, o pastor Tadeu distribuiu, de forma aleatória, algumas tiras de papel nas quais constavam uma série de desafios para a igreja; cada um então lia o desafio que recebera e, de forma alternada, o pastor ia comentando juntamente com a participação dos irmãos. O desafio de resistir ao diabo, o desafio de permanecer vigilante, o desafio de preservar a família, o desafio de evangelizar, o desafio de manter o equilíbrio entre as doutrinas (legalismo x antinomianismo) e o desafio de sofrer por Cristo, pelo que lembro, foram os abordados hoje.

Por volta das 10h30, faz-se a oração final e os irmãos são então liberados para cuidarem de seus respectivos almoços. No final, ainda pensei em sugerir que fizéssemos uma foto para registrar a 1ª EBD do ano, mas fiquei com vergonha dos irmãos pensarem que era pra postar no Instagram (e era), daí fiquei na minha.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

O fim é melhor do que o começo


'Melhor é' é uma expressão comum na Bíblia; Salomão, em sua sabedoria, a usou com certa frequência; e se assim está escrito, é porque realmente é. Mesmo assim, há quem duvide; muitos até dizem o contrário: “no começo, tudo são flores”. Para muita gente, é melhor pensar que o começo é melhor, pois é quando são mais jovens e têm mais vigor para correr atrás de seus sonhos, interagir com outras pessoas e conquistar metas. O começo de um casamento, o início de um curso, os primeiros anos no trabalho, de fato, parecem melhores, mas o começo é apenas uma iniciação, um treinamento para que mais à frente estejamos amadurecidos e possamos usufruir da boa semeadura que fizemos. O que semeamos e construímos hoje é o que determinará o que obteremos no final. A semeadura é feita no início, mas o final é que conta.

Para tanto, precisamos compreender que o tempo de que dispomos e as oportunidades que nos são dadas constituem a diferença entre uma vida próspera ou não — e uma vida de sucesso e prosperidade não significa apenas nas coisas materiais — mas muita gente não entende isso e não consegue aproveitar as chances que lhe são dadas. Em um curso, por exemplo, há os que aproveitam o tempo e a oportunidade para se aperfeiçoarem e adquirirem conhecimento, mas há também os que levam o curso de qualquer jeito. Ambos o concluem, mas apenas um terá um bom final. “Os que com lágrimas semeiam com júbilo ceifarão.” Salmos 126:5.

Como podemos ver, a questão não é o tempo de que dispomos, mas o que fazemos com ele. Além disso, a vitória não é dada àquele que inicia bem, mas ao que persiste debaixo da vontade de Deus. Muitos são os que começam com entusiasmo, mas esmorecem e desistem, afastam-se da igreja e abandonam a fé em Jesus; esquecem que a bíblia diz para perseverarmos até o fim, “corramos com perseverança a corrida que nos é proposta.” Hebreus 12:1. Sejamos pois perseverantes, certos de que é no final que cessarão o choro e as angústias; no final é que seremos coroados. Prossigamos para o alvo, com olhos fitos em Cristo e valendo-se das ferramentas que Ele tem nos dado pra avançarmos e terminarmos bem essa jornada.

Portanto, não sinta-se frustrado achando que o melhor da sua vida já passou; vários foram os homens chamados por Deus após certa idade. Não sabemos como será o nosso futuro, mas é semeando bem hoje que haveremos de colher os bons frutos no final; para que assim a Palavra de Deus se concretize em nós, mostrando-nos que melhor é o fim das coisas do que o seu início. 

Extraído do sermão do pastor Antônio Tadeu, domingo, 29 de dezembro de 2019, na Igreja Batista Fundamentalista.
Algumas referências bíblicas: Eclesiastes 7:8, Salmos 126:5, Hebreus 12:1,2, Filipenses 3:13,14, II Coríntios 4:8, II Coríntios 4:17,18

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

Está consumado - e o véu do templo se rasgou



“E Jesus, dando um grande brado, expirou. E o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo.” Marcos 15:37,38. No momento da crucificação, o Deus que é perfeito e não pode contemplar o pecado, viu seu próprio filho carregando todos os pecados da humanidade; como João Batista já havia anunciado, “eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”. O véu que se partiu não foi um simples tecido que se rasgou. Esse era o véu que fazia a separação entre o Lugar Santo e o Santíssimo, o véu que separava o Criador, da criatura; Deus, dos homens; mas a morte de Cristo rompeu com essa separação.

É por isso que, quando aceitamos a Jesus, o Espírito Santo vem tabernacular em nós, pois Cristo se fez presente como Tabernáculo de Deus. Assim, através do primeiro tabernáculo, foi dada a expiação para Israel; através do segundo, Cristo a expandiu para toda a humanidade. Com isso, o Deus santo, perfeito, estabeleceu uma forma para que aqueles em pecado pudessem ter comunhão com Ele. “Todos pecaram e destituídos estão da Glória de Deus”. Não fomos nós que o buscamos, ou que fizemos por merecer, mas Deus, que através do seu inefável amor, determinou que Cristo deveria padecer para a salvação da humanidade. 

Desta forma, o sacrifício do Cordeiro fez romper o véu da separação e nos deu livre acesso a Deus. Jesus, nosso sumo sacerdote, cumpriu a missão do Pai, pagou o nosso preço e firmou nossa morada nas regiões celestiais. E aquilo que ocultava a presença de Deus, agora não impede mais. "O véu que separava, já não separa mais". Através de Cristo, podemos ser contemplados por Deus; por meio de Cristo, somos também sacerdotes. É por isso que não faz sentido viver no pecado e querer estar diante de Deus. Ele nos ama, mas abomina o pecado. O livre acesso nos foi dado para sermos diferentes. 

