sábado, 12 de setembro de 2020
O bicho
Se a mídia e os governantes precisam te lembrar o tempo todo que a pandemia não acabou, talvez seja porque você já não consegue percebê-la. As pessoas não passam mais o tempo todo falando sobre o assunto, sumiram os vídeos e mensagens motivacionais, ninguém liga para as postagens informando o número de casos suspeitos, confirmados, no máximo, a quantidade de óbitos, e isto quando atinge um número de destaque, como 100 mil, por exemplo. Ou seja, ouvimos o rugido do monstro e nos escondemos em nossas cavernas, mas diante das necessidades, aos poucos, fomos dando voltas pelas proximidades em busca suprimentos, sempre nos escondendo do monstro, com isso, passamos a conhecê-lo melhor e identificar os seus hábitos, e agora que sabemos como enfrentá-lo (com o tratamento precoce à base de drogas sem comprovação científica), até que ele não parece ser grande coisa, e só não avançamos pra cima dele e o amarramos porque alguns acham que isso deve ser feito pelos profissionais que estão sendo treinados do outro lado do mundo e em breve aparecerão por aqui para domar a fera e colocá-la no cativeiro. Matar? Não, aí já seria caso de maus tratos; o bicho é cruel, mas nem tanto assim — tem gente que é até pior. Então, lembre-se, o monstro ainda está por aí: evite aglomerações, isso chama a atenção do bicho.
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