Extraído do sermão do pastor Leandro Carvalho, domingo, 20 de outubro de 2019, na Igreja Batista Fundamentalista.
Referências bíblicas: Mateus 27:50,51, João 1:29, Romanos 3:23, Ezequiel 37:27, Apocalipse 21:3, Efésios 3:17-19.

domingo, 29 de dezembro de 2019

Guerra Infinita

O Amazon Prime Video disponibiliza o filme Vingadores Ultimato, mas não o Guerra Infinita. Daí ontem, contando como os 7 dias grátis, assinei o Telecine Play só pra assistir ao Thanos dar uma surra no Hulk, juntar umas pedrinhas coloridas e eliminar metade dos seres do universo (não vi nenhum cachorro sendo desintegrado). O filme traz uma mensagem perturbadora de que haveria bocas demais no mundo para serem alimentadas e por isso seria preciso haver um extermínio em massa para reequilibrar as forças da natureza. Thanos, por sua vez, sacrifica sua própria filha (adotiva), a única pessoa que ele amava, para cumprir o seu propósito, numa espécie de Deus ao contrário. Não recomendo.



sábado, 28 de dezembro de 2019

A conversão e suas evidências


“Se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.” II Cor 5:17. Uma vez que você se converteu, espera-se que haja mudança em sua vida; mudanças que são provocadas pelo evangelho de Deus, que transforma — o que é mais do que simplesmente passar a frequentar uma igreja. Talvez você não mude de forma instantânea, talvez mude de forma progressiva; o fato é que deve haver mudança. E assim como a árvore boa não dá mau fruto, também o crente deve demonstrar os frutos do arrependimento mediante esse processo. Mas como confirmar isso? Quais são as evidências capazes de descrever uma verdadeira conversão?

É comum convidarmos as pessoas para aceitarem a Jesus; no entanto, muitas vezes não consideramos se há evidências da ação do Espírito Santo em suas vidas, de forma que o tempo passa e essas pessoas não conseguem demonstrar nenhuma transformação. Contudo, a resposta que damos a Deus, através do Espírito Santo, ocorre de forma evidente, forte, de maneira que não se limita a tão somente levantar a mão e atender a um apelo. O aceitar a Cristo envolve mudanças que vão muito além do vestir ou do andar; são mudanças espirituais que refletirão tanto na forma de pensar quanto no falar e no agir daquele que se converte. Vejamos algumas:

O compungimento
A compunção é um sentimento de pesar, de arrependimento por haver cometido má ação. Corações compungidos, rasgados, rendidos, por entenderem a mensagem da cruz, demonstram sinais de arrependimento. Isso é característica de uma conversão verdadeira, quando alguém, num ato de vontade, se convence de que precisa se arrepender. Desta forma, percebemos que o crer é um ato de vontade, não um sentimento; é uma atitude que cada um deve tomar, e, como um ato, constitui-se como uma das evidências da conversão. 

O batismo
"De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a palavra”. Pregando à multidão, Pedro não precisou fazer promessas de prosperidade, de bênçãos, vitórias, etc. Ele tão somente pregou a palavra e disse que as pessoas precisavam de arrependimento. Aqui, vemos mais uma evidência da conversão, o fato das pessoas entregarem seus corações a Deus e serem batizadas. Quem crer deve ser batizado. 

A alegria
“Partiam o pão e com alegria e simplicidade perseveravam no Senhor”. A alegria é expressão do Espírito Santo. Quando vivemos uma vida transformada, a despeito das dificuldades que enfrentamos, vivemos em alegria no Senhor. Essa alegria não é baseada no sucesso pessoal ou em coisas materiais; trata-se da verdadeira alegria que flui nos corações pela certeza da salvação, pois não há bem maior para o homem do que a sua salvação. Afinal, “de que adiantaria ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?".

A reparação de erros
Ninguém é perfeito. Crescemos e amadurecemos na fé para um dia chegarmos naquilo que o Senhor espera de nós. "Prossigo para o alvo". Só alcançaremos perfeição no céu. Mas, não por isso, não procuraremos evolução. Quantas vezes sabemos o que Deus diz e quer, mas agimos de maneira contrária? É preciso corrigir e reparar os nossos erros. Recebendo Jesus em sua casa, Zaqueu quis compensar seus erros afirmando que iria restituir, em quatro vezes mais, a quem ele tivesse defraudado. Isso equivale a arrepender-se do pecado. É preciso que reconheçamos nossas falhas, peçamos perdão a Deus e abandonemos tais práticas. "O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.". E ouvindo o que disse Zaqueu, Jesus respondeu: “hoJe veio a salvação a esta casa”, pois viu ali sinais de arrependimento e desejo de mudança. 

Precisamos estar certos de que a conversão vem por meio do arrependimento. Sem arrependimento não há conversão, e sem conversão não há salvação. A conversão é um processo para toda a vida, mas que acontece uma única vez. Há pessoas que são levadas a aceitar a Jesus, mas só depois de um tempo, por meio do Espírito Santo, se convertem. Então, como está o seu progresso no evangelho? Embora não possamos dizer quem será salvo, a salvação é demonstrável, então pergunte-se: há evidências de conversão na minha vida? "Examinai a vós mesmos se de fato estais na fé… se é que já não fostes reprovado". 

Extraído do sermão do pastor Antônio Tadeu, domingo, 15 de dezembro de 2019, na Igreja Batista Fundamentalista.
Algumas referências bíblicas: Atos 2:37-47, I cor 6:10,11, Gálatas 5:22, Filipenses 3:12-14, Provérbios 28:13, 2 Coríntios 13:5.